Tchau, PC

Paulo Varella 

Poucas empresas podem dizer que ajudaram a moldar o mundo com tanta propriedade quanto a Microsoft. Com 36 anos de existência, ela embute seu sistema operacional em nove de cada dez computadores vendidos no mundo. À esteira desse sucesso, domina os principais softwares para PCs: Excel, PowerPoint, Internet Explorer, Word, Outlook. Trata-se de um virtual monopólio, cuja consequência é um valor de mercado de US$ 227 bilhões, com receita anual de US$ 70 bilhões e a maior taxa de dividendos do mundo da tecnologia, 2,36% por ação. Não à toa, seu fundador, Bill Gates, é o americano mais rico do mundo, com uma fortuna avaliada em US$ 59 bilhões.

Com tudo isso, a Microsoft perdeu o hype. Ficou para trás, na última década, nas principais tendências do século 21 – as buscas na internet (domínio do Google), as redes sociais (terreno de Facebook e Twitter), o comércio eletrônico (cujo campeão é a Amazon) e as plataformas móveis (território primeiro da Nokia e da RIM, tomado há alguns anos pela Apple). A percepção de que a Microsoft é uma empresa cheia de presente, mas com futuro duvidoso, torna suas ações incomodamente estáveis, num mercado (o tecnológico) em franca expansão. Chega a tal ponto o desdém pela Microsoft que a edição de novembro da revista Fast Company, especializada em negócios e inovação, lançou quatro capas diferentes, cada uma com um vencedor da “Grande Guerra da Tecnologia” – Apple, Facebook, Google e Amazon.

Alto lá, analistas e videntes.

Há algumas fortes razões para não descartar a Microsoft dessa guerra pelo futuro.

A primeira: a Microsoft tem dinheiro. Muito dinheiro. São US$ 50 bilhões em caixa. A qualquer momento ela pode comprar um atalho para a próxima grande tendência.

A segunda: esse atalho já pode ter sido encontrado. A Microsoft soube surpreender no extremamente competitivo mercado de games, lotado de inovações. O Kinect, lançado em 2010, representou uma revolução.

A terceira: o Kinect não impulsiona apenas uma divisão de entretenimento que cresce estrondosos 60% ao ano. Ele representa a infância de uma nova interface entre homens e máquinas. É um sistema que pode contaminar tudo o que fazemos.

Quer mais futuro que isso?

Por trás desse futuro está uma das mentes mais brilhantes do mundo da tecnologia atual, o brasileiro Alex Kipman. A seguir, a história do seu sucesso – e, mais importante, dos seus planos.

Estamos em novembro de 2010, em um laboratório na sede da Microsoft, em Redmond, nos arredores de Seattle. Uma placa pendurada na porta do local recomenda (ou ameaça?): Embrace change (“Abrace a mudança”). O momento é de descontração. Um soldado do Exército americano é aguardado ali para testar o sistema de sensores do Kinect, o aparelhinho que, usado no console de jogos Xbox 360, capta movimentos e os transforma em comandos para computadores. Mas bastou o convidado pôr os pés no local para que o clima festivo desandasse. O militar não tinha o braço direito. Ele o havia perdido em combate. E aquela constatação criou um baita impasse. Como uma pessoa sem uma parte do corpo poderia usar uma ferramenta concebida para funcionar com seres humanos com um formato padrão? Pior. O soldado era destro. E queria jogar pingue-pongue.

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O Kinect emite raios infravermelhos para iluminar o ambiente. Ele identifica as pessoas, independentemente da quantidade de luz natural

Alex Kipman, o pai do brinquedinho, preparava-se para o desastre. Natural de Curitiba, no Paraná, ele criou os algoritmos que deram vida ao Kinect. Naquele momento, tinha certeza do fracasso do aparelho. Tenso como a corda de um violino prestes a estourar, posicionou-se na frente da tela de comando do sistema. Dali, podia observar como os sensores do equipamento “liam” o corpo do militar. Espantou-se quando – de repente – a máquina começou a completar a silhueta do soldado. Ela percebeu a ausência do braço e produziu outro, virtual. Depois, colocou uma raquete (eletrônica) em uma mão direita (igualmente eletrônica). Fez tudo isso sozinha, sem receber nenhuma ordem ou comando adicional. Kipman sorriu e soltou um enigmático “ahã!”. O convidado iniciou o jogo, mas foi obrigado a fazer uma pausa após os primeiros pontos disputados. Sentou-se e chorou feito um bebê. Não acreditava que o Kinect lhe tinha devolvido o braço. Não só ele. Ninguém na sala acreditava.

