Arquivo mensal: abril 2013

Cyber War Games premiará melhor hacker com R$ 10 mil


São Paulo – A primeira edição do evento de segurança da informação Cyber War Games irá premiar o melhor hacker que completar um desafio com 10 mil reais.

 

O evento, organizado pelos mesmos idealizadores do HackingDay, lançará um desafio aos participantes: invadir um servidor, causar dano ao seu conteúdo lógico e demonstrar o passo a passo do processo.

O servidor utilizado terá a proteção do Projeto Cérbero – um sistema de segurança que seus desenvolvedores dizem ser intransponível – e será instalado em uma rede apartada, sem acesso à internet. Os participantes terão 8 horas para derrubá-lo.

 

Além do concurso, haverá também um workshop, liderado pelo especialista Alan Sanches, focado em guerra cibernética. Os participantes poderão interagir com os tipos de ataques e defesas possíveis contra sites e servidores.

 

Durante esta simulação, os participantes conhecerão as principais técnicas de ataque que são utilizadas contra sites, servidores e sistemas (DoS, T50, SQLInjection, Blind, entre outros). E aprenderão também as principais técnicas de defesa para evitar que esses ataques aconteçam.

 

Segundo os idealizadores, o Cyber War Games será realizado em ambiente controlado e não causará danos para empresas, usuários ou organizações. “O único objetivo desse workshop será a disseminação do conhecimento. Nenhuma lei será infringida para a sua realização”, afirma a organização.

Fontes e Direitos Autorais: 

, de INFO Online 

• Sexta-feira, 26 de abril de 2013 – 10h18.

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10 apps essenciais para Windows 8


10 apps essenciais para Windows 8

Apesar de não ter caído nas graças dos usuários, o Windows 8 vem sendo adotado aos poucos. E ele já conta com uma série de recursos pré-instalados, que, no entanto, não suprem todas as necessidades das pessoas no computador.

Selecionamos então 10 aplicativos gratuitos que achamos essenciais para você instalar em computadores com o SO da Microsoft. Claro, existem vários outros, mas se você já mudou para o sistema operacional – ou pretende mudar depois da atualização para o Blue –, não deixe de conferir as imagens a seguir. E depois, conte aí nos comentários o que não pode faltar no seu PC com Windows 8.

Skype

O Skype, programa para troca de mensagens instantâneas e ligações VoIP, conta com uma ótima versão para Windows 8. Ela tem suporte total a comandos por toque, presente em vários novos aparelhos com o sistema operacional.

Com uma interface diferente, o programa roda em tela cheia e os botões para realizar uma chamada, comprar créditos e abrir uma janela de chat são bem maiores. Dessa forma, é difícil apertar um comando errado – uma ótima notícia para quem tem dedos grandes.

[Baixe o Skype para Windows 8 pelo Downloads INFO]

 

IM+

O agregador de mensageiros instantâneos é uma boa alternativa para quem dispensa recursos de VoIP, como os dos Skype, e quer somente os bons e velhos bate-papos por texto – e, vez ou outra, uma conversa via webcam.

O IM+ se conecta a contas do próprio programa da Microsoft e também a do Facebook, Google Talk, ICQ e Yahoo! Messenger, entre outras. Na tela principal, o aplicativo exibe quadros com os chats abertos, os contatos, os favoritos e os perfis cadastrados nele. Dando um clique (ou toque) no nome do campo, dá para visualizar a lista completa de pessoas, por exemplo.

[Baixe o IM+ para Windows 8 pelo Downloads INFO]

Twitter

Bem adaptado para o sistema operacional, o app oficial da rede social de microblogs é outro com uma bela interface e suporte a toque.

Os menus Início, Conectar, Descobrir e Conta ficam listados no lado esquerdo da tela, de forma bem discreta. Enquanto isso, a linha do tempo – atualizada de minutos em minutos – exibe tuítes no centro dela. Dando um toque no post, dá para responder, retuítar ou favoritar a mensagens com outro simples clique.

A navegação pelos perfis é também bastante fácil e ágil, com as informações do usuário mostradas logo de cara, bastando um arrastar de dedo para ver os últimos tuítes e fotos postadas.

