@04 – O que Acontece?

No 4º post da sessão O que Acontece. Você vai conhecer um breve resumo sobre as 7 características existentes nos Sistemas Gerenciadores de Bancos de Dados, em especial no Microsoft SQL Server.


Olá, bom dia. Feliz 2022!

Estou lentamente retornando minhas atividades relacionadas a comunidade Microsoft e principalmente ao mundo do Microsoft SQL Server, após um período dedicado a conclusão do meu curso de Mestrado na área de Geoprocessamento e Modelagem Matemática.

Seja bem-vindo ao @04 – O que Acontece? 

Seguindo as tradição, antes de apresentar o terceiro post, quero destacar alguns pontos sobre esta sessão, em especial o tipo de conteúdo que você leitor vai encontrar em cada post relacionado a ela:

1 – Os posts publicados nesta sessão envolvem um pouco do Micrososft SQL Server, na verdade o objetivo dela é tentar mostrar como ele SQL Server, o qual aqui eu vou denominar como caixa, pensa exclusivamente fora dela, ou seja, como este grandioso SGBD (Sistema Gerenciador de Banco de Dados) faz para que tenhamos nossos dados armazenados e apresentados em tela, em adicional como podemos de uma forma simples aprender, conhecer, desvendar os comportamentos realizados por ele além do uso das habituais ferramentas de administração: SQL Server Management Studio ou Azure Data Studio.

2 – Os posts, não apresentam o objetivo de demonstrar recursos, comandos, funcionalidades ou ensinar algo novo, na verdade eu quero tentar mostrar o que acontece muitas vezes quando por exemplo você esta processando um simples comando Select buscando milhões de dados em uma tabela, e o SQL Server Management Studio vai apresentando aos poucos os registros. Serão exclusivamente estes cenários, comportamentos e formas de atuação envolvendo o SQL Server e o ambiente que ele se encontra;

3 – Os posts, não terão uma estrutura padrão, na verdade, O que Acontece, foi idealizado da mesma forma que inicialmente começamos a pensar. Vamos reunindo conhecimentos, ideias, possibilidades, hipóteses, analisando alternativas, mensurando teorias, até tentar construir algo mais concreto;

4 – Não será estabelecido um calendário de publicação, ao contrário, sempre que algum pensamento fora da caixa pairar sobre a minha cabeça, ou coisas do meu dia-a-dia relacionados as minhas experiências profissionais ou acadêmicas, novos posts serão publicados, bem como, os atuais atualizados e corrigidos;

5 – Não vou me ater ao certo ou errado, melhor ou pior, tecnicamente perfeito ou melhor tecnicamente, o que eu quero é tentar como eu já destaquei ilustrar o que acontece do lado de fora do SQL Server, o que ele muitas vezes esta realizando e não temos ideia do que está acontecendo; e

6 – Vou tentar em cada post trazer uma ferramenta, aplicativo ou utilitário existente no próprio sistema operacional que possa nos ajudar a observar e entender o que está acontecendo de preferência em tempo real, em adicional, se possível utilizarei vídeos para elucidar de forma mais didática o objetivo do post.

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É Pá e Bola com o SQL Server – ④

Sessão É Pá e Bola com o SQL Server, dicas rápidas, simples e práticas, sem se preocupar com formalidades….


Olá, boa tarde….

Este é mais um post da nova Sessão É Pá e Bola com SQL Server.

Aqui o papo vai ser simples e direto, sem formalidade, com dicas rápidas para se fazer algo relacionado com Microsoft SQL Server de forma geral.

Você pode estar se perguntando o porque deste nome, eu já te respondo.

O porquê é que todas as dicas a serem compartilhadas podem estar envolvidas com esportes praticados com bola, ou simplesmente por sua facilidade na construção e execução.

See the source image

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Cibersegurança aplicada a banco de dados e seus desafios

Segundo Fernando A. S. F. Junior, colunista do Portal ITForum365, o aumento da conectividade da internet e da economia digital, alimenta um crescimento exponencial de dados acumulados por organizações.


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Com o aumento da conectividade da internet e da economia digital, alimenta-se um crescimento exponencial de dados acumulados por organizações. Segundo a Forbes, em 2015, o volume de dados criado nos dois anos anteriores foi maior que a quantidade produzida por em toda história da humanidade.

Esse crescimento, aumentou muito o interesse dos cibercriminosos por promoverem invasões – e o fato de haver grande quantidade de informações em um só lugar favorece isso – e também o números de ferramentas e recursos de proteção contra ataques. Como os dados se tornaram protagonistas nas empresas, o vazamento de informações estratégicas pode resultar em processos milionários e até mesmo na quebra do negócio.

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#26 – Para que serve

Conheça uma pequena introdução sobre os Níveis de Isolamento, destacando de forma prática o Read Uncommitted.


Olá, pessoal, bom dia.

Como vocês estão? Já fazem alguns meses que não nos encontramos nesta sessão em meu blog, fico feliz em te encontrar novamente. Seja bem-vindo a mais um post da sessão Para que Serve, post de número 26, em mais um dia de muitas atividades, afazeres e compromissos profissionais, domésticos (sim, eu adoro ajudar a minha esposa, cuidar da nossa casa…..) e claro acadêmicos.

