Impactos na ordenação de colunas em índices Não-Clusterizados, no Microsoft SQL Server 2005, 2008 e R2.

Dica – Impactos na ordenação de colunas em índices Não-Clusterizados, no Microsoft SQL Server 2005, 2008 e R2.

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Pessoal, bom dia!

Tudo bem?

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No artigo de hoje, vou apresentar algo que normalmente não se preocupamos quando estamos criando um índice. Estou falando dos impactos que podem ocorrer em nosso ambiente quando utilizamos índices não-clusterizados compostos.

Naturalmente ao criamos um novo índice, estamos adicionando mais um mecanismo de consulta, pesquisa e organização de dados, alocados em uma tabela. Isso quando estamos criando um índice simples, formado por uma única coluna.

Mas todo e qualquer índice pode conter mais de uma coluna, sendo o mesmo, reconhecido como índice composto. Com base, neste cenário, algumas dúvidas podem surgir, dentre elas se o SQL Server pode sofrer alguns impactos quando estamos fazendo uso deste índice dependendo da ordem de criação e utilização das colunas.

Para começar, vou montar nosso ambiente de Exemplo, composto por suas tabelas: Tabela1 e Tabela2, conforme o Código 1 apresentado abaixo:

Código 1 – Criando as Tabelas fisicamente:

CREATE TABLE dbo.Tabela1

(Coluna1 int NOT NULL,

 Coluna2 int NULL,

 Coluna3 int NULL,

 Coluna4 varchar(50) NULL)

GO

 

CREATE TABLE dbo.Tabela2

(Coluna1 int NOT NULL,

 Coluna2 int NULL,

 Coluna3 int NULL,

 Coluna4 varchar(50) NULL)

GO

Note que ambas as tabelas foram criadas inicialmente sem qualquer tipo de índice, inclusive chave primária, sendo este, o próximo passo, apresentado no Código 2:

Código 2 – Adicionando as Chaves Primárias:

ALTER TABLE dbo.Tabela1

 ADD CONSTRAINT PK_Tabela1 PRIMARY KEY CLUSTERED (Coluna1)

GO

 

ALTER TABLE dbo.Tabela2

 ADD CONSTRAINT PK_Tabela2 PRIMARY KEY CLUSTERED (Coluna1)

GO

Acabamos de adicionar em ambas as tabelas uma chave primária do tipo Clusterizada, com isso, estas tabelas possuem neste momento um índice clusterizado, que será utilizado conforme sua necessidade, mas por padrão o SQL Server vai utilizar a chave primária como mecanismo que garanta a unicidade de nossos dados.

Vamos então adicionar algumas linhas de registros em nossas tabelas, conforme apresenta a seguir o Código 3:

Código 3 – Populando as tabelas:

DECLARE @valor INT

SET @valor=1

 

WHILE @valor < 1000

BEGIN 

   INSERT INTO dbo.Tabela1(Coluna1, Coluna2, Coluna3, Coluna4) VALUES(@valor,@valor,@valor,’Valores’)

   INSERT INTO dbo.Tabela2(Coluna1, Coluna2, Coluna3, Coluna4) VALUES(@valor,@valor,@valor,’Valores’)

   SET @valor=@valor+1

END

GO

Agora com nossas tabelas criadas, com suas respectivas chaves primárias e dados, vou começar a preparar o ambiente para demostrar o pode ocorrer em uma tabela que possui índices compostos não-clusterizados, para isso apresenta o Códiogo 4.

Código 4 – Criando um novo Índice na Tabela 1, composto por duas colunas:

CREATE NONCLUSTERED INDEX IND_Tabela1_Coluna2_Coluna3

ON dbo.Tabela1 (Coluna2,Coluna3)

 WITH (STATISTICS_NORECOMPUTE = OFF,

            IGNORE_DUP_KEY = OFF,

            ALLOW_ROW_LOCKS = ON,

            ALLOW_PAGE_LOCKS = ON)

  ON [PRIMARY]

GO

Nosso ambiente já esta praticamente concluído, e sua estrutura encontra-se distribuída da seguinte forma, conforme apresenta a Figura 1:

Figura 1: Representação da estrutura do ambiente, tabelas e índices criados.