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Fotor

Este prático editor de fotos, que tem versões também para Android, iOS, Mac e edições anteriores do Windows, faz ajustes rápidos em imagens também no W8.

O aplicativo faz correções rápidas em imagens com problemas, exigindo apenas alguns poucos cliques para transformá-las. Os ajustes (Scenes) são feitos de acordo com a situação em que o retrato foi tirado: uma foto escura e com poucos detalhes identificáveis, por exemplo, pode ganhar uma nova cara simplesmente selecionando a opção Night.

Além dessas correções em um toque, o programa conta com ferramentas para ajustar o tamanho das fotos e recortá-las rapidamente (Crop) e regular brilho, contraste e exposição (Adjust). Junto disso, há ainda uma série de efeitos ajustáveis e bordas para aplicar nas imagens.

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NetFlix

Com uma biblioteca respeitável de filmes e séries, o serviço de streaming Netflix traz toda essa variedade ao Windows 8 em um app de interface bem adaptada. Assim como na versão web, ele conta com quatro opções principais: “Início”, “Top 10 para você”, “Novidades” e “Gêneros”. Elas ficam listadas no lado esquerdo da tela cheia, acessíveis com um toque – e com a mesma facilidade dá para ver os filmes.

A grande vantagem do app do Windows mais novo é a possibilidade de ver os filmes em uma qualidade Full HD – claro, é preciso uma conexão ótima, de 10 Mbps ou melhor, para isso. O aplicativo do NetFlix é gratuito, assim como o serviço no primeiro mês. Depois disso, é preciso pagar uma mensalidade de R$ 16,90.

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Fresh Paint

Funcionando como um Paint aprimorado, o Fresh Paint tem como grande vantagem sobre o programa padrão da Microsoft o bom suporte a comandos de toque.

Além disso, o software gratuito traz uma série de ferramentas a mais que o outro programa, inclusive pincéis com textura e a possibilidade de misturar as cores que ele oferece. Dessa forma, dá para se divertir e ainda assim fazer desenhos muito mais elaborados.

Se quiser, você pode também apenas pintar, usando para isso a série de itens já feitos – mas em branco – que pode ser baixada pelo programa. Ele ainda permite abrir imagens salvas no computador para desenhar por cima, dando um visual divertido a elas.

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TeamViewer Touch

Indispensável para acessar outras máquinas remotamente e arquivos delas remotamente, o TeamViewer Touch é basicamente o conhecido programa com uma interface voltada para comandos de toque.

Ele permite acessar quaisquer outros computadores que tenham o programa instalado (em qualquer versão). Basta usar as informações fornecidas pelo próprio aplicativo para abrir aplicativos no outro Windows, Mac ou Linux, mover arquivos e transferir dados, por exemplo, usando seu dedo como cursor.

A versão do aplicativo é mais simples, permitindo apenas a conexão remota de saída – ou seja, só dá para acessar outras máquinas. Para que seu computador seja acessado, é preciso ter o TeamViewer clássico instalado nele.

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Wikipedia Touch

Este aplicativo ótimo para curiosos apresenta todo o conteúdo da enciclopédia digital na tela do Windows 8, funcionando praticamente como uma Wikipédia sem site ou necessidade de navegador.

É possível acessar todas as páginas disponíveis nela – em todos os idiomas – sem precisar abrir o endereço, e tudo em uma interface adaptada para o toque.

De diferente do site, o Wikipedia Touch permite favoritar os artigos preferidos, fixando-os na tela inicial do Windows. Além disso, a barra de navegação é mais simples, contando apenas com um botão Back (para voltar), um Referesh (atualizar), o Pin Page (fixar) e o Home (voltar à tela inicial).

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Adobe Reader Touch

Como não poderia deixar de faltar, o mais conhecido leitor de PDF também está presente no Windows 8 em uma versão que funciona em tela cheia e, claro, é adaptada a comandos de toque. 

Bem simples, o programa é muito mais leve que o visualizador na versão para desktop – o que evita eventuais travamentos. Mas também conta com alguns recursos a menos. O Reader Touch apresenta apenas uma ferramenta para buscar itens no arquivos, dois modos de visualização um comando para imprimir.

