Material de Apoio – Fevereiro 2019


Olá, muito bom dia….

Tudo bem? O mês de fevereiro já chegou, ainda não é carnaval no Brasil, mas para alegria e folia da garotada e de nós professores as aulas estão de volta (kkkkk).

Mesmo com toda esta loucura de volta as aulas, estou aqui mais uma vez procurando colaborar e compartilhar com a comunidade técnica em mais um post da sessão Material de Apoio dedicado exclusivamente ao meu blog.

Espero que você esteja gostando do conteúdo aqui disponibilizado, como também, possa me ajudar a torná-lo ainda melhor no decorrer do tempo com a sua participação.

O post de hoje

Seja bem-vindo a mais um post da sessão Material de Apoio, sendo o primeiro post da sessão em 2019 e de número 161 no total da mesma.

Para aqueles que já acompanham o meu blog a um certo tempo, os posts dedicados a sessão Material de Apoio, possuem o objetivo de compartilhar o conhecimento de recursos, funcionalidades e procedimentos que podemos realizar no Microsoft SQL Server.

Hoje não será diferente, estou trazendo alguns dos mais recentes scripts catalogados nos últimos meses, que atualmente estão compondo a minha galeria de códigos formada ao longo dos anos de trabalho como DBA e atualmente como Professor de Banco de Dados.

Neste post você vai encontrar arquivos relacionados com os seguintes temas:

  • Check List Diário;
  • Concatenar valores ;
  • Criptografia de Código Fonte;
  • Descriptografia de Código Fonte;
  • Disponibilidade de Ambiente;
  • DMV sys.dm_exec_procedure_stats;
  • DMV sys.dm_exec_query_plan;
  • Formatação de Valores;
  • Função Format;
  • Função Parse;
  • Ordem Crescente de dados;
  • Ordem Descrecente de dados;
  • Plano de Execução;
  • Querys;
  • Stored Procedure;
  • Stored Procedure sp_fixeddrivers; e
  • Texto.

Espero que este conteúdo possa lhe ajudar em seus atividades profissionais e acadêmicas. Por questões de compatibilidade com a plataforma WordPress.com, todos os arquivos estão renomeados com a extensão .docx ao final do seu respectivo nome, sendo assim, após o download torna-se necessário remover esta extensão, mantendo somente a extensão padrão .sql.

Material de Apoio

A seguir apresento a relação de arquivos  selecionados:

1 – Material de Apoio – Fevereiro 2019 – Relação das Querys mais pesadas em conjunto com plano de execução

2 – Material de Apoio – Fevereiro 2019 – Stored Procedure – CheckList Diário – Disponibilidade e Ambiente

3 – Material de Apoio – Fevereiro 2019 – Stored Procedure – sp_fixeddrives

4 – Material de Apoio – Fevereiro 2019 – Stored Procedure para Descriptografia de Stored Procedure

5 – Material de Apoio – Fevereiro 2019 – Stored Procedure – Exibir – Código Stored Procedure Criptografada

6 – Material de Apoio – Fevereiro 2019 – PARSE e FORMAT para alterar exibição de valores

7 – Material de Apoio – Fevereiro 2019 – Função – Formatação de Valores

8 – Material de Apoio – Fevereiro 2019 – Função – Concatenar valores em ordem decrescente

9 – Material de Apoio – Fevereiro 2019 – Função – Contar caracteres específicos dentro de um texto

10 – Material de Apoio – Fevereiro 2019 – Plano de Execução – Obtendo informações sobre Querys e Stored Procedures – sys.dm_exec_procedure_stats + sys.dm_exec_query_plan

Fique a vontade para copiar, editar, compartilhar e distribuir estes arquivos com seus contatos, aproveite se possível deixe seu comentário, críticas, sugestões e observações.

Nota: Todos os arquivos disponibilizados foram obtidos ou criados com autorização de seus autores, sendo estes, passíveis de direitos autorais.

Links

Caso você queira acessar os posts anteriores da sessão, não perca tempo utilize os links listados abaixo:

https://pedrogalvaojunior.wordpress.com/2018/12/18/material-de-apoio-dezembro-2018/

https://pedrogalvaojunior.wordpress.com/2018/10/30/material-de-apoio-outubro-2018/

https://pedrogalvaojunior.wordpress.com/2018/08/14/material-de-apoio-agosto-2018/

https://pedrogalvaojunior.wordpress.com/2018/06/19/material-de-apoio-junho-2018/

https://pedrogalvaojunior.wordpress.com/2018/04/05/material-de-apoio-abril-2018/

Agradecimento

Quero agradecer imensamente a sua visita, sinto-me honrado e orgulhoso de contar com a sua presença.

Não deixe de acessar os outros posts das demais sessões, o próximo post desta sessão será publicado no mês de abril, até lá, continue aproveitando cada momento da sua vida, desfrutando com muita sabedoria os momentos de galeria e também os desafios que são colocados ao seu redor.

Um forte abraço, muita saúde, sucesso e nos encontramos em breve.

Valeu.

#23 – Para que serve


Olá, bom dia, tudo bem? E ai preparado para festividades de final de Ano?

Seja bem-vindo a mais um post da sessão Para que Serve, sendo este o de número 23, mais um dia de muito começando, repleto de atividades e compromissos, ainda mais hoje sexta – feira e muito próximo ao Natal.

Mesmo no ritmo de fim de ano, tenho mantido a minha rotina, acordar bem cedo, para poder aproveitar da melhor maneira possível meu precioso tempo livre, colocando em prática algo que adoro fazer, publicar um post novo em meu blog mantendo a tradição de querer renovar e compartilhar as experiências e aprendizados adquiridos em minhas atividades profissionais e acadêmicas.

No post de hoje, vou compartilhar com você que esta acessando meu blog, uma nova opção adicionada diretamente aos bancos de dados que criamos a partir do Microsoft SQL Server 2016 que nos permite que seja utilizada de forma exclusiva no nível de banco de dados ao invés de aplicar diretamente no nível de instância.

Talvez você já possa ter utilizada esta nova opção, mas tenho a certeza que muitos dos profissionais que ainda não migraram seus ambientes para versões mais novas talvez não a conheçam, estou me referindo a opção AUTOGROW_ALL_FILES, que basicamente define no nível de banco de dados (Database Level) ao contrário do que acontecia nas versões anteriores que tínhamos a necessidade de ativar a Trace Flag T1117 que aplicava esta alteração de comportamento padrão no nível de instância (Server Level).

No decorrer deste post será realizado um pequeno comparativo entre as opções AUTOGROW_ALL_FILES e AUTOGROW_SINGLE_FILE, analisando seus comportamentos padrões, tendo como base um simples bloco de código inserindo 500.000 (Quinhentas mil linhas de registros lógicos) com dados fixos.

Adianto que esta análise comparativa em nenhum momento leva em consideração características de Hardware, versão de Sistema Operacional ou uso de uma aplicação específica. Na verdade o objetivo desta simples análise é elucidar que o uso destas  opções podem influenciar na maneira que o Microsoft SQL Server utiliza um ou mais arquivos de dados de forma proporcional ou simultânea.

