Supermercados deixam de distribuir sacola biodegradável


São Paulo – Apostando numa reviravolta no caso das sacolinhas, as principais redes de supermercado de São Paulo ignoraram a ordem judicial que determinava o início do fornecimento gratuito de embalagens biodegradáveis a partir de ontem, segunda-feira. A estratégia das redes é aguardar o julgamento, nesta terça-feira, na 27.ª Câmara de Direito Privado, de quatro recursos que tentam banir novamente a distribuição das sacolas plásticas.

No Pão de Açúcar, apenas as sacolas comuns estavam disponíveis. Segundo a empresa, já foi pedido ao fornecedor uma remessa de sacolas compostáveis, que não teria chegado ainda por causa do grande volume. Não foi definido, porém, se a sacola será cobrada ou não. “O Grupo Pão de Açúcar pauta suas ações pela obediência às leis e aguarda a decisão do Tribunal de Justiça a respeito do recurso da companhia sobre a liminar proferida em primeira instância”, manifestou-se a rede, que tem 434 supermercados espalhados pelo Estado.

Prazo – No fim de junho, as redes de supermercado da capital receberam a notificação do parecer da juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 1.ª Vara Cível do Foro Central, que ordenava a volta imediata da distribuição de sacolas plásticas. Além disso, as empresas teriam 30 dias para iniciar também o fornecimento de sacolas biodegradáveis, geralmente produzidas a partir do amido de orgânicos como milho, batata mandioca e cana de açúcar. O prazo terminou ontem.

A exceção é a rede Walmart, que recebeu a notificação com atraso e, portanto, só será obrigada a cumprir a determinação judicial na semana que vem. A empresa promete cumprir a determinação judicial, mas até ontem fornecia apenas a sacola reciclável comum, feita de polietileno.

A Apas, que tem liderado as ações jurídicas dos supermercados paulistas, afirma que orienta seus associados a seguir as determinações judiciais, mas contesta a discussão a respeito do uso de sacolas biodegradáveis.

“O problema ambiental causado pelas sacolas descartáveis não está relacionado exclusivamente ao material utilizado para sua fabricação, mas também ao enorme volume de sacolas descartáveis distribuídas e ao seu descarte inadequado, entupindo bueiros e gerando enchentes”, diz nota da entidade. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Fontes e Direitos Autorais:  • Terça-feira, 31 de julho de 2012 – 10h19.

Anúncios

Bancos escondem pacotes grátis do consumidor, diz Idec


Idec teve maior dificuldade no HSBC

São Paulo – Os bancos públicos e privados escondem de seus clientes a existência de pacotes gratuitos de tarifas, uma exigência legal desde 2008. A informação é do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), que realizou uma avaliação com os seis maiores bancos que atuam no país.

Segundo o Instituto, técnicos do Idec visitaram as instituições financeiras se apresentando como clientes comuns. Nos diálogos com gerentes e atendentes, os técnicos pediram para modificar a classificação de suas contas para o pacote básico gratuito.

Esse pacote é uma exigência do Banco Central e determina que os bancos ofereçam uma opção com direito a, no mínimo, quatro saques (no caixa do banco ou nos caixas eletrônicos), duas transferências entre contas do mesmo banco, dois extratos do mês anterior, um extrato anual e dez folhas de cheque por mês. Foram visitados os bancos Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Banco do Brasil e Santander.

De acordo com o instituto, os atendentes bancários ora desconheciam a existência do pacote de “serviços essenciais gratuitos” ora simplesmente se negavam a fazer a migração da conta.

Os pesquisadores pediram que suas contas correntes fossem alteradas para contas de serviços essenciais. Alguns funcionários, segundo o instituto, não tinham conhecimento desse direito e outros se negaram a fazer a conversão.

De acordo com a análise do Idec, apenas os atendentes dos bancos Caixa Econômica e Itaú efetuaram as mudanças solicitadas pelos técnicos sem criar dificuldades.

Os bancos Bradesco e Santander, diz o Idec, efetuaram a mudança, porém o técnico do Idec teve que insistir no pedido e resistir às tentativas de persuasão dos gerentes. Nos demais bancos, o técnico do instituto não conseguiu fazer cumprir seu direito.

No Banco do Brasil o atendente alegou uma dificuldade técnica em seu sistema e não efetuou a migração da conta. Já no HSBC, o atendente desconhecia a existência da conta de serviços essenciais.

Fontes e Direitos Autorais: , INFO • Segunda-feira, 30 de julho de 2012 – 20h49.

Maior parte dos brasileiros têm conexão inferior a 2 Mbps

Um estudo divulgado pelo Ibope revela que a maior parte dos brasileiros com acesso à internet em casa possui planos de dados com velocidades inferiores a 2 Mbps.


Estudo mostra expansão das conexões mais rápidas

São Paulo – Um estudo divulgado pelo Ibope revela que a maior parte dos brasileiros com acesso à internet em casa possui planos de dados com velocidades inferiores a 2 Mbps.

