Office 2013 é rápido e bem acabado, mas destaque fica para pagamento anual

Deve ser duro fazer parte da equipe do Microsoft Office. Ano após ano, você recebe a mesma tarefa: adicionar novas funções ao Word, Excel, PowerPoint e Outlook. Novas funções pelas quais as pessoas pagarão, mas que não transformem a fonte de dinheiro fácil da Microsoft em uma bagunça lenta e inchada.

Mas como fazer isso? O Microsoft Word já é um processador de texto, programa de design de páginas de internet, um banco de dados e cera para o piso. O que mais resta acrescentar?

Nas últimas versões, a Microsoft basicamente apenas deslocou as funções existentes. As reorganizando em uma barra de ferramentas de acesso rápido, por exemplo, ou clareando o fundo para um visual mais limpo.

Neste ano, a maior notícia não é o programa, mas como pagar por ele.

Forma 1: comprar a suíte Office como você sempre fez, por US$ 140 (Word, Excel, PowerPoint, OneNote) a US$ 400 (esses programas e mais o Outlook, Access e Publisher). No Brasil, o valor cobrado fica entre R$ 240 e R$ 590.

Forma 2: comprar uma assinatura anual por esses programas por US$ 100 (no Brasil, o valor cobrado é R$ 180). Este plano é chamado de Office 365. (Isso mesmo: os programas conhecidos por um ano como Office 15 são vendidos como Office 2014, e disponíveis como Office 365. Ninguém nunca acusou a Microsoft de clareza nos nomes.)

A Microsoft argumenta que a assinatura oferece todos os tipos de benefícios. Primeiro, você pode baixar e rodar os programas do Office em até cinco computadores, incluindo Macs e PCs. Você pode mudar quais são esses cinco a qualquer momento. (Os PCs com Windows recebem o Office 2013, cujas configurações são sincronizadas magicamente em todos os computadores. Os Macs recebem o mais antigo, e menos refinado, Office 2011 para Mac.)

Se sua casa ou escritório tem muitos computadores, você pode economizar dinheiro; comprar cinco cópias custaria US$ 700. Isso é mais econômico a menos que você planeje usar essa versão cada vez mais antiga por pelo menos sete anos.

Com a assinatura, você sempre terá a versão mais recente – Office 2015, Office 2031, Office 2119 – mas, é claro, você terá que pagar US$ 100 por ano para sempre. (Caso sua assinatura chegue ao fim, você pode abrir ou imprimir seus documentos, mas não poderá editá-los ou criar novos.)

  • Microsoft/APNovo Word 2013: programas do Office estão mais rápidos, atraentes e bem acabados

Você pode ficar horrorizado com a noção de pagar uma taxa anual para sempre à Microsoft para ter algo que você costumava comprar e pronto. Ou pode gostar da ideia de uma taxa fixa para mantê-lo atualizado.

De qualquer forma, uma assinatura do Office 365 proporciona a você mais do que apenas cinco cópias do programa. Ela também inclui o Office on Demand, que é a capacidade de baixar programas do Office para qualquer computador com Windows 7 ou Windows 8 – em uma filial ou na casa de um amigo, digamos. Retoque seus slides, redija sua proposta; quando você der o logout, o programa Office baixado desaparece.

O SkyDrive é um disco de armazenamento gratuito de 7 GB para arquivos que você deseje acessar de qualquer lugar, em qualquer computador, tablet ou smartphone com conexão de Internet. No Office 13, é mais importante; na verdade, a configuração padrão é salvar os novos documentos no SkyDrive. E se você assinar o Office 365, você recebe mais 20 gigabytes. Isso representa muito mais slides e planilhas.

Extras

Mas isso também não é tudo. A mesma taxa de US$ 100 também compra uma hora por mês de ligações gratuitas do Skype para telefone. (A Microsoft comprou o Skype no ano passado.) Isto é, de um computador, tablet ou smartphone que tenha o Skype instalado, você pode ligar para números comuns de telefones fixos ou celulares – algo que geralmente custa alguns poucos centavos por minuto. (As ligações para computadores e smartphones, usando endereços do Skype, como Skibunny20304, ainda são gratuitas.)

Até agora, deve soar como se a única coisa nova no Office 2013 é como pagar por ele. Mas há muitos ajustes no programa em si.

Os programas contam com um novo design que combina com as linhas retangulares limpas da tela Iniciar do Windows 8. Sem efeitos de sombra, barras de ferramentas sombreadas ou cantos arredondados nos botões e caixas.

Falando de telas de toque – e a Microsoft ultimamente tem falado delas de modo incessante – um novo Modo de Toque supostamente amplia os botões e itens do menu do Office, para que você possa ativá-los mais facilmente com o dedo. Mas você ainda vai preferir usar um mouse.

Cada programa do Office agora tem uma nova “experiência” no menu Arquivo, que é a palavra pateta da Microsoft para “tela”. Quando você escolhe um dos comandos do menu Arquivo – Abrir, Salvar, Imprimir, Compartilhar e assim por diante – esse menu Arquivo continua aberto e as opções correspondentes para imprimir, salvar ou compartilhar aparecem na parte principal da janela. É uma boa ideia; ela dá a sensação de menos passos. (Apenas o comando Opções viola a consistência; ele abre a caixa de diálogo habitual de preferências.)

Também há animação. O cursor de inserção parece deslizar enquanto você digita; o destacar parece fluir de uma célula do Excel para outra. No PowerPoint, seus slides mudam em tempo real à medida que você aponta para modelos de design diferentes (antes de clicar de fato); o Excel faz o mesmo enquanto você navega pelos tipos de gráficos.