Sendo assim, chegou a hora de conhecer um pouco mais sobre o post de número 23 da sessão Para que serve. Mas uma vez, bem vindo ao #23 – Para que serve – Opções de Bancos de Dados – AUTOGROW_ALL_FILES versus AUTOGROW_SINGLE_FILE.

Espero que você esteja animado para conhecer um pouco mais sobre esta propriedade, caso já conheça, continue lendo este post, sempre podemos aprender algo novo….


Introdução

Todo o banco de dados SQL Server tem, no mínimo, dois arquivos de sistema operacional: um arquivo de dados e um arquivo de log. Os arquivos de dados contêm dados e objetos como tabelas, índices, procedimentos armazenados e exibições.

Os arquivos de log contêm as informações necessárias para recuperar todas as transações no banco de dados, ao contrário dos arquivos de dados que podem ser agrupados em grupos de arquivos para propósitos de alocação e administração.

Os bancos de dados SQL Server possuem três tipos de arquivos, como mostrado na Tabela 1 a seguir:

Arquivo  Descrição 
Primário O arquivo de dados primário contém as informações de inicialização do banco de dados e aponta para os outros arquivos no banco de dados.
Dados do usuário e objetos podem ser armazenados neste arquivo ou em arquivos de dados secundários. Todo banco de dados possui um arquivo de dados primário. A extensão de nome de arquivo indicada para arquivos de dados primários é .mdf.
Secundário Os arquivos de dados secundários são opcionais, definidos pelo usuário, e armazenam dados do usuário.
Arquivos secundários podem ser usados para distribuir os dados entre os diversos discos, colocando cada arquivo em uma unidade de disco diferente. Além disso, caso um banco de dados exceda o tamanho máximo em um único arquivo Windows, será possível usar arquivos de dados secundários, assim, o banco de dados continuará a crescer.
A extensão de nome de arquivo indicada para arquivos de dados secundários é .ndf.
Log de transações Os arquivos de log de transações armazenam as informações de log usadas para recuperar o banco de dados. Deve haver, no mínimo, um arquivo de log para cada banco de dados.
A extensão de nome de arquivo indicada para arquivos de transação é .ldf.

Tabela 1 – Tipos de Arquivos que formam um banco de dados criado no Microsoft SQL Server.

Agora que já conhecemos os tipos de arquivos que podem compor um banco de dados, vamos conhecer um pouco sobre um outro importante recurso que esta diretamente relacionado a este post, os denominados Filegroups.

Filegroups

Quando objetos são criados no banco de dados sem especificar a qual grupo de arquivos eles pertencem, os objetos são atribuídos ao grupo de arquivos padrão. A qualquer hora, um grupo de arquivos é designado como o grupo de arquivos padrão.

Os arquivos no grupo de arquivos padrão devem ser grandes o suficientes para armazenar qualquer objeto novo alocado a outros grupos de arquivo.

O grupo de arquivos PRIMÁRIO é o grupo de arquivos padrão, a menos que seja alterado usando a instrução ALTER DATABASE. A alocação para os objetos de sistema e de tabelas permanece no grupo de arquivos PRIMÁRIO, e não no novo grupo de arquivos padrão. O SQL Server mapeia um banco de dados de um conjunto de arquivos do sistema operacional.

As informações de log e dados nunca ficam misturadas no mesmo arquivo, e os arquivos individuais são usados apenas por um banco de dados, os grupos de arquivos são conhecidos como coleções de arquivos e são usados para simplificar o posicionamento de dados e em tarefas administrativas, como operações de backup e restauração.

Crescimento de Arquivos de Dados

Ao criar um banco de dados, estamos estabelecendo o uso de uma ou mais áreas em disco rígido para alocar nossos arquivos de dados. Dentre as diversas opções e propriedades que podemos configurar no momento da criação de um novo banco de dados ou em sua alteração, nos deparamos com a propriedade FileGrowth, sendo esta responsável em estabelecer a forma ou método de crescimento que toda estrutura de arquivos de dados que formam nossos bancos deverá aplicar, escolhendo a método de rodízio (Round-Robin) na qual os arquivos vão sendo preenchidos de forma aleatória de acordo com a necessidade ou através do método Preenchimento Proporcional (Proportional Fill).

Chegou a hora de colocar a mão nos teclados, como de costume teremos um ambiente de testes a ser criado, o que será utilizado como cenário de estudos.

Criando o Ambiente

Em meu ambiente de estudos estou utilizando o Microsoft SQL Server 2017 Enterprise Edition – Cumulative Update 9 e Sistema Operacional Windows 10, fique a vontade para utilizar o melhor cenário possível dentro das suas necessidades, a partir da versão 2016 do Microsoft SQL Server.

Para realizar nossa simples prática, começaremos pela execução do Bloco de Código 1, responsável por criar a seguinte estrutura:

  • Databases: TesteDatabaseAUTOGROWSINGLEFILE; e TesteDatabaseAUTOGROWALLFILES;
  • Tables: TabelaGrowSingleFile; e TabelaGrowAllFile.

Importante: Destaco que os caminhos informados para criação dos referidos bancos e seus arquivos, estão apresentados de acordo com a configuração do meu ambiente, fique a vontade para alterar de acordo com suas necessidades e configurações.

— Bloco de Código 1 —
— Criando os respectivos bancos de dados  —

— Criando o Banco de Dados TesteDatabaseAUTOGROWSINGLEFILE —
Create Database TesteDatabaseAUTOGROWSINGLEFILE
On Primary
(Name= ‘TesteDatabaseAUTOGROWSINGLEFILE_Data’,
FileName= ‘S:\MSSQL-2017\Data\TesteDatabaseAUTOGROWSINGLEFILE_Data.mdf’,
Size=10 MB,
MaxSize=4096 MB,
FileGrowth=100 MB),
(Name= ‘TesteDatabaseAUTOGROWSINGLEFILE_Data1’,
FileName= ‘S:\MSSQL-2017\Data\TesteDatabaseAUTOGROWSINGLEFILE_Data1.ndf’,
Size=10 MB,
MaxSize=4096 MB,
FileGrowth=100 MB),
(Name= ‘TesteDatabaseAUTOGROWSINGLEFILE_Data2’,
FileName= ‘S:\MSSQL-2017\Data\TesteDatabaseAUTOGROWSINGLEFILE_Data2.ndf’,
Size=10 MB,
MaxSize=4096 MB,
FileGrowth=100 MB)
Log On
(Name= ‘TesteDatabaseAUTOGROWSINGLEFILE_Log’,
FileName= ‘S:\MSSQL-2017\Log\TesteDatabaseAUTOGROWSINGLEFILE_Log.Ldf’,
Size=20 MB,
MaxSize=8192 MB,
FileGrowth=200 MB)
Go