Neste post quero destacar uma parte de um dos recursos mais importantes, impactantes e tradicionais do Microsoft SQL Server existente deste sua primeira versão, o qual esta totalmente relacionamento com o comportamento de nossas transações, querys e processamentos que possam estar sendo realizados neste momento em nossos servidores ou instâncias.

Sendo direto e reto no assunto, você que esta neste momento lendo este post e trabalhando com seus dados, tabelas e bancos no SQL Server esta fazendo uso dele sem talvez saber que ele exista, me refiro ao tradicionais Níveis de Isolamento de Transações ou Transaction Isolation Levels.

Você se lembra da existência deste recurso e o quanto ele é importante? Pois bem, caso não se lembra, a partir deste post e provavelmente os próximos 2 ou 3 futuros serão dedicados nesta sessão a apresentar de forma simples, prática e muito didática como podemos fazer uso deste recurso em nossas transações, seus comportamentos, vantagens e desvantagens (isso se elas existirem) e principalmente os riscos ao fazer uso talvez de uma forma não muito indicada.

Sendo assim, chegou a hora de conhecer um pouco mais sobre o post de número 25 da sessão Para que serve. Mas uma vez, bem vindo ao #26 – Para que serve – Apresentando os nível de isolamento Read Uncommitted.

Espero que você esteja animado para conhecer um pouco mais sobre este recurso, caso já conheça, continue lendo este post, sempre podemos aprender algo novo….

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Dica do Mês – Comando Restore Database Page – Restaurando páginas de dados de uma tabela no Microsoft SQL Server


Olá boa tarde, que surpresa te encontrar mais uma vez no meu blog, caso esta seja a sua primeira vez, fico mais feliz ainda, seja muito bem vindo.

Este é mais um post da sessão Dica do Mês, sessão dedicada a compartilhar bimestralmente dicas, novidades, curiosidades e demais assuntos, conteúdos e informações relacionadas ao Microsoft SQL Server, Banco de Dados e Tecnologias de Banco de Dados.

No post de hoje, quero compartilhar com vocês uma das funcionalidades adicionadas ao Microsoft SQL Server a partir da versão 2016 e que recentemente acabei conhecendo com um pouco mais. 

Funcionalidade que trouxe um grande salto de qualidade ao produto, ainda mais se levarmos em consideração sua praticidade e simplicidade de uso.

Como você já pode notar no título deste post, estou me referindo a nova capacidade de recuperação de dados através do comando Restore Database em conjunto com a opção Page.

Pois bem, sem mais delongas, vamos em frente, vou tentar mitigar a sua curiosidade e ao mesmo também satisfazer os meus objetivos. Sendo assim, seja bem vindo ao post – Dica do Mês – Comando Restore Database Page – Restaurando páginas de dados de uma tabela no Microsoft SQL Server.


Introdução

Umas das tarefas mais ingratas para qualquer profissional de tecnologia, principalmente aqueles que estão diretamente relacionadas as tarefas de administração, retenção e armazenamento de dados se relaciona ao momento em que nossos ambientes começam apresentam comportamentos fora do comum ou até mesmo instabilidades. 

Quem nunca se deparou com este tipo de situação! Eu por diversas vezes passei por isso nesta minha longa estrada da vida na área de tecnologia da informação.

Mas não somente isso é importante, algo muito maior e mais preocupante podemos enfrentar, o tão temido momento de restauração de um banco de dados o chamado Restore Database, imagina então você ter que recuperar uma parte específica de uma tabela ou índice que de uma hora para outra começou a apresentar falhas e simplesmente tornou-se inacessível.

Foi justamente com base neste tipo de cenário, que o time de engenheiros da Microsoft dedicados no desenvolvimento do Microsoft SQL Server adicionaram no comando Restore Database e também no interface gráfica do Management Studio a capacidade de verificar a integridade física e lógica de uma ou mais páginas de dados, como também, a possibilidade de realizar sua restauração.

Até aqui tranquilo, nada de novidade, vamos então seguir em frente e conhecer a opção Page existente no comando Restore Database.

Tabelas e Índices

As tabelas são o coração do Microsoft SQL Server e do modelo relacional em geral, pois é onde o dado é armazenado. Cada instância de um dado na tabela representa uma entidade simples ou registro (formalmente chamado de tupla). A maioria das tabelas serão relacionadas entre si. Por exemplo: A tabela Clientes possuí um identificador único CodigoCliente que é usado como chave estrangeira no relacionamento com a tabela Pedido.

As tabelas devem ser modeladas de acordo com a teoria de banco de dados relacionais, respeitando as formas normais.

Ao criarmos nossas tabelas e índices, estamos criando internamente estrutura responsáveis em armazenar em tempo real nossos dados em áreas físicas das unidades de armazenamento de dados.

Não vou me aprofundar nos conceitos relacionados a páginas de dados, pois este não é objetivo deste post, mas sim de destacar como a Restore Database Page é importante, sua finalidade e forma de uso.

Restore Database Page

Seu objetivo é possibilitar a restauração de uma página de dados danificada sem restaurar todo o banco de dados, muito menos provocar qualquer tipo de impacto ou instabilidade no acesso aos dados após sua resturaçao.

Normalmente, as páginas que são candidatos para restauração foram marcadas como “suspeita” devido a um erro que é encontrado ao acessar a página.

