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Brasil é o 10º país do mundo com mais supercomputadores


Supercomputador Santos Dumont, do Laboratório Nacional de Computação Científica, de Petrópolis (RJ). (Foto: Divulgação/LNCC)Supercomputador Santos Dumont, do Laboratório Nacional de Computação Científica, de Petrópolis (RJ). (Foto: Divulgação/LNCC)

Alguns dos supercomputadores mais rápidos e potentes em operação estão no Brasil, o que faz do país ser o 10º no mundo com a maior quantidade de máquinas de alto desempenho, aponta o ranking Top 500, divulgado nesta terça-feira (17).

A lista reúne computadores velozes a ponto fazer milhões de milhões de cálculos enquanto você nem terminou de piscar os olhos. As seis máquinas brasileiras da lista não são nenhum modelo dos diversos laptops, tablets ou smartphones presentes nas prateleiras de lojas varejistas. Nem são vendidos pela bagatela de milhares de reais paga por eles.

Além de pertencerem a institutos de pesquisa e à indústria, os supercomputadores brasileiros custam milhões. Três deles são do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ), um do Cimatec, em Salvador (BA), um do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe), de São Paulo (SP), e um da Petrobras.

Supercomputador mais rápido da América Latina é inaugurado em Salvador (Foto: Angelo-Pontes/ Sistema Fieb)Supercomputador do Cimatec, em Salvador (Foto: Angelo-Pontes/ Sistema Fieb)

Apesar de serem os únicos da América Latina listado, nenhum deles figura entre os cem melhores. O Brasil já chegou a estar na elite da elite mundial, quando o Inpe instalou em 2010 o Tupã, supercomputador classificado naquele ano no 29º posto — hoje, também figura na lista mas no 476º lugar.

O critério dos cientistas do Laboratório Nacional de Berkeley, Universidade do Tennessee e da Prometeus, que elaboram o ranking, é a capacidade de executar cálculos. Máquina brasileira mais bem posicionada, na 200º posição, o Santos Dumont GPU, do LNCC, é capaz funcionar a 456 TFlops teraflops, equivalente a 456 trilhões de cálculos de ponto-flutuante por segundo (trocando em miúdos: contas de soma e subtração por segundo).

RANKING DE PAÍSES COM MAIS SUPERCOMPUTADORES
Países Nº de máquinas
1) EUA 199
2) China 109
3) Japão 37
4) Alemanha 33
5) França 18
6) Reino Unido 18
7) Índia 11
8) Coreia do Sul 10
9) Rússia 7
10) Brasil 6
Fonte: Top 500

Para se ter ideia do que isso representa, ele é 4.560 mil vezes mais rápido que um computador de mesa em bom estado, que opere em torno de 100 GFlops (100 bilhões de operações por segundo). Não é tão rápido quando comparado ao “Usain Bolt dos circuitos integrados”. Primeiro da lista, o Tianhe-2, da Universidade Nacional de Tecnologia para a Defesa, da China, pode rodar a 33.862 TFlops, ou seja, é 3,3 milhões de vezes mais ágil que um desktop.

“Aqui, o nosso principal problema é esse: estamos em 10º, mas, do ponto de vista de performance, estamos atrás de vários países”, afirma Pedro Dias, diretor do LNCC.

O comentário de Dias nem faz menção a Estados Unidos e China, que possuem respectivamente 199 e 109 supercomputadores na lista. O diretor faz referência a países como Austrália, Polônia, Suíça e Itália, com poucos representantes no ranking mas que são mais potentes.
Segundo ele, se fosse pela demanda, o Brasil deveria estar entre os vinte do mundo.

Uso
Supercomputadores são usados para simular perfurações em campos de petróleo, como o pré-sal, criar novos fármacos antes de serem testados em laboratórios e analisar informações de sequenciamento genético.