— Criando o Banco de Dados TesteDatabaseAUTOGROWALLFILES —
Create Database TesteDatabaseAUTOGROWALLFILES
On Primary
(Name= ‘TesteDatabaseAUTOGROWALLFILES_Data’,
FileName= ‘S:\MSSQL-2017\Data\TesteDatabaseAUTOGROWALLFILES_Data.mdf’,
Size=10 MB,
MaxSize=4096 MB,
FileGrowth=100 MB),
(Name= ‘TesteDatabaseAUTOGROWALLFILES_Data1’,
FileName= ‘S:\MSSQL-2017\Data\TesteDatabaseAUTOGROWALLFILES_Data1.ndf’,
Size=10 MB,
MaxSize=4096 MB,
FileGrowth=100 MB),
(Name= ‘TesteDatabaseAUTOGROWALLFILES_Data2’,
FileName= ‘S:\MSSQL-2017\Data\TesteDatabaseAUTOGROWALLFILES_Data2.ndf’,
Size=10 MB,
MaxSize=4096 MB,
FileGrowth=100 MB)
Log On
(Name= ‘TesteDatabaseAUTOGROWALLFILES_Log’,
FileName= ‘S:\MSSQL-2017\Log\TesteDatabaseAUTOGROWALLFILE_Log.Ldf’,
Size=20 MB,
MaxSize=8192 MB,
FileGrowth=200 MB)
Go

Nota: Vale ressaltar que ambos os bancos de dados estão estruturados com a mesma quantidade de arquivos de dados e log, respectivamente 3(três) arquivos de dados e somente um único arquivo de log.

Muito bem, neste momento nossos bancos de dados estão criados e ambos contendo a mesma configuração para as propriedades: Size, MaxSize e FileGrowth, como também, configurados para que o crescimento ocorra de forma aleatória para os arquivos de dados.

Vamos validar nossa estrutura através do Bloco de Código 2 apresentado abaixo, o qual vai nos permitir identificar justamente as configurações que aplicamos no momento da criação dos referidos bancos de dados:

— Bloco de Código 2 —
Select DB_NAME() AS [DatabaseName], Name, file_id, physical_name,
(size * 8.0/1024) as Size,
((size * 8.0/1024) – (FILEPROPERTY(name, ‘SpaceUsed’) * 8.0/1024)) As FreeSpace
From sys.database_files
Go

Após executar o Bloco de Código 2, o Management Studio deverá apresentar o resultado similar a ilustrado na Figura 1 para ambos os bancos de dados:
Figura 1 – Informações sobre os bancos de dados seus arquivos, tamanhos e espaço livre ocupado.

Nosso próximo passo será forçar o crescimento dos nossos arquivos para o Banco de Dados TesteDatabaseAUTOGROWSINGLEFILE, observando o comportamento que o SQL Server vai utilizar, ressalto que estaremos fazendo a criação da tabela que utilizaremos como base para inserir os dados, para tal cenário vamos utilizar o Bloco de Código 3 apresentado a seguir:

— Bloco de Código 3 —
Use TesteDatabaseAUTOGROWSINGLEFILE
Go

— Criando a Tabela TabelaGrowSingleFile —
Create Table TabelaGrowSingleFile
(Codigo Int Identity(1,1) Not Null Primary Key,
Texto VarChar(100) Default ‘Grow Single File’,
Quantidade SmallInt Default 2018,
ValoresNumericos Numeric(8,2) Default ‘2018.12’,
DataAtual Date Default GetDate()+Rand()*30)
Go

— Inserindo a massa de dados —
Insert Into TabelaGrowSingleFile Default Values
Go 500000

A partir do momento que o Bloco de Código 3 é executado, o Microsoft SQL Server em conjunto com o SQL OS, Database Engine e Storage Engine, começam a fazer uso dos arquivos de dados, distribuindo em tempo real as páginas de dados conforme o método ou técnica escolhida para preenchimento dos arquivos de dados.

Para confirmarmos a alocação e distribuição destas páginas, vamos executar o Bloco de Código 4 apresentado abaixo em uma Nova Query e observar o resultado apresentado:

— Bloco de Código 4 —
Use TesteDatabaseAUTOGROWSINGLEFILE
Go

DBCC ShowFileStats — Comando que vai apresentar a distribuição de páginas de dados entre os arquivos
Go

Observação: Execute o comando DBCC ShowFileStats durante a execução do Bloco de Código 3, para que você possa obter um resultado similar ao apresentado na Figura 2 abaixo:

Figura 2 – Resultado apresentado pelo comando DBCC ShowFileStats.

No decorrer do processamento do Bloco de Código 3, podemos novamente o Bloco de Código 2 para identificar que neste momento o Microsoft SQL Server esta fazendo uso método de preenchimento dos arquivos de dados Round-Robin, no qual ele identifica qual seria o melhor arquivo para alocar a página, para confirmar este cenário a Figura 3 ilustra o resultado obtido de mais uma execução do Bloco de Código 2:
Figura 3 – Alocação dos arquivos de dados.

Observe a mudança de valores nas colunas Size e FreeSpace, como também, suas diferenças de valores em relação ao File_ID=1 para com os File_ID = 2 e 3, são justamente estas diferenças que nos orientam a entender que o Round-Robin esta sendo utilizado.

Estamos indo bem, falta um pouco para chegarmos ao final….

Nosso próximo passo se destina a alterar a forma de preenchimento e utilização dos arquivos de dados definidos para o Banco de Dados TesteDatabaseAUTOGROWALLFILES, e em seguida forçar o uso de cada arquivos e a distribuição de páginas. Vamos então executar o Bloco de Código 5 e sua sequência de passos:

 — Bloco de Código 5 —
— Alterando a definição de crescimento dos arquivos de Dados para o FileGroup Primary —
Use Master
Go

Alter Database TesteDatabaseAUTOGROWALLFILES
Modify FileGroup [Primary] AUTOGROW_ALL_FILES — Definindo o crescimento proporcional   para todos os arquivos de dados —
Go

— Acessando o Banco de Dados —
Use TesteDatabaseAUTOGROWALLFILES
Go

— Criando a Tabela TabelaGrowSingleFile —
Create Table TabelaGrowAllFile
(Codigo Int Identity(1,1) Not Null Primary Key,
Texto VarChar(100) Default ‘Grow All File’,
Quantidade SmallInt Default 2018,
ValoresNumericos Numeric(8,2) Default ‘2018.12’,
DataAtual Date Default GetDate()+Rand()*30)
Go

— Inserindo a massa de dados —
Insert Into TabelaGrowAllFile Default Values
Go 500000

Neste momento temos o banco de dados TesteDatabaseAUTOGROWALLFILES sendo utilizando, no qual sua estrutura de arquivos esta definida para ser utilizada de forma conjunto e proporcional, ou seja, conforme a necessidade de crescimento dos arquivos de dados, ao invés de um único arquivo ser invocado e ter seu valor de crescimento definido, todos os arquivos serão envolvidos e afetados, conforme a Figura 4 a seguir ilustra:
Figura 4 – Preenchimento de todos os arquivos de dados sendo realizado com base no uso da opção Grow_All_Files.

