Supercomputador japonês simula atividade cerebral


Fujitsu KO supercomputador japonês Fujitsu K, que utilizou mais de 82 mil processadores para concluir a simulação

São Paulo – Quanta tecnologia é necessária para simular a atividade cerebral humana? Cientistas japoneses e alemães responderam essa questão com o auxílio do supercomputador japonês Fujitsu K, máquina capaz de realizar 10 quatrilhões de operações por segundo.  Após cerca de 40 minutos em operação, o equipamento conseguiu completar a reprodução de um segundo de atividade neurológica em tempo real.

De acordo com o site americano Cnet, a simulação envolveu 1,73 bilhão de células nervosas virtuais, conectadas a 10,4 trilhões de sinapses. Ao final da operação, que utilizou 82,944 mil processadores do supercomputador, foi consumido 1 petabyte de memória, equivalente a um quatrilhão de bytes.

Apesar dos números grandiosos, os pesquisadores estiveram longe de reproduzir a complexidade do cérebro humano.Estudos indicam que possuímos de 80 a 100 bilhões de células nervosas em nosso sistema neurológico.

De acordo com os pesquisadores, o projeto não teve a intenção de reproduzir a atividade cerebral real, já que as sinapses foram conectadas de maneira aleatória. Para os cientistas, o objetivo mais importante do trabalho era testar os limites da simulação tecnológica desenvolvida, além de avaliar a capacidade do supercomputador Fujitsu K.

Mesmo assim, a expectativa é que o máquinas ainda mais poderosas conseguirão refinar a atividade cerebral simulada. Até 2020, o ministério de Ciência do Japão planeja desenvolver um computador com o poder de processamento 100 vezes superior ao Fujitsu K.

Fontes e Direitos Autorais: , de INFO Online • quarta, 07 de agosto de 2013 – 12h25.

Ciência sem Fronteiras mapeará trajetória de estudantes


Brasília – Os estudantes que participaram do Ciência sem Fronteiras (CsF) terão a trajetória no mercado de trabalho acompanhada pelas instituições responsáveis pelo programa.

 

A intenção, explica o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, é avaliar se os estudantes foram incorporados na área de pesquisa e desenvolvimento das empresas.

“Tratam-se de alunos muito bem classificados no Brasil, que vão para um outro país, recebem uma boa formação. São estudantes que sabem uma segunda língua, são o sonho de qualquer empresa e nós esperamos que eles sejam incorporados na área de inovação”, diz Oliva. “Não é incomum que pessoas muito bem qualificadas sejam levadas para a área de gestão, por exemplo, e não diretamente para a inovação”.

 

Quando os estudantes retornam ao Brasil, eles fazem um relatório final e respondem a um questionário. De acordo com a instituição de fomento, os dados desses estudantes são computados. Os dados, segundo o presidente, serão utilizados para que seja mantido um contato. “Pretende-se que nosso sistema periodicamente mande uma mensagem com poucas perguntas, todas objetivas, para que os estudantes respondam. Entre elas, vamos perguntar se ele está trabalhando em alguma empresa e se é na área de inovação”.

 

De acordo com o presidente, o sistema acompanhará os alunos alguns anos após deixarem a universidade.

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• Quarta-feira, 17 de abril de 2013 – 19h14.

Telefônica e USP vão desenvolver tecnologias para saúde


São Paulo – A Telefônica/Vivo e a Universidade de São Paulo (USP) anunciaram nesta quarta-feira uma aliança para o desenvolvimento de tecnologias na área da saúde.

Por meio desta iniciativa, os programas de saúde desenvolvidos pela Fundação Faculdade de Medicina da USP serão disponibilizados na plataforma de aplicações da Telefónica/Vivo, que oferecerá suporte técnico e conexão digital para os experimentos, informaram as duas entidades.

Segundo explicou a Telefônica, os documentos de texto, infográficos, vídeo e áudio produzidos pelos cientistas estarão disponíveis como aplicações para telefones celulares e tablets.

Antonio Carlos Valente, presidente de Telefônica/Vivo, comemorou a associação com a qual classificou como “uma das melhores faculdades de medicina do mundo”.

O primeiro programa desta plataforma será o denominado “Homem Virtual”, que apresenta sequências tridimensionais da estrutura do corpo humano.