Por ser híbrido, ou seja, capaz de não só processar grandes massas de informação, mas de forma rápida e com grande memória, o Santos Dumont foi “fatiado” para entrar na lista. Cada um desses módulos foi incluído em postos diferentes do Top 500. Somados, conferem capacidade de 1.141 TFlops.

Ao custo de R$ 60 milhões, o Santos Dumont entrará em operação plenamente em 2016. Inicialmente, vai ajudar a Fiocruz a elaborar novos medicamentos, a Coppe-UFRJ a analisar como a areia se deslocará durante as perfurações do pré-sal e o Inpe na previsão do tempo. No que vem, o time do Brasil será reforçado por um novo supercomputador do Inpe.

SUPERCOMPUTADORES PODEROSOS
Supercomputador País Potência (TFlops)
1) Tianhe-2 China (Universidade Nacional de Tecnologia para a Defesa) 33,8 mil
2) Titan EUA (Laboratório Nacional Oak Ridge) 17,5 mil
3) Sequoia EUA (LLNL) 17,1 mil
4) K Computer Japão (Instituto Avançado para Ciência da Computação) 10,5 mil
5) Mira EUA (Laboratório Nacional Argone) 8,5 mil
6) Trinity EUA (SNL) 8,1 mil
7) Piz Daint Suíça (Centro Nacional Suíço de Supercomputação) 6,2 mil
8) Hazel Hen Alemanha (Centro de Computação de Alta Perfomance Stuttgart) 5,6 mil
9) Shaheen II Arábia Saudita (Universidade de Ciência e Tecnologia King Abdullah) 5,5 mil
10) Stampede EUA (Universidade do Texas) 5,1 mil
200) Santos Dumont GPU Brasil (Laboratório Nacional de Computação Científica) 456
241) Cimatec Yemoja Brasil (Cimatec) 405
265) Santos Dumont Hybrid Brasil (Laboratório Nacional de Computação Científica) 363
310) Santos Dumont CPU Brasil (Laboratório Nacional de Computação Científica) 321
406) Grifo04 Brasil (Petrobras) 251
476) Tupã EUA (Inpe) 214
Fonte: Top 500

Fontes e Direitos Autorais: G1 – Helton Simões Gomes – 19/11/2015 08h16 – Atualizado em 19/11/2015 08h16.

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Internet vai falhar em metade dos estádios da Copa. Por quê?


O primeiro a dar o alerta foi o sindicato das operadoras de telefonia, o SindiTelebrasil. Para falar a verdade, faz tempo que as operadoras móveis reclamam que, pelo andar da carruagem, não teriam tempo para instalar a infraestrutura indoor necessária para atender a alta demanda por comunicação de voz e dados 2G, 3G e 4G nos estádios que receberão os jogos da Copa do Mundo.

Semanas atrás foi a vez de Jérôme Valcke manifestar publicamente preocupação com a falta de testes na infraestrutura de comunicações disponível para os torcedores e para parte da imprensa, antes do início da Copa, no dia 12 de Julho.

Agora, chegou a vez do governo admitir: a rede de dados móvel será deficiente em metade dos 12 estádios da Copa do Mundo, incluindo a Arena Corinthians, em São Paulo, sede da abertura do Mundial.

“Em pelo menos seis estádios a rede Wifi já está instalada. Neles a Internet vai funcionar melhor do que nos outros. Mesmo que as operadoras comecem a instalar as redes agora, dificilmente vai dar tempo de oferecer um serviço de boa qualidade”, afirmou ontem o ministro.

Recordando
Depois das críticas à má qualidade do serviço de banda larga móvel na Copa das Confederações, as operadoras (Claro, Oi, Nextel, Tim e Vivo) fizeram uma parceria para a implantação de um projeto único de implantação de cobertura indoor para suportar o tráfego móvel de voz e dados nos estádios, com investimentos e infraestrutura compartilhada.