Estamos quase lá, para finalizar nosso estudos, vamos executar o Bloco de Código 6, o qual tem a finalidade de repetir a inserção das 500.000 mil linhas de registros em cada banco de dados e posteriormente forçar um crescimento para os arquivos de dados:

 — Bloco de Código 6 —
— Acessando o Banco de Dados —
Use TesteDatabaseAUTOGROWSINGLEFILE
Go

— Inserindo a massa de dados —
Insert Into TabelaGrowSingleFile Default Values
Go 500000

— Acessando o Banco de Dados —
Use TesteDatabaseAUTOGROWALLFILES
Go

— Inserindo a massa de dados —
Insert Into TabelaGrowAllFile Default Values
Go 500000

Note que para o Banco de Dados TesteDatabaseAUTOGROWSINGLEFILE o crescimento vai ocorrer no primeiro arquivo de dados e para no Banco de Dados TesteDatabaseAUTOGROWALLFILES este crescimento será aplicado a todos os arquivos, conforme apresenta a Figura 5 abaixo:
Figura 5 – Espaço ocupado pelos arquivos de dados após o crescimento ser ocorrido.

Para finalizar, compartilho a Figura 6 que apresenta a utilização dos arquivos de dados por parte do Storage Engine de acordo com o método de alocação e preenchimento dos arquivos de dados, respeitando a configuração dos bancos de dados aqui utilizados:

Figura 6 – Comparativo entre AutoGrowSingleFile versus AutoGrowAllFiles.

Importante: Observe que todos os arquivos de dados definidos para uso no banco de Dados TesteDatabaseAutoGrowAllFiles apresentam os mesmos valores para colunas Size e FreeSpace, cenário totalmente diferente para o banco de dados TesteDatabaseAutoGrowSingleFile, que ilustra a utilização de forma diferente dos arquivos de dados, no qual os arquivos File_ID=2 e 3 estão neste momento sem espaço livre, o que indica que o crescimento foi aplicado ao primeiro arquivo de dados.

Com isso, e sem mais delongas, chegamos ao final. Ufa deu um pouco de trabalho este post, como de costume, mesmo assim sempre vale a pena poder compartilhar um pouco do conhecimento e experiências adquiridas ao longo dos anos de trabalho como DBA e Professor.

Espero que você tenha gostado, eu posso dizer que sim, mas sua opinião é muito importante.


Referências

https://pedrogalvaojunior.wordpress.com/2017/01/23/12-para-que-serve/

https://docs.microsoft.com/en-us/sql/t-sql/database-console-commands/dbcc-traceon-trace-flags-transact-sql

https://docs.microsoft.com/en-us/sql/t-sql/statements/alter-database-transact-sql-file-and-filegroup-options?view=sql-server-2017

https://blogs.msdn.microsoft.com/psssql/2016/03/15/sql-2016-it-just-runs-faster-t1117-and-t1118-changes-for-tempdb-and-user-databases/

https://www.brentozar.com/archive/2014/06/trace-flags-1117-1118-tempdb-configuration/

https://docs.microsoft.com/en-us/sql/relational-databases/databases/database-files-and-filegroups?view=sql-server-2017

https://www.sqlshack.com/understanding-sql-server-proportional-fill-algorithm/

http://www.sqlservercentral.com/scripts/Maintenance+and+Management/30218/

Links

Caso você ainda não tenha acessado os posts anteriores desta sessão, fique tranquilo é fácil e rápido, basta selecionar um dos links apresentados a seguir:

https://pedrogalvaojunior.wordpress.com/2018/08/22/22-para-que-serve/

https://pedrogalvaojunior.wordpress.com/2018/05/28/21-para-que-serve/

https://pedrogalvaojunior.wordpress.com/2018/04/12/20-para-que-serve/

https://pedrogalvaojunior.wordpress.com/2018/01/02/19-para-que-serve/

Conclusão

Conhecer a cada nova versão as mudanças e novidades aplicadas ao Microsoft SQL Server não é uma tarefa fácil, mas deixar de fazer uso delas pode em algum momento parecer falta de interesse ou até mesmo desconhecimento do potencial existente no produto.

Neste post, podemos conhecer esta nova opção Auto_Grow_All_Files, que nos permite aplicar uma nova maneira de orientar o SQL Server no uso, alocação e principalmente crescimento de nossos arquivos de dados, o que pode ou não impactar de forma direta na performance, contenção ou distribuição de recursos relacionados a disco rígido.

Em momento algum, o cenário aqui utilizado, muito menos a análise feita, teve o objetivo de comprovar qual forma de alocação e uso dos arquivos de dados é melhor, isso deve ser analisado para cada necessidade e ambiente.

Espero que o conteúdo aqui apresentado possa lhe ajudar a conhecer um pouco sobre como os arquivos de dados são importantes e úteis para nossos bancos, além disso, a importância de se utilizar mais de um arquivo de dados ou filegroups.

Este é o fantástico Microsoft SQL Server, que desde suas primeiras versões nos apresenta inúmeras possibilidades de se aprender, possibilitando usar o passado como fonte de inspiração para construção de um futuro melhor, por isso que a cada dia eu me apaixono ainda mais por este produto…

Vai SQL Server, Vai SQL Server….

Agradecimentos

Mais uma vez obrigado por sua ilustre visita, sinto-me honrado com sua presença, espero que este conteúdo possa lhe ajudar e ser útil em suas atividades profissionais e acadêmicas.

Um forte abraço, até o próximo post da sessão Para que serve a ser publicado no mês fevereiro de 2019.

Um grande abraço e ótima semana.

Valeu.

Material de Apoio – Dezembro 2018


Olá, muito bom dia….

Tudo bem? Estamos no mês de dezembro, mês de festividades, e os brasileiros correndo nas ruas, shoppings, comércios em geral para escolher seus presentes e lembrança de Natal, como de costume e a cada ano parece que o tempo voa e não nos damos conta de o quanto nossas vidas tem se tornado um grande roda gigante, repleta de altos e baixos em todos os sentidos.

Como de costume, estou aqui mais uma vez procurando colaborar e compartilhar com a comunidade técnica em mais um post da sessão Material de Apoio dedicado exclusivamente ao meu blog.

Espero que você esteja gostando do conteúdo aqui disponibilizado, como também, possa me ajudar a torná-lo ainda melhor no decorrer do tempo com a sua participação.

O post de hoje

Seja bem-vindo a mais um post da sessão Material de Apoio, sendo o quinto e último do ano de 2018 e de número 160 no total desta sessão.

Para aqueles que já acompanham o meu blog a um certo tempo, os posts dedicados a sessão Material de Apoio, possuem o objetivo de compartilhar o conhecimento de recursos, funcionalidades e procedimentos que podemos realizar no Microsoft SQL Server.

Hoje não será diferente, estou trazendo alguns dos mais recentes scripts catalogados nos últimos meses, que atualmente estão compondo a minha galeria de códigos formada ao longo dos anos de trabalho como DBA e atualmente como Professor de Banco de Dados.

