Supermercados deixam de distribuir sacola biodegradável


São Paulo – Apostando numa reviravolta no caso das sacolinhas, as principais redes de supermercado de São Paulo ignoraram a ordem judicial que determinava o início do fornecimento gratuito de embalagens biodegradáveis a partir de ontem, segunda-feira. A estratégia das redes é aguardar o julgamento, nesta terça-feira, na 27.ª Câmara de Direito Privado, de quatro recursos que tentam banir novamente a distribuição das sacolas plásticas.

No Pão de Açúcar, apenas as sacolas comuns estavam disponíveis. Segundo a empresa, já foi pedido ao fornecedor uma remessa de sacolas compostáveis, que não teria chegado ainda por causa do grande volume. Não foi definido, porém, se a sacola será cobrada ou não. “O Grupo Pão de Açúcar pauta suas ações pela obediência às leis e aguarda a decisão do Tribunal de Justiça a respeito do recurso da companhia sobre a liminar proferida em primeira instância”, manifestou-se a rede, que tem 434 supermercados espalhados pelo Estado.

Prazo – No fim de junho, as redes de supermercado da capital receberam a notificação do parecer da juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 1.ª Vara Cível do Foro Central, que ordenava a volta imediata da distribuição de sacolas plásticas. Além disso, as empresas teriam 30 dias para iniciar também o fornecimento de sacolas biodegradáveis, geralmente produzidas a partir do amido de orgânicos como milho, batata mandioca e cana de açúcar. O prazo terminou ontem.

A exceção é a rede Walmart, que recebeu a notificação com atraso e, portanto, só será obrigada a cumprir a determinação judicial na semana que vem. A empresa promete cumprir a determinação judicial, mas até ontem fornecia apenas a sacola reciclável comum, feita de polietileno.

A Apas, que tem liderado as ações jurídicas dos supermercados paulistas, afirma que orienta seus associados a seguir as determinações judiciais, mas contesta a discussão a respeito do uso de sacolas biodegradáveis.

“O problema ambiental causado pelas sacolas descartáveis não está relacionado exclusivamente ao material utilizado para sua fabricação, mas também ao enorme volume de sacolas descartáveis distribuídas e ao seu descarte inadequado, entupindo bueiros e gerando enchentes”, diz nota da entidade. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Fontes e Direitos Autorais:  • Terça-feira, 31 de julho de 2012 – 10h19.

Bancos escondem pacotes grátis do consumidor, diz Idec


Idec teve maior dificuldade no HSBC

São Paulo – Os bancos públicos e privados escondem de seus clientes a existência de pacotes gratuitos de tarifas, uma exigência legal desde 2008. A informação é do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), que realizou uma avaliação com os seis maiores bancos que atuam no país.

Segundo o Instituto, técnicos do Idec visitaram as instituições financeiras se apresentando como clientes comuns. Nos diálogos com gerentes e atendentes, os técnicos pediram para modificar a classificação de suas contas para o pacote básico gratuito.

Esse pacote é uma exigência do Banco Central e determina que os bancos ofereçam uma opção com direito a, no mínimo, quatro saques (no caixa do banco ou nos caixas eletrônicos), duas transferências entre contas do mesmo banco, dois extratos do mês anterior, um extrato anual e dez folhas de cheque por mês. Foram visitados os bancos Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Banco do Brasil e Santander.

De acordo com o instituto, os atendentes bancários ora desconheciam a existência do pacote de “serviços essenciais gratuitos” ora simplesmente se negavam a fazer a migração da conta.

Os pesquisadores pediram que suas contas correntes fossem alteradas para contas de serviços essenciais. Alguns funcionários, segundo o instituto, não tinham conhecimento desse direito e outros se negaram a fazer a conversão.

De acordo com a análise do Idec, apenas os atendentes dos bancos Caixa Econômica e Itaú efetuaram as mudanças solicitadas pelos técnicos sem criar dificuldades.

Os bancos Bradesco e Santander, diz o Idec, efetuaram a mudança, porém o técnico do Idec teve que insistir no pedido e resistir às tentativas de persuasão dos gerentes. Nos demais bancos, o técnico do instituto não conseguiu fazer cumprir seu direito.

No Banco do Brasil o atendente alegou uma dificuldade técnica em seu sistema e não efetuou a migração da conta. Já no HSBC, o atendente desconhecia a existência da conta de serviços essenciais.

Fontes e Direitos Autorais: , INFO • Segunda-feira, 30 de julho de 2012 – 20h49.

Maior parte dos brasileiros têm conexão inferior a 2 Mbps

Um estudo divulgado pelo Ibope revela que a maior parte dos brasileiros com acesso à internet em casa possui planos de dados com velocidades inferiores a 2 Mbps.


Estudo mostra expansão das conexões mais rápidas

São Paulo – Um estudo divulgado pelo Ibope revela que a maior parte dos brasileiros com acesso à internet em casa possui planos de dados com velocidades inferiores a 2 Mbps.

Segundo o Ibope, há no Brasil 64,9 milhões de pessoas com acesso à web em seus domicílios. Entram nessa conta desde os consumidores que possuem um cabo de fibra óptica até quem navega usando modem 3G ou conexão pela linha telefônica.

Quando são contabilizados os brasileiros que possuem acesso à internet em seus locais de trabalho, ainda que não tenham acesso à web de casa, o número de internautas sobe para 68 milhões.

O volume total de brasileiros online é modesto, se levarmos em conta que a população total supera 190 milhões de pessoas.  A análise do Ibope mostra, no entanto, que a cada ano cresce em 11% a base de brasileiros com acesso à internet.

Teste agora a velocidade real de sua banda larga

No mês de julho, dos 64,9 milhões de pessoas com acesso à internet em casa, apenas 41,5 milhões usaram a web. Desse total, cerca de 60% usou conexões lentas. Um grupo de 6 milhões de internautas recorreu a conexões de, no máximo, 512 Kbps para navegar.  Outro grupo, de 18 milhões de internautas, explorou a web com uma velocidade entre 512 Kbps e 2 Mbps.

Cerca de 28% do total dos usuários ativos em domicílios no Brasil usou conexões com entre 2 Mbps e 8 Mbps. Outros 12% navegam a altas velocidades, com links mais velozes que 8 Mbps.

x

Gráfico mostra ascensão da curva que representa links maiores que 2 Mbps

O estudo mostra ainda que, embora precária, a internet no Brasil vem ampliando sua velocidade e aumentando sua penetração, incluindo novos brasileiros na rede.  A faixa que mais cresceu, por exemplo, foi a de usuários com acesso a mais de 2 MB. Este recorte cresceu 91% numa comparação com a mesma pesquisa, feita em 2011.

Os dados fazem parte do estudo “NetSpeed Online Report, IBOPE Nielsen Online”.

Conexão

Nº de usuários*

% do total

Até 528Kb

2.117

3,20%

128Kb – 512Kb

7.440

11,50%

512Kb – 2Mb

27.614

43,90%

2Mb – 8Mb

18.364

27,90%

Acima de 8Mb

8.455

12,60%

Não identificado

898

0,90%

Total

64.888

100%

* em milhares de usuários

Fontes e Direitos Autorais: , INFO • Segunda-feira, 30 de julho de 2012 – 21h21.