Tudo pronto e preparado para começarmos a brincadeira. Para que tentar aproximar e ilustrar ainda mais o comportamento do SQL Server, por parte dos seus processos de execução e informações estatísticas, vou fazer uso de uma Diretiva SET existente no SQL Server, responsável em apresentar estas informações.

Estou me referindo a Diretiva: SET STATISTICS IO ON, responsável em apresentar o retorno de informações estatísticas existentes no SQL Server conforme as transações são processadas pelo Query Processor. Através do Código 5, vou realizar a ativação deste diretiva.

Código 5 – Ativando a exibição de informações sobre Estatísticas com retorno em Tela:

SET STATISTICS IO ON

 

A partir do momento em que ativamos o retorno de informações estatísitcas, a Guia Messagem apresentada no Result Set do SQL Server, vai apresentar informações sobre o processamento estatístico realizado pelo SQL Server e não informações quantitativas sobre o que foi afetado pelo bloco de transações.

 

O próximo passo será utilizar o comando DBCC DropCleanBuffers, responsável em limpar e remover todos os buffers limpos que possam exisitir dentro do Pool do SQL Server. Para isso, vou utilizar o Código 6.

 

Código 6 – Removendo todos os buffers limpos do Pool de buffers do SQL Server:

DBCC DROPCLEANBUFFERS

GO

O objetivo de limparmos o Pool de buffers no SQL Server é apresentar o retorno de informações estatísticas da forma mais precisa de acordo com a sua quantidade de leituras e escritas.

Nossa brincadeira esta ficando boa, vamos então, por um pouco mais de açúcar neste bolo e verificar através do retorno de informações estatísticas o que pode acontecer quando estamos fazendo de um índice não-clusterizado composto, com base, no código 7, apresentado a seguir:

Código 7 – Consultando os Dados na Tabela 1, através da Coluna3:

SELECT * FROM dbo.Tabela1

WHERE Coluna3=99

GO

Este simples Select esta fazendo a consulta de dados com base no Coluna3, limitando o resultado de registros que possuam valor igual 88, mas o que importa neste cenário é o retorno estatístico que o SQL Server nos apresenta na guia Message, consolidado na Tabela 1 apresentada abaixo:

Retorno – Estatísticos – Código 7

Row(s)

Scan Count

Logical Reads

Physical Reads

Read-ahead reads

1

1

6

5

4

 

O próximo passo será fazer a execução de um Select similar ao apresentado no Código 7, mas com uma pequena mudança, ao invés de utilizar a Coluna3 vamos utilizar a Coluna2, conforme apresenta o Código 8:

Código 8 – Consultando os Dados na Tabela 1, através da Coluna2:

–Removendo todos os buffers limpos do Pool de buffers do SQL Server–

DBCC DROPCLEANBUFFERS

GO

 

–Consultando dados–

SELECT * FROM dbo.Tabela1

WHERE Coluna2=99

GO

Retorno – Estatísticos – Código 8

Row(s)

Scan Count

Logical Reads

Physical Reads

Read-ahead reads

1

1

4

4

0

A princípio já podemos observar que existe uma diferença de retorno estatístico de dados na execução do Código 8 em relação ao Código 7, nos indicando uma diferença considerável de leituras Lógicas e Físicas entre eles.

Mas o que pode ter acontecido para ocorrer esta diferença de valores estatísticos entre estes códigos?

Para tentar responder esta pergunta, vou utilizar o Plano de Execução apresentado pelo SQL Server, executando novamente os Código 7 e Código 8.

Após executar novamente o Código 7, nos deparemos com o seguinte Plano de Execução, conforme apresenta a Figura 2:

Figura 2 – Plano de Execução – Código 7.