As páginas suspeitas são identificadas na tabela suspect_pages no banco de dados msdb.  

Avançando mais um pouco, neste momento, já temos uma noção dos elementos básicos: Tabelas e Índices, sabemos também da estrutura que as compõem chamada de páginas de dados e de que forma estas estruturas são controladas e gerenciadas, agora vamos construir nosso cenário de testes que justamente vai nos permitir ter a visão completa de toda esta estrutura e como poderemos realizar os procedimentos de sobrescrever uma página de dados e posteriormente realizar sua restauração.

Nosso ambiente

Como de costume vamos utilizar um ambiente isolado dos demais bancos de dados que você possa conter, desta maneira nosso cenário será constituído dos seguintes elementos:

  • Banco de Dados:  RestoreDatabasePage;
  • Database Recovery Model: Full;
  • Database Page_Verify: CheckSum;
  • Tabela: TabelaCorrompida; e
  • Índice Clusterizado: Ind_TabelaCorrompida_Codigo. 

Criando o ambiente

Através do Bloco de Código 1 apresentado abaixo, vamos realizar a criação dos respectivos elementos destacados anteriormente:

— Bloco de Código 1 – Criação do Ambiente —

— Criando o Banco de Dados —
Create Database RestoreDatabasePage
Go

— Acessando —
Use RestoreDatabasePage
Go

— Criando a TabelaCorrompida —
Create Table TabelaCorrompida
(Codigo Int Identity(0,2),
ValorGUID UniqueIdentifier,
ValorRandomico BigInt,
ColunaGrande Char(100) Default ‘TC’)
Go

— Criando o Índice Clusterizado na TabelaCorrompida —
Create Clustered Index Ind_TabelaCorrompida_Codigo On TabelaCorrompida(Codigo)
Go

Como nossa estrutura base pronta, chegou a hora de popular nossa tabela realizando o processo de inserção de uma aleatória massa de dados em nossa tabela, para tal, vamos utilizar o Bloco de Código 2 apresentado a seguir:

— Bloco de Código 2 – Populando a TabelaCorrompida —
— Desabilitando a contagem de linhas processadas —
Set NoCount On
Go

— Declarando a variável de controle @Contador —
Declare @Contador Int = 0

— Abrindo bloco de transação Trans1 —
Begin Transaction Trans1

While @Contador <= 132768
Begin

Insert Into TabelaCorrompida(ValorGUID, ValorRandomico)
Values (NewId(), ABS(CHECKSUM(Rand()* 200000000)))

Set @Contador += 2
End

— Confirmando e encerrando o bloco de transação Trans1 —
Commit Transaction Trans1
Go

Observação: Note que estou fazendo uso dos comandos Begin Transaction e Commit Transaction, como forma de controle e adoção de transações explícita, sendo assim, estou informando o Microsoft SQL Server quando a transação começa e deverá ser obrigatoriamente encerrada, além disso, estou evitando e isolando o processo de inserção de dados de qualquer possibilidade de bloqueio.

Neste momento, nossa tabela já esta populada “abastecida de dados”, com um total fixo de 66385 linhas de dados, denominados tecnicamente como registros lógicos.

Vamos caminhar mais um pouco, antes de realizarmos o processo de consultar a estrutura de nossas páginas de dados e posteriormente forçar sua reescrita, vamos realizar um procedimento de backup database de nosso banco de dados, procedimento importante para garantir e possibilitar a restauração das páginas, para tal utilizaremos o Bloco de Código 3 apresentado abaixo:

— Bloco de Código 3 – Backup Database —
Backup Database RestoreDatabasePage
To Disk = ‘S:\MSSQL-2017\Backup\RestoreDatabasePage-Backup-Full.bak’  — Troque para sua                                                                                                                                              unidade de disco
With Compression,
NoFormat,
Init,
Stats=10
Go

Pronto, nosso backup já esta realizado, estamos prontos e preparados para começar a brincadeira, nosso próximo passo será obter a relação das páginas de dados que forma nossa TabelaCorrompida, para isso, vamos utilizar a não documentada function sys.fn_PhysLocFormatter, solicitando ao Microsoft SQL Server a apresentação das 100 primeiras páginas de dados da nossa tabela, conforme apresenta o Bloco de Código 4:

— Bloco de Código 4 – Obtenção a relação das páginas de dados da TabelaCorrompida —
Select TOP 100 sys.fn_PhysLocFormatter(%%physloc%%) PageId,
*
FROM TabelaCorrompida
Go

A Figura 1 apresentada a seguir ilustra o resultado obtido após a execução do Bloco de Código 4:
Figura 1 – Relação das páginas de dados e seus respectivos dados.

Legal, esta ficando interessante esta brincadeira, por enquanto sem nenhum perigo!

Para que possamos realizar o processo de reescrita de uma ou mais páginas de dados, vou selecionar duas páginas (256 e 258) e seus valores para utilizar em nosso cenário, conforme a Tabela 1 apresentada abaixo:

PageID Codigo ValorGuid
(1:256:10) 20 6460AAB3-AD12-47BB-B179-8C1930B1A287
(1:258:1) 120 AEF17F9D-D838-4FEF-B723-CA3658D03319

Tabela 1 – Relação de páginas de dados e valores que iremos utilizar.