[Baixe o Adobe Reader Touch para Windows 8 pelo Downloads INFO]

Dropbox

 

Apesar de o Windows 8 já vir com o SkyDrive integrado, é sempre bom contar com uma boa alternativa e um pouco de espaço extra. É esse o caso do Dropbox, um dos serviços de armazenamento na nuvem mais usados.
O aplicativo, bem prático, se integra bem ao sistema operacional da Microsoft, inclusive apresentando uma interface adaptada à padrão do Windows. Os arquivos salvos nele podem ser encontrados usando o sistema de busca do SO, da mesma forma que acontece com o SkyDrive.

O programa, ao contrário do que acontece com as outras versões dele mesmo, permite apenas acessar e baixar os arquivos – nada de upload e de pasta dedicada, por enquanto. Dessa forma, é preciso ter também o outro Dropbox instalado.

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[Baixe o Dropbox para Windows pelo Downloads INFO]

Fontes e Direitos Autorais: Info –  • sexta, 26 de abril de 2013

Dá pra sobreviver usando apenas a “interface moderna” no Windows 8?


Será que a “Interface Moderna” do Windows 8 é capaz de substituir o bom e velho desktop? Isso é o que todo mundo vem se perguntando desde que a Microsoft lançou o Windows 8 em outubro passado, e até o momento o consenso é um sonoro “não!”.

De acordo com os críticos não há apps em quantidade suficiente na Windows Store, e o fato de que eles rodam em tela cheia não ajuda na multitarefa. Mas… e daí? Apesar das reclamações, ninguém ainda respondeu à pergunta básica: mesmo com estas limitações, é concebível passar todo o tempo na interface moderna e ignorar o desktop completamente?

Apesar de ser um ferrenho fã do destkop, decidi fazer uma experiência para encontrar a resposta e passar uma semana longe dele, vivendo uma vida completamente “moderna”. A interface foi a única alteração em minha rotina, continuei trabalhando no meu bom e velho notebook Lenovo X220, sem tela sensível ao toque, usando o teclado integrado e um mouse externo.

Navegar pela interface é surpreendentemente fácil

A primeira surpresa: a falta de uma tela sensível ao toque nunca me incomodou. Nem uma vez sequer. Antes do meu experimento, alternar entre aplicativos ou colocá-los lado-a-lado era uma tarefa desagradável, e eu tinha que conscientemente pensar sobre os comandos de navegação.

Acessar menus do sistema (como a barra de “Charms”) através dos atalhos nos cantos da tela exigia um alto grau de paciência, e um mínimo movimento errôneo do cursor para a esquerda ou direita fazia a barra desaparecer completamente. Era tão irritante que eu frequentemente optava pelo velho atalho de teclado Alt+Tab para alternar entre apps.

Interface Modern - 1

 

Mas após apenas um dia de uso dedicado eu “peguei o jeito” e já estava navegando pela interface moderna como um profissional. A hesitação mental ao abrir a lista de apps? Se foi. O mesmo pode ser dito dos movimentos imprecisos do mouse. Eu estava alternando entre apps tão rápido quanto no desktop, talvez até um pouco mais rápido.

Mas os atalhos de teclado são cruciais para uma boa experiência com a interface moderna em um PC sem tela sensível ao toque. Mais especificamente a tecla Windows para voltar à tela Iniciar e “Windows+C” para abrir a barra de Charms. Mesmo com experiência no uso do mouse, sem o teclado ambos abrem devagar demais.

Você também irá se acostumar rapidamente a trabalhar apenas em tela cheia. Claro que a falta da barra de tarefas e do desktop parecem estranhos a princípio, mas de qualquer forma você só pode dedicar total atenção a um programa de cada vez. Por mim, há pouca diferença entre alternar entre janelas no desktop e entre aplicativos em tela cheia na interface moderna. E se você realmente precisa fazer duas coisas ao mesmo tempo, pode preencher esta necessidade com o Snap, recurso que permite colocar dois apps lado-a-lado.

Trabalhar é surpreendentemente difícil

A primeira grande dificuldade foi simplesmente encontrar as ferramentas de que preciso para o meu trabalho. E preciso de apenas três: um editor de textos, uma planilha de cálculo e um editor de imagens básico.

