‘Supervírus’ espião é o mais complexo já descoberto

Meses depois do Stuxnet, vírus que atingiu o programa nuclear do Irã, uma nova – e mais sofisticada – ciberarma foi descoberta. De acordo com pesquisadores da Kaspersky, a complexidade e a funcionalidade do programa malicioso recém-descoberto são superiores aos de todas as ciberameaças conhecidas até o momento. O malware foi identificado pelos especialistas da empresa russa durante uma investigação realizada para a International Telecommunication Union (ITU).

O programa malicioso, chamado de Worm.Win32.Flame pela companhia, é projetado para realizar espionagem virtual. Ele pode roubar informações valiosas, incluído, mas não limitado a, conteúdos de um computador, informações em sistemas específicos, dados de contatos e até conversas em áudio.

A pesquisa foi iniciada pela ITU e pela Kaspersky depois de uma série de incidentes com outro malware destrutivo, e ainda desconhecido,– apelidado de Wiper – responsável por apagar dados de um elevado número de computadores na região do Oriente Médio (veja mapa). As pesquisas sobre este malware ainda não foram concluídas. Porém, durante sua análise, os especialistas, em conjunto com a ITU, depararam-se com o novo malware, conhecido agora como Flame.

 

Países mais atingidos pelo vírus Flame

Resultados preliminares indicam que este programa malicioso está sendo disseminado há mais de dois anos, desde meados março de 2010. Devido à extrema complexidade, além da natureza de seus alvos, nenhum software de segurança tinha conseguido detectá-lo até agora, diz a empresa.

Embora as características do Flame diferem das primeiras ciberarmas, como o Stuxnet e o Duqu, a geografia dos ataques, o uso de vulnerabilidades em softwares específicos e o fato de que só computadores selecionados serem atacados indicam que este malware pertence à mesma categoria de “super-ciberarmas”.

“O Stuxnet e o Duqu pertenciam a uma única cadeia de ataques, o que levantou preocupações relacionadas com a guerra cibernética no mundo inteiro. O malware Flame parece ser uma nova fase nesta guerra e é importante entender que as armas cibernéticas podem facilmente serem usadas contra qualquer país. Neste caso, ao contrário da guerra convencional, os países mais desenvolvidos são realmente os mais vulneráveis”, afirmou Eugene Kaspersky, CEO e co-fundador da Kaspersky Lab, sobre a descoberta do Flame.

O objetivo principal do Flame parece ser a ciberespionagem, roubando informações das máquinas infectadas. As informações então são enviadas para uma rede de servidores de comando e controle localizados em diferentes partes do mundo.

A diversidade das informações roubadas, que incluem documentos, imagens, gravações em áudio e interceptação de tráfego de rede, torna-o o kit de ataque mais avançado e complexo já descoberto. O exato vetor da infecção ainda não foi revelado, mas já está claro que o Flame tem a capacidade de se replicar numa rede local usando vários métodos, incluindo os mesmos métodos explorados pelo Stuxnet, explorando vulnerabilidades no serviço de impressão e de dispositivos USB.

“Os resultados preliminares da pesquisa, pedida com urgência pela ITU, confirmam a natureza altamente direcionada deste programa malicioso. Um dos fatos mais alarmantes é que este ciberataque está no auge da sua fase ativa e seu criador está vigiando constantemente os sistemas infectados, recolhendo informações e definindo novos sistemas para atingir os seus objetivos, ainda desconhecidos”, explica Alexander Gostev, analista-chefe da Kaspersky.

Por enquanto, o que se sabe é que este malware é composto por vários módulos e vários megabytes de códigos executáveis – o que o faz cerca de 20 vezes maior do que o Stuxnet. Isto significa que analisar e reverter esta arma exige uma grande equipe de especialistas e engenheiros altamente qualificados e com vasta experiência em ciberdefesa.

Fontes e Direitos Autorais: IDGNow! – 28 de maio – 14h52  – Atualizada em 29 de maio – 00h18

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Sobre Junior Galvão - MVP

Profissional com vasta experiência na área de Tecnologia da Informação e soluções Microsoft. Graduado no Curso Superior em Gestão da Tecnologia de Sistemas de Informação pela Uninove – Campus São Roque. Pós-Graduado no Curso de Gestão e Engenharia de Processos para Desenvolvimento de Software com RUP na Faculdade FIAP – Faculdade de Informática e Administração Paulista de São Paulo. Pós-Graduado em Gestão da Tecnologia da Informação Faculdade – ESAMC Sorocaba. Formação MCDBA Microsoft, autor de artigos acadêmicos e profissionais postados em Revistas, Instituições de Ensino e WebSistes. Meu primeiro contato com tecnologia ocorreu em 1994 após meus pais comprarem nosso primeiro computador, ano em que as portas para este fantástico mundo se abriram. Neste mesmo ano, comecei o de Processamento de Dados, naquele momento a palavra TI não existia, na verdade a Tecnologia da Informação era conhecida como Computação ou Informática, foi assim que tudo começou e desde então não parei mais, continuando nesta longa estrada até hoje. Desde 2001 tenho atuado como Database Administrator – Administrador de Banco de Dados – SQL Server em tarefas de Administração, Gerenciamento, Migração de Servidores e Bancos de Dados, Estratégias de Backup/Restauração, Replicação, LogShipping, Implantação de ERPs que utilizam bancos SQL Server, Desenvolvimento de Funções, Stored Procedure, entre outros recursos. Desde 2008 exerço a função de Professor Universitário, para as disciplinas de Banco de Dados, Administração, Modelagem de Banco de Dados, Programação em Banco de Dados, Sistemas Operacionais, Análise e Projetos de Sistemas, entre outras. Experiência na Coordenação de Projetos de Alta Disponibilidade de Dados, utilizando Database Mirroring, Replicação Transacional e Merge, Log Shipping, etc. Trabalhei entre 2011 e 2017 como Administrador de Banco de Dados e Coordenador de TI no FIT – Instituto de Tecnologia da Flextronics, atualmente exerço a função de Professor Universitário na FATEC São Roque. CTO da Galvão Tecnologia, consultoria especializada em Gestão de TI, Administração de Servidores Windows Server, Bancos de Dados Microsoft SQL Server e Virtualização. Possuo titulação Oficial Microsoft MVP e reconhecimentos: MCC, MSTC e MIE.

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