Segundo o Ibope, há no Brasil 64,9 milhões de pessoas com acesso à web em seus domicílios. Entram nessa conta desde os consumidores que possuem um cabo de fibra óptica até quem navega usando modem 3G ou conexão pela linha telefônica.

Quando são contabilizados os brasileiros que possuem acesso à internet em seus locais de trabalho, ainda que não tenham acesso à web de casa, o número de internautas sobe para 68 milhões.

O volume total de brasileiros online é modesto, se levarmos em conta que a população total supera 190 milhões de pessoas.  A análise do Ibope mostra, no entanto, que a cada ano cresce em 11% a base de brasileiros com acesso à internet.

Teste agora a velocidade real de sua banda larga

No mês de julho, dos 64,9 milhões de pessoas com acesso à internet em casa, apenas 41,5 milhões usaram a web. Desse total, cerca de 60% usou conexões lentas. Um grupo de 6 milhões de internautas recorreu a conexões de, no máximo, 512 Kbps para navegar.  Outro grupo, de 18 milhões de internautas, explorou a web com uma velocidade entre 512 Kbps e 2 Mbps.

Cerca de 28% do total dos usuários ativos em domicílios no Brasil usou conexões com entre 2 Mbps e 8 Mbps. Outros 12% navegam a altas velocidades, com links mais velozes que 8 Mbps.

x

Gráfico mostra ascensão da curva que representa links maiores que 2 Mbps

O estudo mostra ainda que, embora precária, a internet no Brasil vem ampliando sua velocidade e aumentando sua penetração, incluindo novos brasileiros na rede.  A faixa que mais cresceu, por exemplo, foi a de usuários com acesso a mais de 2 MB. Este recorte cresceu 91% numa comparação com a mesma pesquisa, feita em 2011.

Os dados fazem parte do estudo “NetSpeed Online Report, IBOPE Nielsen Online”.

Conexão

Nº de usuários*

% do total

Até 528Kb

2.117

3,20%

128Kb – 512Kb

7.440

11,50%

512Kb – 2Mb

27.614

43,90%

2Mb – 8Mb

18.364

27,90%

Acima de 8Mb

8.455

12,60%

Não identificado

898

0,90%

Total

64.888

100%

* em milhares de usuários

Fontes e Direitos Autorais: , INFO • Segunda-feira, 30 de julho de 2012 – 21h21.

Dica – Obtendo Histórico de Execução de Backups de Bancos de Dados no Microsoft SQL Server 2008, R2 ou 2012.

Dica – Obtendo Histórico de Execução de Backups de Bancos de Dados no Microsoft SQL Server 2008, R2 ou 2012.


Salve comunidade, bom dia.

Tudo bem? Como vocês estão?

Estou de volta no final deste mês de Julho, com mais uma dica que pode ajudar em muito a vida do Administrador de Banco de Dados, estou falando de como obter o Histórico de Backup de Banco de Dados criado pelo Microsoft SQL Server.

Um das atividades mais importantes para o Administrador de Banco de Dados ou Profisisonal que trabalha com Banco de Dados esta relacionada com a forma de garantir que os dados estão sendo armazenados de forma correta, mas também, como estes dados pode ser guardados ao longo do tempo e caso seja necessário como podemos recuperar estes dados.

A dica de hoje tem como objetivo demonstrar como podemos através da Linguagem Transact – SQL obter informações sobre o Histórico de Realização de Backups de Bancos de Dados ao longo do tempo no SQL Server.

Como toda e qualquer empresa o volume de dados cresce diariamente de forma assustada, sua importância é vital para garantir a continuidade dos negócios, e em caso de alguma falha e necessidade o processo de recuperação destes dados é ainda mais importante.

Mas como podemos saber se o nosso processo de backup esta sendo realizado?

Para responder esta pergunta o Microsoft SQL Server oferece além da ferramenta gráfica para exibição do Histórico, algumas Tabelas de Sistema que nos ajudam a implementar via Linguagem Transact – SQL, scripts que podem retornar este conjunto de informações. Neste caso, estou me referindo as Tabelas de Sistema BackupMediaFamily e BackupSet localizadas no Banco de Dados de Sistema MSDB. A seguir apresento um breve descrição de cada tabela:

  • backupmediafamily: Contém uma linha para cada família de backup.
  • backupset: Contém uma linha para cada conjunto de backup.

Com o uso destas duas tabelas de sistema, temos a possibilidade de obter este histórico de informações, utilizando o seu conjunto de colunas que apresentam um leque muito grande de informações detalhadas, deste o Nome do Banco de Dados até o Nível de Compatibilidade, Modelo de Recuperação, entre outras informações.