Já sabemos com quais estruturas vamos fazer o processo de reescrever suas estruturas, devemos então preparar nosso banco de dados para que nos possibilite a realização desta tarefa, desta forma, utilizaremos o Bloco de Código 5, apresentado abaixo:

— Bloco de Código 5 — Alterando a forma de acesso do banco de dados RestoreDatabasePage —

— Preparando-se para corromper a estrutura de páginas —
Use Master
Go

— Limitando a conexão do Banco de Dados para Single_User —
Alter Database RestoreDatabasePage
Set Single_User
With Rollback Immediate
Go

Ótimo, acabamos de limitar o acesso físico e lógico do nossa banco de dados para Single_User, desta forma, nenhuma outra conexão ou solicitação de acesso será permitida ao mesmo, neste momento temos acesso único e exclusivo.

O passo seguinte, consiste na consulta da estrutura da página de dados 256 e posteriormente na procura do valor 6460AAB3-AD12-47BB-B179-8C1930B1A287 armazenado no Slot 10, vamos então executar o Bloco de Código 6, apresentado abaixo:

— Bloco de Código 6 — Obtendo as informações sobre a página de dados 256 e pesquisando valor 6460AAB3-AD12-47BB-B179-8C1930B1A287 —

Para que possamos obter as informações de retorno apresentadas pelos comandos DBCC – Database Command Console, precisamos fazer uso do comando Dbcc TraceOn ativando a Trace Flag 3604 que orienta e informa ao Microsoft SQL Server que o mesmo deverá apresentar logo após a execução dos comandos DBCCs seus respectivos resultados.

— Obtendo informações sobre os slots de alocação de dados —
Dbcc TraceOn (3604)
Go

Seguindo nossa caminhada, vamos utilizar o comando DBCC Page, comando que vai nos possibilitar obter o conjunto de informações internas que formam a estrutura da nossa tabela, neste caso, vamos buscar toda estrutura da página de dados de número 256.

— Procurando valor 6460AAB3-AD12-47BB-B179-8C1930B1A287 e guardar slots —
Dbcc Page (‘RestoreDatabasePage’, 1, 256, 3);
Go

A Figura 2 apresentada abaixo, ilustra uma parte da estrutura interna da página de dados 256, apresentando sua área de buffer e page hearder:
Figura 2 – Estrutura interna da página de dados 256.

Pois bem, precisamos agora procurar o valor 6460AAB3-AD12-47BB-B179-8C1930B1A287 dentro da área de dados desta mesma página, afim de encontramos o refiro Slot 10 que armazena este dado.

Para que possamos encontrar o referido valor clique na guia de mensagens do Management Studio e preciso posteriormente a tecla de atalho CTRL + F, informando o valor na campo de busca.

A Figura 3 ilustra o 6460AAB3-AD12-47BB-B179-8C1930B1A287 localizado na estrutura interna da página de dados 256:
Figura 3 – Valor 6460AAB3-AD12-47BB-B179-8C1930B1A287 localizado.

O mesmo procedimento deverá ser feito para página 258 referente ao código 120 e ValorGuid AEF17F9D-D838-4FEF-B723-CA3658D03319.

Além disso, recomendo que você anote as informações referente OffSet e Length de dados valor pesquisado em sua referida página, pois ambos serão utilizado no procedimento de reescrita, mas como eu sou bonzinho, a Tabela 2 apresentada abaixo destaca estes valores:

Collumn Offset Length ValorGuid
2 0x8 16 6460aab3-ad12-47bb-b179-8c1930b1a287
2 0x8 16 AEF17F9D-D838-4FEF-B723-CA3658D03319

Tabela 2 – Informações sobre Offset e Length dos respectivos ValorGuid.

Agora chegou a tão esperada hora de suar o barraco (kkkk), não é bem assim, mas chegou o momento de reescrevermos a estrutura das páginas de dados: 256 e 258, através do comando DBCC WritePage declarado no Bloco de Código 7 apresentado na abaixo:

— Reescrevendo a página de dados 256 no OffSet 0x8 —
Dbcc WritePage (‘RestoreDatabasePage’, 1, 256, 8, 16, 0x00000000000000000000000000000001, 1)
Go

— Reescrevendo a página de dados 256 no OffSet 0x8 —
Dbcc WritePage (‘RestoreDatabasePage’, 1, 258, 8, 16, 0x00000000000000000000000000000001, 1)
Go

Se você conseguiu realizar o processamento destes dois comandos DBCC WritePage, isso significa que neste momento as páginas de dados 256 e 258 estão apresentando inconsistência em suas estruturas, algo que podemos comprovar através da execução do Bloco de Código 8, apresentado abaixo:

— Bloco de Código 8 – Verificando a Integridade da TabelaCorrompida —
— Alterando o acesso ao Banco de Dados para Multi_User —
Alter Database RestoreDatabasePage
Set Multi_User
Go

— Realizar testes de integridade consultando dados na TabelaCorrompida —
Use RestoreDatabasePage
Go

Select Count(Codigo) From TabelaCorrompida
Go

Ao realizarmos o comando Select Count() para tentarmos contar a quantidade de linhas de registros existentes na TabelaCorrompida, o Management Studio nos retorna a seguinte mensagem de erro:
Msg 824, Level 24, State 2, Line 162
SQL Server detected a logical consistency-based I/O error: incorrect checksum (expected: 0x4bd220eb; actual: 0xcb53a034). It occurred during a read of page (1:256) in database ID 11 at offset 0x00000000200000 in file ‘S:\MSSQL-2017\Data\RestoreDatabasePage.mdf’. Additional messages in the SQL Server error log or operating system error log may provide more detail. This is a severe error condition that threatens database integrity and must be corrected immediately. Complete a full database consistency check (DBCC CHECKDB). This error can be caused by many factors; for more information, see SQL Server Books Online.

