Estudo alerta que coalas podem sumir com aquecimento da Austrália

coala
Foto de 24 de abril de 2013 mostra um coala sentado em galho de árvore no zoológico de Sydney

O coala, marsupial que é um dos símbolos da Austrália, pode desaparecer, vítima do aumento das temperaturas, a menos que ações “urgentes” sejam tomadas para plantar árvores que lhe sirvam de abrigo, bem como eucaliptos, dos quais os animais se alimentam, advertiu um estudo publicado nesta quinta-feira.

O cientista que conduziu o estudo, Mathew Crowther, da Universidade de Sydney, disse que a pesquisa de três anos rastreou 40 coalas por satélite em Nova Gales do Sul (noroeste do país) para examinar seus hábitos.

Este foi o primeiro estudo a comparar onde os marsupiais escaladores de árvores passam seus dias e noites. A pesquisa descobriu que árvores grandes e maduras com folhagens densas são fundamentais para sua sobrevivência, particularmente durante eventos de clima extremo como incêndios florestais e ondas de calor.

“Nossa pesquisa confirmou que os coalas se abrigam durante o dia em diferentes tipos de árvores aos eucaliptos, dos quais se alimentam durante a noite”, afirmou Crowther.

“Nós descobrimos que quanto mais quente é durante o dia, mais coalas tendem a procurar árvores maiores com folhagens mais densas para tentar escapar daquelas temperaturas”, continuou.

Apesar de serem muito seletivos com seus locais de alimentação – os coalas comem as folhas de uma variedade pequena de espécies de eucalipto -, Crowther disse que o estudo descobriu que os animais encontrariam abrigo em uma variedade relativamente ampla de árvores, enfatizando o impacto do desmatamento sobre sua vulnerabilidade à medida que as temperaturas da Austrália alcançam novos recordes.

Crowther afirmou que um quarto do grupo estudado foi dizimado pela onda de calor de 2009 que precedeu os incêndios florestais do Sábado Negro na Austrália, uma estatística alarmante “em vista da frequência crescente de eventos climáticos extremos”.

“Assegurar que um habitat tenha uma boa provisão de árvores alimentícias e proteger os coalas de predadores não é suficiente para assegurar sua sobrevivência”, afirmou.

“É preciso dar ênfase urgente à preservação das árvores mais altas e seguras (…) e ao plantio, tanto de árvores que servem de alimento, quanto de abrigo, especialmente em áreas mais protegidas para tentar mitigar o impacto das altas temperaturas”, acrescentou.

Segundo o ‘think tank’ sem fins lucrativos Climate Council, o mês de setembro passado foi o mais quente já registrado na Austrália, com temperaturas médias nacionais 2,75 graus mais altos do que a média de longo prazo.

Em um relatório publicado nesta quinta-feira sobre dados do Bureau of Meteorology, o conselho reportou que 2013 está no caminho de se tornar o ano mais quente já registrado no país, superando a marca anterior, de 2005.

Uma investigação do governo sobre o destino dos coalas, que apresentou seus resultados em 2011, alertou que as criaturas sonolentas e peludas estavam sob crescente ameaça e deveriam ser consideradas uma espécie ameaçada, com a queda vertiginosa de seu hábitat.

Embora fosse abundante antes da chegada dos colonos britânicos, em 1788, agora acredita-se que existam 43 mil coalas na natureza, embora o fato de viverem no topo das árvores faz deles uma espécie difícil de registrar.

Fontes e Direitos Autorais: 04/10/2013 10h49 – Atualizado em 04/10/2013 13h05 – AFP.

 

Autor: Junior Galvão - MVP

Profissional com vasta experiência na área de Tecnologia da Informação e soluções Microsoft. Graduado no Curso Superior em Gestão da Tecnologia de Sistemas de Informação pela Uninove - Campus São Roque. Pós-Graduado no Curso de Gestão e Engenharia de Processos para Desenvolvimento de Software com RUP na Faculdade FIAP - Faculdade de Informática e Administração Paulista de São Paulo. Pós-Graduado em Gestão da Tecnologia da Informação Faculdade - ESAMC Sorocaba. Cursando Mestrado em Ciências da Computação - UFSCar - Campus - Sorocaba. Formação MCDBA Microsoft, autor de artigos acadêmicos e profissionais postados em Revistas, Instituições de Ensino e WebSistes. Meu primeiro contato com tecnologia ocorreu em 1995 após meus pais comprarem nosso primeiro computador, ano em que as portas para este fantástico mundo se abriram. Neste mesmo ano, comecei o de Processamento de Dados, naquele momento a palavra TI não existia, na verdade a Tecnologia da Informação era conhecida como Computação ou Informática, foi assim que tudo começou e desde então não parei mais, continuando nesta longa estrada até hoje. Desde 2001 tenho atuado como Database Administrator - Administrador de Banco de Dados - SQL Server em tarefas de Administração, Gerenciamento, Migração de Servidores e Bancos de Dados, Estratégias de Backup/Restauração, Replicação, LogShipping, Implantação de ERPs que utilizam bancos SQL Server, Desenvolvimento de Funções, Stored Procedure, Triggers. Experiência na Coordenação de Projetos de Alta Disponibilidade de Dados, utilizando Database Mirroring, Replicação Transacional e Merge, Log Shipping, para versões: 2000, 2005, 2008, 2008 R2, 2012 e 2014. Atualmente trabalho como Administrador de Banco de Dados no FIT - Instituto de Tecnologia da Flextronics, como também, Consultor em Projetos de Tunnig e Performance para clientes. Desde 2008 exerço a função de Professor Universitário, para as disciplinas de Banco de Dados, Administração, Modelagem de Banco de Dados, Programação em Banco de Dados, Sistemas Operacionais, Análise e Projetos de Sistemas, entre outras. Possuo titulação Oficial Microsoft MVP - SQL Server renovada desde 2007.

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