Podemos notar que o SQL Server realizou uma busca direta de registros fazendo uso de nosso índice Clusterizado que se encontra amarrado a nossa chave primária. O que normalmente nos oferece um ganho de performance.

Após executarmos novamente o Código 8, nos deparemos com o seguinte Plano de Execução, conforme apresenta a Figura 3:

Figura 3 – Plano de Execução – Código 8.

Observando este Plano de Execução, já conseguimos identificar facilmente o que temos de diferença em relação ao Plano de Execução apresentado no Código 7. O Query Optimizer identificou como melhor caminho para processo o Código 8, a utilização de dois operadores para encontrar o dado desejado, neste caso: Index Seek(Non-Clustered) e Key Lookup para depois consolidar estes dados no operador Nested Loops.

Então, parece ser algo de outro mundo esta mudança radical de comportamento do SQL Server, mas não é. Muito pelo contrário é algo bastante simples de se entender, como criamos um índice não-clusterizado composto e a primeira coluna declarada na composição deste índice foi a Coluna 2, o Query Optimizer entende que ao usar esta Coluna que faz parte de um índice e a mesma é a primeira coluna do índice.

Neste cenário, o Query Optimizer faz uso do operador Key Lookup para vasculhar dados no índice Clusterizado que em conjunto com este operador utiliza o operador Nested Loops. Em contra partida o operador Index Seek(Non-Clustered) realiza a pesquisa de dados sobre a coluna utilizada no índice não-clusterizado.

Conclusão

Podemos concluir que o uso de índices em nossas tabelas pode de alguma forma melhor a performance no nosso ambiente, mas por outro lado apresentar um comportamento totalmente diferente em relação ao que entendemos ser o mais indicado. Sendo assim, utilizar muitos índices em uma tabela ou muitas colunas pode acabar impactando em nosso ambiente.

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Mais uma vez quero agradecer a sua visita.

Nos encontramos em breve.

Microsoft exec categorically denies reports that the company plans to bring its Surface tablet strategy to the smartphone market.


A Microsoft executive said the company has no plans to manufacture its own company-branded smartphones, denying reports to the contrary that emerged after Redmond last week roiled the PC hardware industry by unveiling its own tablet computer.

Asked in an interview if Microsoft planned to apply that strategy to the smartphone market, Greg Sullivan, senior marketing manager for Windows Phone, said, “No, we do not.”

 

Microsoft has revealed that hardware makers building Windows Phone 8 devices include HTC, Nokia, Samsung, and Huawei. “We have a strong ecosystem of partners that we are very satisfied with,” Sullivan said Friday.

Sullivan’s outright denial of plans to build a phone is significant in that Microsoft officials almost always issue a standard “no comment” when asked about industry rumors.

Speculation as to whether Microsoft would start building its own smartphones in-house arose after the company last week announced plans to make its own line of tablets, known as Surface.

Microsoft initially plans to ship two versions of Surface: one that runs a full-blown edition of Windows 8 on Intel chips, and one that runs the tablet-optimized Windows 8 RT, on chips designed by UK-based ARM Holdings.

[ Considering a Windows 8 ARM tablet? Here’s what you need to know now: Windows 8 ARM Tablets: 8 Must-Know Facts. ]

Nomura analyst Rick Sherlund last weekreleased a note to clients in which he said Microsoft has a deal with a contract manufacturer to produce Windows Phone 8 phones.

“It is unclear to us whether this would be a reference platform or whether this may be a go-to-market Microsoft-branded handset,” said Sherlund. “We would not be surprised if Microsoft were to decide to bring their own handset to market next year given that Microsoft has decided to bring to market their own Windows 8 Surface tablet/PC products.”