A cobertura indoor permite o atendimento dos serviços móveis, seja para ligação telefônica, envio de mensagens ou uso de internet, com mais qualidade e capacidade que no modelo usado no passado para a cobertura dos estádios. Com a cobertura interna, os torcedores dependem menos das antenas externas convencionais, que encontram nas estruturas de concreto dos estádios dificuldades para o alcance dos sinais.

Em janeiro passado, durante entrevista à rádio CBN, o diretor-executivo do SindiTelebrasil, Eduardo Levy, revelou que os responsáveis pelas obras dos estádios em São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Natal e Curitiba, não estavam liberando os estádios para a instalação da rede indoor.

O projeto requer que os equipamentos das operadoras fiquem instalados em uma sala de onde parte uma rede de fibras óptica conectada às antenas, de pequena dimensão, distribuídas ao longo do estádio para garantir cobertura nas arquibancadas, camarotes, vestiários, corredores, praças de acesso e estacionamento. Para garantir a qualidade do serviço são necessárias, em média, 300 antes por estádios, segundo o SindiTelebrasil.

Repeteco
No ano passado, na Copa das Confederações, o celular falhou. A explicação?

Segundo o SindiTelebrasil, embora o processo de negociação com os administradores dos estádios tenha sido iniciado em meados de 2012, as operadoras de telefonia só obtiveram a liberação para iniciar as obras dois meses antes do início dos jogos, com vários estádios ainda em fase de construção.

Como a implantação de redes indoors de telefonia celular leva, em média, 120 dias, as operadoras afirmaram que fariam o que fosse possível em 90 dias. Resultado? A configuração básica da infraestrutura ficou parcialmente pronta. E em alguns estádios, como o Maracanã, muitos testes e ajustes ficaram para depois da Copa das Confederações.

E, mesmo com sinal precário, o tráfego nos estádios durante as partidas foi de 1,7 milhão de ligações de telefonia celular e mais de 4,6 milhões de comunicações de dados, incluindo envio de e-mails, fotos e mensagens multimídia, com tamanho médio de 0,5 MB.

Na Copa do Mundo, vários problemas apresentados na Copa das Confederações deverão se repetir, e com mior intensidade, principalmente nos estádios que só agora estão terminando as obras, como no Itaquerão, em São Paulo, e na Arena da Baixada, em Curitiba. Com aproximadamente 40 dias para a partida de abertura, a Copa vai começar com apenas parte do projeto de instalação de equipamentos funcionando.

Status
No início de abril, apenas os estádios de Brasília, Cuiabá, Manaus, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Salvador já haviam autorizado a instalação da infraestrutura. Nos demais, os administradores e as operadoras demoraram para chegar a um acordo comercial.

No dia 17/4, o SinditeleBrasil anunciou ter acertado com os administradores dos estádios do Itaquerão, em São Paulo, e da Arena da Baixada, em Curitiba, acordos comerciais para a implantação da cobertura indoor. Mas voltou a afirmar que não funcionariam 100%, porque o prazo médio de instalação desse tipo de cobertura é de 120 dias e, até agora, as o trabalho de instalação ainda não começou.

Na mesma data,o SindiTelebrasil garantiu que a cobertura indoor já estava em fase de ajustes finais em Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador. E que em Cuiabá, Manaus, Natal e Porto Alegre, os acordos comerciais já haviam sido fechados e o processo de instalação, começado, após as administrações de alguns desses estádios terem solucionados problemas nas suas salas onde os equipamentos estão sendo instalados, permitindo às prestadoras acelerarem a implantação da infraestrutura.

WiFi
Paralelo à rede indoor, as operadoras estão instalando também redes WiFi para fornecer acesso internet gratuito dentro dos estádios, e desafogar o tráfego de dados da rede celular 4G e, principalmente, 3G (que suportará o roaming). Dos 12 estádios que sediarão jogos da Copa, os de Brasília, Cuiabá, Manaus, Porto Alegre, do Rio de Janeiro e de Salvador já autorizaram a instalação e os demais ainda não autorizaram. Muitos administradores querem ter suas próprias instalações, para poderem cobrar pelo acesso.