A Windows Store tem um catálogo de mais de 50 mil apps com uma ampla variedade de gêneros, mas não há praticamente nada em termos de apps de produtividade realmente úteis. A loja está cheia de editores de texto “livres de distrações” com recursos mínimos, mas eles eram praticamente inúteis. Eu precisava de um editor que me permitisse embutir links para a web em um texto sem ter de ficar olhando para tags HTML.

Depois de várias horas procurando sem sucesso por um bom editor de textos e planilha de cálculo, eu desisti. O mais perto que cheguei foi o TabularApp, que lhe permite criar  planilhas e até mesmo exportá-las como um documento do Excel, mas estranhamente não permite importar um documento do Excel, o que o torna inútil.

Com certeza podemos culpar o Microsoft Office pela pouca oferta de apps de produtividade robustos na Windows Store. E ouvimos isso de vários desenvolvedores. Se você é um pequeno desenvolvedor querendo criar apps para o Windows 8, a última coisa que vai querer fazer é bater de frente com o criador do pacote de produtividade mais popular no mundo – especialmente quando ele controla a loja onde você venderá seu produto.

Infelizmente a Microsoft não oferece uma versão “moderna” do Office. Sistemas com o Windows RT vem com uma variante da versão desktop do Office, mas o Windows 8 não inclui o pacote em nenhuma forma. Portanto, sem nenhum editor de textos ou planilha de cálculo dignos de minha atenção na Windows Store, a salvação está nos aplicativos desktop (justamente aqueles dos quais tentei fugir durante o experimento) ou nos baseados na web. Google Docs, no meu caso.

Interface Modern - 2

 

O CleverPhoto supriu minhas necessidades básicas em edição de imagens

Encontrar um editor de imagens foi muito mais fácil. Tudo o que eu precisava era de um capaz de recortar screenshots, e o Clever Photo (R$ 4,50) deu conta do recado.

Apps deixam a desejar

Escolher o navegador adequado é essencial para qualquer um que planeje passar um tempo considerável usando a interface moderna. Os navegadores feitos sob medida para ela ou são projetados com telas sensíveis ao toque em mente, ou então para se comportar como um navegador tradicional. A melhor escolha para você depende de seu aparelho.

A versão “moderna” do IE10 é frustrante sem uma tela sensível ao toque. O foco na visualização em tela cheia leva a cliques constante com o botão direito do mouse para abrir abas ou a barra de endereços. A versão moderna do Chrome é superior ao IE para quem prefere o mouse, porque sua interface emula o comportamento da versão desktop quase que perfeitamente. E as extensões do Chrome também estão disponíveis na interface moderna, um ponto chave quando todas as suas senhas estão armazenadas no Lastpass e você usa os atalhos de teclado do Vimium para acelerar a navegação.

O Twitter lançou recentemente um app para o Windows 8, mas o Facebook ainda tem de estrear oficialmente na Windows Store. Até encontrei alguns apps não oficiais para a rede social na loja, mas elas desapontam, então continuei a usar o site.

Os apps de e-mail e calendário são funcionais, embora um pouco desajeitados e com recursos que não vão muito além do básico. O calendário não tem recursos encontrados no Outlook.com, da própria Microsoft, e o cliente de e-mail não é compatível com contas em servidores POP3. Fique com os serviços online se puder, já que as boas opções de comunicação na Windows Store são tão esparsas quanto na área de produtividade.

Pouca coisa incomodou

Uma boa parte da facilidade de uso de um sistema operacional tem a ver com as pequenas coisas. Infelizmente, alguns detalhes do Windows 8 se tornam incômodos após uma semana de uso constante.

Muitos dos controles da interface moderna estão “escondidos” atrás de um clique com o botão direito do mouse ou de um deslizar de dedos, e como vários especialistas em interface já apontaram, isso torna a curva de aprendizado íngreme demais. Quando comecei a usar a Windows Store, por exemplo, não fazia idéia de que era possível voltar à página inicial clicando com o botão direito para chamar uma barra de ferramentas no topo da tela, e então clicando no link “Página Inicial” nela. Mesmo depois de descobrir isto, demorei um tempo para aprender a resistir ao impulso de simplesmente clicar no botão “voltar” até retornar à página inicial.