A única explicação para o fenômeno estava contida no “ahã!” de Kipman. Eis a sua tradução: o sistema desenvolvido pelo brasileiro usa uma lógica peculiar. Hoje, os computadores são programados para executar tarefas predeterminadas. Aperte a tecla “x” e a letra aparecerá no monitor. Pronto. A relação é de causa e efeito. O programa não faz distinção entre a agudeza de um “i” e a sinuosidade de um “s”. Executa, apenas. A máquina de Kipman é diferente. Ela foi concebida para aprender. Usa sensores com raios infravermelhos para identificar informações relevantes em um ambiente. Um corpo, por exemplo. E consegue aceitar variações dentro desse tema. “Não importa se as pessoas são gordas ou magras, baixas ou altas, crianças ou adultos”, diz Kipman. “Todas podem brincar. O Kinect tem certa flexibilidade para interpretar o mundo. Faz com que a máquina nos entenda. É isso que o torna tão especial.”

  Ele desbancou o iPhone

Essas propriedades têm feito um bem danado para a Microsoft. A começar pelo cofre. O acessório do Xbox foi lançado em novembro do ano passado. Entrou para o livro dos recordes como o eletrônico mais vendido em menor tempo da história – nessa corrida, bateu ícones das prateleiras como iPods, iPhones e iPads. Emplacou 8 milhões de unidades em dois meses, mais de 130 mil maquininhas por dia. No fim do último ano fiscal nos Estados Unidos, encerrado em julho, a Microsoft reportou um lucro líquido de US$ 23,1 bilhões, com alta de 23% em relação ao período anterior. O resultado foi fortemente impulsionado pela dupla Kinect-Xbox. Ela foi responsável pelo crescimento de 30% da receita da divisão de entretenimento, a área da companhia que apresentou o avanço mais robusto entre todos os departamentos.

Se fosse só isso, já seria um impacto de dar inveja em qualquer empresa. Mas não é. O Kinect está fazendo com a Microsoft o que fez com o militar que o testou. Até o ano passado, dizia-se que a Microsoft tinha perdido suas asas – a capacidade de sobrevoar o mercado e vislumbrar o mundo do futuro. Da sala de Kipman, o Kinect está desenhando novas asas para a empresa. A prova disso veio em julho, quando a Microsoft liberou parte do código do sistema de sensores para os desenvolvedores de softwares (os hackers). A decisão foi comemorada entre os nerds e gerou dezenas de novas aplicações para o equipamento. A maior parte dessas ideias parece ter sido extraída de um roteiro de ficção, e várias apontam para uma revolução. Bastam cinco exemplos:

1 Médicos no Canadá usam o Kinect para consultar em um monitor, com gestos e comandos de voz, os exames de pacientes dentro de centros cirúrgicos. Com isso, não tocam nos arquivos e não comprometem a esterilização das mãos.

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O médico canadense Calvin Law gesticula para ver os exames de um paciente em uma TV, durante cirurgia

2 A Mastercard testa um sistema de compras pela TV com base nos sensores da Microsoft. Os usuários gesticulam no ar, como personagens do filme Minority Report, e as opções de produtos e as formas de pagamento se sucedem na tela.

3 Na Universidade de Konstanz, na Alemanha, o produto foi usado para orientar um cego a andar. Instalado em um capacete, ele identificava as barreiras do trajeto e repassava informações verbais para o deficiente visual.

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Acoplado a um capacete, o Kinect guia um pesquisador: o sistema pode ser usado por deficientes visuais

4 Estudantes da Universidade da Califórnia, em San Diego, transformaram o aparelho em um escâner gigante. Eles gravaram em 3D detalhes de um sítio arqueológico na Jordânia. Tal recurso ajuda a organizar as buscas e cria um arquivo das escavações.

5 O Kinect também é usado em atividades socioeducacionais. Elas incluem métodos interativos de ensino de inglês para comunidades carentes na África do Sul e jogos para crianças autistas (elas conseguem brincar com o aparelho, que não exige o uso de intrincados joysticks e controles cheios de botões).

Interface natural

Por ser simples de usar, o sistema de sensores também é uma peça-chave nos próximos movimentos da Microsoft na disputa por vários segmentos de mercado. Ele é a nascente, testada e aprovada pelo público, de uma interface natural entre homens e máquinas. Essa é uma meta almejada há pelo menos duas décadas pela companhia – que só agora pôde sair do papel. Detalhes dessa estratégia foram fornecidos em agosto, em um texto intitulado The future of the living room (“O futuro da sala de estar”), publicado no blog do vice-presidente de comunicação da companhia, Frank X. Shaw.