No próximo mês de abril será criado um curso interativo dirigido a profissionais da saúde que trabalham com pessoas da terceira idade.

O secretário de Saúde do estado de São Paulo, Giovanni Guido Cerri, indicou que com esta aliança os profissionais da saúde também poderão enviar fotos e relatórios de seus pacientes a uma central de dados e “agilizar assim o processo de diagnóstico e avaliação de cada caso”.

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• Quinta-feira, 21 de março de 2013 – 12h10.

 

Universo tem 80 mi de anos a mais do que se pensava


São Paulo – Novos resultados de observações de uma fração de segundo após o Big Bang indicam que o universo é 80 milhões de anos mais velho do que se pensava e fornecem novas evidências que sustentam teorias básicas sobre o cosmos, mais especificamente como ele começou, do que é composto e para onde se expande.

 

As novas observações do projeto Planck, da Agência Espacial Europeia, conhecida pelas iniciais ESA, parecem sustentar previsões feitas décadas atrás baseadas exclusivamente em modelos matemáticos.

As descobertas divulgadas nesta quinta-feira em Paris reforçam uma teoria segundo a qual o universo passou de um tamanho subatômico para sua hoje observável expansão constante em uma fração de segundo.

 

“Nós descobrimos uma verdade fundamental do universo”, celebrou George Efstathiou, diretor do Instituto Kavli de Cosmologia da Universidade de Cambridge, ao anunciar na capital francesa o resultado da análise dos dados colhidos pelo satélite Planck. “Agora há menos coisas que não entendemos um pouco menos”, comentou.

 

“Em termos de explicações sobre o universo de hoje, acho que podemos dizer que estamos no caminho certo”, opinou Sean Carroll, físico do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech).

 

O Big Bang – mais abrangente teoria sobre o início do universo – sugere que a porção visível do universo era menor do que um átomo quando, numa fração de segundo, ele explodiu, resfriou-se e expandiu-se numa velocidade superior à da luz.

 

O projeto Planck analisou uma fração de segundo que se seguiu ao Big Bang e permitiu aos cientistas concluírem que o universo tem 80 milhões de anos a mais do que se pensava. Com isso, a idade do universo passa a ser de pelo menos 13,81 bilhões de anos.

 

pesquisa, batizada em homenagem ao físico alemão Max Planck, considerado o pai da física quântica, também permitiu concluir que o universo se expande a uma velocidade um pouco menor do que se imaginava anteriormente e tem um pouco menos de matéria escura do que os astrônomos imaginavam, assim como um pouco mais de matéria normal.

 

Diante de números tão grandiosos quanto os que envolvem a existência do universo, os cientistas observam que as mudanças são relativamente pequenas, mas ajudam a compreender um pouco melhor a intrincada história do universo e sua complexa composição. As informações são da Associated Press.

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• Quinta-feira, 21 de março de 2013 – 18h12.

Voyager-1 não saiu do Sistema Solar, diz Nasa


São Paulo – Ao contrário do que a União Geofísica Americana afirmou na quarta-feira (20), a sondaVoyager-1 não saiu do Sistema Solar. Um novo comunicado da Nasa nega que a sonda tenha entrado em uma área do espaço além da influência do Sol.

 

O cientista do projeto Voyager, Edward Stone afirma na nota que é um consenso da equipe científica que a Voyager-1 não saiu do Sistema Solar ou alcançou o espaço interestelar. A sonda está apenas em uma nova região.

União Geofísica Americana modificou o texto divulgado anteriormente, em que afirmava que a sonda tinha saído do Sistema Solar. Porém, o comunicado não especifica quais itens foram alterados na nota.

 

Tanto o texto da União Geofísica Americana quanto o da Nasa falam sobre a mudança de região da sonda. A equipe responsável pela Voyager-1 afirma que a sonda está dentro de uma nova região, mas é preciso que haja uma mudança na direção do campo magnético para que a Nasa confirme que a sonda saiu do Sistema Solar.

 

O professor de astronomia na Universidade Estadual do Novo México, Bill Webber diz que a sonda está em uma nova região, fora da heliosfera normal. A afirmação de Webber está na nota da União Geofísica Americana. Os resultados da pesquisa serão publicados na revista Geophysical Research Letters.