Já o recurso conhecido como Snap, que permite rodar dois apps lado-a-lado, é maravilhoso, mas o fato de que a divisão de tela é fixa em 25/75% é irritante. Uma divisão em 50/50% (meio a meio) poderia beneficiar a multitarefa. Segundo relatos, o Windows Blue deverá ter esta opção.

O Windows 8 também tem muito o que melhorar em termos de integração geral do sistema. Quando eu precisei enviar alguns arquivos APK (apps do Android) armazenados na pasta Downloads à minha conta no SkyDrive, por exemplo, pensei em fazer uma busca por eles usando o ícone Search na barra de Charms, já que minha pasta de Downloads está abarrotada de arquivos. Mas quando cliquei no ícone o Windows me tirou da caixa de seleção de arquivos e me levou de volta ao SkyDrive, exatamente onde os arquivos não estão.

Tentei buscar pelos arquivos a partir da Tela Iniciar, esperando então usar o ícone Compartilhar na barra de Charms para enviá-los ao SkyDrive. Mas isto também não funcionou. No final das contas, tive de vasculhar manualmente a pasta de downloads até encontrar os arquivos que eu queria. Não é um grande problema, mas sim um pequeno incômodo que resulta na perda de tempo se você tiver de repetir a ação várias vezes ao longo do dia.

Dá pra viver só na interface moderna?

Depois de uma semana “exilado” na interface moderna, posso afirmar categoricamente que é possível sobreviver sem o desktop tradicional. De fato, a nova interface chega a ser eficiente depois que você se acostuma a ela, mesmo usando um mouse e sem uma tela sensível ao toque.

Mas não é uma vida fácil: a Windows Store provavelmente não tem todos os apps de que você precisa para suportar sua carga de trabalho, então você frequentemente terá de recorrer a web apps. Seja para produtividade, comunicação, redes sociais e muito mais.

Fontes e Direitos Autorais: PCWorld – Notícias – Ian Paul, PCWorld EUA – 23-04-2013.

Windows 8.1 deverá trazer botão Iniciar de volta


São Paulo – A próxima versão do Windows 8, conhecida como Windows Blue, deve ser liberada no segundo semestre. Ela deve trazer de volta o botão Iniciar, além de permitir que os computadores abram diretamente a área de trabalho tradicional ao serem ligados. 

A ausência do botão Iniciar – e do menu associado a ele – é uma das principais reclamações dos usuários do Windows 8. Rumores sobre a volta do botão vêm circulando há alguns dias. Hoje, o noticiário The Verge diz ter confirmado isso com uma fonte familiarizada com os planos da Microsoft.

O botão deverá ter o desenho do logotipo do Windows 8. A má notícia é que, segundo The Verge, não haverá menu Iniciar. Ao que parece, o botão vai levar o usuário à tela inicial, ou seja, à interface nova do Windows 8.

A partida no computador já na interface tradicional deve ser uma opção de configuração do sistema. O modo padrão vai continuar sendo a partida na interface moderna (como a Microsoft gosta de chamá-la) ou Metro (como também ficou conhecida). Mas quem preferir poderá mudar isso.

A Microsoft privilegiou os tablets ao projetar o Windows 8. Inspirada no Windows Phone, a interface Metro é boa para telas sensíveis ao toque. Mas não é tão prática num PC com teclado e mouse. Para muitos usuários, o ideal seria a empresa oferecer dois modos de operação no Windows: tablet e PC.

O primeiro levaria à interface Metro. O segundo faria o computador dar a partida na interface tradicional – com o menu Iniciar, é claro. Mas isso não deve acontecer, já que a Microsoft tende a forçar uma migração gradual para o ambiente novo.

Ela pode até fazer alguma concessão aos usuários, mas vai encontrar uma maneira de obrigá-los a visitar a tela inicial em alguns momentos. Por enquanto, para quem usa um PC, é inviável trabalhar apenas na interface Metro. Muitos aplicativos e componentes do Windows só funcionam no desktop tradicional.

As vendas de PCs despencaram 14%  quando se compara o primeiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado. Um executivo da Samsung chegou a acusar o Windows 8 de prejudicar as vendas. Para ele, as críticas ao sistema foram tão negativas que deixaram o consumidor sem vontade de comprar um novo PC.