Jogo de empurra
Moral da história: o grave é o jogo de empurra dos diferentes atores sobre as responsabilidades de cada um deles nesse imbróglio, que pode gerar um “caladão” do torcedores, dentro do estádio, justamente no jogo de abertura da Copa.

As operadoras culpam os administrados dos estádios pela má qualidade do serviço que os torcedores experimentarão em muitos deles.

O governo, por sua vez, culpa as operadoras por terem alongado demais as negociações comerciais com os administradores dos estádios e cobra delas uma solução. Elas que arquem com o custo do atraso.

Antes do atraso, a previsão das operadoras era a de investir R$ 200 milhões nos 12 estádios para a colocação da cobertura indoor, que não faz parte dos requisitos da Fifa (Federação Internacional de Futebol) para os estádios, nem das obrigações previstas nos editais da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

O deixa que eu deixo pode levar os torcedores a perderem de goleada.

O que podia se tornar a vitrine da eficiência para administradores, operadoras e, por tabela, governo, periga virar a vitrine da incompetência coletiva para negociar.

Do lado de fora, tudo bem
Do lado de fora dos estádios, as operadoras planejam instalar ERBs provisórias, como já acontece hoje em áreas de concentração. Por conta disso, não deverá haver problemas.

As operadoras também já cumpriram, com folga, a obrigação de instalação das redes 4G nas 12 cidades sedes.

Fontes e Direitos Autorais: IDGNow! – Circuito de Luca – 01/05/2014 14:28.

Brasil ocupa 73ª posição em ranking de velocidade da internet


Uma pesquisa realizada pela rede de entrega de conteúdo Akamai em 243 países concluiu que a velocidade média de conexão à internet no Brasil ficou em 2,3 Mbps no primeiro trimestre de 2013, abaixo da média global, que é 3,1 Mbps.

No ranking de velocidade na internet proposto pelo relatório “State of the Internet”, o Brasil ocupa a 73ª colocação, perdendo para países como Colômbia (2,8 Mbps) e Coreia do Norte (2,7 Mbps).

Segundo Marcos Feitosa, engenheiro da empresa do segmento de fibra óptica TE Connectivity, o desenvolvimento do setor de telecomunicações no Brasil foi prejudicado pela estatização das companhias telefônicas.

Ele aponta, contudo, que o país tem visto um avanço substancial desde 1998. “Nossas redes estavam sucateadas, os equipamentos envelhecidos, a capilaridade não existia e só agora, depois de 15 anos, estamos alcançando uma condição estrutural que nos permite distribuir as comunicações como se deve”, diz.

Outros fatores podem explicar a posição do Brasil no ranking, segundo Feitosa. Entre elas a excessiva carga tributária e o alto preço da fibra óptica.

“As operadoras começaram a fazer sua parte construindo novas redes ópticas e celulares. Porém, sem um profundo programa dos governos, aliado à iniciativa privada, ajudando a fazer com que todos tenham acesso, será difícil”, afirma.

MUNDO AFORA

O “State of the Internet” mostra ainda que a velocidade média da internet em países subdesenvolvidos segue crescendo, ainda que num ritmo lento, o que indica mais investimento em infraestrutura.

A Ásia continua sendo o continente com a internet mais veloz, com Coreia do Sul (14,2 Mbps), Japão (11,7 Mbps) e Hong Kong (10,9 Mbps) liderando o ranking.

Fontes e Direitos Autorais: Folha de São Paulo – Tec.

Governo abre mais de 13 mil vagas para graduação no exterior


As vagas são para 18 áreas de conhecimento científico e tecnológico e as inscrições vão até julho

São Paulo – O Governo Federal abriu nesta terça-feira 13.480 novas vagas para graduação na modalidade sanduíche – pela qual parte do curso é realizada no Brasil e parte no exterior – em nove países da Europa, Ásia e América do Norte, como parte do programa Ciência sem Fronteiras.