 

Lançada em 1977, a Voyager-1 foi criada para estudar os planetas mais afastados da Terra junto com a sua irmã, a Voyager-2. As duas sondas foram lançadas com um mês de intervalo e seguem em bom estado. Principalmente se for levado em consideração que elas passaram por Júpiter, suportaram o frio por estar longe do Sol e passaram por radiações perigosas.

 

As fontes de energia das sondas são feitas de plutônio e devem parar de produzir eletricidade entre 10 a 15 anos. A duas transportam discos de cobre banhados a ouro com gravações em 60 línguas, amostras de música de várias culturas, sons naturais da Terra ou produzidos pelo homem.

Fontes e Direitos Autorais: 

, de INFO Online 

• Quinta-feira, 21 de março de 2013 – 15h30.


Supercomputador Watson

 

Washington – A IBM colocou para trabalhar na luta contra o câncer seu supercomputador Watson, no que descreveu como o primeiro programa comercial deste tipo a usar “dados maciços” com o objetivo de ajudar pacientes que sofrem da doença.

A gigante americana da informática revelou a iniciativa na semana passada, juntamente com a seguradora WellPoint e o centro de tratamento do câncer Memorial Sloan-Kettering, de Nova York.

O supercomputador peneirou 600 mil amostras médicas, além de 2 milhões de páginas de 42 publicações médicas e testes clínicos de pesquisas oncológicas.

Isto pode acelerar a forma como os dados são analisados, para se realizar um melhor diagnóstico e tratamento”, explicou Craigh Thomson, presidente do centro Sloan-Kettering.

“Podem se passar anos até que as últimas novidades em oncologia alcancem todos os centros de saúde”, assinalou. “A combinação de tecnologias transformadoras encontradas no Watson com nossas análises sobre o câncer e o processo de tomada de decisões tem o potencial de revolucionar o acesso à informação para o tratamento do câncer em comunidades de todo o país e do mundo.”

A IBM anunciou pela primeira vez seu projeto de trabalhar com a WellPoint em 2011, e, no ano passado, começou a receber dados deste centro de pesquisas nova-iorquino especializado na doença.

A primeira aplicação trabalhará com 1.500 casos de câncer de pulmão, para os quais médicos e analistas treinam Watson para extrair e interpretar notas físicas, resultados de laboratório e pesquisas clínicas.

O Maine Center for Cancer Medicine e o Westmed Medical Group são os dois centros que irão testar o serviço e repassar sua avaliação a WellPoint, IBM e Memorial Sloan-Kettering.

“O trabalho da IBM com a WellPoint e o Memorial Sloan-Kettering representa um marco em como a tecnologia e medicina baseada em evidências podem transformar a forma como se pratica o atendimento médico”, disse Manoj Saxena, da IBM.

“Estas capacidades inovadoras são as primeiras de uma série de tecnologias baseadas no Watson, que exemplificam o valor de se aplicar dados em massa e análises à computação cognitiva, para se enfrentar os maiores desafios da indústria.”

O programa é comercializado com o nome Interactive Care Insights for Oncology.

Fontes e Direitos Autorais: AFP • Quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013 – 11h37.

Radiotelescópio descobre estrela antiga


Santiago – O potente radiotelescópio Alma, instalado no norte do Chile, detectou uma estrutura em espiral ao redor de uma estrela antiga, uma descoberta inesperada, que se torna um dos primeiros resultados científicos do observatório.

“Os astrônomos descobriram uma estrutura em espiral totalmente inesperada no material que rodeia a velha estrela R. Sculptoris. Trata-se da primeira vez que se encontra este tipo de estrutura”, destacou um comunicado difundido esta quarta-feira pelo Observatório Europeu Austral (ESO).

Os astrônomos conseguiram captar informação tridimensional completa nesta espiral, o que os levou à suposição de que “a estranha forma foi criada por uma estrela companheira oculta que orbita a gigante estrela vermelha”, acrescrentou a nota.

A descoberta se constitui um dos primeiros resultados científicos do Grande Conjunto de Radiotelescópios do Atacama (Alma, na sigla em inglês), considerado o projeto de astronomia terrestre mais ambicioso que ainda está em fase de construção e que seria concluído em 2013.

“Quando observamos a estrela com o Alma, ainda não tinha sido instalada nem a metade das antenas. É realmente emocionante imaginar o que poderá fazer o conjunto completo do Alma uma vez que sua instalação terminar, em 2013”, disse Wouter Vlemmings, um dos astrônomos responsáveis pela descoberta.