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Os serviços de vídeo
sob demanda pela internet, como Netflix e Hulu, também estão chegando aos consumidores por meio de smartphones

No texto, Shaw sustenta que estamos no meio de uma nova onda tecnológica. Usa o termo “avalanche” para definir o aumento do conteúdo digital acessível pela televisão. “Ele inclui shows, programas esportivos, filmes, vídeos, games, música e muito mais.” Paralelamente, aumentam as fontes de distribuição desse material: TV aberta, a cabo, serviços sob demanda (Netflix e Hulu, por exemplo) e a internet como um todo.

O objetivo da Microsoft é se transformar na principal fonte de acesso dentro de casa dessa cornucópia do entretenimento. O console Xbox pode servir de porta de entrada do conteúdo. Ele é o hardware, o computador. O Bing, o serviço de buscas da empresa, pesquisa e organiza todo esse material. O Kinect, com sua capacidade de entender gestos e comandos de voz, é a interface que une tudo. “Imaginamos um futuro em que a frase ‘ei, onde está o controle remoto’ soe tão ultrapassada como um telefone de disco”, afirma Shaw.

  O futuro no presente

Essa não é uma visão do futuro. Não funciona a pleno vapor, mas está em uso comercial nos Estados Unidos e em alguns países da Europa. Em outubro, a Microsoft lançou o Xbox Live, um serviço online com 40 emissoras internacionais de televisão. O Live também abriga a maior rede social paga do mundo (custa R$ 89 por ano no Brasil), com 35 milhões de pessoas que compartilham jogos pela web. A empresa também fechou acordos com a Netflix e a Hulu para a distribuição de filmes, shows e seriados. Integrou a esse sistema o Zune Marketplace, uma versão Microsoft do iTunes, da Apple, onde podem ser compradas músicas e baixados diversos aplicativos.

As pesquisas nesse pacotão digital podem ser feitas por comandos de voz (a tecnologia chama-se Tellme), uma das habilidades do Kinect. Basta pedir: “Xbox, Bing X-Men”. O sistema apresenta todas as opções de filmes, músicas, jogos e fotos relacionados a esse título. O recurso funciona em inglês, ainda não está disponível em português. Para completar, todo esse complexo de entretenimento pode ser armazenado fora do Xbox. Ele pode ser guardado em data centers da Microsoft, que, conectados pela internet, formam a nuvem de computadores da empresa.

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Os sensores desenvolvidos por Kipman, atual diretor de incubação de produtos de entretenimento, também ocupam a sala de estar de uma maneira surpreendente. A Microsoft apresentou em julho um novo modelo de avatar, feito com base na tecnologia do Kinect. Funciona de forma similar ao game. O usuário fica na frente do aparelho e seu clone, um bonequinho estilizado, aparece na tela da TV. O detalhe é que o avatar reproduz, em tempo real, todos os diálogos e as alterações na expressão facial da pessoa. Registra sutilezas como esboços de sorrisos ou o movimento das sobrancelhas. Esses avatares têm uma função específica: devem integrar os usuários do sistema Xbox-Kinect-Bing. Assim, é possível reunir grupos de amigos, cada qual com seu avatar, em um ambiente virtual para compartilhar filmes, trocar opiniões, assistir a jogos de futebol em turma. Parece bacana? Pois é só o começo.

Uma nova trincheira

Com todas essas ferramentas, tendo como uma das principais chaves o Kinect, a Microsoft quer transformar nossas salas de estar em uma trincheira para combater seus oponentes nos negócios de tecnologia. Isso vale tanto para o campo das pesquisas online, liderado pelo Google, como para as tendências tecnológicas, capitaneadas pela Apple. E essa é uma tarefa tão urgente como difícil. Desde que o Google tornou-se uma empresa aberta, em agosto de 2004, o valor de suas ações multiplicou por mais de seis. No mesmo período, as da Microsoft caíram 2%. Desde que a Apple lançou o primeiro iPhone, em julho de 2007, o valor de seus papéis triplicou. Os da Microsoft, em prazo semelhante, recuaram 10%.

Isso não quer dizer que os velhos negócios devem ficar à míngua nos próximos anos. O Windows é (e continuará por um bom tempo) a ser o grande lastro econômico da companhia. Se a Apple vendeu 28 milhões de iPads desde o lançamento do produto, a Microsoft vendeu 450 milhões de cópias apenas do Windows 7. O sistema operacional é ainda o principal responsável pelos dividendos pagos aos acionistas. Nesse quesito a Microsoft é imbatível, mesmo se comparada a marcas como Google, Apple, HP ou IBM.

A nova versão do produto, o Windows 8, deve ser lançada em meados de 2012. O software foi desenhado para rodar tanto em PCs como em tablets. Suas funções podem ser acionadas por meio dos tradicionais ícones e por toques na tela do computador. Ele também vai incorporar novos recursos, parecidos com os do Kinect, como o reconhecimento facial dos usuários. “Cada vez mais as pessoas vão ver surgir novos produtos da Microsoft”, diz Kipman. “E eles todos estarão crescentemente integrados.”