As vagas são para 18 áreas de conhecimento científico e tecnológico e as inscrições vão até julho. Os países envolvidos nas chamadas são: Alemanha, Austrália, Canadá, Coréia do Sul, Estados Unidos, Finlândia, Hungria, Japão e Reino Unido.

Mesmo sem terem pensado inicialmente em participar de um intercâmbio, os estudantes Ricardo Ryoiti Kojima, de 22 anos, e Bruno Cordeiro Capelas, 21, estão realizando parte das disciplinas da graduação em universidades estrangeiras como parte do programa.

Kojima é acadêmico de Engenharia de Produção da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e atualmente está na Universidade de Toronto no Canadá.

Para ele, o intercâmbio é uma oportunidade para aprofundar o conhecimento de inglês e ter contato com professores e pesquisadores diferentes, segundo disse à Agência Efe em entrevista.

“O meu inglês melhorou muito. Além disso, aprendi a mexer em outras ferramentas e pude assistir a um curso de Excel, o que nunca consegui no Brasil, devido ao número limitado de vagas. A grande diferença eu vejo na infraestrutura dos laboratórios. As pesquisas também são muito incentivadas”, afirmou.

Capelas, por sua vez, é aluno de Jornalismo da Universidade de São Paulo (USP) e está na Universidade Nova de Lisboa através de um convênio firmado entre as duas instituições.

O estudante destaca que, além de poder frequentar disciplinas fora do currículo tradicional, a experiência de estar em outro país será diferencial na sua formação.

“Morar em outro país, conversar com as pessoas na rua e perceber as diferenças de costume, além de entrar em outra realidade e se confrontar com outras maneiras de ver o mundo é tão (ou mais) importante do que a parte de assistir a uma boa aula”, contou à Efe.

O Ciência sem Fronteiras foi anunciado em dezembro de 2011 pela presidente Dilma Rousseff com um investimento de mais R$ 3 bilhões. Até 2015, a meta do governo é qualificar 101 mil estudantes pelo programa que, até o momento, já implementou mais de 22 mil bolsas em todas as modalidades de graduação, doutorado e pós-doutorado.

 

Fontes e Direitos Autorais: 

• Terça-feira, 04 de junho de 2013 – 19h49.

Ciência sem Fronteiras mapeará trajetória de estudantes


Brasília – Os estudantes que participaram do Ciência sem Fronteiras (CsF) terão a trajetória no mercado de trabalho acompanhada pelas instituições responsáveis pelo programa.

 

A intenção, explica o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, é avaliar se os estudantes foram incorporados na área de pesquisa e desenvolvimento das empresas.

“Tratam-se de alunos muito bem classificados no Brasil, que vão para um outro país, recebem uma boa formação. São estudantes que sabem uma segunda língua, são o sonho de qualquer empresa e nós esperamos que eles sejam incorporados na área de inovação”, diz Oliva. “Não é incomum que pessoas muito bem qualificadas sejam levadas para a área de gestão, por exemplo, e não diretamente para a inovação”.

 

Quando os estudantes retornam ao Brasil, eles fazem um relatório final e respondem a um questionário. De acordo com a instituição de fomento, os dados desses estudantes são computados. Os dados, segundo o presidente, serão utilizados para que seja mantido um contato. “Pretende-se que nosso sistema periodicamente mande uma mensagem com poucas perguntas, todas objetivas, para que os estudantes respondam. Entre elas, vamos perguntar se ele está trabalhando em alguma empresa e se é na área de inovação”.

 

De acordo com o presidente, o sistema acompanhará os alunos alguns anos após deixarem a universidade.

Fontes e Direitos Autorais: 

• Quarta-feira, 17 de abril de 2013 – 19h14.

Atualização causa problema em PC com Windows 7; saiba como revertê-la


A atualização para Windows 7 de código KB2823324, liberada pela Microsoft nesta semana, vem causando problemas a usuários do sistema. Sua instalação impossibilita, posteriormente, a inicialização do computador. A Microsoft disse estar trabalhando na resolução do erro.