O Alma tem 66 antenas que exploram o Universo mediante as ondas radiais emitidas pelas galáxias, estrelas e outros corpos celestes, não captadas pelos telescópios ópticos e infra-vermelhos que percebem a luz visível. O instrumento está situado na planície Chajnantor, no deserto do Atacama, a 5.000 metros de altitude.

O radiotelescópio é o primeiro projeto astronômico do qual participam Europa, Estados Unidos e Japão, em colaboração com o Chile.

Fontes e Direitos Autorais:  • Quinta-feira, 11 de outubro de 2012 – 11h03.

Especialistas listam 100 espécies ameaçadas de extinção


A lista compilada pela Sociedade Zoológica de Londres inclui 100 animaisplantas e fungos mais ameaçados

Seul – Especialistas em preservação divulgaram esta terça-feira uma lista das 100 espécies mais ameaçadas de extinção e alertaram que somente uma mudança de mentalidade pública e das autoridades poderia salvá-las da aniquilação iminente.

A lista compilada pela Sociedade Zoológica de Londres (SZL) em um relatório intitulado “Inestimável ou Inútil?” (´Priceless or Worthless?´, no original) inclui 100 animais, plantas e fungos que encabeçam as fileiras dos ameaçados de sumir do planeta.

“Todas as espécies listadas são únicas e insubstituíveis. Se desaparecerem, nenhum dinheiro no mundo poderá trazê-las de volta”, disse a co-autora do estudo, Ellen Butcher.

“Se agirmos imediatamente, podemos dar a elas uma chance de lutar pela sobrevivência. Mas isto exige que a sociedade apoie a posição moral e ética de que todas as espécies têm o direito inato de existir”, acrescentou Butcher.

O relatório da SZL foi publicado na ilha Jeju, na Coreia do Sul, onde 8.000 autoridades governamentais, representantes de ONGs, cientistas e diretores de negócios de 170 países estão reunidos no Congresso Mundial de Conservação.

Os conservacionistas temem que as espécies incluídas na lista, como o camaleão-tarzan de Madagascar e a preguiça-anã de três dedos do Panamá, desapareçam porque não fornecem aos humanos benefícios evidentes.

“O mundo todo se tornou mais utilitarista e observador do que a natureza pode fazer por nós”, explicou por telefone à AFP o diretor de conservação da SZL, Jonathan Baillie.

“Os governos precisam assumir a responsabilidade e declarar se estas espécies são inestimáveis ou inúteis, se temos o direito de levá-las à extinção”, disse Baillie.

“Se não podemos salvar as 100 mais ameaçadas, que esperança há para o resto da vida no planeta?”, acrescentou.

O Congresso em Jeju, celebrado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), é realizada em meio a alertas científicos da proximidade de uma extinção em massa.

Em relatório publicado durante a Conferência Rio+20 sobre Sustentabilidade, em junho, a IUCN informou que de 63.837 espécies analisadas, 19.817 corriam o risco de extinção devido ao esgotamento de seu habitat, ao aquecimento global e à caça.

Segundo o documento, uma atualização da conhecida “Lista Vermelha” das espécies em extinção, corriam o risco de desaparecer 41% de espécies de anfíbios, 33% de corais construtores de recife, 25% de mamíferos, 20% de plantas e 13% de aves.

Muitas destas espécies, destacou a IUCN, são essenciais para os seres humanos, fornecendo alimento e trabalho, bem como uma piscina genética para melhorar cultivos e desenvolver novos remédios.

Especialistas alertam que até hoje a ciência só identificou formalmente apenas uma pequena parte das milhões que estimam existirem no planeta, muitas delas microscópicas.

Fontes e Direitos Autorais:  • Quarta-feira, 12 de setembro de 2012 – 12h56

Mão robótica tem habilidade semelhante à humana


A mão robótica é capaz de manipular objetos com a destreza da mão humana

Paris – Cientistas europeus indicaram ter desenvolvido a primeira mão robótica em tamanho natural com os cinco dedos, capaz de agarrar e manipular objetos com destreza semelhante à da mão humana.

Fazer robôs manipular objetos com precisão sempre representou um problema para engenheiros em sua busca por construir máquinas humanóides para ajudar nos serviços domésticos, em resgates de emergência e no trabalho fabril.

