Apenas um gene permite ao mosquito resistência aos inseticidas

malaria

Apenas um gene mutante é suficiente para dar ao mosquitos resistência ao DDT e a outros tipos de inseticidas utilizados para combater a malária, revelaram cientistas britânicos na edição desta terça-feira da revista Genome Biology.

“Encontramos uma população de mosquitos totalmente resistente, e não apenas ao DDT, mas também aos pyrethroids”, outra classe de inseticida geralmente utilizada contra a malária. “Então partimos para elucidar os mecanismos moleculares que permitiam tal resistência”, explicou Dr Charles Wondji, da Escola de Medicina Tropical de Liverpool.

Os mosquitos anopheles são o vetor da malária, que mata a cada ano centenas de milhares de pessoas, particularmente na África. A principal estratégia de combate à doença é a erradicação do mosquito por meio da pulverização de inseticidas, algo que esbarra na resistência genética do inseto.

Os pesquisadores britânicos começaram por identificar, em uma região do Benin, os anopheles resistentes aos dois tipos de inseticida e compararam seu genoma ao de mosquitos que não desenvolveram resistência.

O procedimento permitiu identificar um gene – batizado de “GSTe2” – particularmente ativo entre os mosquitos do Benin.

Análises posteriores revelaram que apenas uma mutação do GSTe2 (“L119F”) era suficiente para dar resistência aos mosquitos diante das duas classes de inseticidas.

Os pesquisadores elaboraram então um teste de DNA para evidenciar a presença desta mutação e a aplicaram em diversas populações de mosquitos, em todo o mundo, confirmando que os insetos resistentes ao DDT são portadores da mutação, e os demais, não.

Em seguida, os pesquisadores analisaram a proteína ligada ao GSTe2 – em um exame de cristalografia de raio X – e puderam compreender como ela permite aos mosquitos resistir aos inseticidas decompondo as moléculas de DDT para transformá-las em substâncias inofensivas.

Para confirmar que apenas a presença desta mutação genética é suficiente para proteger os mosquitos contra os inseticidas, os pesquisadores introduziram o GSTe2 mutante em moscas drosófilas, que também desenvolveram resistência.

“Pela primeira vez, identificamos os marcadores moleculares da resistência destes mosquitos e concebemos um teste de DNA. Estas medidas permitirão o desenvolvimento dos programas de controle de mosquitos (…) e evitarão que tais genes (mutantes) sejam transmitidos a outras populações”, resumiu o Dr Wondji.

Fontes e Direitos Autorais: AFP – 25/02/2014 10h37.

Autor: Junior Galvão - MVP

Profissional com vasta experiência na área de Tecnologia da Informação e soluções Microsoft. Graduado no Curso Superior em Gestão da Tecnologia de Sistemas de Informação pela Uninove - Campus São Roque. Pós-Graduado no Curso de Gestão e Engenharia de Processos para Desenvolvimento de Software com RUP na Faculdade FIAP - Faculdade de Informática e Administração Paulista de São Paulo. Pós-Graduado em Gestão da Tecnologia da Informação Faculdade - ESAMC Sorocaba. Cursando Mestrado em Ciências da Computação - UFSCar - Campus - Sorocaba. Formação MCDBA Microsoft, autor de artigos acadêmicos e profissionais postados em Revistas, Instituições de Ensino e WebSistes. Meu primeiro contato com tecnologia ocorreu em 1995 após meus pais comprarem nosso primeiro computador, ano em que as portas para este fantástico mundo se abriram. Neste mesmo ano, comecei o de Processamento de Dados, naquele momento a palavra TI não existia, na verdade a Tecnologia da Informação era conhecida como Computação ou Informática, foi assim que tudo começou e desde então não parei mais, continuando nesta longa estrada até hoje. Desde 2001 tenho atuado como Database Administrator - Administrador de Banco de Dados - SQL Server em tarefas de Administração, Gerenciamento, Migração de Servidores e Bancos de Dados, Estratégias de Backup/Restauração, Replicação, LogShipping, Implantação de ERPs que utilizam bancos SQL Server, Desenvolvimento de Funções, Stored Procedure, Triggers. Experiência na Coordenação de Projetos de Alta Disponibilidade de Dados, utilizando Database Mirroring, Replicação Transacional e Merge, Log Shipping, para versões: 2000, 2005, 2008, 2008 R2, 2012 e 2014. Atualmente trabalho como Administrador de Banco de Dados no FIT - Instituto de Tecnologia da Flextronics, como também, Consultor em Projetos de Tunnig e Performance para clientes. Desde 2008 exerço a função de Professor Universitário, para as disciplinas de Banco de Dados, Administração, Modelagem de Banco de Dados, Programação em Banco de Dados, Sistemas Operacionais, Análise e Projetos de Sistemas, entre outras. Possuo titulação Oficial Microsoft MVP - SQL Server renovada desde 2007.

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