Como o exército protege o espaço virtual brasileiro

 São Paulo – Em um futuro não muito distante, as guerras poderão ser definidas sem que um tiro seja disparado. Para inutilizar a infraestrutura inimiga, como os setores de energia e telecomunicações, não haverá a necessidade de realizar ataques físicos: com um clique inicia-se uma invasão às redes desses sistemas.

 

 

A possibilidade de reação é pequena, já que todas as informações militares secretas também estarão nas mãos dos atacantes, por meio da interceptação virtual dos dados. Antes que se perceba, o país já estará dominado pelo invasor.

 

Apesar de parecer história de ficção científica, a guerra cibernética já é realidade. Casos como o do worm Stuxnet, que atacou centrífugas nucleares iranianas, indicam que o espaço virtual será um novo campo de batalha militar. Foi pensando assim que o Ministério da Defesa do Brasil criou, em agosto de 2010, o Centro de Defesa Cibernética do Exército (CDCiber).

 

O órgão é responsável por coordenar ações de proteção à estrutura virtual do país. Para liderar o projeto, o Alto Comando do Exército indicou um oficial que pouco lembra os emburrados militares das Forças Armadas. Simpático, de sorriso fácil e fala tranquila, o general de divisão José Carlos dos Santos, 59 anos, deixou o cargo de diretor do Ensino Preparatório do Exército e se mudou do Rio de Janeiro para Brasília com a missão de comandar 40 militares que formam o efetivo do CDCiber. “A estratégia nacional de defesa colocou a questão da segurança cibernética no mesmo patamar de importância dos setores nuclear e espacial”, diz ele.

 

Em sua sala no Quartel General do Exército, em Brasília, o general Santos confere os e-mails em seu MacBook. Antes de conceder entrevista a INFO, mostra um chaveiro que revela seu clube do coração: o general Santos torce para o Santos. Nascido e criado na cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo, o oficial é o filho do meio de um policial que completava o salário trabalhando como taxista.

Estudioso, em 1970 decidiu ingressar na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, por conta da qualidade dos colégios militares. Cogitou estudar engenharia no IME ou no ITA, mas preferiu ingressar na Academia Militar das Agulhas Negras, onde se formou como oficial do exército especializado em comunicações. “Era encarregado de instalar e manter os sistemas operacionais em uma campanha militar. Minha arma de origem é técnica, a arma das comunicações”, diz o general.

 

Em sua mesa de trabalho, dois globos terrestres estilizados revelam o gosto por geopolítica. Fluente em inglês e italiano, Santos participou de duas missões no exterior. Em 1991, ainda como major, compôs um efetivo de paz da ONU em Angola, onde acontecia uma guerra civil. Entre os anos de 2003 e 2005, exerceu o cargo de adido militar na Itália, sob a chefia do ex-presidente e então embaixador Itamar Franco. “É um país maravilhoso, um museu a céu aberto. Além de uma missão, aquela experiência foi um prêmio.”

 

José Carlos

 

 

Promovido em março de 2011 a general de divisão, penúltima maior patente em tempos de paz, José Carlos dos Santos foi escolhido para assumir o comando do Centro de Defesa Cibernética do Exército, considerado um dos projetos-chave das Forças Armadas para a segurança nacional. “O Brasil é o único país dos Brics que não tem um sistema de proteção de estruturas estratégicas, e isso é fundamental para a segurança do país. Afinal, os sistemas estão cada vez mais dependentes de softwares, sendo passíveis de sofrer invasão ou ataque”, diz o oficial.

 

A estrutura do CDCiber ainda não foi finalizada. O Exército tem até o ano de 2015 para completar o efetivo total do órgão, que contará com 130 militares. Nesse período também está prevista a mudança física do centro para uma das cidades-satélites de Brasília. Mesmo assim, os investimentos têm sido altos. A previsão do orçamento para 2012 é de 85 milhões de reais.

 

Por enquanto, os 800 metros quadrados ocupados no Quartel General do Exército já permitiram a instalação do chamado Centro de Consciência Situacional, uma sala de operações responsável por monitorar as atividades e detectar possíveis ataques na rede, por meio de softwares IDS (Intruction Detection Sytem) e IPS (Intrusion Prevention System), além de firewalls e outros recursos de proteção.

 

Coisas como a invasão de páginas oficiais realizadas por meio de ataques de negação de serviço não preocupam o CDCiber. “O que nos preocupa é o vazamento de informação militar crítica, como o nível de nosso combustível, nosso estoque de armamentos, onde estão esses armamentos, a distribuição territorial de nossos especialistas”, diz o general.