Vamos avançar mais ainda, estamos nos aproximando do final deste post, agora que nosso ambiente esta danificado podemos fazer uso da opção Page existente no comando Restore Database que vai nos permitir restaurar a estrutura física e lógica da nossa tabela, sendo assim, vamos utilizar o Bloco de Código 9, apresentado abaixo:

— Bloco de Código 9 – Iniciando o processo de restauração e recuperação das páginas de dados —
— Realizando a Restauração das Páginas de Dados —
Use Master
Go

— Restore Database Page —
Restore Database RestoreDatabasePage
PAGE=’1:256, 1:258′ — Informando os números de páginas
From Disk = N’S:\MSSQL-2017\Backup\RestoreDatabasePage-Backup-Full.bak’
With File = 1, — Especificando o arquivo de dados
NoRecovery, — Não liberando o banco para acesso
Stats = 10
Go

 

Perfeito, realizamos o procedimento se restauração das páginas de dados 256 e 258 sem restaurar toda estrutura do nosso banco, agora podemos realizar um novo teste e verificar se a a estrutura da nossa TabelaCorrompida encontra-se funcional, conforme apresenta o Bloco de Código 10 a seguir:

— Bloco de Código 10 — Realizando um novo teste de integridade consultando dados na TabelaCorrompida —
Use RestoreDatabasePage
Go

Select Count(Codigo) From TabelaCorrompida
Where Codigo Not Between 20 And 120
Go

E para nossa surpresa o Management Studio retornou mais uma vez outra mensagem de erro:
Msg 829, Level 21, State 1, Line 186
Database ID 11, Page (1:256) is marked RestorePending, which may indicate disk corruption. To recover from this state, perform a restore.

Esta mensagem nos informa que não podemos realizar o acesso a TabelaCorrompida pois neste momento a página 256 esta marcado como pendente de restauração, este é um comportamento normal apresentado pelo SQL Server, pois o mesmo depende da realização de um backup de log e posteriormente da restauração (conhecido como Tail Log) para realizar a limpeza e desmarcar esta página de dados como pendente.

Para tal procedimento, utilizaremos o Bloco de Código 11, apresentado abaixo:

— Bloco de Código 11 — Realizando Backup Log e Restore Log (Tail Log) —
— Backupear o Log e Restaura para Liberar páginas marcadas como pendentes —
Use Master
Go

Backup Log RestoreDatabasePage
To Disk = ‘S:\MSSQL-2017\Backup\RestoreDatabasePage-Backup-Log.bak’
With NoFormat,
Init,
Name = N’RestoreDatabasePage-Backup-Log’,
Stats=10
Go

— Restaurar Log —
Restore Log RestoreDatabasePage
From Disk = ‘S:\MSSQL-2017\Backup\RestoreDatabasePage-Backup-Log.bak’
With Recovery,
Replace,
Stats = 10
Go

Acredito que o procedimento de Backup Log e Restore Log tenha ocorrido normalmente, basta agora realizar o último teste de acesso a TabelaCorrompida para poder consultar todos os dados armazenados na mesma, conforme apresenta o Bloco de Código 12:

— Bloco de Código 12 — Realizar último teste de integridade consultando dados na TabelaCorrompida —
Use RestoreDatabasePage
Go

A Figura 4 apresentada abaixo ilustra a massa de dados existente na TabelaCorrompida, após o procedimento de restauração e recuperação das páginas de dados: 256 e 258.
Figura 4 – Relação de dados existentes na TabelaCorrompida, recuperados após o procedimento de Restore Database Page.

— Obtendo a quantidade de registros armazenados na TabelaCorrompida —
Select Parcial=(Select Count(Codigo) From TabelaCorrompida Where Codigo Not In (20,120)),
Geral=(Select Count(Codigo) From TabelaCorrompida)
Go

Show de bola, muito bom, conseguimos, seguimos todos os passos desde a criação do nosso ambiente, inserção de dados, identificação das páginas e suas estrutura, reescrita na estrutura das páginas e o tão esperado procedimento de restauração.