Reprodução/YouTube
Imagem de "[usuário]":https://www.youtube.com/watch?v=jGYzSYqXD6E do YouTube que relata problema no Windows 7 após a instalação do pacote de atualização KB2823324
Imagem de usuário do YouTube que relata problema no Windows 7 após a instalação do pacote de atualização KB2823324

É possível evitar que o Windows instale o pacote entrando no painel de controle e desabilitando a atualização automática. Caso o sistema peça autorização para se atualizar, negue.

Uma vez instalado, é necessário reverter a instalação (caso o PC já não tenha sido desligado ou reiniciado): também no painel de controle, acesse o item “sistemas e segurança” antes de clicar em “Windows Update”. Em seguida, em “atualizações instaladas”, selecione Microsoft Windows e, posteriormente, solicite a desinstalação do pacote KB2823324.

Caso a máquina já esteja com problema e não inicie corretamente, é necessário apertar a tecla F8 durante o boot, antes de clicar em “Recuperar o seu computador” e, depois, em “Restauração do sistema”. Selecione um momento anterior ao atual e conclua o procedimento.

Outra opção de restauração (caso o problema na iniciação já esteja acontecendo) é acessar a opção “Recuperar o seu computador” (também pressionando a tecla F8 durante o boot) e acessando o terminal de comando. Em seguida, é preciso introduzir o seguinte código:

  • dism.exe /image:C:\ /cleanup-image /revertpendingactions

Veja um guia no “Blog de TI”.

A formatação do disco rígido que armazena o Windows e uma nova instalação do sistema também resolve o problema, mas o procedimento pode ser problemático por eliminar todos os arquivos da unidade.

ERRO

Após a instalação do pacote, usuários relataram que a máquina deixava de iniciar. A animação com o logotipo do Windows chega a ser exibida, segundo relatos, mas volta à etapa zero logo em seguida, ficando em “loop” permanente, e o sistema nunca é acessado.

Valério Kürten Baratter foi um dos afetados e recorreu a um profissional para a solução. “Acabei de pagar R$ 80 para um técnico para solucionar o problema”, diz.

Pelo Facebook, o usuário José Maria disse que restaurou o sistema e perdeu arquivos no processo.

EMPRESA

Contatada, a assessoria de imprensa brasileira da Microsoft liberou um posicionamento oficial:

“Nós estamos cientes de que clientes podem estar enfrentando dificuldades após executarem ontem a atualização de segurança KB2823324 do Windows 7. O problema é localizado no Brasil e nós estamos trabalhando para resolvê-lo. Nos desculpamos por qualquer inconveniente que possa ter sido causado aos nossos clientes.”

Em release, o escritório de advocacia Carvalho, Testa & Antoniazi disse que o consumidor pode acionar judicialmente o fornecedor do software (loja ou fabricante de computador) ou a Microsoft.

“Os consumidores que tiverem prejuízos decorrentes do erro no pacote de atualização poderão pleitear judicialmente sua restituição, bem como perdas e danos, quando existirem”, escrevem os advogados.

Fontes e Direitos Autorais: Folha de São Paulo – Caderno Tec – 11/04/2013 – 13h15.

O ministério das pequenas empresas ajudará o empreendedorismo no Brasil?


Dilma durante anúncio de novo ministério
São Paulo – Diferentemente da maior parte do mundo, no Brasil, a pessoa que comandar a Secretaria da Micro e Pequena Empresa terá cargo de ministro. A pasta é a 39ª do Brasil. 

A lei que cria a Secretaria da Micro e Pequena Empresa foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff na semana passada e publicada hoje no Diário Oficial da União. O novo ministério tem a missão de assessorar a presidência na formulação e implantação de políticas de apoio às pequenas e micro empresas.