A seguir apresento o conjunto de colunas existentes na Tabela de Sistema BackupSet:

Nome da coluna Tipo de dados Descrição
backup_set_id int Número de identificação exclusivo de conjunto de backup que o identifica. Identidade, chave primária.
backup_set_uuid uniqueidentifier Número de identificação exclusivo de conjunto de backup que o identifica.
media_set_id int Número de identificação exclusivo de conjunto de mídia que identifica o conjunto de mídia contendo o conjunto de backup. Referencia backupmediaset(media_set_id).
first_family_number tinyint Número de família da mídia em que conjunto de backup é iniciado. Pode ser NULL.
first_media_number smallint Número de mídia da mídia em que conjunto de backup é iniciado. Pode ser NULL.
last_family_number tinyint Número de família da mídia em que conjunto de backup é encerrado. Pode ser NULL.
last_media_number smallint Número de mídia da mídia em que conjunto de backup é encerrado. Pode ser NULL.
catalog_family_ number tinyint Número de família da mídia que contém o início do diretório de conjunto de backup. Pode ser NULL.
catalog_media_number smallint Número de mídia da mídia que contém o início do diretório de conjunto de backup. Pode ser NULL.
position int Posição de backup usada na operação de restauração para localizar o conjunto de backup e arquivos apropriados. Pode ser NULL. Para obter mais informações, consulte FILE em BACKUP (Transact-SQL).
expiration_date datetime Data e hora de vencimento do conjunto de backup. Pode ser NULL.
software_vendor_id int Número de identificação do fornecedor de software que escreve o cabeçalho de mídia de backup. Pode ser NULL.
name nvarchar(128) Nome do conjunto de backup. Pode ser NULL.
description nvarchar(255) Descrição do conjunto de backup. Pode ser NULL.
user_name nvarchar(128) Nome do usuário que realizou a operação de backup. Pode ser NULL.
software_major_version tinyint Número de versão principal do Microsoft SQL Server. Pode ser NULL.
software_minor_ version tinyint Número de versão secundário do SQL Server. Pode ser NULL.
software_build_version smallint Número de compilação do SQL Server. Pode ser NULL.
time_zone smallint Diferença entre a hora local (onde a operação de backup está acontecendo) e o UTC (Tempo Universal Coordenado) em intervalos de 15 minutos. Os valores podem ser de -48 a +48, inclusive. Um valor de 127 indica que é desconhecido. Por exemplo, -20 é Hora Padrão do Leste dos EUA ou cinco horas após o UTC. Pode ser NULL.
mtf_minor_version tinyint Microsoft Número de versão secundário de formato de fita. Pode ser NULL.
first_lsn numeric(25,0) Número de seqüência de log do primeiro ou mais antigo registro de log no conjunto de backup. Pode ser NULL.
last_lsn numeric(25,0) Número de seqüência do primeiro registro de log feito após o conjunto de backup. Pode ser NULL.
checkpoint_lsn numeric(25,0) Número de seqüência de log do registro de log em que a operação de refazer deve ser iniciada. Pode ser NULL.
database_backup_lsn numeric(25,0) Número de seqüência de log do backup de banco de dados completo mais recente. Pode ser NULL.

database_backup_lsn é o “início do ponto de verificação” disparado quando o backup é iniciado. Esse LSN coincidirá com first_lsn se o backup for usado quando o banco de dados estiver ocioso e nenhuma replicação for configurada.

database_creation_date datetime Data e hora em que o banco de dados foi originalmente criado. Pode ser NULL.
backup_start_date datetime Data e hora em que a operação de backup foi iniciada. Pode ser NULL.
backup_finish_date datetime Data e hora em que a operação de backup foi concluída. Pode ser NULL.
type char(1) Tipo de backup. Pode ser:

D = Banco de dados

I = Banco de dados diferencial

L = Log

G = Arquivo ou grupo de arquivos

G = Arquivo diferencial

P = Parcial

Q = Parcial diferencial

Pode ser NULL.

sort_order smallint Ordem de classificação do servidor que está executando a operação de backup. Pode ser NULL. Para obter mais informações sobre ordens de classificação e agrupamentos, consulte Trabalhando com agrupamentos.
code_page smallint Página de código do servidor que está executando a operação de backup. Pode ser NULL. Para obter mais informações sobre códigos de página, consulte Trabalhando com agrupamentos.
compatibility_level tinyint Configuração de nível de compatibilidade para o banco de dados. Pode ser:

80 = SQL Server 2000

90 = SQL Server 2005

100 = SQL Server 2008

Pode ser NULL.

Para obter mais informações sobre níveis de compatibilidade, consulte sp_dbcmptlevel (Transact-SQL).

database_version int Número de versão de banco de dados. Pode ser NULL.
backup_size numeric(20,0) Tamanho do conjunto de backup, em bytes. Pode ser NULL.
database_name nvarchar(128) Nome do banco de dados envolvido na operação de backup. Pode ser NULL.
server_name nvarchar(128) Nome do servidor que está executando a operação de backup do SQL Server. Pode ser NULL.
machine_name nvarchar(128) Nome do computador que está executando o SQL Server. Pode ser NULL.
flags int No SQL Server, a coluna de sinalizadores foi preterida e substituída pelas seguintes colunas de bit:

  • has_bulk_logged_data
  • is_snapshot
  • is_readonly
  • is_single_user
  • has_backup_checksums
  • is_damaged
  • begins_log_chain
  • has_incomplete_metadata
  • is_force_offline
  • is_copy_only

Pode ser NULL.

Em conjuntos de backup de versões anteriores do SQL Server, os bits de sinalizador:

1 = Backup contém dados registrados minimamente.

