Como podemos aprender com os dados sobre tendências do futuro

Imagine que você esteja planejando uma viagem para a praia com a sua família no fim de semana. É bem possível que sua primeira providência seja entrar em um site especializado na previsão do tempo para ver se há chances de chover ou de o tempo estar nublado.

Depois, consultar um app para saber se o trânsito está bom no dia da viagem. Não há dúvidas de que tudo isso influenciará a sua decisão de pegar ou não a estrada.

Hoje em dia, temos à disposição uma infinidade de informações que nos ajudam a decifrar cenários e dar mais clareza sobre o que pode vir adiante. Claro que não temos, com isso, o dom de prever o futuro, mas os dados misturados à capacidade humana de interpretá-los compõem um bem valioso na hora de entender mudanças de comportamento, avaliar riscos e visualizar tendências.

Em interações digitais e físicas, trocamos informações o tempo todo em atendimentos, preenchendo formulários, no processo de compra. O resultado é a multiplicação dos dados e das interações em uma velocidade cada vez mais acelerada. A questão é que essas amostras que temos em mãos envelhecem muito rápido também. Ou seja, no fim das contas trabalhamos com dados do passado.

Sem dúvida, dados e informações são importantes como base de apoio para modelar o futuro, dando maior previsibilidade em relação aos fatos. Mas eles sozinhos não fazem mágica! E é aí que entra em ação a inteligência artificial no esforço de identificar o momento certo em que o consumidor muda de vida, de interesses, de status financeiro. Quando ele, por exemplo, tem um filho e passa a ficar mais em casa, deixa de viajar, ir a bares e restaurantes.

Além disso, tem um fator indispensável: o ser humano. Nada substitui a interação humana. Por mais que a gente aplique modelagens automatizadas, as conversas com clientes, a experiência de mercado, a sensibilidade e intuição fazem a diferença. E ter acesso a esses dados pode nos ajudar nesse feeling diário.

Com o acesso mais democrático a informações, os consumidores mudam suas decisões e escolhas cada vez mais rápido e as empresas devem se adaptar para acompanhar esse movimento.


Fontes e Direitos Autorais: ComputerWorld.com.br – Home – Inovação – Oscar Pettezzoni.
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