Neste post você vai encontrar arquivos relacionados com os seguintes temas:

  • Alter Database;
  • Arquivos de Dados;
  • Colunas Dinâmicas;
  • Contagem de Caracteres;
  • Data e Hora;
  • DBCC ShowFileStats;
  • DBCC ShrinFile;
  • DBCC TraceStatus;
  • Espaço em Disco;
  • Espaço Ocupado em Disco;
  • Extents;
  • FileGroups;
  • Função Char();
  • Função FileProperty;
  • Função Len();
  • Função PadIndex();
  • Função Replace();
  • Função Revert();
  • Função SubString();
  • Operador Composto;
  • Operador Like;
  • Páginas de Dados;
  • Pivot;Strings; e
  • View sys.database_files.

Espero que este conteúdo possa lhe ajudar em seus atividades profissionais e acadêmicas. Por questões de compatibilidade com a plataforma WordPress.com, todos os arquivos estão renomeados com a extensão .docx ao final do seu respectivo nome, sendo assim, após o download torna-se necessário remover esta extensão, mantendo somente a extensão padrão .sql.

Material de Apoio

A seguir apresento a relação de arquivos  selecionados:

1 – Material de Apoio – Dezembro – 2018 – Adicionando novos arquivos de dados.sql

2 – Material de Apoio – Dezembro – 2018 – Criando um Pivot com Colunas dinâmicas através da hora.sql

3 – Material de Apoio – Dezembro – 2018 – Invertendo a posição de palavras em uma linha.sql

4 – Material de Apoio – Dezembro – 2018 – Movendo páginas não alocadas, Truncando, Esvaziando e Removendo um arquivo de dados.sql

5 – Material de Apoio – Dezembro – 2018 – Utilizando operador Like em conjunto com Colchetes.sql

6 – Material de Apoio – Dezembro – 2018 – Utilizando operador composto.sql

7 – Material de Apoio – Dezembro – 2018 – Identificando o espaço ocupado e livre para arquivos de dados e log.sql

8 – Material de Apoio – Dezembro – 2018 – Simulando a contagem de um caracter específico dentro de uma string.sql

9 – Material de Apoio – Dezembro – 2018 – Dbcc ShowFileStats – Identificando o número de páginas alocados por extents de acordo com o filegroup.sql

10 – Material de Apoio – Dezembro – 2018 – DBCC TraceStatus – Validar as Trace Flags de inicialização habilitadas.sql

Fique a vontade para copiar, editar, compartilhar e distribuir estes arquivos com seus contatos, aproveite se possível deixe seu comentário, críticas, sugestões e observações.

Nota: Todos os arquivos disponibilizados foram obtidos ou criados com autorização de seus autores, sendo estes, passíveis de direitos autorais.

Links

Caso você queira acessar os posts anteriores da sessão, não perca tempo utilize os links listados abaixo:

https://pedrogalvaojunior.wordpress.com/2018/10/30/material-de-apoio-outubro-2018/

https://pedrogalvaojunior.wordpress.com/2018/08/14/material-de-apoio-agosto-2018/

https://pedrogalvaojunior.wordpress.com/2018/06/19/material-de-apoio-junho-2018/

https://pedrogalvaojunior.wordpress.com/2018/04/05/material-de-apoio-abril-2018/

https://pedrogalvaojunior.wordpress.com/2018/02/13/material-de-apoio-fevereiro-2018/

Agradecimento

Quero agradecer imensamente a sua visita, sinto-me honrado e orgulhoso de contar com a sua presença.

Não deixe de acessar os outros posts das demais sessões, o próximo post desta sessão será publicado no mês de fevereiro, até lá, continue aproveitando cada momento da sua vida, desfrutando com muita sabedoria os momentos de galeria e também os desafios que são colocados ao seu redor.

Um forte abraço, muita saúde, sucesso e nos encontramos em 2019 (Ano Novo, vida nova e SQL Server 2019 pintando na área).

Valeu.

Material de Apoio – Fevereiro 2018


Boa tarde.

Tudo bem? E ai esta curtindo o carnaval?

Espero que sim, eu estou aqui mais uma vez procurando colaborar e compartilhar com a comunidade técnica em mais um post dedicado exclusivamente ao meu blog. Fico feliz em encontrar você aqui fazendo mais uma visita ao meu blog, neste feriado, espero que tenha gostado do conteúdo aqui encontrado.

O post de hoje

 

Seja bem-vindo a mais um post da sessão Material de Apoio, sendo o primeiro do ano de 2018 e de número 155 no total desta sessão.

Para aqueles que já acompanham o meu blog a um certo tempo, os posts dedicados a sessão Material de Apoio, possuem o objetivo de compartilhar o conhecimento de recursos, funcionalidades e procedimentos que podemos realizar no Microsoft SQL Server.

Hoje não será diferente, estou trazendo alguns dos mais recentes scripts  catalogados nos últimos meses, que atualmente estão compondo a minha galeria de códigos formada ao longo dos anos de trabalho como DBA e atualmente como Professor de Banco de Dados.

Neste post você vai encontrar arquivos relacionados com os seguintes temas:

  • Armazenamento de arquivos;
  • Cláusula Values;
  • Comando Select;
    Comando Top;
  • Endereço de e-mails;
  • Excel;
  • Grant All Permissions;
  • Impactos na Ordenação de dados;
  • Índices;
  • Ordenação de Colunas;
  • Passwords;
  • Performance;
  • Random Character;
  • Tabelas;
  • User Defined Function; e
  • Validação de dados.

Espero que este conteúdo possa lhe ajudar em seus atividades profissionais e acadêmicas. Por questões de compatibilidade com a plataforma WordPress.com, todos os arquivos estão renomeados com a extensão .doc ao final do seu respectivo nome, sendo assim, após o download torna-se necessário remover esta extensão, mantendo somente a extensão padrão .sql.

Material de Apoio

A seguir apresento a relação de arquivos  selecionados:

1 – Material de Apoio – Fevereiro 2018 – Realizando a validação de endereços de e-mail.sql

2 – Material de Apoio – Fevereiro 2018 – Impacto na Ordenação de Colunas em Índice – Comandos DML.sql

3 – Material de Apoio – Fevereiro 2018 – Generating A Password in SQL Server with T-SQL from Random Characters.sql

4 – Material de Apoio – Fevereiro 2018 – Simple SQL Server Function to Generate Random 8 Character Password.sql

5 – Material de Apoio – Fevereiro 2018 – Comando Select em conjunto com comando Top e cláusula Values.sql

6 – Material de Apoio – Fevereiro 2018 – Atribuindo Grant All para todas as tabelas.sql

7 – Material de Apoio – Fevereiro 2018 – Como armazenar arquivos do Excel diretamente no SQL Server.sql

Fique a vontade para copiar, editar, compartilhar e distribuir estes arquivos com seus contatos, aproveite se possível deixe seu comentário, críticas, sugestões e observações.

Nota: Todos os arquivos disponibilizados foram obtidos ou criados com autorização de seus autores, sendo estes, passíveis de direitos autorais.