2 = WITH SNAPSHOT foi usado.

4 = Banco de dados era somente leitura na hora do backup.

8 = Banco de dados estava no modo de usuário único na hora do backup.

unicode_locale int Localidade Unicode. Pode ser NULL.
unicode_compare_style int Estilo de comparação Unicode. Pode ser NULL.
collation_name nvarchar(128) Nome do agrupamento. Pode ser NULL.
Is_password_protected bit É o conjunto de backup

protegido por senha:

0 = Não protegido

1 = Protegido

recovery_model nvarchar(60) Modelo de recuperação do banco de dados:

FULL

BULK-LOGGED

SIMPLE

has_bulk_logged_data bit 1 = Backup contém dados bulk-logged.
is_snapshot bit 1 = Backup usado com a opção SNAPSHOT.
is_readonly bit 1 = Banco de dados era somente leitura na hora do backup.
is_single_user bit 1 = Banco de dados era de usuário único na hora do backup.
has_backup_checksums bit 1 = Backup contém somas de verificação de backup.
is_damaged bit 1 = Dano no banco de dados foi detectado quando esse backup foi criado. A operação de backup foi solicitada a continuar apesar dos erros.
begins_log_chain bit 1 = Este é o primeiro em uma cadeia contínua de backups de log. Uma cadeia de logs é iniciada com o primeiro backup de log usado depois que o banco de dados é criado ou quando é alternado do modelo de recuperação simples para o completo ou bulk-logged.
has_incomplete_metadata bit 1 = Um backup da parte final do log com metadados incompletos. Para obter mais informações, consulte Backups da parte final do log.
is_force_offline bit 1 = Banco de dados usado offline que usou a opção NORECOVERY quando o backup foi feito.
is_copy_only bit 1 = Um backup somente cópia. Para obter mais informações, consulte Backups somente cópia.
first_recovery_fork_guid uniqueidentifier ID da bifurcação de recuperação inicial. Corresponde a FirstRecoveryForkID de RESTORE HEADERONLY.

Para backups de dados, first_recovery_fork_guid é igual a last_recovery_fork_guid.

last_recovery_fork_guid uniqueidentifier ID da bifurcação de recuperação final. Corresponde a RecoveryForkID de RESTORE HEADERONLY.

Para backups de dados, first_recovery_fork_guid é igual a last_recovery_fork_guid.

fork_point_lsn numeric(25,0) Se first_recovery_fork_guid não for igual a recovery_fork_guid, esse será o número de seqüência de log do ponto de bifurcação. Caso contrário, o valor será NULL.
database_guid uniqueidentifier ID exclusiva para o banco de dados. Corresponde a BindingID de RESTORE HEADERONLY. Quando o banco de dados é restaurado, um valor novo é atribuído.
family_guid uniqueidentifier ID exclusiva do banco de dados original na criação. Este valor permanece o mesmo quando o banco de dados é restaurado, mesmo para um nome diferente.
differential_base_lsn numeric(25,0) LSN base para backups diferenciais. Para um backup diferencial de base única, as alterações em LSNs maiores que ou iguais a differential_base_lsn são incluídas no backup diferencial.

Para um diferencial com várias bases, o valor é NULL e o LSN base deve ser determinado em nível de arquivo (consulte backupfile (Transact-SQL)).

Para tipos de backup não diferencial, o valor é sempre NULL.

differential_base_guid uniqueidentifier Para um backup diferencial de base única, o valor é o identificador exclusivo da base diferencial.

Para diferenciais com várias bases, o valor é NULL, e a base diferencial deve ser determinada em nível de arquivo.

Para tipos de backup não diferencial, o valor é NULL.

compressed_backup_size Numeric(20,0) Contagem de bytes total armazenada em disco.

Para calcular a taxa de compressão, use compressed_backup_size e backup_size.

Durante uma atualização de msdb, esse valor é definido como NULL, que indica um backup não compactado.

A seguir apresento o conjunto de colunas existentes na Tabela de Sistema BackupMediaFamily:

Nome da coluna

Tipo de dados

Descrição

media_set_id   int Número   de identificação exclusivo que identifica o conjunto de mídias do qual esta   família é um membro. Faz referência a backupmediaset(media_set_id)
family_sequence_number   tinyint Posição desta família de mídias   no conjunto de mídias.
media_family_id   uniqueidentifier Número   de identificação exclusivo que identifica a família de mídias. Pode ser NULL.
media_count   int Número de mídias na família.   Pode ser NULL.
logical_device_name   nvarchar(128) Nome   deste dispositivo de backup em sys.backup_devices.name. Se este   dispositivo de backup for temporário (em oposição a um dispositivo de backup permanente   que existe em sys.backup_devices), o valor de logical_device_name   será NULL.
physical_device_name   nvarchar(260) Nome físico do dispositivo de   backup. Pode ser NULL.
device_type   tinyint Tipo   de dispositivo de backup:

Disco:

2 =   Temporário.

102   = Permanente.

Fita:

5 =   Temporário.

105   = Permanente.

Pode   ser NULL.