Outros países também têm setores governamentais dedicados ao setor, mas raramente com a importância e tamanho de um ministério. Veja como funciona o apoio aos micro e pequenos empreendedores em outros países desenvolvidos pelo mundo:

Estados Unidos – Nos Estados Unidos, existe a US Small Business Administration, algo como “Administração de Pequenos Negócios dos EUA”. Eles são responsáveis por ajudar norte-americanos a “começar, construir e desenvolver negócios”. A SBA oferece auxílio, empréstimos e sessões de aconselhamento para donos de pequenas e médias empresas.

A SBA não é um ministério, mas sim o que, nos Estados Unidos, é conhecido como uma “agência governamental independente”. A CIA (Central Intelligence Agency) é a mais conhecida dessas agências.

Elas são uma parte separada do braço executivo dos Estados Unidos. Mesmo que o presidente tenha poder de indicar o chefe da SBA, ele só pode afastá-lo por justa causa – e não pode interferir nos assuntos internos da agência.

A SBA surgiu por definição do Congresso Nacional norte-americano e as regulações definidas por ela têm poder de lei federal.

Canadá – Os canadenses já tiveram um ministério dedicado exclusivamente ao “Small Business”, ou  pequenos negócios. Uma vez que a legislação para empreendedorismo foi reformulada no país, esse ministério passou a ser o que é hoje, um “ministério de Estado”, órgão menor e vinculado ao Ministério da Indústria.

Chile – Os vizinhos latino-americanos estão entre os mais desenvolvidos do continente. Por lá, a máquina estatal é mais enxuta: os chilenos têm 22 ministérios. Não há uma subsecretaria ou agência específica para ajudar pequenas e médias empresas. Mesmo sem um ministério exclusivo para isso, a vida do empreendedor chileno, por conta das políticas governamentais e menor burocracia, acaba sendo mais fácil do que em países que têm setores dedicados exclusivamente às pequenas e micro empresas. Segundo o índice Doing Business, do Banco Mundial, o país aparece em 37º lugar no ranking de países onde é mais fácil ter um negócio.

Reino Unido – Com os britânicos, as coisas são mais complexas. Em linhas gerais, o primeiro-ministro é chefe do Executivo e, junto com 24 ministérios, 19 departamentos e mais de 300 agências, governa a região. Nenhum ministério ou departamento é dedicado exclusivamente às pequenas e micro empresas, mas o ministério conhecido como Departamento de Negócios, Inovação e Técnicas oferece o mesmo apoio que agências similares no resto do mundo: desde empréstimos a incentivo à educação.

Alemanha -São apenas 14 ministérios no governo alemão, nenhum deles voltado exclusivamente para lidar com micro e pequenas empresas. Iniciativas de apoio e elas ficam a cargo do Ministério de Economia e Tecnologia, mas não há uma secretaria específica para isso, apenas políticas determinadas pelo Ministério.

 

China – Nenhum dos 21 ministérios da China é dedicado exclusivamente ao fomento das atividades de pequenas e médias empresas. O país ainda tem cinco agências sob mando do governo, dentre elas o Banco Central chinês, mas nenhuma delas tem ligação com micro e pequenas empresas.

 

Índia – Exceção entre os grandes: a Índia tem, há mais de 50 anos, um Ministério de Micro, Pequenos e Médios Empreendimentos que oferece treinamentos, incentivos financeiros e desenvolve projetos próprios para a área. Apesar disso, a Índia ainda é um dos países onde o empreendedor mais sofre com burocracia e taxas. Ela aparece atrás do Brasil em índices como o Doing Business (Fazendo Negócios), do Banco Mundial. Os indianos estão na 132ª posição, enquano o Brasil aparece em 130º lugar.

México – Os mexicanos são ainda mais econômicos quando se trata de ministérios ou, como eles chamam por lá, “secretarias”. São 18 no total, nenhuma exclusivamente dedicada a pequenas e médias empresas.

Fontes e Direitos Autorais: , de Exame.com • Segunda-feira, 01 de abril de 2013 – 21h28.