Já existem “apanhadores” robóticos industriais, capazes de segurar objetos e movê-los, mas que se mostravam incapazes de manipulá-los como a mão humana, como segurar um ovo sem quebrá-lo ou erguer coisas pesadas e volumosas.

Construir protótipos com dimensões humanas também representou um desafio.

Uma equipe de cientistas italianos e alemães construiu a mão usando cordas que são torcidas por pequenos motores de alta velocidade nos cinco dedos, cada um com três segmentos, como as falanges.

Denominada ´Dexmart Hand´, a invenção demonstrou ser capaz de manusear um delicado ovo de Páscoa e erguer uma carga de cinco quilos, explicou a equipe.

“Nós usamos a mão humana como modelo”, afirmou o cientista Claudio Melchiorri, da Universidade de Bolonha, na Itália, em um comunicado da agência CORDIS Features, que divulga a pesquisa científica financiada pela UE.

A mão também tem um “cérebro” primitivo, continuou o comunicado. Sensores luminosos foram instalados na mão, possibilitando calcular a força necessária para que os dedos agarrem um objeto sem esmagá-lo ou deixá-lo cair.

“A habilidade da mão robótica é tão próxima da humana que a visão de robôs como ajudantes pessoais domésticos, em salas de cirurgia e em atividades industriais está se tornando a cada dia mais realista”, afirmou Gianluca Palli, pesquisador da Universidade de Bolonha.

Fontes e Direitos Autorais: Quinta-feira, 02 de agosto de 2012 – 18h36

Telescópio acha dois planetas fora do nosso Sistema Solar


São Paulo – Um telescópio de pequeno porte, o Kelt, encontrou dois planetas pouco comuns fora do nosso Sistema Solar. A descoberta foi anunciada por Thomas Beatty, da Universidade de Ohio, e Robert Siverd, da Universidade Vanderbilt, nos EUA.

Segundos os pesquisadores, esses planetas são diferentes porque um é enorme e pode mudar as ideias de como funciona a evolução dos sistemas solares. O outro planeta orbita uma estrela muito brilhante e permitirá aos astrônomos realizar medições detalhadas dos ambientes desses mundos desconhecidos.

O Kelt, que fica no Arizona, foi projetado para observar milhões de estrelas brilhantes de uma vez só, em diversas áreas do Universo, com baixa resolução de imagem. Ele tem lentes parecidas com as de uma câmera fotográfica.  Com ele, os cientistas podem buscar por planetas fora do Sistema Solar por um preço baixo.

Um dos planetas, o Kelt-1b, tem alta densidade e temperaturas elevadas na superfície, que giram em torno dos 2.200 ºC. Ele é composto de hidrogênio metálico e ósmio, o metal mais pesado conhecido até hoje natureza.

O Kelt-1b fica na constelação de Andrômeda, a 2,5 milhões de anos-luz daqui. Ele está tão próximo de sua estrela, que completa uma órbita ao redor dela em 30 horas. O planeta também recebe 6 mil vez mais radiação do que a Terra com relação ao Sol.

Por sua vez, o outro planeta encontrado pelo telescópio é o Kelt-2ab. Ele está na constelação de Auriga, a 12 mil anos-luz da Terra. Além disso, ele está próximo de uma estrela tão brilhante que pode ser vista da Terra com auxílio de binóculos.

Os cientistas acreditam que poderão observar a atmosfera desse planeta com telescópios espaciais e terrestres ao analisar a luz da estrela. Isso porque esse brilho atravessa a luz do planeta.

Fontes e Direitos Autorais: Vanessa Daraya, de INFO Online • Sexta-feira, 15 de junho de 2012 – 08h51.


 

Nova York – Um estudo britânico publicado online no periódico The Lancet descobriu que o número de nascidos vivos não aumenta com a transferência de mais de dois embriões, mas os riscos de danos sim.

Aproximadamente 40% das fertilizações in vitro realizadas nos Estados Unidos envolvem a transferência de três ou mais embriões para dentro do útero. Mais de 20% das gestações obtidas pelo procedimento resultam em nascimentos múltiplos. Os riscos para a saúde e os custos dessas gestações são enormes.