Todos   os nomes de dispositivos permanentes e números de dispositivo podem ser   encontrado em sys.backup_devices.

physical_block_size   int Tamanho do bloco físico usado   para gravar a família de mídias. Pode ser NULL.
mirror   tinyint Número   de espelhos (0-3).

Bem agora que já conhecemos um pouco sobre cada Tabela de Sistema, seu conjunto de colunas e qual a finalidade de cada uma delas, vamos agora conhecer o código utilizado para obter o histórico de backup. Vou chamar este código de Código 1 – Histórico de Backups – Banco de Dados, apresentado abaixo:

— Código – Histórico de Backup – Banco de Dados —

SELECT

SERVERPROPERTY(‘Servername’) AS ‘Servidor’,

msdb.dbo.backupset.database_name As ‘Database’,

CASE msdb..backupset.type

WHEN ‘D’ THEN ‘Database’

WHEN ‘L’ THEN ‘Log’

WHEN ‘I’ THEN ‘Diferencial’

WHEN ‘F’ THEN ‘File ou Filegroup’

WHEN ‘G’ THEN ‘Diferencial Arquivo’

WHEN ‘P’ THEN ‘Parcial’

WHEN ‘Q’ THEN ‘Diferencial Parcial’

END AS ‘Tipo do Backup’,

msdb.dbo.backupset.backup_start_date As ‘Data Execuo’,

msdb.dbo.backupset.backup_finish_date As ‘Data Encerramento’,

msdb.dbo.backupset.expiration_date As ‘Data de Expirao’,

(msdb.dbo.backupset.backup_size / 1024) As ‘Tamanho do  Backup em MBs’,

msdb.dbo.backupmediafamily.logical_device_name As ‘Dispositivo ou Local de Backup’,

msdb.dbo.backupmediafamily.physical_device_name As ‘Caminho do Arquivo’,

msdb.dbo.backupset.description As ‘Descrio’,

Case msdb.dbo.backupset.compatibility_level

When 80 Then ‘SQL Server 2000’

When 90 Then ‘SQL Server 2005’

When 100 Then ‘SQL Server 2008 ou SQL Server 2008 R2’

When 110 Then ‘SQL Server 2012’

End As ‘Nvel de Compatibilidade’,

msdb.dbo.backupset.name AS ‘Backup Set’

FROM

msdb.dbo.backupmediafamily INNER JOIN msdb.dbo.backupset

ON msdb.dbo.backupmediafamily.media_set_id = msdb.dbo.backupset.media_set_id

WHERE

(CONVERT(datetime, msdb.dbo.backupset.backup_start_date, 103) >= GETDATE() 15)

ORDER

BY msdb.dbo.backupset.database_name, msdb.dbo.backupset.backup_finish_date desc

Abaixo apresento a Figura 1 que ilustra o retorno das informações referente aos Históricos de Execução de Backup:

Figura 1 – Histórico de Execução de Backups de Bancos de Dados no Microsoft SQL Server.

Você pode observar que na claúsula Where temos a possibilidade de informar a quantidade de dias que você deseja que o SQL Server apresente o Histórico de Execução dos Backups, neste exemplo, estou solicitando o histórico com base nos últimos 15 dias.

Agora com o Código 1, fica um pouco mais fácil compreender como podemos encontrar estas informações. Fique a vontade para personalizar este código de acordo com a sua necessidade.

Vou encerrando mais esta dica. Acredito que consegui atingir o meu objetivo. Mais uma vez agradeço a sua visita, conto com a sua participação no meu blog.

Um grande abraço.

Até mais.

Windows 8 é virada no modo que empresas consomem aplicativos

Com a criação de aplicativos integrados, Microsoft pode redefinir tipo de uso do tablet, formato criado há dois anos pela Apple com seu iPad.


Minha experiência recente usando o Samsung Series 7 executando o Windows 8, que será lançado oficialmente em 26 de outubro, me convenceu de que esse é um momento potencial de virada de jogo para a Microsoft.

Mas antes de o jogo virar, especialmente para as empresas, a fabricante precisa mostrar como a competição se parece e quais suas regras. Tivemos uma prévia na apresentação de Tami Reller e Kirill Tartarinov, os diretores do Windows e Dynamics, respectivamente, mas apenas isso não é suficiente. Para levar o mercado a acreditar na visão do Windows nas empresas, a companhia precisa criar aplicativos matadores que mostrem o potencial do Windows 8, Dynamics, Azure e o resto do pacote da marca.

É uma oportunidade sem precedentes e perdê-la não é uma opção. A multinacional está pronta para refazer a experiência de usuário de PCs, tablets e telefones, o que pode mudar completamente um mercado de tablets definido pela Apple há dois anos. E o essencial para fazer isso é mostrar como os usuários – e desenvolvedores – podem ver interação entre esses três tipos de dispositivos.

A oportunidade de juntar PCs, tablets e telefones é única para o Windows 8: a Apple tem o Mac OSX para computadores e iOS para tablets e telefones; o  Google tem Android para tablets e smartphones e basicamente se apoia em navegadores para entregar a experiência de usuários em desktops. A Microsoft tem um posicionamento diferente com o Windows 8: foco em PCs e tablets, amparado com o futuro Windows Phone 8 para celulares.

