Saiba o momento certo para mudar de emprego

O cenário está propício para quem deseja mudar de emprego. Há vagas disponíveis em diversos setores e empresas dispostas a pagar salários mais altos para ficar com o funcionário que desejam. Mas a facilidade de trocar de trabalho é uma arma para ser usada com moderação.

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São Paulo – O cenário está propício para quem deseja mudar de emprego. Há vagas disponíveis em diversos setores e empresas dispostas a pagar salários mais altos para ficar com o funcionário que desejam. Mas a facilidade de trocar de trabalho é uma arma para ser usada com moderação.

Em muitos casos, rodar demais em busca de pequenos aumentos salariais pode levar a um desgaste da imagem do profissional.

Antes de aceitar um convite de trabalho é preciso entender se já está mesmo na hora da mudança ou se você está abandonando um projeto antes de concluí-lo apenas por uma grana a mais. Sair antes da hora pode parecer uma conduta sem maiores consequências diante de uma boa proposta. Mas, no futuro, na hora de provar sua experiência — o maior bem de um profissional —, a ausência de
realizações pode ter peso negativo.

“Mudar apenas por ambicionar postos mais altos dá a impressão de que a pessoa não tem capacidade de se manter no cargo por muito tempo”, diz Marcelo Arantes, vice-presidente de RH da Braskem, do setor petroquímico.

Nos últimos cinco anos, a engenheira agrônoma Mariana Godoy, de 29 anos, analista de mercado da FMC, empresa de defensivos agrícolas, trocou quatro vezes de emprego e duas de cidade. Tantas mudanças fizeram com que sentisse na pele o preço de suas escolhas. “Há algum tempo passei por um processo de seleção e, na etapa final, ouvi do presidente que ele não poderia me escolher porque tinha dúvidas se eu estaria lá no dia seguinte”, lembra.

Em todos os casos, Mariana pediu demissão por sentir que estava estagnada. Ao perceber que não tinha mais como crescer, procurava um novo emprego. “Sempre soube quando meu ciclo havia se encerrado”, diz.

Para ela, essa vasta experiência permitiu adquirir um enorme aprendizado. No entanto, tem consciência de que fazer seguidas movimentações pesou de forma negativa no currículo. Muitos funcionários, ao sentir insatisfação no trabalho, não hesitam em largar tudo e ir embora. Alguns enxergam, inclusive, a chance de conseguir um salário maior.

“Essa manobra é um erro estratégico”, diz o consultor Rafael Souto, da Produtive, que assessora profissionais e empresas em fase de transição, de São Paulo. “As propostas de emprego têm sido bem atraentes, mas é preciso ter cuidado nas trocas oportunistas.”

Segundo Rafael, os recrutadores fazem uma radiografia do currículo e ficam reticentes quando percebem que o candidato não para em lugar nenhum. “Quem troca demais de emprego não vai concluir nada. Como, então, essa pessoa explicará na entrevista o que não fez?”, questiona.

Para a paulistana Ivelise de Souza, 26 anos, gerente de compras da distribuidora de gás SHV e que atualmente mora no Rio de Janeiro, o fato de ter mudado três vezes de emprego em apenas um ano não chegou a atrapalhar sua carreira. “Se não havia para onde ir, o melhor era buscar novos desafios”, diz.

Ela reconhece, entretanto, que deixou projetos no meio, mas acredita que seus ciclos haviam chegado ao fim nas outras empresas. “Aqui tenho como crescer, já que a holding possui oito empresas e posso me movimentar”, explica.

Reconhecendo os sinais

Quando descobrir se é hora de mudar? Há sinais que mostram o momento certo de começar algo diferente — dentro ou fora da organização. Assim como acontece na vida pessoal, a carreira é formada por ciclos. É essencial reconhecer quando um ciclo se encerra para dar início a um novo. “O maior sinal de que um ciclo chegou ao fim é a falta de desafios e de motivação”, diz Marcelo, da Braskem.

Permanecer no mesmo cargo por anos a fio sem assumir novos projetos e ter a sensação de que não há mais nada para aprender são alguns indícios de que um ciclo acabou.

Vale a pena fazer um checklist básico. Pergunte a si mesmo: você se sente desafiado e motivado na função atual? Continua com poder de influência dentro da organização? Ainda há o que aprender? Existem perspectivas de crescer? Interromper um ciclo sem arranhar sua imagem é resultado de um exercício constante de autoconhecimento.

“Quem passa muito rápido por várias funções e não completa o ciclo, ao ser cobrado depois por decisões estratégicas, não terá maturidade para o tamanho de sua responsabilidade”, alerta Marcelo.

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Fontes e Direitos Autorais: Andrea Giardino, de Você S/A  – Segunda-feira, 04 de julho de 2011 – 09h57.

Autor: Junior Galvão - MVP

Profissional com vasta experiência na área de Tecnologia da Informação e soluções Microsoft. Graduado no Curso Superior em Gestão da Tecnologia de Sistemas de Informação. Pós-Graduado no Curso de Gestão e Engenharia de Processos para Desenvolvimento de Software com RUP na Faculdade FIAP - Faculdade de Informática e Administração Paulista de São Paulo. Pós-Graduado em Gestão da Tecnologia da Informação Faculdade - ESAMC Sorocaba. Formação MCDBA Microsoft, autor de artigos acadêmicos e profissionais postados em Revistas, Instituições de Ensino e WebSistes. Meu primeiro contato com tecnologia ocorreu em 1995 após meus pais comprarem nosso primeiro computador, ano em que as portas para este fantástico mundo se abriram. Neste mesmo ano, comecei o de Processamento de Dados, naquele momento a palavra TI não existia, na verdade a Tecnologia da Informação era conhecida como Computação ou Informática, foi assim que tudo começou e desde então não parei mais, continuando nesta longa estrada até hoje. Desde 2001 tenho atuado como Database Administrator - Administrador de Banco de Dados - SQL Server em tarefas de Administração, Gerenciamento, Migração de Servidores e Bancos de Dados, Estratégias de Backup/Restauração, Replicação, LogShipping, Implantação de ERPs que utilizam bancos SQL Server, Desenvolvimento de Funções, Stored Procedure, Triggers. Experiência na Coordenação de Projetos de Alta Disponibilidade de Dados, utilizando Database Mirroring, Replicação Transacional e Merge, Log Shipping. Atualmente trabalho como Administrador de Banco de Dados no FIT - Instituto de Tecnologia da Flextronics, como também, Consultor em Projetos de Tunnig e Performance para clientes, bem como, Professor Titular na Fatec São Roque. Desde 2008 exerço a função de Professor Universitário, para as disciplinas de Banco de Dados, Administração, Modelagem de Banco de Dados, Programação em Banco de Dados, Sistemas Operacionais, Análise e Projetos de Sistemas, entre outras. Possuo titulação Oficial Microsoft MVP - SQL Server renovada desde 2007.

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