But Microsoft’s Sullivan told InformationWeek, during a meeting in the company’s New York City public relations office, that no such plans are in the works.  Still, Microsoft could end up in the phone business if it ultimately acquires close partner Nokia. Some analysts believe Redmond will make such a move given the mobile market’s strategic importance and the fact that Nokia, with its stock trading at just above $2 per share, would be a relative bargain for cash-rich Microsoft.

Redmond already is investing billions of dollars in the Finnish phone maker to help it with Windows Phone transition costs. Microsoft shares were off 2.48%, to $29.94, in early trading Monday.

Copyright: By Paul McDougall  InformationWeek June 25, 2012 11:35 AM.

Um guia de carreira para recém-formados


Trainees da PwC: Começar a carreira em um programa de trainee não é sinônimo de garantia de sucesso profissional.
Passada a formatura, qual a melhor estratégia para dar um pontapé inicial na carreira? De acordo com pesquisa da Page Talent, 35% dos jovens entre 18 e 25 anos apostam nos programas de trainee para responder a esta pergunta. 

 

Mas esta é, realmente, a melhor alternativa para começar a carreira? De acordo com especialistas, a resposta varia de acordo com o perfil e plano de carreira do recém-formado.

“A formação do trainee é mais generalista. É quase uma extensão da própria graduação e, geralmente, tem o foco na formação de futuras lideranças”, afirma Manoela Costa, da Page Talent.

 

Mas isso não significa que quem começou a carreira sem uma passagem por um programa de trainee esteja fadado a um futuro profissional mediano ou longe do alto escalão das grandes empresas. Ao contrário.

 

“Um trainee pode ter mais exposição e um salário maior nos dois primeiros anos de carreira. Mas isso tende a se igualar depois deste período”, diz Bruna Tokunaga Dias, gerente de orientação de carreira da Cia de Talentos.

 

Independente da linha de largada e de onde você quer chegar, as especialistas afirmam que todo jovem profissional deve adotar uma postura de compromisso com a própria carreira e apostar em caminhos para longe daquilo que chamamos de zona de conforto. Aprenda como.

 

Para além da baia

 

Primeiro desafio para todo jovem profissional? Dar o melhor de si em cada tarefa sem, contudo, virar refém do cotidiano e perder o longo prazo de vista.

 

Há quem, nos primeiros anos de carreira, vire um refém da própria função. Em outras palavras, com tantas demandas e novidades para aprender, muitos jovens profissionais não conseguem olhar para além da própria baia, quanto mais do próprio departamento.

 

Mas, de acordo com as especialistas, não ficar preso ao próprio departamento é essencial para quem quer crescer na carreira. “É fundamental ampliar a sua visão dentro da empresa. Se você está no cargo de analista contábil, não se restrinja a esta área, tente entender toda a área financeira, por exemplo”, afirma Manoela. “Não é porque estou fazendo um pedaço do processo que não devo saber como é o final”.

Nesta toada, não restrinja seus relacionamento e visão a quem trabalha com você. Circule. Aproveite todas as oportunidades possíveis para entender como outras pessoas, dentro da mesma empresa, trabalham e, principalmente, quem elas são.

Lembre-se: Networking é palavra de ordem em qualquer fase da vida profissional. “Transite por outras áreas, entenda outros negócios, ofereça apoio para quem precisa”, diz Bruna.

 

Um passo à frente, sempre

 

Circular pela empresa, conhecer novos departamentos e pessoas é um exercício útil também para checar quais fatores são valorizados dentro da companhia quando o crescimento profissional está em pauta.

 

“O analista precisa entender o que é importante para crescer dentro da organização”, afirma Bruna. Mas como saber isso? Observando a trajetória de outras pessoas.

 

Mas não se esqueça: se há vida para além da sua baia, há todo um universo fora dos muros da companhia. E, obviamente, você deve estar preparado para as demandas do mercado também. “Leia bastante, esteja sempre informado sobre o que o mercado demanda”, diz Manoela. “Esteja um passo a frente”.