Mas essa singularidade do Windows não deve durar muito. É difícil imaginar que em 12 meses a Apple não tentará fundir suas três plataformas de uma maneira ou outra, particularmente se o Windows 8 fizer sucesso. Tenho menos confiança no Google.

Apesar de tudo, o desafio para Microsoft é importante. Além da necessidade de um aplicativo matador para demonstração, é preciso impressionar milhões de desenvolvedores de empresas, muitos dos quais já estão no mercado iOS. O sistema operacional precisa obliterar  o desastre chamado Windows Phone 6 e seu sucessor, o Windows Phone 7, que provou ser outro beco sem saída para os desenvolvedores. Para levar os desenvolvedores a produzir milhões de apps do Windows 8, o valor agregado tem que ser muito melhor do que o do iOS e do Android.

Assustador?

Construir esse app matador pode ser mais assustador do que parece, mas em grande parte por conta da gama de conceitos e tecnologias que devem ser incluídos. Conceitualmente, o Windows 8 é o primeiro ambiente de desenvolvimento e implantação que abrange a experiência de usuário do smpartphone, tablet e PC. Mas há uma peculiaridade: o Surface. Tablets como o Series 7 e os muitos dispositivos híbridos (tablets + ultrabooks) que entrarão no mercado estão quebrando a barreira artificial criada pela Apple, com o iPad, entre esses dois tipos de produtos. Considerando que o iPad é essencialmente um dispositivo de consumo, o tablet com Windows 8 será tanto para criação quanto consumo. Com muitos novos hardwares ou chegando com teclados embutidos (como Surface e os laptos que podem ser convertidos) ou suporte para vários teclados Bluetooth (como Series 7), a linha entre PCs e tablets começa a se diluir.

O que significa que ambas as experiências de usuários que caracterizam esses dispositivos – entrada de teclado e mouse no PC e entrada multitoque no tablet – será coberta em alguns, se não em todos, aplicativos Windows. Do ponto de vista do design, isso é mais complexo do que pode parecer: não apenas é possível adicionar um teclado em mouse nos apps Windows 8, mas ele também permite que se estenda a opção de tela, então é possível ter a experiência pura de teclado e mouse (sem toque) em um monitor e o desempenho de toque, ou até mesmo touch mais teclado e mouse, no tablet.

Aparência e efeito

Essas multientradas e capacidades multitela podem estender absurdamente como um aplicativo  pode parecer e fazer no Windows 8. Um programa poderia ter toque, teclado e mouse como sua tecnologia de entrada, dependendo de cada uso em particular? Por que não? Imagine um software de gerenciamento que perceba as partes do processo em campo (inspeção, verificação, controle de inventário e serviço, por exemplo) e na mesa do usuário (despacho, verificação, serviço de campo e aprovações). O mesmo usuário poderia levar seu Surface ao local, inspecionar e verificar usando a interface do tablet e depois abrir o teclado e escrever um relatório detalhado. Esse relatório poderia ser mostrado em uma apresentação com base no toque ou modificado para colaboração com diferentes modos de entrada de usuários, dependendo os dispositivos dos colaboradores: tablets ou Windows Phone.

Em outras palavras, a distinção entre o que acontece no “modo móvel” e o que acontece no “modo desktop” poderia ser parte do mesmo app, e ter uma experiência de usuário similar.

É importante frisar que não pude verificar exatamente quão parecidas ficaram as experiências nas três plataformas. A Microsoft não define o grau de compatibilidade, particularmente quando se fala na plataforma de telefone e como irá impactar no design do app.  Mas pelos burburinhos, a possibilidade de um aplicativo que abranja todas as plataformas é, ainda, uma teoria.

Obviamente não será possível para todos os aplicativos. Mas observando pelo lado do desenvolvimento e licenciamento, há muitos casos onde a construção de um software que cubra todo o processo da empresa e que abranja as três plataformas será muito importante tanto para os desenvolvedores quanto para os clientes.

Há várias coisas a serem medidas antes de avaliarmos como um app matador seria. A grande questão é simplesmente quão bem o Windows 8 dará suporte para diferentes implementações. Também é necessário esclarecer se um aplicativo Windows 8 nativo terá simultaneamente o uso de desktop de mouse e teclado e de tablet com o toque: tentei ver se meus apps no Series 7 davam suporte para esse tipo de operação e a resposta foi negativa.

Apesar de essas questões parecerem triviais, a pergunta subentendida é: Quão diferente será a experiência do Windows 8 do que nós experimentamos hoje em desktops, tablets e smartphones?  Posso imaginar inúmeros cenários onde alterne o uso entre os dispositivos.

A questão para os aplicativos das empresas é que há muitos processos que poderiam abranger os três dispositivos e o usuário ganharia com isso. Esse ganho pode ser traduzido em oportunidade para a Microsoft e seus parceiros e em dor de cabeça para a Apple e Google.

