@04 – O que Acontece?

No 4º post da sessão O que Acontece. Você vai conhecer um breve resumo sobre as 7 características existentes nos Sistemas Gerenciadores de Bancos de Dados, em especial no Microsoft SQL Server.

Olá, bom dia. Feliz 2022!

Estou lentamente retornando minhas atividades relacionadas a comunidade Microsoft e principalmente ao mundo do Microsoft SQL Server, após um período dedicado a conclusão do meu curso de Mestrado na área de Geoprocessamento e Modelagem Matemática.

Seja bem-vindo ao @04 – O que Acontece? 

Seguindo as tradição, antes de apresentar o terceiro post, quero destacar alguns pontos sobre esta sessão, em especial o tipo de conteúdo que você leitor vai encontrar em cada post relacionado a ela:

1 – Os posts publicados nesta sessão envolvem um pouco do Micrososft SQL Server, na verdade o objetivo dela é tentar mostrar como ele SQL Server, o qual aqui eu vou denominar como caixa, pensa exclusivamente fora dela, ou seja, como este grandioso SGBD (Sistema Gerenciador de Banco de Dados) faz para que tenhamos nossos dados armazenados e apresentados em tela, em adicional como podemos de uma forma simples aprender, conhecer, desvendar os comportamentos realizados por ele além do uso das habituais ferramentas de administração: SQL Server Management Studio ou Azure Data Studio.

2 – Os posts, não apresentam o objetivo de demonstrar recursos, comandos, funcionalidades ou ensinar algo novo, na verdade eu quero tentar mostrar o que acontece muitas vezes quando por exemplo você esta processando um simples comando Select buscando milhões de dados em uma tabela, e o SQL Server Management Studio vai apresentando aos poucos os registros. Serão exclusivamente estes cenários, comportamentos e formas de atuação envolvendo o SQL Server e o ambiente que ele se encontra;

3 – Os posts, não terão uma estrutura padrão, na verdade, O que Acontece, foi idealizado da mesma forma que inicialmente começamos a pensar. Vamos reunindo conhecimentos, ideias, possibilidades, hipóteses, analisando alternativas, mensurando teorias, até tentar construir algo mais concreto;

4 – Não será estabelecido um calendário de publicação, ao contrário, sempre que algum pensamento fora da caixa pairar sobre a minha cabeça, ou coisas do meu dia-a-dia relacionados as minhas experiências profissionais ou acadêmicas, novos posts serão publicados, bem como, os atuais atualizados e corrigidos;

5 – Não vou me ater ao certo ou errado, melhor ou pior, tecnicamente perfeito ou melhor tecnicamente, o que eu quero é tentar como eu já destaquei ilustrar o que acontece do lado de fora do SQL Server, o que ele muitas vezes esta realizando e não temos ideia do que está acontecendo; e

6 – Vou tentar em cada post trazer uma ferramenta, aplicativo ou utilitário existente no próprio sistema operacional que possa nos ajudar a observar e entender o que está acontecendo de preferência em tempo real, em adicional, se possível utilizarei vídeos para elucidar de forma mais didática o objetivo do post.

Vamos começar nossa aventura.

Seja mais uma vez bem-vindo ao @04 – O que Acontece – As 7 características de um Sistema Gerenciador de Banco de Dados!

Pensar no conteúdo de um novo post de acordo com sua respectiva sessão não é uma atividade que posso considerar como algo simples ou fácil, idealizar o conteúdo, imaginar o que pode ser compartilhado requer uma certa imaginação, o que eu não vejo ser muito bom em fazer, mas eu procuro tentar.

Como sempre, de uma hora para outra a minha mente começa a juntar um pouco do conhecimento, experiência e pensamentos meio loucos para se tentar contextualizar mesmo que de forma vaga um rascunho. E hoje não foi diferente, acordei como de costume bem cedinho, pensando, pensando, até encontrar algum assunto mesmo que possa parecer simples, mas que ao mesmo tempo traga novos conhecimentos ou possa responder alguma dúvida.

Neste momento estava surgindo o quarto post da sessão O que Acontece.

O que é um Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD)

Tradicionalmente conhecimento mundial como um ambiente para armazenamento, desenvolvimento e administração de dados, um SGBD – Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados é uma coleção de programas que permitem ao usuário definir, construir e manipular Bases de Dados para as mais diversas finalidades.  

 Um Banco de Dados representará sempre aspectos do mundo real, assim sendo, uma Base de Dados (ou Banco de Dados, ou ainda BD) é uma fonte de onde poderemos extrair muitas informações derivadas, que possui um nível de interação com eventos como o Mundo Real que representa.  

Pode ser reconhecido como a forma mais comum de interação Usuário e Banco de Dados, dá-se através de sistemas específicos que por sua vez acessam o volume de informações geralmente através da linguagem SQL (Structure Query Language).  

Devemos entender então o Banco de Dados como sendo não apenas um conjunto de dados digitados, mas também todo o esquema e regras armazenados e controladas pelo SGBD.  