Com isso chegamos ao final de mais um post da sessão Dica do Mês, antes de encerrarmos, gostaria de contar com a sua participação neste post, respondendo a enquete abaixo:


Referências

https://docs.microsoft.com/en-us/sql/relational-databases/backup-restore/restore-pages-sql-server?view=sql-server-2017

https://docs.microsoft.com/en-us/sql/t-sql/statements/restore-statements-transact-sql

https://docs.microsoft.com/en-us/sql/t-sql/statements/backup-transact-sql

https://www.mssqltips.com/sqlservertip/1925/how-to-use-the-sql-server-sysfnphyslocformatter-undocumented-function/

https://blogs.msdn.microsoft.com/fcatae/2016/04/12/dbcc-page/

https://docs.microsoft.com/pt-br/sql/t-sql/database-console-commands/dbcc-transact-sql

http://www.sqlskills.com/BLOGS/PAUL/post/SQL-Server-2008-New-%28undocumented%29-physical-row-locator-function.aspx

https://blogs.msdn.microsoft.com/sqlserverstorageengine/2006/12/13/more-undocumented-fun-dbcc-ind-dbcc-page-and-off-row-columns/

https://docs.microsoft.com/en-us/sql/t-sql/database-console-commands/dbcc-checkdb-transact-sql

Posts Anteriores

https://pedrogalvaojunior.wordpress.com/2018/07/26/dica-do-mes-ocultando-uma-instancia-em-execucao-do-microsoft-sql-server/

https://pedrogalvaojunior.wordpress.com/2018/04/25/dica-do-mes-sql-operations-studio-view-as-chart/

https://pedrogalvaojunior.wordpress.com/2018/03/14/dica-do-mes-microsoft-sql-server-2017-sql-graph-databases/

https://pedrogalvaojunior.wordpress.com/2018/01/24/dicadomes-sqlservertoolsuiteintroduction/

Conclusão

Como já destaquei em outros posts, a cada nova versão, atualização e correção a Microsoft transforma o SQL Server em um produto surpreende, ainda mais na sua capacidade e versatilidade de permitir aos profissionais de tecnologia, administradores de bancos de dados, programadores, entre outros, utilizar recursos nativo e também os não documentados oficialmente como um elemento capaz de se superar e sobreviver a  inúmeras falhas ou situações de perdas de dados.

No post de hoje, mais uma vez este foi constatado, a possibilidade através do comando DBCC Page de se obter informações sobre as páginas de dados, o comando DBCC WritePage (muito cuidado com ele) sensacional na sua funcionalidade em permitir uma reescrita de dados na estrutura das páginas que formam uma tabela, e principalmente a não documentada function sys.fn_physLocFormatter que de forma simples, fácil e confiável nos apresenta a distribuição de páginas de dados que compõem nossas tabelas em conjunto com os respectivos slots que armazenam nosso dados.

Acredito que você tenha conseguido entender e observar como consultamos a estrutura de páginas, a forma que alteramos seu conteúdo forçando uma reescrita de dados e depois como conseguimos através do comando Restore Database Page recuperar estas áreas.

Este é o fantástico Microsoft SQL Server, produto tão fascinante que a cada dia eu não consigo deixar de querer estudar e conhecer mais ainda.

Agradecimentos

Agradeço a você por sua atenção e visita ao meu blog. Fique a vontade para enviar suas críticas, sugestões, observações e comentários.

Nos encontramos no próximo post da sessão Dica do Mês a ser publicado no mês de dezembro.

Um forte abraço, sucesso, até mais…

Script Challenge – 13 – A resposta….


Salve pessoal, bom dia.

Tudo bem?  Seja mais uma vez muito bem vindo ao meu blog, mais especificamente ao post que apresenta a resposta para o Script Challenge, publicado em outubro de 2017 destacando o retorno da sessão Script Challenge (Script Desafiador ou Desafio do Script) como queiram traduzir.

Espero que você já tenha ouvido falar desta sessão ou acessado alguns dos posts publicados na mesma, caso ainda não tenha feito, fique tranquilo você vai encontrar no final deste post uma pequena relação contendo os últimos desafios lançados e seus respostas.

Vamos então falar um pouco mais sobre o último desafio, estou me referindo ao Script Challenge 13, sendo assim, seja bem vindo a mais um post da sessão Script Challenge.


Script Challenge 13

Falando do desafio de número 13, o mesmo foi publicado no mês de outubro de 2017, período de data que apresenta uma das comemorações mais importantes que ocorrem anualmente em quase todos os países do mundo, mas que especialmente no Estados Unidos da América.

E ai já matou a charada? Eu acredito que sim! Mas para te ajudar mais um pouco vou apresentar a Figura 1 que contem todo código Transact-SQL utilizado neste desafio, contendo trechos ou partes de código ocultas, procedimento que realizei no post que contempla o lançamento deste desafio como forma de aumentar o nível de dificuldade:

Figura 1 – Código Transact-SQL apresentado no Script Challenge 13.

Bom chegou a hora de revelar o que exatamente este pequeno bloco de código esta fazendo, chegou o momento de revelar e desvendar este desafio, a seguir apresento a resposta para o Script Challenge 13 e o trecho de código disponível para você utilizar em seus ambientes de trabalho ou estudos.

A resposta

Tanto no post de lançamento do desafio, bem como, neste post de apresenta a resposta para o mesmo, eu deixei algumas pequenas dicas para tentar ajudar a identificar a resposta, dentre as quais a relação do script com uma das datas comemorativas mais tradicionais dos Estados Unidos, neste caso o Halloween(conhecido tradicionalmente como dia das bruxas).

Mesmo assim você pode estar se perguntando, o que Script Challenge 13 tem haver com dia das bruxas, ué tudo haver, pois quando falamos de bruxas, temos também em mente a relação com magia, fantasias, medo, terror e propriamente a fantasmas, isso mesmos fantasmas, algo que também pode acontecer em nossas tabelas com o passar do tempo conforme vamos realizando as manipulações de dados, torna-se possível se deparar com a ocorrência de possíveis dados fantasmas.