Mas para realizar esse feito, a empresa precisa mostrar ao mundo como é um app coorporativo matador. Talvez um parceiro mostre antes, mas acredito que essa deva ser uma tarefa da Microsoft. Se a companhia deseja que o mercado vire a seu favor, deve se mexer. A Apple definiu o dispositivo de consumo. Para Microsoft, resta a tarefa de reinventar o consumo para incluir a criação.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini

*Texto de responsabilidade da rede de jornalismo norte-americana UBM. O IT Web traduziu e editou o conteúdo levemente.Leia o original aqui.

** Nota do IT Web: o jornalista norte-americano não citou o problema de incompatibilidade de aplicativos e drives que envolve as versões do Windows 8 RT (com chips ARM) e as demais versões do Windows 8 (x86). Por isso, o IT Web aconselha leitura dos seguintes materiais: Chip híbrido da AMD com ARM tornaria Windows 8 e Windows 8 RT compatíveis e HP optará por x86, em vez de ARM, em seus próximos tablets corporativos com Windows 8.

Saiba mais:

Windows 8 chega em 26 de outubro; veja como atualizar seu PC

Atualização para Windows 8 Pro custará US$ 39,90

Windows 8 é pontapé para unificar plataforma de PCs, tablets e smartphones

Windows 8 é o último grande sistema operacional a ser lançado

Fontes e Direitos Autorais: Home »Tecnologia e Internet » Produtos e Serviços »             Apple |             Google |             Microsoft |             PC |             smartphone |             tablet |             Windows 8 – Perspectiva | 24 de julho de 2012.

O fato: 80% dos gestores não ligam para desenvolver a equipe


Gestores não falam com equipe sobre desenvolvimento, e, se falam, fica só nisso
São Paulo – Se você encontrar o presidente de sua empresa no cafezinho, com certeza lhe dirá que está atraindo, retendo e desenvolvendo talentos. Mas você pode fazer parte dos 80% de gestores que, falando claramente, não ligam para isso.A consultoria LHH/DBM, especializada em gestão de pessoas e carreiras, realizou uma pesquisa com 450 executivos nos Estados Unidos e constatou a distância entre o discurso e a prática. Dos entrevistados, 79% afirmaram que seus gestores às vezes, raramente ou nunca demonstram interesse no desenvolvimento profissional da equipe.

Só 21% dos entrevistados afirmaram que seus gestores mostravam, claramente, interesse em discutir sua carreira e seu desenvolvimento. “A maioria dos líderes não está preparada para esse tipo de conversa com sua equipe”, afirma Caroline Pfeiffer, diretora de Marketing e Vendas da LHH/DBM no Brasil.

Esconde-esconde

Há um típico jogo de esconde-esconde nessas situações. O gestor finge que se interessa pelo desenvolvimento das pessoas, mas submerge nos compromissos do dia-a-dia e nunca abre espaço para conversas formais sobre o tema. E, se abre, percebe que não está preparado para isso.

Primeiro, porque é preciso maturidade e confiança para que todos falem com clareza de expectativas, deficiências e competências. Segundo, porque não conhece as possíveis trilhas que seus subordinados podem seguir dentro da empresa para crescer.

E, por fim, porque incomoda a ideia de que eles possam encarar seu desenvolvimento como etapa para mudar de empresa. Não investir recursos em alguém que dá sinais de que quer ir embora, ou ter medo de vê-lo roubado pela concorrência, é um argumento comum de gestores para não desenvolver a equipe.

“O problema disso é que a empresa vai viver sempre na mediocridade, porque não vai desenvolver plenamente o potencial de ninguém”, afirma Caroline.

Medo íntimo

Outro motivo para que os gestores não desenvolvam, efetivamente, os talentos geralmente só é confessado por eles para o travesseiro: o velho medo de formar a pessoa que vai roubar o seu cargo.

Há vários equívocos neste pensamento. O primeiro e mais óbvio é: sem formar um sucessor, o gestor não conseguirá, ele próprio, ser promovido na empresa. E, por fim, a própria empresa pode chegar à conclusão de que ele mais atrapalha do que ajuda. “Se eu tenho um líder com medo de criar sucessores, por quanto tempo vou querê-lo na minha empresa?”, pergunta Caroline.

Se tudo isso, para você, é apenas conversa de RH para agradar ao presidente no cafezinho, lembre-se do seguinte: uma pesquisa da Towers Watson mostrou que, no Brasil, literalmente metade dos entrevistados acredita que só crescerão na carreira se mudarem de emprego. E o motivo é simples: não sentem que as empresas estão investindo neles.

Fontes e Direitos Autorais: , de EXAME.com • Terça-feira, 24 de julho de 2012 – 12h05.

Ciência Sem Fronteiras suspende bolsa de 25 alunos

O programa Ciência Sem Fronteiras, uma das apostas do governo federal para a formação de pesquisadores, decidiu não renovar bolsas de pelo menos 25 estudantes que estão no exterior, forçando-os a abandonar estudos e pesquisas.

As bolsas foram concedidas inicialmente por seis meses, com a possibilidade de renovação por mais um semestre prevista no edital. O período de permanência de 12 meses é indicado como mínimo para o bom aproveitamento do intercâmbio.