Os pesquisadores analisaram 124.148 procedimentos, os quais resultaram em 33.514 nascidos vivos. Em todas as pacientes, a transferência de dois embriões resultou em mais nascimentos com vida que a transferência de um embrião.

Contudo, em mulheres com menos de 40 anos, a transferência de três embriões gerava uma taxa menor de nascidos vivos em comparação com a transferência de dois embriões. Já em mulheres mais velhas, a transferência de três embriões ao invés de dois não alterava a taxa de nascidos vivos.

Entretanto, a transferência de três ou mais embriões em qualquer grupo etário estava associada a um risco significativamente maior de complicações, o que inclui nascimentos prematuros e peso baixo ao nascer.

Scott M. Nelson, um dos autores do estudo e diretor de obstetrícia da Universidade de Glasgow, afirmou que os Estados Unidos são um dos poucos países onde ainda é possível que mais de dois embriões sejam transferidos de forma rotineira. “O estudo mostra claramente que transferir três ou mais embriões não é benéfico”, afirmou.

Fontes e Direitos Autorais: The New York Times • Segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 – 11h15.

QI diminui quando se está em grupo, diz estudo


São Paulo – Cientistas da Universidade Virginia Tech, nos EUA, dizem que pessoas são menos inteligentes quando estão em grupo. A pesquisa descobriu alterações no teste de QI e no mapeamento do cérebro.
 
Durante o estudo, os pesquisadores reuniram pessoas com QI (quociente de inteligência) semelhante e fizeram as medições de duas formas: com as pessoas isoladas e em pequenos grupos. Durante a segunda situação, as pessoas se mostraram menos capazes de resolver problemas.

Os cientistas também aplicaram exames de ressonância magnética a fim de visualizar o que acontecia no cérebro das pessoas. Então, perceberam que a interação social provoca respostas neurais intensas.

O estudo mostra que reuniões não tornam as pessoas menos inteligentes. Porém, durante esses eventos, os participantes não expressam o seu QI real, mas um QI menor.

Os participantes apresentaram um aumento na ativação inicial da amígdala cerebral e uma diminuição na atividade do córtex pré-frontal, correspondente a uma capacidade menor de resolver problemas lógicos.

Além disso, o efeito foi maior entre as mulheres. Apenas três, de um total de 13, ficaram no grupo de melhor desempenho durante a reunião.

Kenneth Kishida, autor da pesquisa, diz que durante o estudo foram detectadas quedas dramáticas na capacidade de alguns voluntários para resolver problemas. O feedback social teve um efeito significativo.

Os pesquisadores de Virginia Tech concluíram que os ambientes competitivos das empresas, por exemplo, podem minimizar o desempenho dos indivíduos, ao invés de resultar em ganhos. Como consequência também afeta o resultado geral das empresas.

Fontes e Direitos Autorais: Vanessa Daraya, de INFO Online • Terça-feira, 24 de janeiro de 2012 – 16h41.

15 destaques de 2011 em Ciências


 

Retrospectiva 2011 – Nada de Steve Jobs, Google ou Facebook. No mundo da Ciência, o que bombou mesmo em 2011 foram as viagens para fora da Terra, os fenômenos naturais, as teorias que desafiam a física (literalmente) e, é claro, o fim do mundo.

Confira os destaques de 2011:

Aposentadoria dos ônibus espaciais

Após 30 anos, a Nasa encerrou seu programa de ônibus espaciais. As naves, utilizadas para construir a Estação Espacial Internacional e transportar homens e suprimentos, foram substituídas por máquinas russas e de empresas privadas. Atlantis, Discovery e Endeavour irão para museus .

Homem perde para máquina

O supercomputador Watson, da IBM, venceu dois adversários humanos em uma disputa do jogo Jeopardy. O feito? A máquina ser capaz de compreender um grande número de sutilezas de linguagem, interpretar palavras e fazer relações complexas – enfim, raciocinar quase como uma pessoa.

Terremoto no Japão

Um terremoto de 8,9 graus, seguido de tsunami, atingiu o Japão no dia 11 de março. Além de ter causado grande destruição, ele parece ter movido o país de lugar, alterado o eixo da Terra, encurtando a duração dos dias, e liberado icebergs na Antártica. O fenômeno danificou a usina nuclear de Fukushima. Com o vazamento de material radioativo, nos perguntamos: o Brasil corre perigo com as usinas de Angra?