Então a resposta para o Script Challenge 13 é justamente a possibilidade que o script apresenta em identificar uma possível ocorrência de dados fantasmas em nossas tabelas e bancos de dados.

Isso mesmo, esta é a resposta, e o script original que apresenta esta funcionalidade apresentado abaixo:

— Script Challenge 13 – A resposta – Identificando a ocorrência de dados fantasmas —

SELECT db_name(database_id),
                object_name(object_id),
                ghost_record_count,
                version_ghost_record_count
FROM sys.dm_db_index_physical_stats(DB_ID(N’GhostDB’),
                                                                            OBJECT_ID(N’GhostTable’),
                                                                            NULL,
                                                                            NULL ,
                                                                            ‘DETAILED’)
GO

Que coisa de louco isso Galvão! Sim realmente parece ser coisa de outro mundo, mas podem acontecer tranquilamente a qualquer momento, o complicado é imaginar, que nossos bancos de dados, podem ser vítimas deste tipo de situação.

Mas isso não é o fim do mundo, muito ao contrário, para este cenário temos uma grande vantagem. Você pode estar se perguntando qual, a resposta é simples, não precisamos chamar os Casas Fantasmas, nós mesmos podemos resolver facilmente isso. Foi pensando justamente nas possibilidades da ocorrência deste tipo de situação, que além da compartilhar a resposta para este desafio, vou deixar também um cenário de simulação de como é possível ocorrência a existência de dados fantasmas, como também a possibilidade de excluir estes “dados”, a seguir:

— Simulando a ocorrência de dados fantasmas —

— Criando o Banco de Dados – GhostDB —
Create Database GhostDB
Go

— Acessando o Banco de Dados —
Use GhostDB
Go

— Criando a Tabela GhostTable —
Create Table GhostTable
(GhostRecord Int)
Go

— Criando um índice clusterizado —
Create Clustered Index Ind_GhostTable_GhostRecord On GhostTable(GhostRecord)
Go

— Inserindo Dados na Tabela GhostTable —
Insert Into GhostTable
Select 100
Go

— Obtendo informações sobre as estatísticas de alocação de dados —
Select object_id,
index_id,
index_depth,
index_level
From sys.dm_db_index_physical_stats(db_id(),
object_id(‘GhostTable’),
object_id(‘Ind_GhostTable_GhostRecord’),
null,
null)
Go

— Obtendo informações sobre o Índice IND_GhostTable_GhostRecord —
Select id, name, root, first
from sys.sysindexes
where id=565577053 — Aqui você vai colocar o ID identificado do índice apresentado na sua máquina —
Go

— Identificando a página de dados que contem os dados inseridos na GhostTable —
SELECT first_page,
(convert(varchar(2), (convert(int, substring(first_page, 6, 1)) * power(2, 8)) +
(convert(int, substring(first_page, 5, 1)))) + ‘:’ + convert(varchar(11),
(convert(int, substring(first_page, 4, 1)) * power(2, 24)) +
(convert(int, substring(first_page, 3, 1)) * power(2, 16)) +
(convert(int, substring(first_page, 2, 1)) * power(2, 8)) +
(convert(int, substring(first_page, 1, 1))))) As Page
FROM SYS.SYSTEM_INTERNALS_ALLOCATION_UNITS
Where first_page = 0x180100000100 — Valor obtido no bloco de código anterior através da coluna root —
Go

— Habilitando a Trace Flag 3604 para apresentar informações sobre as páginas de dados —
DBCC TRACEON (3604)
GO

— Consultando informações sobre as páginas de dados relacionadas o índice Ind_GhostTable_GhostRecord —
DBCC PAGE(GhostDB,1,280,1)
Go

Após obter o resultado do DBCC Page procure pela coluna m_ghostRecCnt, neste momento ela deve esta apresentando o valor m_ghostRecCnt = 0.

— Excluíndo os registros em GhostTable —
Delete from GhostTable
Where GhostRecord=100
Go

— Consultando informações sobre as páginas de dados relacionadas o índice Ind_GhostTable_GhostRecord —
DBCC PAGE(GhostDB,1,280,3)
Go

Agora verifique novamente a coluna m_ghostRecCnt que neste momento deverá apresentar o valor igual á m_ghostRecCnt = 1, este é o indicador da ocorrência de um dado fantasma em nossa tabela.

— Confirmando a existência de um registro fantasmas —
SELECT db_name(database_id),
object_name(object_id),
ghost_record_count,
version_ghost_record_count
FROM sys.dm_db_index_physical_stats(DB_ID(N’GhostDB’), OBJECT_ID(N’GhostTable’), NULL, NULL , ‘DETAILED’)
GO

— Simulando a eliminação de dados fantasmas —
Alter Table GhostTable
Rebuild — Utilize este tipo de procedimento em uma tabela com poucos registros —
Go

— Confirmando a existência de um registros fantasmas —
SELECT db_name(database_id),
object_name(object_id),
ghost_record_count,
version_ghost_record_count
FROM sys.dm_db_index_physical_stats(DB_ID(N’GhostDB’),
OBJECT_ID(N’GhostTable’),
NULL,
NULL ,
‘DETAILED’)
GO

— Liberando espaço alocado anteriormente em disco pelos registros fantasmas —
Exec sp_clean_db_free_space @dbname=N’GhostDB’
Go

Meu deus, conseguimos, chegamos ao final, esta é a resposta para o Script Challenge 13, sinceramente falando achei que não iria conseguir compartilhar este conteúdo com vocês.