Em outras palavras, podemos dizer que os SGBDs, vieram para eliminar todo o trabalho que anteriormente um programador de aplicação realizava controlando o acesso, integridade e redundância dos dados,

Em suma, podemos dizer que os SGBD, vieram para eliminar todo o trabalho que anteriormente um programador de aplicação realizava controlando o acesso, integridade e redundância dos dados.  

As 7 características

Os SGBDs (Sistemas Gerenciadores de Bancos de Dados) possuem algumas características operacionais elementares, as quais estão brevemente destacadas abaixo: 

  1. Controle de Redundâncias A redundância consiste no armazenamento de uma mesma informação em locais diferentes, provocando inconsistências. Em um Banco de Dados as informações só se encontram armazenadas em um único local, não existindo duplicação descontrolada dos dados. 
    Quando existem replicações dos dados, estas são decorrentes do processo de armazenagem típica do ambiente Cliente-Servidor, totalmente sob controle do Banco de Dados. 
  1. Compartilhamento dos Dados– O SGBD deve incluir software de controle de concorrência ao acesso dos dados, garantindo em qualquer tipo de situação a escrita/leitura de dados sem erros. 
  1. Controle de Acesso– O SGDB deve dispor de recursos que possibilitem selecionar a autoridade de cada usuário. Assim um usuário poderá realizar qualquer tipo de acesso, outros poderão ler alguns dados e atualizar outros e outros ainda poderão somente acessar um conjunto restrito de dados para escrita e leitura. 
  1. Interfaceamento – Um Banco de Dados deverá disponibilizar formas de acesso gráfico, em linguagem natural, em estrutura ou formato SQL, ou ainda via menus de acesso, não sendo uma “caixa-preta” somente passível de ser acessada por aplicações. 
  1. Esquematização – Um Banco de Dados deverá fornecer mecanismos que possibilitem a compreensão do relacionamento existentes entre as tabelas e de sua eventual manutenção. 
  1. Controle de Integridade – Um Banco de Dados deverá impedir que aplicações ou acessos pelas interfaces possam comprometer a integridade dos dados. 
  1. Backups – O SGBD deverá apresentar facilidade para recuperar falhas de hardware e software, através da existência de arquivos de “possível imagem” ou de outros recursos automáticos, exigindo minimamente a intervenção de pessoal técnico.

Desta forma, chegamos ao final do @04 – O que Acontece – As 7 características de um Sistema Gerenciador de Banco de Dados!

Espero que este conteúdo conceitual possa ser útil, o qual teve o objetivo de destacar o que acontece em relação as características existentes nos Sistemas Gerenciadores de Bancos de Dados, as quais garantem que o seu funcionamento ocorra de forma correta, robusta e confiável.

E aí gostou deste post? Espero que sim.


Mais uma vez obrigado por sua visita, aproveite para acessar as outras sessões existentes no meu blog.

Um forte abraço.

Autor: Junior Galvão - MVP

Profissional com vasta experiência na área de Tecnologia da Informação e soluções Microsoft. Mestre em Ciências Ambientes na linha de pesquisa em Geoprocessamento e Modelagem Matemática pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho". Pós-Graduado no Curso de Gestão e Engenharia de Processos para Desenvolvimento de Software com RUP na Faculdade FIAP – Faculdade de Informática e Administração Paulista de São Paulo. Graduado no Curso Superior em Gestão da Tecnologia de Sistemas de Informação pela Uninove – Campus São Roque. Formação MCDBA Microsoft, autor de artigos acadêmicos e profissionais postados em Revistas, Instituições de Ensino e WebSistes. Meu primeiro contato com tecnologia ocorreu em 1994 após meus pais comprarem nosso primeiro computador, ano em que as portas para este fantástico mundo se abriram. Neste mesmo ano, comecei o de Processamento de Dados, naquele momento a palavra TI não existia, na verdade a Tecnologia da Informação era conhecida como Computação ou Informática, foi assim que tudo começou e desde então não parei mais, continuando nesta longa estrada até hoje. Desde 2001 tenho atuado como Database Administrator – Administrador de Banco de Dados – SQL Server em tarefas de Administração, Gerenciamento, Migração de Servidores e Bancos de Dados, Estratégias de Backup/Restauração, Replicação, LogShipping, Implantação de ERPs que utilizam bancos SQL Server, Desenvolvimento de Funções, Stored Procedure, entre outros recursos. Desde 2008 exerço a função de Professor Universitário, para as disciplinas de Banco de Dados, Administração, Modelagem de Banco de Dados, Programação em Banco de Dados, Sistemas Operacionais, Análise e Projetos de Sistemas, entre outras. Experiência na Coordenação de Projetos de Alta Disponibilidade de Dados, utilizando Database Mirroring, Replicação Transacional e Merge, Log Shipping, etc. Trabalhei entre 2011 e 2017 como Administrador de Banco de Dados e Coordenador de TI no FIT – Instituto de Tecnologia da Flextronics, atualmente exerço a função de Professor Universitário na FATEC São Roque. CTO da Galvão Tecnologia, consultoria especializada em Gestão de TI, Administração de Servidores Windows Server, Bancos de Dados Microsoft SQL Server e Virtualização. Possuo titulação Oficial Microsoft MVP e reconhecimentos: MCC, MSTC, MIE e MTAC.

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