Links

Caso você queira acessar os posts anteriores da sessão, não perca tempo utilize os links listados abaixo:

https://pedrogalvaojunior.wordpress.com/2017/11/04/material-de-apoio-novembro-2017/

https://pedrogalvaojunior.wordpress.com/2017/08/08/material-de-apoio-agosto-2017/

https://pedrogalvaojunior.wordpress.com/2017/05/09/material-de-apoio-maio-2017/

Agradecimento

Quero agradecer imensamente a sua visita, ainda mais hoje neste feriadão prolongado de carnaval.

Não deixe de acessar os outros posts das demais sessões, o próximo post desta sessão será publicado no mês de abril, até lá continue curtindo sua vida e compartilhando suas experiência.

Até a próxima, sucesso….

Microsoft disponibiliza atualização cumulativa 9 para SQL Server 2014 SP2


A Microsoft disponibilizou para download nesta semana a Atualização Cumulativa 9 para SQL Server 2014 SP2. Esta atualização contém correções para os problemas que foram descobertos depois do lançamento do SQL Server 2014 SP2.

O SP2 foi lançado pela Microsoft em julho de 2016.

Atualização Cumulativa 9 para SQL Server 2014 SP2

De acordo com o artigo KB4055557 publicado no site de suporte da Microsoft, a Atualização Cumulativa 9 altera o build para 12.0.5563.0 e traz correções para múltiplos bugs.

Entre os bugs corrigidos estão que faz com que o DBCC CHECKDB retorne erros de consistência se a função SOUNDEX é usada em certos cenários e um que gera o erro “Invalid comparison due to NO COLLATION”.

A lista completa com todos os bugs corrigidos por esta atualização cumulativa pode ser vista no link acima.

A Atualização Cumulativa 9 para SQL Server 2014 SP2 está disponível para download aqui em múltiplos idiomas para plataformas 32 e 64 bits.

Atualização Cumulativa 9 para SQL Server 2014 SP2
De acordo com o artigo KB4055557 publicado no site de suporte da Microsoft, a Atualização Cumulativa 9 altera o build para 12.0.5563.0 e traz correções para múltiplos bugs

Correcções incluídas neste pacote de atualizações cumulativas


Fontes e Direitos Autorais: Microsoft.com – 19/12/2017 –https://support.microsoft.com/pt-br/help/4055557/cumulative-update-9-for-sql-server-2014-sp2

Simulando – Desastre e Recuperação de Bancos de Dados – Microsoft SQL Server 2008 R2 e 2012 – Parte 1.


Olá, Galera, Olá Comunidade Microsoft, bom dia.

Gostaria de começar esta Série de posts relacionados a Desastre e Recuperação de Dados, com algumas perguntas:

1 – Será que alguém de vocês já passou por uma situação de Perda ou Risco de Perda de Dados em seu ambiente? Mais especificamente em relação aos seus dados armazenados em suas tabelas dentro de seus respectivos Bancos de Dados?

2 – Você conhece a estrutura Física e Lógica de um Banco de Dados?

3 – Você sabe a diferença entre os Modelos de Recuperação de Banco de Dados?

4 – O que representa um Banco de Dados no Estado de Suspect ou Emergency Model?

Estas e algumas outras perguntas, vou tentar no decorrer desta série responder. Tenha certeza que boa parte dos Profissionais de TI, DBA e Administradores de Infraestrutura já devem ter passado por esta situação.

Como isso é algo muito comum e de extrema importância, decidi desenvolver um ambiente que possamos simular e entender o que pode acontecer no caso de uma falha em seu ambiente físico, que poderá gerar problemas em seus Bancos de Dados.

Sendo assim, vou começar apresentando um pouco do Conceito de Banco de Dados, por parte da Microsoft com base na Documentação Oficial existente no Books On-Line do Microsoft SQL Server.

Fundamentos de Banco de Dados

Um banco de dados no SQL Server é composto de uma coleção de tabelas que armazena um conjunto específico de dados estruturados. Uma tabela contém uma coleção de linhas, também chamada de registros ou tuplas, e colunas, também chamadas de atributos. Cada coluna da tabela é projetada para armazenar um determinado tipo de informação, por exemplo, datas, nomes, quantias em dólares e números.

As tabelas possuem diversos tipos de controles, como restrições, gatilhos, padrões e tipos de dados de usuários personalizados, que garantem a validade dos dados.

As restrições de integridade referencial declarativa (DRI) podem ser adicionadas às tabelas para certificar que os dados inter-relacionados nas diferentes tabelas permaneçam consistentes. As tabelas podem ter índices semelhantes aos dos livros que habilitam as linhas a serem localizadas rapidamente.

Um banco de dados também pode conter procedimentos que usam o código de programação Transact-SQL ou .NET Framework para efetuar operações com os dados do banco de dados. Essas operações incluem a criação de exibições que fornecem acesso personalizado aos dados da tabela ou a uma função definida pelo usuário que efetua um cálculo complexo, em um subconjunto de linhas.

Por exemplo, você cria um banco de dados nomeado MyDatabase para gerenciar os dados de sua empresa. No banco de dados MyDatabase, você cria uma tabela que é nomeada Funcionarios, para armazenar informações sobre cada funcionário. As tabela também contém colunas que são nomeadas EmpId, LastName, FirstName, Dept, e Title. Para se certificar de que dois funcionários não compartilham o mesmo EmpId e que a coluna Dept contém somente números válidos para os departamentos de sua empresa, é preciso adicionar restrições à tabela.

Como você deseja encontrar rapidamente os dados de um funcionário, com base no ID ou sobrenome do funcionário, você define os índices. Você precisará adicionar uma linha de dados à tabela Funcionarios, para cada funcionário; assim, você também precisará criar um procedimento armazenado chamado AddEmployee. Esse procedimento está personalizado para aceitar os valores de dados de um novo funcionário e efetuar a operação de adição da linha à tabela Funcionarios.

Você pode precisar de um resumo dos departamentos dos funcionários. Nesse caso, você definirá uma exibição chamada DeptEmps que combina dados das tabelas Departamentos e Funcionarios e gera a saída. Esta ilustração mostra as partes do MyDatabase criadas. A Figura 1 apresentada abaixo, ilustra a organização física de um Banco de Dados, dentro do Microsoft SQL Server:

Fundamentos-Banco de DadosFigura 1 – Estrutura física de um Banco de Dados.

Uma instância de SQL Server pode oferecer suporte a muitos bancos de dados. Cada banco de dados pode armazenar dados inter-relacionados ou não relacionados de outros bancos de dados.

Por exemplo, uma instância do SQL Server pode ter um banco de dados que armazena dados pessoais e outro banco de dados que armazena dados relacionados aos produtos. Como alternativa, um banco de dados pode armazenar dados atuais de pedidos de clientes, e outro banco de dados relacionado pode armazenar o histórico de pedidos de clientes usado para relatório anual.