A Microsoft também criou uma loja de aplicativos para o Office. A maioria dos aplicativos aqui é gratuita; por exemplo, você pode adicionar novos estilos de gráficos ao Excel, feeds do Twitter para o Outlook ou dicionários de tradução de línguas ao Word. É um catálogo pequeno, mas intrigante.

Cada programa individual também tem suas novidades. Por exemplo, o Word pode, após um momento de processamento, abrir e salvar documentos em PDF. Isso é genuinamente útil, mas não funciona de modo consistente. Alguns documentos em PDF abrem apenas como gráficos que não podem ser editados –não como texto– e alguns layouts mudam um bocado quando convertidos para o formato do Word.

Sempre que você abre um documento, um pequeno balão clicável oferece levar você para o ponto em que você parou da última vez, mesmo que tenha sido em outra máquina; muito esperto. Também há o Modo Leitura, que dá a qualquer documento um bonito layout de livro eletrônico.

No Excel, quando você destaca algumas células, um pequeno botão aparece abaixo e à direita. Clique nele para abrir uma paleta pop-up de opções relevantes: tabelas, formatos, totais e assim por diante. Sim, essas opções também estão na Barra de Ferramentas de Acesso Rápido – mas ao você apontar para elas, o formato de suas células selecionadas muda em tempo real. Dessa forma, você pode experimentar formatos sem compromisso.

As atualizações do PowerPoint são igualmente pequenas, mas bem-vindas. Por exemplo, agora você pode pegar uma foto diretamente de sua conta online do Flickr ou Facebook, sem ter que baixá-la ou salvá-la primeiro. E a música que começa em um slide pode continuar tocando mesmo quando você passa para outros slides.

No Outlook, os retoques incluem “respostas inline”: quando você clicar em Responder, você pode digitar sua resposta acima da mensagem original, sem abrir uma nova janela. Você pode espiar as postagens de seus correspondentes no Facebook ou LinkedIn abaixo das mensagens deles. O calendário agora exibe a previsão do tempo para os próximos dias, de modo que você saberá o que vestir ou levar. E agora você pode configurar o Hotmail e outras contas de e-mail baseadas em Internet sem a necessidade de plug-ins “conectores”.

Bom para uns, ruim para outros

O Office ainda é enorme, complexo e continua crescendo. Ele ainda é 47 mil vezes mais software do que qualquer um realmente precisa. E você ainda pode se virar perfeitamente bem sem ele: o Google e o OpenOffice.org ainda oferecem equivalentes gratuitos do Word, Excel e PowerPoint. Eles estão longe de ser tão refinados ou cheios de funções como o Office 2013, mas realizam o trabalho e facilitam a colaboração.

Quanto ao conceito de assinatura, não é uma barbada. Ele agradará a uns, desagradará a outros.

Felizmente, você logo descobrirá qual é a sua preferência; você pode experimentar o Office 365, incluindo baixar o Office para cinco Macs ou PCs, por um mês gratuitamente. Você pode achar que a oferta de US$ 100 por ano torna a proposta de valor do Office ainda mais confusa do que antes – mas descobrirá que os programas 2013 em si estão mais rápidos, atraentes e bem acabados.

Tradutor: George El Khouri Andolfato

Fontes e Direitos Autorais: The New York Times David Pogue – Do New York Times – 08/03/201306h05.

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Autor: Junior Galvão - MVP

Profissional com vasta experiência na área de Tecnologia da Informação e soluções Microsoft. Graduado no Curso Superior em Gestão da Tecnologia de Sistemas de Informação. Pós-Graduado no Curso de Gestão e Engenharia de Processos para Desenvolvimento de Software com RUP na Faculdade FIAP - Faculdade de Informática e Administração Paulista de São Paulo. Pós-Graduado em Gestão da Tecnologia da Informação Faculdade - ESAMC Sorocaba. Formação MCDBA Microsoft, autor de artigos acadêmicos e profissionais postados em Revistas, Instituições de Ensino e WebSistes. Meu primeiro contato com tecnologia ocorreu em 1995 após meus pais comprarem nosso primeiro computador, ano em que as portas para este fantástico mundo se abriram. Neste mesmo ano, comecei o de Processamento de Dados, naquele momento a palavra TI não existia, na verdade a Tecnologia da Informação era conhecida como Computação ou Informática, foi assim que tudo começou e desde então não parei mais, continuando nesta longa estrada até hoje. Desde 2001 tenho atuado como Database Administrator - Administrador de Banco de Dados - SQL Server em tarefas de Administração, Gerenciamento, Migração de Servidores e Bancos de Dados, Estratégias de Backup/Restauração, Replicação, LogShipping, Implantação de ERPs que utilizam bancos SQL Server, Desenvolvimento de Funções, Stored Procedure, Triggers. Experiência na Coordenação de Projetos de Alta Disponibilidade de Dados, utilizando Database Mirroring, Replicação Transacional e Merge, Log Shipping. Atualmente trabalho como Administrador de Banco de Dados no FIT - Instituto de Tecnologia da Flextronics, como também, Consultor em Projetos de Tunnig e Performance para clientes, bem como, Professor Titular na Fatec São Roque. Desde 2008 exerço a função de Professor Universitário, para as disciplinas de Banco de Dados, Administração, Modelagem de Banco de Dados, Programação em Banco de Dados, Sistemas Operacionais, Análise e Projetos de Sistemas, entre outras. Possuo titulação Oficial Microsoft MVP - SQL Server renovada desde 2007.

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