Estudioso, em 1970 decidiu ingressar na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, por conta da qualidade dos colégios militares. Cogitou estudar engenharia no IME ou no ITA, mas preferiu ingressar na Academia Militar das Agulhas Negras, onde se formou como oficial do exército especializado em comunicações. “Era encarregado de instalar e manter os sistemas operacionais em uma campanha militar. Minha arma de origem é técnica, a arma das comunicações”, diz o general.

 

Em sua mesa de trabalho, dois globos terrestres estilizados revelam o gosto por geopolítica. Fluente em inglês e italiano, Santos participou de duas missões no exterior. Em 1991, ainda como major, compôs um efetivo de paz da ONU em Angola, onde acontecia uma guerra civil. Entre os anos de 2003 e 2005, exerceu o cargo de adido militar na Itália, sob a chefia do ex-presidente e então embaixador Itamar Franco. “É um país maravilhoso, um museu a céu aberto. Além de uma missão, aquela experiência foi um prêmio.”

 

José Carlos

 

 

Promovido em março de 2011 a general de divisão, penúltima maior patente em tempos de paz, José Carlos dos Santos foi escolhido para assumir o comando do Centro de Defesa Cibernética do Exército, considerado um dos projetos-chave das Forças Armadas para a segurança nacional. “O Brasil é o único país dos Brics que não tem um sistema de proteção de estruturas estratégicas, e isso é fundamental para a segurança do país. Afinal, os sistemas estão cada vez mais dependentes de softwares, sendo passíveis de sofrer invasão ou ataque”, diz o oficial.

 

A estrutura do CDCiber ainda não foi finalizada. O Exército tem até o ano de 2015 para completar o efetivo total do órgão, que contará com 130 militares. Nesse período também está prevista a mudança física do centro para uma das cidades-satélites de Brasília. Mesmo assim, os investimentos têm sido altos. A previsão do orçamento para 2012 é de 85 milhões de reais.

 

Por enquanto, os 800 metros quadrados ocupados no Quartel General do Exército já permitiram a instalação do chamado Centro de Consciência Situacional, uma sala de operações responsável por monitorar as atividades e detectar possíveis ataques na rede, por meio de softwares IDS (Intruction Detection Sytem) e IPS (Intrusion Prevention System), além de firewalls e outros recursos de proteção.

 

Coisas como a invasão de páginas oficiais realizadas por meio de ataques de negação de serviço não preocupam o CDCiber. “O que nos preocupa é o vazamento de informação militar crítica, como o nível de nosso combustível, nosso estoque de armamentos, onde estão esses armamentos, a distribuição territorial de nossos especialistas”, diz o general.

 

Fontes e Direitos Autorais: , da INFO • Segunda-feira, 16 de julho de 2012 – 14h05.

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Sobre Junior Galvão - MVP

Profissional com vasta experiência na área de Tecnologia da Informação e soluções Microsoft. Graduado no Curso Superior em Gestão da Tecnologia de Sistemas de Informação. Pós-Graduado no Curso de Gestão e Engenharia de Processos para Desenvolvimento de Software com RUP na Faculdade FIAP - Faculdade de Informática e Administração Paulista de São Paulo. Pós-Graduado em Gestão da Tecnologia da Informação Faculdade - ESAMC Sorocaba. Formação MCDBA Microsoft, autor de artigos acadêmicos e profissionais postados em Revistas, Instituições de Ensino e WebSistes. Meu primeiro contato com tecnologia ocorreu em 1995 após meus pais comprarem nosso primeiro computador, ano em que as portas para este fantástico mundo se abriram. Neste mesmo ano, comecei o de Processamento de Dados, naquele momento a palavra TI não existia, na verdade a Tecnologia da Informação era conhecida como Computação ou Informática, foi assim que tudo começou e desde então não parei mais, continuando nesta longa estrada até hoje. Desde 2001 tenho atuado como Database Administrator - Administrador de Banco de Dados - SQL Server em tarefas de Administração, Gerenciamento, Migração de Servidores e Bancos de Dados, Estratégias de Backup/Restauração, Replicação, LogShipping, Implantação de ERPs que utilizam bancos SQL Server, Desenvolvimento de Funções, Stored Procedure, Triggers. Experiência na Coordenação de Projetos de Alta Disponibilidade de Dados, utilizando Database Mirroring, Replicação Transacional e Merge, Log Shipping. Atualmente trabalho como Administrador de Banco de Dados no FIT - Instituto de Tecnologia da Flextronics, como também, Consultor em Projetos de Tunnig e Performance para clientes, bem como, Professor Titular na Fatec São Roque. Desde 2008 exerço a função de Professor Universitário, para as disciplinas de Banco de Dados, Administração, Modelagem de Banco de Dados, Programação em Banco de Dados, Sistemas Operacionais, Análise e Projetos de Sistemas, entre outras. Possuo titulações e Reconhecimentos: Microsoft MVP, MCC, MSTC e MIE.
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