O próximo passo é conhecer um pouco dos arquivos que compõem fisicamente os Bancos de Dados existentes no Microsoft SQL Server, normalmente definidos como arquivos de dados, arquivos de log e grupos de arquivos.

Compreendendo arquivos e grupos de arquivos 

Todo o banco de dados SQL Server tem, no mínimo, dois arquivos de sistema operacional: um arquivo de dados e um arquivo de log.

Os arquivos de dados contêm dados e objetos como tabelas, índices, procedimentos armazenados e exibições. Os arquivos de log contêm as informações necessárias para recuperar todas as transações no banco de dados. Os arquivos de dados podem ser agrupados em grupos de arquivos para propósitos de alocação e administração.

Arquivos de banco de dados

Os bancos de dados SQL Server possuem três tipos de arquivos, como mostrado na Tabela 1 a seguir.

Arquivo

Descrição

Primário O arquivo de dados primário contém as informações de inicialização do banco de dados e aponta para os outros arquivos no banco de dados. Dados do usuário e objetos podem ser armazenados neste arquivo ou em arquivos de dados secundários. Todo banco de dados possui um arquivo de dados primário. A extensão de nome de arquivo indicada para arquivos de dados primários é .mdf.
Secundário Os arquivos de dados secundários são opcionais, definidos pelo usuário, e armazenam dados do usuário. Arquivos secundários podem ser usados para distribuir os dados entre os diversos discos, colocando cada arquivo em uma unidade de disco diferente. Além disso, caso um banco de dados exceda o tamanho máximo em um único arquivo Windows, será possível usar arquivos de dados secundários, assim, o banco de dados continuará a crescer.

A extensão de nome de arquivo indicada para arquivos de dados secundários é .ndf.

Log de transações Os arquivos de log de transações armazenam as informações de log usadas para recuperar o banco de dados. Deve haver, no mínimo, um arquivo de log para cada banco de dados. A extensão de nome de arquivo indicada para arquivos de transação é .ldf.

Tabela 1 – Descrição das Funções dos Arquivos de Banco de Dados(Dados e Log).

Exemplo

Ao criar um simples banco de dados nomeado como Vendas que tenha um arquivo primário com todos os dados e objetos, e um arquivo de log que tenha as informações de log de transação.

Como alternativa, pode-se criar um banco de dados mais complexo nomeado como Pedidos que tenha um arquivo primário e cinco arquivos secundários. Os dados e objetos no banco de dados distribuem-se pelos seis arquivos, e os quatro arquivos de log contêm as informações do log de transação.

Por padrão, os dados e logs de transação são colocados na mesma unidade e caminho. Isto é feito para controlar os sistemas de um único disco. Porém, isto não é o ideal para ambientes de produção. Recomendamos que você coloque os dados e arquivos de log em discos separados.

Neste momento já conhecemos um pouco sobre os arquivos de bancos de dados, agora podemos avançar um pouco mais destacando os Grupos de Arquivos de Bancos de Dados.

Grupos de arquivos

Todo banco de dados possui um grupo de arquivo primário. Este grupo de arquivo contém o arquivo de dados primário e qualquer um dos arquivos secundários que não foram colocados em outros grupos de arquivos. Grupos de arquivos definidos pelo usuário podem ser criados para agrupar os arquivos de dados para fins administrativos, de alocação de dados e de posicionamento.

Por exemplo, três arquivos, Data1.ndf, Data2.ndf, e Data3.ndf, podem ser criados em três unidades de disco, respectivamente, e atribuídos ao grupo de arquivos fgroup1. Uma tabela pode ser criada especificamente no grupo de arquivos fgroup1.

As consultas para obter dados da tabela serão distribuídas pelos três discos; isso melhorará o desempenho. A mesma melhora no desenvolvimento pode acontecer, usando um único arquivo criado em um conjunto distribuído RAID (redundant array of independent disks).

Porém, arquivos e grupos de arquivos permitem que novos arquivos sejam facilmente adicionados aos novos discos.

Todos os arquivos de dados são armazenados nos grupos de arquivos listados na Tabela 2 a seguir.

Todos os arquivos de dados são armazenados nos grupos de arquivos listados na tabela a seguir.

Grupo de arquivos

Descrição

Primário O grupo de arquivos que contém o arquivo primário. Todas as tabelas do sistema são alocadas no grupo de arquivos primário.
Definido pelo usuário Qualquer grupo de arquivos que seja criado especificamente pelo usuário quando o usuário cria primeiro ou modifica depois o banco de dados.

Grupo de arquivos padrão

Quando objetos são criados no banco de dados sem especificar a qual grupo de arquivos eles pertencem, os objetos são atribuídos ao grupo de arquivos padrão. A qualquer hora, um grupo de arquivos é designado como o grupo de arquivos padrão. Os arquivos no grupo de arquivos padrão devem ser grandes o suficientes para armazenar qualquer objeto novo alocado a outros grupos de arquivo.

O grupo de arquivos PRIMÁRIO é o grupo de arquivos padrão, a menos que seja alterado usando a instrução ALTER DATABASE. A alocação para os objetos de sistema e de tabelas permanece no grupo de arquivos PRIMÁRIO, e não no novo grupo de arquivos padrão.

Muito bem, com todo este conjunto de informações, acredito que neste momento já estamos todos familiarizados com os Fundamentos, Arquitetura dos Arquivos de Dados e Grupos de Arquivos, vamos então começar a falar um pouco do nosso ambiente para Simulação de um Desastre.

Preparando o Ambiente

A preparação do nosso ambiente é bem simples, começamos pela definição do nosso Banco de Dados, denominado MyDatabaseDesastre, sendo este fisicamente organizado:

  • Database File: MyDatabaseDesastre-Dados.Mdf;
  • Database Log: MyDatabaseDesastre-Log.Ldf.

Vamos utilizar o Código 1 apresentado abaixo para realizar a crição do nosso Banco de Dados:

Código 1 — Criando o Banco de Dados – MyDatabaseDesastre —

CREATE DATABASE MyDatabaseDesastre
ON PRIMARY
(NAME = MyDatabaseDesastre_Dados,
FILENAME = N’C:\Bancos\MyDatabaseDesastre\MyDatabaseDesastre-Dados.mdf’,
SIZE = 5MB,
MAXSIZE = 25MB,
FILEGROWTH = 10%)
LOG ON
(NAME = MyDatabaseDesastre_Log,
FILENAME = N’C:\Bancos\MyDatabaseDesastre\MyDatabaseDesastre-Log.ldf’,
SIZE = 2MB,
MAXSIZE = 40MB,
FILEGROWTH = 10%)
GO

Após criarmos nosso Banco de Dados, vamos realizar os demais passos, para deixarmos o ambiente o mais próximo possível de uma cenário real. Neste caso, o próximo procedimento é definir o Modelo de Recuperação de Banco de Dados.

Modelos de Recuperação de Banco de Dados

Os modelos de recuperação são projetados para controlar a manutenção de log de transações. Os modelos possuem relação direta com as estruturas de armazenamento dos dados que formam um banco de dados.