 

Se você não está fazendo o programa de trainee e, por isso (talvez) não tenha acesso aos cursos que são oferecidos aos participantes, não fique para trás. Busque alternativas para sua formação fora dos muros da empresa. E não tenha preguiça de investir na sua qualificação.

 

Resultados e um toque pessoal

 

Agora, de nada adianta networking e um currículo de tirar o fôlego, se no dia a dia, você não entrega o que é pedido. Não adianta. Na vida profissional, a entrega de resultados conta e muito para seu potencial futuro.

 

Fazer tudo com excelência e colocar “quanto és no mínimo que fazes”, como diria Fernando Pessoa, é essencial para começar bem a sua carreira. “Faça mais do que é solicitado. Coloque em tudo um toque especial, algo que mostre o seu diferencial”, afirma Manoela.

Fontes e Direitos Autorais: , de EXAME.com • Terça-feira, 26 de junho de 2012 – 10h44.

Microsoft e Samsung trazem mesa inteligente para o Brasil

Batizado de SUR40, produto é voltado para empresas que lidam com o consumidor final, como agências de turismo, concessionárias e bancos.


Anunciada com alarde há cerca de dois anos, a mesa Surface (não confundir com o tablet) finalmente é um produto comercial. Durante a feira de tecnologia bancária CIAB 2012, Samsung e Microsoft anunciaram que estão trazendo a tecnologia para empresas no País.

Agora com o nome “SUR40 com Microsoft PixelSense”, o produto é voltado para empresas como bancos, varejistas e imobiliárias, entre outras. Em bancos, ela poderia ser usada em agências “sem papel” – o cliente assinaria documentos na própria tela.

Em termos tecnológicos, a mesa Surface não é sensível ao toque. A tela, de 40 polegadas, possui mais de 2 milhões de sensores infravermelhos, explica Ricardo Tiltscher, diretor de B2B da Samsung, fabricante do dispositivo. Feita na Coreia, a SUR40 usa um processador gráfico AMD Athlon X2 245e, de 2,9 GHz, e tem portas USB, HDMi e SD Card.

Os sensores “leem” movimentos próximos à tela (não é preciso tocá-la). Isso permite mapear movimentos e até objetos, como miniaturas ou cartões com códigos. A mesa suporta até 50 toques simultâneos, explica Tiltscher.

De acordo com Cristina de Luca, da Microsoft, as soluções de interatividade são criadas em parceria com a Samsung e um desenvolvedor de aplicativo.

Durante a demonstração, os executivos exibiram um aplicativo do MacDonalds, em que o cliente pode arrastar fotos dos produtos para uma tela que mostra informações nutricionais.

“Em uma loja de roupas, por exemplo, o cliente pode colocar uma peça em cima da mesa. Ela lê o código na etiqueta e sugere combinações”, diz Bruno Bonfanti,da Rekoni, desenvolvedora de software. É o chamado upselling.

Outros usos possíveis são em agências de turismo e concessionárias – o cliente monta o pedido arrastando fotos.

De acordo com Cristina, o mercado do dispositivo é estimado em “milhares”, já no primeiro ano.

A venda, que começa em agosto, será por meio da Samsung e da Microsoft. A SUR40 custa 45 mil reais, valor que inclui a licença do Windows 7, o aplicativo do buscador Bing e o software SDK para desenvolvimento de ferramentas.

Fontes e Direitos Autorais: PCWorld – Renato Rodrigues.

Nova geração de vírus bancários faz transferências invisíveis

Medidas de segurança tomadas por bancos estão levando cibercriminosos a utilizar vírus que rouba dinheiro de computadores infectados de forma invisível aos titulares.


Uma descoberta da Trend Micro mostra que as medidas de segurança tomadas por bancos online estão levando cibercriminosos a utilizar um tipo de ferramenta de vírus que realiza o roubo de dinheiro de computadores comprometidos de forma invisível aos titulares.