Mas há outros motivos, é claro. Quem tem um notebook com dois anos de uso tem poucos motivos para trocá-lo por um novo. Os consumidores preferem investir em novos tablets e smartphones. Diferentemente do PC, que é um produto maduro, esses dispositivos móveis evoluem velozmente, estimulando trocas mais frequentes.

Nessa situação, é natural que a Microsoft lute para conquistar uma parcela maior do mercado tablets. Por enquanto, a participação do Windows nesse mercado é de apenas 4,7%, segundo o IDC.

Só saberemos com mais certeza se o botão Iniciar vai mesmo voltar em junho ou julho. Até lá, espera-se que vaze alguma versão mais madura do Windows Blue ou que a Microsoft libere uma versão beta do sistema para o público.

Fontes e Direitos Autorais: 

• Segunda-feira, 22 de abril de 2013 – 12h32.

Saiba como as empresas espionam você. E proteja-se!


Excesso de serviços de Big Data faz usuários optarem por encriptar dados

A atriz Carolina Dieckmann, o esportista Tiger Woods e o general americano e ex-diretor da CIA David Petraeus teriam poupado muitas caixas de analgésico e várias reuniões com advogados se, ao enviar fotos e textos sobre sua intimidade na web, tivessem adotado ferramentas de criptografia. Woods não teve o cuidado de proteger seu iPhone, usado para trocar libidinosas mensagens com garotas de programa e Petraeus escolheu uma modesta conta do Gmail para enviar declarações de amor à sua amante e biógrafa, Paula Broadwell. Carolina Dieckmann também optou pelo e-mail do Google ao enviar, para seu marido, fotos em que aparecia nua. Em todos os casos, os envolvidos tiveram sua intimidade exposta e foram submetidos a um cruel julgamento público.

Como demonstram os casos envolvendo celebridades, quando dados privados caem nas mãos de pessoas erradas – seja uma esposa traída, um cracker ou um investigador do FBI – as consequências para a vítima podem ser terríveis. Em seu último livro, Cypherpunk – Liberdade e o Futuro da Internet, o ativista Julian Assange, fundador do WikiLeaks, defende o uso massivo da criptografia para proteger os usuários de episódios como os vividos por Carolina ou Petraeus. De outra forma, diz Assange, viveremos em um ambiente em que nossas informações, coletadas por serviços como Facebook, Amazon e Google, serão permanentemente monitoradas e compartilhadas entre corporações e órgãos de inteligência em busca de consumidores e suspeitos. Oficialmente, companhias como Google e Facebook afirmam que os dados de seus usuários são protegidos e analisados apenas de forma anônima, por robôs, com o objetivo de oferecer serviços mais eficazes e publicidade dirigida.

Pode soar fantasioso um mundo em que corporações e governos vigiariam toda página lida na internet, todo e-mail enviado ou pensamento buscado no Google, armazenando bilhões de interceptações diárias em data centers ultrassecretos. Tecnicamente, no entanto, isto seria plenamente possível.

>> Veja cinco opções para criptografar seus dados testadas pelo Downloads INFO

“O pagamento que o usuário dá às empresas de internet por usar seus serviços gratuitos é a cessão de seus dados. Isto está, inclusive, expresso nos termos de uso de cada serviço”, diz Dave Maass, diretor da Eletronic Frontier Foundation (EEF), uma organização fundada em San Francisco para proteger a privacidade dos usuários. Segundo Maass, com a queda nos preços do armazenamento de dados e a disseminação de serviços em nuvem, ficou simples e barato para as empresas guardarem informações de seus usuários e minerá-las como quiserem. “A computação em nuvem trouxe muitas comodidades, mas é inegável que esta tecnologia nos coloca em uma situação ainda mais frágil. Se até um diretor da CIA teve seu Gmail espionado, imagine o que não fariam com um usuário comum”, diz Maass.

Assim como Assange, a EFF defende o uso de serviços criptografados como melhor forma de proteger os usuários. “Às vezes, a exploração de dados sensíveis parece algo que só deveria preocupar gente famosa ou poderosa, mas vemos cada vez mais pessoas comuns envolvidas em confusões após seus dados serem violados”, diz Mass. O ativista da EFF afirma que informações coletadas em e-mails e redes sociais têm servido para que empregadores contestem ações de ex-funcionários em processos trabalhistas ou são usadas por ex-maridos e ex-mulheres em processos de divórcio ou disputa pela guarda dos filhos.