Com base no modelo de recuperação definido para um banco, podemos sofrer alguns impactos em nosso ambiente, lógicamente estes impactos não tem a finalidade de prejudicar o funcionamento deste ambiente, ao contrário, eles existem para possibilitar outras formas de se trabalhar de acordo com o volume de informações existentes, sobre um determinado banco de dados.

Existem três modelos de recuperação: simples, completo e bulk-logged. Geralmente, um banco de dados usa o modelo de recuperação completa ou o modelo de recuperação simples. A Tabela 3 a seguir resume esses modelos de recuperação:

Modelo de recuperação Descrição Exposição à perda de trabalho Recuperação pontual?
Simples Sem backups de log

Reclama espaço de log automaticamente para manter requisitos de espaços pequenos, eliminando essencialmente a necessidade de gerenciar o espaço de log de transações.

As alterações desde o backup mais recente estão desprotegidas. No caso de um desastre, essas alterações devem ser refeitas. Só pode recuperar até o fim de um backup.
Completo Requer backups de log.

Nenhum trabalho é perdido devido a um arquivo de dados perdido ou danificado.

Pode executar uma recuperação pontual (por exemplo, antes de um erro de aplicativo ou usuário).

Geralmente nenhum.

Se a parte final do log estiver danificada, as alterações desde o backup de log mais recente deverão ser refeitas. Para obter mais informações, consulte Backups da parte final do log.

Pode executar uma recuperação pontual, supondo que seus backups estejam concluídos até aquele ponto. Para obter mais informações, consulte Restaurando um banco de dados para um ponto em um backup.
Bulk-logged Requer backups de log.

Um suplemento do modelo de recuperação completa que permite operações de cópia em massa de alto desempenho.

Reduz o uso de espaços de log usando o mínimo de registro em log para a maioria das operações em massa.

Se o log estiver danificado ou se ocorreu registro de operações em massa desde o backup de log mais recente, as alterações desde o último backup deverão ser refeitas.

Caso contrário, nenhum trabalho será perdido.

Pode recuperar até o final de qualquer backup. Não há suporte para recuperação pontual.

Tabela 3 – Modelos de Recuperação de Banco de Dados.

Como temos a necessidade de definir o ambiente o mais verídico possível, vamos trabalhar com o Modelo de Recuperação Completa(Full) que nos permite trabalhar e manter o Log de Transações de um Banco de Dados, para isso, vamos utilizar o Código 2 a seguir:

Código 2 — Alterando o Recovery Model para Full – Mantendo o Log de Transações —

ALTER DATABASE MyDatabaseDesastre
SET RECOVERY FULL
Go

Nosso banco de dados, foi definido com o Modelo de Recuperação Completa, sua estrutura esta totalmente criada e configurada para nosso cenário, o próximo passo é confirmar as configurações do nosso banco de dados MyDatabaseDesastre, onde nos depararemos com mais um conjunto de informações sobre banco de dados, os chamados Estados de Banco de Dados.

Antes de apresentar o Código 3, quero destacar os Estados existentes para qualquer Banco de Dados armazenado no Microsoft SQL Server, através da Tabela 4, apresentada abaixo:

Estados de banco de dados

ONLINE O banco de dados está disponível para acesso. O grupo de arquivos primário está on-line, embora a fase desfazer de recuperação pode não ter sido completada.
OFFLINE O banco de dados está indisponível. Um banco de dados se torna off-line por ação explícita do usuário e permanece off-line até que uma ação adicional do usuário seja executada. Por exemplo, o banco de dados pode ser ficar off-line para que um arquivo seja movido para um novo disco. O banco de dados é, então, colocado on-line novamente, após a mudança ter sido concluída.
RESTORING Um ou mais arquivos do grupo de arquivos primário está sendo restaurado ou um ou mais arquivos secundários está sendo restaurado off-line. O banco de dados está indisponível.
RECOVERING O banco de dados está sendo recuperado. O processo de recuperação é um estado transitório, o banco de dados ficará on-line automaticamente se a recuperação for bem-sucedida. Se a recuperação falhar, o banco de dados se tornará suspeito. O banco de dados está indisponível.
RECOVERY_PENDING SQL Server encontrou um erro relacionado a recurso durante a recuperação. O banco de dados não está danificado, mas arquivos podem ter sido perdidos ou limitações de recursos do sistema podem estar impedindo sua inicialização. O banco de dados está indisponível. Uma ação adicional é exigida do usuário para resolver o erro e permitir que o processo de recuperação seja concluído.
SUSPECT Pelo menos o grupo de arquivos primário é suspeito e pode estar danificado. O banco de dados não pode ser recuperado durante a inicialização de SQL Server. O banco de dados está indisponível. Ação adicional pelo usuário é exigida para resolver o problema.
EMERGENCY O usuário alterou o banco de dados e definiu o estado como EMERGENCY. O banco de dados está em modo de usuário único e pode ser reparado ou restaurado. O banco de dados está marcado como READ_ONLY, o log está desabilitado e o acesso é limitado aos membros da função de servidor fixa sysadmin. EMERGENCY é usado principalmente para fins de solução de problemas. Por exemplo, um banco de dados marcado como o suspeito pode ser definido como o estado EMERGENCY. Isso permitiria o acesso somente leitura do administrador de sistema ao banco de dados. Apenas membros da função de servidor fixa sysadmin podem definir um banco de dados como o estado EMERGENCY.

Tabela 4 – Relação de Estados de Bancos de Dados.

Com todos os estados de bancos de dados apresentados anteriormente, vamos agora utilizar o Código 3, para obter as informações no nosso Banco de Dados MyDatabaseDesastre, dentre elas:

  • Status Database – Estados de Banco de Dados;
  • Recovery Model – Modelo de Recuperação;
  • UserAccess – Forma de Acesso; e
  • Version – Versão do Banco de Dados.

Código 3 — Utilizando a System Function DATABASEPROPERTYEX() —

SELECT DATABASEPROPERTYEX(‘MyDatabaseDesastre’, ‘Status’) As Status,
DATABASEPROPERTYEX(‘MyDatabaseDesastre’, ‘Recovery’) As ‘Modelo de Recuperação’,
DATABASEPROPERTYEX(‘MyDatabaseDesastre’, ‘UserAccess’) As ‘Forma de Acesso’,
DATABASEPROPERTYEX(‘MyDatabaseDesastre’, ‘Version’) As ‘Versão’
Go

Observe que estamos utilizando uma Função de Sistema chamada DatabasePropertyEx, sendo ela, responsável em coletar e apresentar informações sobre as Configurações e Opções relacionadas a Banco de Dados.

Pois bem, com o ambiente criado e definido para nossas necessidades, a Parte 1 desta série já esta concluída, podemos avançar para Parte 2, que consiste realmente na Simulação da Falha em nosso Banco de Dados MyDatabaseDesastre.

Por enquanto o meu muito obrigado, acredito a sua visita e atenção, na próxima semana eu volto com a segunda parte desta série.

Até mais.