Os ataques do tipo “man-in-the-middle” a bancos online são realizados por vírus, como Zeus e SpyEye, que intercepta credenciais para autorizar transferências bancárias por meio de falsas telas de autenticação.

De acordo com um relatório da Trend Micro, uma nova maneira foi descoberta para esconder até mesmo essa atividade dos usuários por um Sistema de Transferência Automática (ATS, em inglês).

São Java Scripts e scripts HTML complexos que são injetados em websites e que, agora, estão sendo utilizados para consultar contas ou transferências sem a necessidade de ter a interação com o usuário. Isso significa que os vírus que atacam bancos podem exibir falsos saldos nas contas e esconder transações ilegais de seus titulares, retardando a descoberta dos roubos.

O que fascina na dimensão disso tudo é que esses scripts solicitam uma customização “bank-by-bank” feita por um decodificador dedicado que tem acesso a uma conta do banco alvo. Isso é fornecido por um intermediário, em sua maioria programadores do leste europeu, que vendem suas habilidades no que pode ser uma tarefa complicada – um erro e todo o ataque falhará facilmente – aos cibercriminosos dispostos a pagar.

O quão efetivo é esse novo método? Em muitos casos, não muito, mas a verdade sobre todos esses vírus bancários é: bancos detectam transferências incomuns, sendo elas autorizadas ou não, e as bloqueiam. No entanto, a Trend Micro tem visto outras somas consideráveis em contas laranja, contas legítimas que estão dentro do banco alvo e são utilizadas como intermediárias, acobertando todo o procedimento.

Até o momento, bancos do Reino Unido, Alemanha e Itália são os mais atacados pelo ATS, um reflexo da proteção extra – com dois fatores de autenticação – que foram adotadas nesses países.

“A contaminação ATS é difícil de ser determinada desde que o sistema realize transações fraudulentas silenciosamente, no plano de fundo. É, portanto, uma boa prática monitorar declarações bancárias utilizando métodos que não os online (como checando extratos bancários pelo telefone ou monitorando declarações via correspondência), diz um pesquisador da Trend Micro, Loucif Kharouni.

A resposta da Trend Micro para combater esse vírus seria reforçar a segurança, mas nem todos concordam com isso. Uma análise feita pela Universidade de Cambridge no início desta semana sugere que uma boa estratégia, com melhor custo-benefício para os países, seria reforçar a insignificante soma que é gasta atualmente para perseguir e punir criminosos.

Fontes e Direitos Autorais: John E. Dunn, Techworld.com.

Cinco dúvidas sobre os tablets Microsoft Surface

Aparelhos causaram uma boa impressão quando foram anunciados, mas questões como o preço, data de chegada às lojas, opções de conectividade e mais continuam sem resposta.


A Microsoft deixou um monte de perguntas sem resposta após seguir a Apple no mercado de tablets com o anúncio de sua família de tablets Surface, baseados no Windows 8, durante um evento para a imprensa em Los Angeles na última segunda-feira (18/06).

Segundo a Microsoft os tablets Surface foram projetados como “companheiros” para o Windows 8, a mais dramática mudança no sistema operacional desde o Windows 95. Segundo Steve Ballmer, CEO da empresa “Quisemos dar ao Windows 8 seu próprio hardware inovador”. O sistema operacional, que ainda está em desenvolvimento, deve chegar às lojas por volta de Outubro deste ano.

surface_preto-360px.jpg Microsoft Surface, na cor preta e com a “Type Cover” com teclado mecânico

Curiosidade: esta não é a primeira vez que a Microsoft usa o nome “Surface” em um produto. Ele foi aproveitado de uma mesa inteligente, com uma superfície sensível ao toque e capaz de reconhecer e reagir a objetos, anunciada pela Microsoft em 2007.

As primeiras impressões são boas

Com base na ficha técnica, os novos aparelhos parecem promissores e as impressões iniciais são geralmente positivas. Os novos tablets terão uma tela de 10.6 polegadas, um apoio integrado para que possam ser colocados em pé sobre uma mesa e uma finíssima capa protetora com teclado integrado que se acopla aos aparelhos usando imãs.