Satélites caem dos céus

Em setembro, depois de muita especulação, o Satélite UARS caiu na Terra e afundou no Oceano Pacífico. Lançado em 12 de setembro de 1991, ele foi aposentado em 2005 e começou a perder altitude. Com 6,5 toneladas, ele ressuscitou o antigo debate sobre lixo espacial e riscos à população.  . Em novembro, o Rosat, um satélite alemão, também caiu na Terra.

Vulcão chileno

O Puyehue causou transtornos em junho quando liberou uma grande quantidade de cinzas na atmosfera  que chegaram ao Brasil e até mesmo à Nova Zelândia.

Vaca clonada produz leite com proteína humana

Argentinos anunciaram a criação da primeira vaca transgênica a possuir genes humanos capazes de codificar proteínas do leite materno. A bezerra Rosita nasceu em 6 de abril e, quando for adulta, deve produzir leite com características mais próximas às do humano.

Nave orbita asteroide gigante

Desde 15 de julho, a nave Dawn, da Nasa, orbita o asteroide gigante Vesta. Com 530 km de diâmetro, ele é o segundo maior objeto do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter e possui uma montanha  de 22 km de altitude. O próximo destino da Dawn é Ceres, um planeta anão e o maior objeto do cinturão, com 930 km de diâmetro. O objetivo é obter informações sobre os primórdios do sistema solar e a formação dos planetas.

Partículas mais rápidas do que a luz. Ou não?

Em setembro, cientistas anunciaram uma descoberta polêmica: partículas subatômicas deslocando-se mais rápidas do que a luz. A constatação foi feita pelo Cern, o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear e causou comoção, uma vez que a existência de um corpo mais rápido do que a luz contraria as teorias elaboradas por Alebrt Einstein.  Os próprios pesquisadores estavam céticos e pediram à comunidade internacional que revisasse seus dados. Dois meses depois, em novembro, outra equipe concluiu que havia erros de análise dos pesquisadores – e não nas teorias de Einstein.

Elementos da vida são achados no espaço

Cientistas de Hong Kong descobriram, no espaço, elementos que costumavam ser associados obrigatoriamente à presença de vida. A descoberta dos compostos orgânicos complexos mostra que eles são abundantes– o que significa que pode ser preciso repensar a existência de condições propícias à vida no Universo.

A busca da vida em Marte

Em novembro, a Nasa lançou seu jipe-robô Curiosity rumo ao planeta vermelho. Com 2,8 metros de comprimento, ele deve pousar em Marte somente em 2012. Seu objetivo é descobrir se o planeta teve algum dia ambiente capaz de suportar vida microscópica – e, se sim, se possui condições que preservaram os seus indícios.

Macacos controlam avatar e sentem texturas com a mente

Utilizando apenas os impulsos elétricos do cérebro, e sem mexer um músculo do corpo, macacos conseguiram controlar uma mão virtual e sentir a textura de objetos também virtuais. A equipe responsável pelo feito foi liderada pelo brasileiro Miguel Nicolelis, Dr. na Universidade de Duke, nos Estados Unidos.

Partícula de Deus…em 2012?

O Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, Cern, anunciou em dezembro que o Bóson de Higgs, ou Partícula de Deus, deve muito provavelmente ser localizado no ano que vem. A misteriosa partícula é ainda uma das grandes lacunas do chamado Modelo Padrão, a teoria usada pelos físicos para descrever o comportamento das partículas fundamentais do Universo e as forças atuando entre elas.

Beakman, o cientista, fala à INFO

Em janeiro, entrevistamos o ator Paul Zaloom, que deu vida ao personagem Beakman. De sua casa na Califórnia, ele falou sobre as lembranças do seriado, sua faculdade hippie-alternativa, o dinheiro que recebe (ou não) pelos direitos do programa e sobre sua maior felicidade: ser avô.

O mundo não acabou…

Um pastor americano andou prevendo o Fim do Mundo para o dia 21 de maio de 2011. Harold Camping, de 89 anos, pregava na web e nas rádios mas, quando a previsão falhou, ele estabeleceu uma nova data para o apocalipse: 21 de outubro. Claramente, ele errou de novo.

…e nem vai acabar

Em março, arqueólogos mexicanos voltaram a analisar as antigas pedras do calendário Maia e afirmaram que, nela, não há indício de que o mundo acabará em 2012.  Em dezembro, mais um grupo afirmou que os escritos nada têm a ver com o apocalipse: as incrições dizem respeito à chegada de um Deus.  