A Microsoft pagou US$ 8,5 bi
pelo Skype, em maio. Serviços de telefonia
pela internet devem ser incorporados
em breve aos principais produtos
da empresa

 

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Bill Gates, o fundador da Microsoft, sempre que visita a sede da empresa, em Seattle, passa pelo laboratório de Alex Kipman. “Ele gosta de ver e conversar sobre as novidades nas quais estamos trabalhando”, diz

Siri esperto

O Kinect também presta um serviço de atualização à empresa de Redmond. Ele a coloca de frente para o gol na disputa por aplicações que usam recursos de inteligência artificial. A Apple também está mostrando suas garras nesse campo. A empresa incorporou à quinta geração do iPhone, o modelo 4S, lançado no mês passado, um programa que responde a perguntas do usuário, tanto por meio da fala como de textos. É o Siri. Ele fornece qualquer tipo de informação, como endereços de restaurantes ou consultas pela internet. Se você quiser saber quem é o presidente do Irã, pergunte ao Siri. O sistema nem sempre acerta de primeira, mas, como no Kinect, ele aprende e melhora seu desempenho com o tempo. O Android, do Google, usa ferramenta similar.

No futuro não muito distante, dispositivos eletrônicos como o Kinect e softwares similares ao Siri serão cruciais para nos ajudar a lidar com a tecnologia. O número e a variedade de aparelhos eletrônicos tendem a se multiplicar. A empresa de tecnologia Cisco estima que existem atualmente 7,5 bilhões de aparelhos eletrônicos conectados à internet. São computadores, notebooks, smartphones e tablets. Em 2015, eles somarão 15 bilhões. É o dobro, em apenas quatro anos. Para atingir esse número, a web deve incorporar carros, lâmpadas e até torradeiras. Termos como computação pervasiva ou ubíqua, em que tudo se transforma em computador, vêm sendo difundidos nos últimos anos para definir tal cenário. (Bill Gates, o fundador da Microsoft, há mais de uma década fala desse mundo em que tudo se conecta e se comunica.) Os gestos e a voz serão decisivos para controlar essa parafernália alucinante. “Não tenho dúvida de que o sistema do Kinect estará lá, no futuro, revolucionando a forma como lidamos com a tecnologia”, afirma Alex Kipman. Não duvide.

Fontes e Direitos Autorais: Revista Época Negócios – Notícias – Carlos Rydlewski – Reportagem / Visão 03/11/2011

 

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Sobre Junior Galvão - MVP

Profissional com vasta experiência na área de Tecnologia da Informação e soluções Microsoft. Graduado no Curso Superior em Gestão da Tecnologia de Sistemas de Informação. Pós-Graduado no Curso de Gestão e Engenharia de Processos para Desenvolvimento de Software com RUP na Faculdade FIAP - Faculdade de Informática e Administração Paulista de São Paulo. Pós-Graduado em Gestão da Tecnologia da Informação Faculdade - ESAMC Sorocaba. Formação MCDBA Microsoft, autor de artigos acadêmicos e profissionais postados em Revistas, Instituições de Ensino e WebSistes. Meu primeiro contato com tecnologia ocorreu em 1995 após meus pais comprarem nosso primeiro computador, ano em que as portas para este fantástico mundo se abriram. Neste mesmo ano, comecei o de Processamento de Dados, naquele momento a palavra TI não existia, na verdade a Tecnologia da Informação era conhecida como Computação ou Informática, foi assim que tudo começou e desde então não parei mais, continuando nesta longa estrada até hoje. Desde 2001 tenho atuado como Database Administrator - Administrador de Banco de Dados - SQL Server em tarefas de Administração, Gerenciamento, Migração de Servidores e Bancos de Dados, Estratégias de Backup/Restauração, Replicação, LogShipping, Implantação de ERPs que utilizam bancos SQL Server, Desenvolvimento de Funções, Stored Procedure, Triggers. Experiência na Coordenação de Projetos de Alta Disponibilidade de Dados, utilizando Database Mirroring, Replicação Transacional e Merge, Log Shipping. Atualmente trabalho como Administrador de Banco de Dados no FIT - Instituto de Tecnologia da Flextronics, como também, Consultor em Projetos de Tunnig e Performance para clientes, bem como, Professor Titular na Fatec São Roque. Desde 2008 exerço a função de Professor Universitário, para as disciplinas de Banco de Dados, Administração, Modelagem de Banco de Dados, Programação em Banco de Dados, Sistemas Operacionais, Análise e Projetos de Sistemas, entre outras. Possuo titulações e Reconhecimentos: Microsoft MVP, MCC, MSTC e MIE.
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