Um dos obstáculos para a popularização de serviços de criptografia, no entanto, é o fato de, para a maior parte dos usuários, tais tecnologias parecem complicadas demais. “Esta realidade está em transformação e a cada dia surgem novos plugins que permitem aos usuários encriptar seus dados e navegar de forma anônima usando protocolos como HTTPS e Tor de modo tão simples como dar um duplo clique num botão”, diz Maass, referindo-se ao protocolo que codifica informações de conexão do usuário e à tecnologia que mascara a localização geográfica de uma conexão, respectivamente.

Um dos exemplos de novos serviços que nascem sob a marca da encriptação é o Mega, sucessor do Megaupload, fechado após acusações de fomentar a pirataria na web. O novo serviço, criado pelo controverso empreendedor alemão Kim Dotcom, transforma qualquer arquivo transferido para a nuvem do Mega num código hermético, só acessível pelo usuário que detém a chave de encriptação. “Estamos protegendo a privacidade das pessoas”, disse Dotcom, ao apresentar seu produto.

Mais do que o usuário, Dotcom pode estar apenas preocupado em proteger sua nova empresa, transferindo a responsabilidade pelo tráfego de arquivos protegidos, como filmes e músicas, para o usuário. “Talvez seja só uma artimanha para evitar problemas legais, mas o fato é que, do ponto de vista jurídico, ninguém poderá acusar o Mega pelo comportamento de seus usuários. É como se Dotcom alugasse um galpão para os usuários trabalharem. Para a lei, se eles usarão o espaço para fazer um bazar de caridade ou refinar cocaína, é uma responsabilidade de quem utiliza o imóvel ou, no caso, o espaço na nuvem”, diz Eduardo Silva, advogado especialista em direito digital do escritório Peixoto e Cury.

Para o engenheiro de sistemas e especialista em encriptação de dados da Symantec, Vladimir Amarante, tecnologias como o HTTPS, Tor ou o novo Mega, podem, de fato, modificar o cenário de mineração de dados na web. “Não vou dizer que a criptografia é algo indestrutível, mas certamente o uso de tecnologias deste tipo tornará muito difícil monitorar os dados dos usuários, além de economicamente inviável para qualquer empresa. Para abrir um único arquivo encriptado, por exemplo, é preciso dedicar um supercomputador por um tempo muito longo para tentar quebrar sua proteção”, diz Amarante. Na contramão da tríade Carolina-Woods-Petraeus, o banqueiro Daniel Dantas, por exemplo, tomou o cuidado de criptografar os discos rígidos que usava em casa, em 2008, quando a Polícia Federal apreendeu documentos e computadores em sua residência. Após oito meses tentando abrir o HD de Dantas, a polícia brasileira pediu ajuda ao FBI, que também não foi capaz de acessar o disco protegido.

Como qualquer tecnologia, a criptografia pode servir para uma tarefa nobre, como proteger a privacidade dos usuários, mas também para dar abrigo a criminosos, como pedófilos ou terroristas. “Toda invenção humana pode ser usada para o mal, mas a necessidade de reprimir pessoas fora da lei não pode servir de justificativa para devassar a vida de todos os cidadãos. Há muitas formas de combater o crime sem colocar sob suspeição milhões de pessoas”, afirma Maass. Se os usuários adotassem o argumento de Maass e passassem a criptografar seus dados, colocariam em cheque o inovador modelo de negócios que transformou Google, Amazon e Facebook em companhias multibilionárias, apoiadas nas informações de seus clientes para vender produtos e serviços.
A ascensão da criptografia faz lembrar uma antiga charge publicada na web que mostrava Julian Assange como vilão, acusado de obter dados de corporações e publicá-los gratuitamente na web, ao passo que Mark Zuckerberg, o criador do Facebook, tornou-se o homem do ano ao executar tarefa oposta, entregando dados de usuários às agências de publicidade, por dinheiro. O avanço da criptografia propõe inverter a equação que classifica os vilões e os heróis da internet.

Fontes e Direitos Autorais: TRENDING BLOG – quinta-feira, 18 de abril de 2013 – 10:36.