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), responsável pelo programa, não explicou por que não houve a renovação e não informou quantos alunos tiveram seus pedidos indeferidos.


São Paulo – O programa Ciência Sem Fronteiras, uma das apostas do governo federal  para a formação de pesquisadores, decidiu não renovar bolsas de pelo  menos 25 estudantes que estão no exterior, forçando-os a abandonar  estudos e pesquisas.

O grupo teve indeferida a renovação das bolsas para  o próximo semestre sem motivo ou explicação e pede, em um  abaixo-assinado, que a situação seja reavaliada.

As bolsas foram concedidas inicialmente por seis meses, com a  possibilidade de renovação por mais um semestre prevista no edital. O  período de permanência de 12 meses é indicado como mínimo para o bom  aproveitamento do intercâmbio.

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq),  responsável pelo programa, não explicou por que não houve a renovação e  não informou quantos alunos tiveram seus pedidos indeferidos.

Lançado com pompa pela presidente Dilma Rousseff em julho de 2011, o  programa tem a meta de oferecer 101 mil bolsas de graduação e  pós-graduação até 2015, sendo 75 mil bancadas pelo governo federal. As  demais virão de parcerias privadas.

Espalhados – Os 25 bolsistas estão em instituições de países como Inglaterra,  Alemanha, Bélgica, Espanha, Canadá e Portugal. Eles tentam a renovação  desde maio, quando entraram em contato com o CNPq. Desde então,  enfrentaram uma novela com informações desencontradas.

Primeiro, receberam orientações sobre os documentos necessários, mas  depois a informação era de que não havia nenhuma possibilidade de  renovação. Em algumas mensagens, o indeferimento era uma decisão de  instâncias superiores do CNPq. Em outros e-mails, a culpa era do limite  de bolsistas por país.

A estudante de Arquitetura Caroline Oliveira, de 21 anos, crê que sua  documentação nem foi analisada. Aluna da Universidade Federal do Paraná  (UFPR), conseguiu por meio do Ciência Sem Fronteiras um intercâmbio na  Technische Universitäat em Munique, Alemanha. Entregou toda a  documentação no prazo, mas teve o pedido negado. “A universidade nem  imagina que eu posso ter de abandonar. Estou em um projeto grande, com  pesquisadores de vários países. Vou atrasar o trabalho deles.”

A pesquisa de Yara Barros, de 21 anos, é sobre genética humana, em um  dos laboratórios da Universidade de Coimbra, em Portugal. “Como não sei  mais se vou ficar, está a maior correria. Estou tentando adiantar,  porque ainda não tenho finalizada a parte experimental. Enquanto estão  todos de férias, estou aqui. Mas é certo que a pesquisa vai ficar  incompleta”, diz ela, estudante da Universidade Federal de Alagoas  (Ufal).

Como todos os participantes ouvidos pela reportagem, Yara faz questão de  reafirmar as qualidades do Ciência Sem Fronteiras. “A oportunidade é  maravilhosa, a bolsa é muito boa. Mas fico indignada com o tratamento  que nos dão agora. São dois meses sem termos nenhuma justificativa.  Quando se pronunciam, a resposta simplesmente é: ‘Não vamos renovar e  pronto’.”

Abaixo-assinado – Depois de várias tentativas de renovar a bolsa e salvar os estudos, o  grupo de 25 estudantes preparou um abaixo-assinado. Encaminhou o  documento ao CNPq em junho. Mais uma vez, a resposta foi negativa.

As bolsas de graduação do Ciência sem Fronteiras são concedidas  normalmente para 12 meses. O CNPq não informou quantos foram ao exterior  com contratos de seis meses.

Até o momento, foram concedidas 10.752 bolsas de graduação sanduíche no  exterior. Muitos desses estudantes estão em preparação para a viagem.  Até o fim do ano, há a expectativa de que sejam concedidas 20 mil  bolsas.

Renovação – Após o caso ser encaminhado ao CNPq pela reportagem, o diretor de  Cooperação Institucional do órgão, Manoel Barral Neto, responsável pelo  Ciência Sem Fronteiras, disse que a situação dos estudantes será  reavaliada. “O caso é voltar a pedir a renovação ao CNPq. Vamos avisar a  todos da possibilidade da renovação.”

O CNPq afirma que o programa é baseado no mérito dos alunos e das  instituições, principalmente na hora da renovação – mas não detalhou  como isso é avaliado. Segundo Barral Neto, algumas mudanças na relação  com as instituições para a definição de vagas interromperam  temporariamente as renovações. “A tendência é conceder uma experiência  de 12 meses. Mas em alguns casos pode se identificar alguma situação que  não seja adequada”, disse.

A abertura da nova chance a essa altura pode não valer para todos. Com  todas as negativas que recebeu, Glaucia Oliveira, de 27 anos, já se  afastou da pesquisa de que participava no laboratório do Departamento de  Geoquímica, Petrologia e Prospecção Geológica da Universidade de  Barcelona. Também comprou passagem para voltar.

Fontes e Direitos Autorais:  • Terça-feira, 24 de julho de 2012 – 09h54.