O Surface estará disponível em duas versões: Surface with Windows RT e Surface with Windows 8 Pro. A versão RT do Windows 8 está sendo desenvolvida para aparelhos com processadores ARM, e inclui a nova interface Metro, otimizada para toque, uma versão adaptada do Microsoft Office e uma versão limitada do tradicional desktop do Windows, para rodar o Internet Explorer.

Tablets Surface with Windows RT incluem um slot para cartões microSD, uma porta USB 2.0 e uma porta micro HDMI. Os aparelhos irão pesar cerca de 700 gramas, com 9,3 mm de espessura. A Microsoft não informou qual processador será usado (especula-se que uma variante do Nvidia Tegra 3), mas disse que o tablet estará disponível em versões com 32 ou 64 GB de memória flash.

Já os tablets Surface with Windows 8 Pro serão baseados em um processador Intel Core i5 de terceira geração (Ivy Bridge) e terão acesso tanto à interface Metro quando ao desktop tradicional do Windows, sendo compatíveis com quaisquer aplicativos já escritos para a versão atual (Windows 7) ou anteriores (Vista, XP e outros) do sistema. Haverá versões com 64 ou 128 GB de memória Flash, e todas terão um slot para cartões microSDXC e portas USB 3.0 e Mini DisplayPort. O peso será de cerca de 900 gramas, com 13,5mm de espessura.

Isto é o que já sabemos sobre os Surface, mas há algumas perguntas pertinentes que ainda estão sem resposta.

Quanto eles irão custar?

A Microsoft não deu detalhes quanto ao preço dos tablets Surface. A empresa disse que a versão com Windows RT terá preço “comparável ao tablets Windows RT de outros fabricantes”, e que a versão com Windows 8 Professional terá preço “comparável ao dos Ultrabooks”.

Vamos dizer que o preço dos tablets com Windows RT seja similar ao do atual líder de mercado, o iPad. Assim, os modelos mais básicos do Surface deverão custar entre US$ 600 pelo modelo de 32 GB e US$ 700 pelo modelo de 64 GB.

O preço do Surface “Pro” é outra história, já que a Microsoft quer competir com os Ultrabooks. Quando a Intel anunciou esta nova categoria de portáteis, em Maio de 2011, eles deveriam custar menos de R$ 1.000. Mas este sonho só está se tornando uma realidade agora, com a segunda geração de Ultrabooks.

Aparelhos como o Lenovo U310 e o 410 tem preço entre US$ 750 e US$ 800 (nos EUA) respectivamente. A Vizio, uma novata no mercado de PCs, lançou recentemente uma linha de Ultrabooks com preços a partir de US$ 900, e o modelo base do novo Sony Vaio T13 custa US$ 800. Será que o Surface Pro também custará menos de US$ 1.000, ou irá a Microsoft tentar um preço mais alto, como o do Samsung Series 9 (entre US$ 1.400 e US$ 1.500) ou o ASUS Zenbook Prime UX31A (US$ 1.100)?

Quando chegam às lojas?

A versão Windows RT do Surface deve chegar às lojas na mesma época do lançamento do Windows 8, que é esperado para Outubro. O Surface Pro deve ser lançado três meses depois, ou seja, no início de 2013. Em ambos os casos, a Microsoft não mencionou datas específicas.

Será que a Microsoft vai algum dia desistir da caneta?

A Microsoft não resistiu a uma referência a seus tablets legados (os “notebooks conversíveis) e inclui uma caneta no Surface Pro. Mas será que ela não vê que os consumidores já disseram “não, obrigado!” a essa tecnologia adotando em massa aparelhos controlados apenas com o dedos, como o iPad?

E quanto à conectividade com redes 3G e 4G?