Fontes e Direitos Autorais: Paula Rothman, de INFO Online  • Quinta-feira, 15 de dezembro de 2011 – 17h34.

Cientistas criam luz a partir do vácuo


 

São Paulo- Pela primeira vez, pesquisadores comprovam uma propriedade da mecânica quântica prevista há mais de 40 anos e criam luz a partir do vácuo.

No experimento, realizado na Universidade de Tecnologia Chalmers, na Suécia, os chamados fótons “virtuais” foram rebatidos em uma estrutura vibrando a uma velocidade altíssima – 25% da velocidade da luz.

O experimento, cujos resultados foram publicados na Nature, já havia sido previsto nos anos 70 e faz parte das teorias da mecânica quântica – a área da ciência que explica, pelo menos de forma teórica, o funcionamento de partículas no universo. De forma simples, é possível dizer que a mecânica comum não se plica às estruturas ínfimas como fótons, elétrons e prótons.

Uma das bases da mecânica quântica é o princípio de que o vácuo não é vazio. Ele está repleto de partículas que mudam constantemente do estado de “existência” e “não existência”. Elas parecem existir por um breve momento e então desaparecem; por isso, recebem o nome de “partículas virtuais”.

O feito da equipe liderada pelo professor Christopher Wilson foi justamente fazer os fótons do vácuo deixarem seu estado virtual e se tornarem fótons reais – ou seja, luz. A teoria dizia que isso poderia aconteceria se os fótons virtuais quicassem em um espelho que se movesse quase tão rápido como a velocidade da luz. Ninguém, no entanto, havia conseguido observar o chamado Efeito Casimir – até agora.

Uma vez que mover um espelho à velocidade próxima à da Luz seria impossível, os pesquisadores adaptaram o experimento. O espelho, na verdade, é um componente eletrônico quântico chamado SQUID (Superconducting quantum interference device), extremamente sensível a campos magnéticos. Ao mudar a direção desse campo bilhões de vezes por segundo, os cientistas conseguiram fazer o “espelho” vibrar a 25% da velocidade da luz.

Tamanha vibração transferiu energia cinética (energia do movimento) aos fótons virtuais, o que os fez se materializar em pares. Essa radiação tinha as mesmas propriedades previstas pelas teorias quânticas.

A energia liberada pelo equipamento só foi suficiente porque os fótons não possuem massa, o que significa que precisam de pouca energia para saírem do estado virtual. A princípio, este mesmo experimento poderia materializar outras partículas, como prótons, mas a quantidade necessária de energia seria enorme.

Os resultados da pesquisa sueca poderiam ser usados na criação de computadores quânticos, mas seu grande valor é ajudar os cientistas a compreender melhor as leis básicas dos fenômenos físicos.

Fontes e Direitos Autorais: Paula Rothman, de INFO Online – Quarta-feira, 23 de novembro de 2011 – 20h00.

Software avalia chance de doença hereditária


Na maioria das doenças autossômicas, nem todos os heterozigotos manifestam a doença

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São Paulo – Pesquisa do Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu um software, denominado PenCalc, que calcula a taxa de penetrância de doenças autossômicas dominantes, que são doenças hereditárias, passadas de geração para geração.

De acordo com as informações da Agência USP, os afetados são heterozigotos Aa, em que A é o gene que determina o defeito.

Na maioria das doenças autossômicas, nem todos os heterozigotos manifestam a doença. A porcentagem de casos Aa com a doença é o que se entende por taxa de penetrância.

A estimativa dessa taxa é feita por meio de cálculos aplicados à estrutura de heredogramas. Trata-se de gráficos que representam a herança genética de determinada característica, que mostram como o defeito é transmitido. “O software automatiza essas operações, agilizando a obtenção dos dados”, explica a pesquisadora Andréa Horimoto, autora do estudo.

O PenCalc é destinado para uso de profissionais que trabalham com aconselhamento genético. Além de fazer cálculos, o programa determina o intervalo de credibilidade a 95% da estimativa e fornece a probabilidade associada ao heredograma em estudo.

Fontes e Direitos Autorais: Agência Estado • Sábado, 12 de novembro de 2011 – 14h12.