Ciência sem Fronteiras mapeará trajetória de estudantes


Brasília – Os estudantes que participaram do Ciência sem Fronteiras (CsF) terão a trajetória no mercado de trabalho acompanhada pelas instituições responsáveis pelo programa.

 

A intenção, explica o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, é avaliar se os estudantes foram incorporados na área de pesquisa e desenvolvimento das empresas.

“Tratam-se de alunos muito bem classificados no Brasil, que vão para um outro país, recebem uma boa formação. São estudantes que sabem uma segunda língua, são o sonho de qualquer empresa e nós esperamos que eles sejam incorporados na área de inovação”, diz Oliva. “Não é incomum que pessoas muito bem qualificadas sejam levadas para a área de gestão, por exemplo, e não diretamente para a inovação”.

 

Quando os estudantes retornam ao Brasil, eles fazem um relatório final e respondem a um questionário. De acordo com a instituição de fomento, os dados desses estudantes são computados. Os dados, segundo o presidente, serão utilizados para que seja mantido um contato. “Pretende-se que nosso sistema periodicamente mande uma mensagem com poucas perguntas, todas objetivas, para que os estudantes respondam. Entre elas, vamos perguntar se ele está trabalhando em alguma empresa e se é na área de inovação”.

 

De acordo com o presidente, o sistema acompanhará os alunos alguns anos após deixarem a universidade.

Fontes e Direitos Autorais: 

• Quarta-feira, 17 de abril de 2013 – 19h14.

Ciência Sem Fronteiras terá nova modalidade


São Paulo – O Programa Ciência Sem Fronteiras, lançado no final de 2011 com o objetivo de oferecer mais de 100 mil bolsas em quatro anos para capacitação de brasileiros no exterior, vai ganhar uma nova modalidade.

 

Nesta quarta-feira (17) o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, anunciou a criação da Bolsa de Desenvolvimento Tecnológico no Exterior, modalidade vinculada ao programa, mas com foco em profissionais de empresas e institutos de pesquisa que atuem nas áreas consideradas prioritárias, como engenharia, biomédicas, computação e tecnologia, fármacos e biotecnologia.

O objetivo da nova modalidade, explica Oliva, é mirar nas instituições que fazem “ciência sob demanda”. “O sistema de inovação tem um tripé: a universidade, as empresas e os institutos de pesquisa e tecnológicos, que fazem ciência sob demanda”. As atuais modalidades do programa priorizam pessoas com vínculos com as universidades, seja na graduação ou na pós-graduação, mas deixam de fora quem faça pesquisa e desenvolvimento fora da academia. “É para esse universo (empresas e institutos de tecnologia) que estamos desenhando esse novo modelo de bolsa”.

 

Ainda não há data para o lançamento do primeiro edital dessa nova modalidade, mas a estimativa inicial é oferecer, em um primeiro momento, 7 mil bolsas. Para realizar o intercâmbio, será exigido que a empresa ou o instituto mantenha o salário do profissional durante a temporada no exterior. O Ciência Sem Fronteiras, por sua vez, complementará com o valor da bolsa, que deve ser, no caso dos Estados Unidos, de US$ 1,3 mil e US$ 2,1 mil mensais, a depender do profissional. O anúncio da nova bolsa ocorreu durante o lançamento do Portal de Estágios & Empregos do Ciência Sem Fronteiras, em Brasília, do qual participaram os ministros Aloizio Mercadante, da Educação, e Marco Antonio Raupp da Ciência, Tecnologia e Inovação.

 

A nova bolsa vai abarcar duas categorias de profissional: júnior e sênior. No primeiro caso, é necessário ter curso superior e atuar numa das áreas prioritárias. Para ter direito à bolsa sênior, por outro lado, também será preciso comprovar pelo menos cinco anos de experiência em pesquisa e inovação nessas áreas. A ideia é que esses profissionais passem uma temporada em empresas ou institutos no exterior, para aperfeiçoamento e desenvolvimento de projetos direcionados. “Ele (o bolsista) não está indo para fazer um doutorado. Ele está saindo do Brasil com um foco específico, fazer um sistema de automação, um sistema de controle, um dispositivo sensor para melhorar a produção”, exemplifica Oliva.

Fontes e Direitos Autorais: 

• Quinta-feira, 18 de abril de 2013 – 09h53.