A Microsoft não disse se os Surface terão modems integrados para conexão a redes 3G ou 4G. Talvez a empresa não queira discutir o assunto enquanto trabalha para estabelecer parcerias com operadoras para a venda de seus novos tablets. Aparelhos apenas com Wi-Fi são ótimos, mas muitas pessoas – especialmente as que podem estar interessadas no Surface Pro como ferramenta de trabalho – irão querer a opção de um aparelho que, embora um pouco mais caro, possa se conectar à internet em qualquer lugar através de uma rede 3G ou 4G.

Será que o Surface irá cumprir a promessa do iPad?

Quando críticos de tecnologia especulam sobre o futuro do iPad, muitos se perguntam se algum dia ele poderá substituir o PC doméstico para muitos dos usuários. De certa forma ele já fez isso, para usuários que só precisam de um computador para acesso casual à internet, e-mail, redes sociais e streaming de áudio e vídeo. Também há profissionais que usam o iPad em vez de um notebook no trabalho, incluindo programadores, jornalistas e proprietários de pequenas empresas.

Mas embora o iPad esteja se tornando uma escolha popular para computação móvel, muitas pessoas ainda se agarram a seus notebooks. Isso pode mudar com o Surface e aparelhos similares, já que eles oferecem uma familiaridade que o iPad não necessariamente tem.

Isto se aplica especialmente ao Surface Pro: é um PC Windows completo que ainda assim é um tablet relativamente esguio com um teclado fino projetado pensando naqueles que digitam rapidamente. Isso significa que você pode pegar todos os programas que usa nesse exato momento e colocá-los em algo com o tamanho e peso de um tablet.

Ainda falta algo…

Com base em tudo o que a Microsoft disse, uma coisa que pode estar faltando no Surface é um preço inicial mais atraente, de cerca de US$ 500. Esse parece ser o “número mágico” para as pessoas que compram iPads, e tablets que inicialmente tiveram um preço mais alto não conseguiram ganhar tração no mercado.

Talvez a Microsoft consiga atingir o preço de US$ 500 com a versão de 32 GB, como faz a ASUS com o Eee Pad Transformer Prime TF201, mas não teremos certeza até que os tablets cheguem às lojas.

A Microsoft tem um bom começo com o Surface, mas ainda teremos que aguardar alguns meses para descobrir se as promessas da empresa atenderão às expectativas dos consumidores.

Fontes e Direitos Autorais: PCWorld.com – Rafael Rigues.

Brasil é principal alvo de phishing na América Latina

De acordo com ranking de fraudes da RSA, País recebeu, no mês de maio, 50% do total de ataques de phishing feitos a empresas na região.


Uma recente pesquisa da RSA, divisão de segurança cibernética da EMC, posiciona o Brasil como o principal alvo de criminosos digitais na América Latina. Em seguida vem Colômbia, com 24,3% das ações fraudulentas, e Chile, com 21,4%. México e Equador viram números de ataque muito menores no mês passado, respectivamente quarta e quinta colocação (1,5% e 1,2%), enquanto que os restantes países, cada um responsável por menos de 1% do volume total de ataque registrado na região. Phishing é uma forma de fraude eletrônica, caracterizada por tentativas de adquirir informações sigilosas de usuários na internet.

Para Roberto Regente, vice-presidente da RSA para América Latina e Caribe, o bom momento da economia brasileira e o crescimento do mercado de internet transformaram o País numa atrativa fonte para atuação de criminosos. “O Brasil é hoje o quarto maior mercado de PCs do mundo e tem uma população muito conectada”, afirma.

A pesquisa revela ainda que 40% das fraudes vêm de endereços hospedados nos Estados Unidos. “As empresas precisam estar atentas a esses crimes e buscar produtos e serviços mais seguros. Paralelo a isso, é necessário investir também em educação e conscientização para reduzir essas ações criminosas”, alerta o executivo.

Fontes e Direitos Autorais: IDGNOW! – Assessoria de imprensa da RSA – 19/06/2012 – 08h30.