Espero que tenham gostado desta da volta desta sessão, como também, a nova maneira que pretendo apresentar os desafios e seus respostas.


Sua Participação

No post de lançamento deste desafio, contei com a participação através de uma enquete contendo algumas opções de respostas que poderiam estar relacionadas com o Script Challenge 13. A seguir apresento o resultado desta enquete:

A opção mais votada com 66,67% dos votos é justamente a resposta correta para este desafio, o qual retorna ao usuário informações relacionadas a identificação de páginas de dados com fragmentação.

Referências

Agradecimentos

Obrigado por sua visita, espero que o retorno desta sessão e o conteúdo aqui apresentado como um possível “desafio” possam ser úteis e ao mesmo tempo prover conhecimento, aprendizado ou mostrar recursos e problemas existentes no Microsoft SQL Server que as vezes parecem não ter uma resposta.

Um forte abraço nos encontramos em breve nas demais sessões e especialmente em junho de 2018 em mais um post da sessão Script Challenge.

Até a próxima…

Short Scripts – Março 2017


Hoje é sexta – feira, sexta – feira…

Salve, salve comunidade e amantes de bancos de dados e SQL Server, Tudo bem? Mais uma final de semana próximo após uma longa semana de muito trabalho, se eu for falar de muito trabalho, sinceramente  esta semana foi complicada, repleta de novidades e muita troca de conhecimento.

Conforme o prometido no final de 2016, estou retornando com o primeiro post da sessão Short Scripts, sessão criada a alguns anos no meu blog que lentamente esta conseguindo ajudar diversos profissionais da área de banco de dados na busca por exemplos de códigos que possam solucionar ou elucidar na resolução de um determinado problema.

O post de hoje

Como já destaquei acima, este é o primeiro post de 2017 dedicado exclusivamente a sessão Short Scripts, na relação de scritps selecionados para hoje, você vai poder encontrar códigos relacionados com os seguintes assuntos:

  • Auditoria,
  • Comando Intersect,
  • Comando OpenQuery,
  • Comando Order By,
  • Datatype Char,
  • Datatype Int,
  • DMF Sys.dm_exec_sessions,
  • DMV Sys.system_internals_partitions,
  • DMV Sys.system_internals_allocation_units,
  • Função Substring,
  • Índices,
  • Informações sobre conexão de usuário,
  • Páginas de Dados,
  • Trigger, e
  • Variáveis.

Então mãos no teclado, a seguir apresento os códigos e exemplos selecionados para o Short Script – Março 2017. Vale ressaltar que todos os scripts publicados nesta sessão são devidamente testados antes de serem publicados, mas isso não significa que você pode fazer uso dos mesmo em seu ambiente de produção, vale sim todo cuidado possível para evitar maiores problemas. Fique a vontade para compartilhar, comentar, melhorar cada um destes códigos.

Short Scripts

— Short Script 1 – Realizando Auditoria in Live —

SELECT [Spid] = session_Id
, ecid
, [Database] = DB_NAME(sp.dbid)
, [User] = nt_username
, [Status] = er.status
, [Wait] = wait_type
, [Individual Query] = SUBSTRING (qt.text,
er.statement_start_offset/2,
(CASE WHEN er.statement_end_offset = -1
THEN LEN(CONVERT(NVARCHAR(MAX), qt.text)) * 2
ELSE er.statement_end_offset END –
er.statement_start_offset)/2)
,[Parent Query] = qt.text
, Program = program_name
, Hostname
, nt_domain
, start_time
FROM sys.dm_exec_requests er
INNER JOIN sys.sysprocesses sp ON er.session_id = sp.spid
CROSS APPLY sys.dm_exec_sql_text(er.sql_handle)as qt
WHERE session_Id > 50              — Ignore system spids.
AND session_Id NOT IN (@@SPID)     — Ignore this current statement.
ORDER BY 1, 2
Go

— Short Script 2 – Utilizando comando Intersect com Datatypes Char e Int —

Create Table #A (x Char(2));
Go
Insert Into #A Values (‘1’);
Insert Into #A Values (‘6’);
Insert Into #A Values (‘2’);
Insert Into #A Values (‘3’);
Insert Into #A Values (‘5’);
Insert Into #A Values (‘5’);
Insert Into #A Values (‘6’);
Insert Into #A Values (‘9’);
Go
Create Table #B (M BigInt);
Go
Insert Into #B Values(5);
Insert Into #B Values(5);
Insert Into #B Values(6);
Insert Into #B Values(7);
Insert Into #B Values(7);
Go
— (Select #1)
SELECT x AS ‘Select #1’ FROM #A
INTERSECT SELECT M FROM #B
Go
— (Select #2)
SELECT DISTINCT(x) AS ‘Select #2’
FROM #A LEFT OUTER JOIN #B
ON #A.x = #B.M
Go
— (Select #3)
SELECT DISTINCT(x) AS ‘Select #3’
FROM #A LEFT OUTER JOIN #B
ON #A.x = #B.M
Go
— (Select #4)
SELECT DISTINCT(x) AS ‘Select #4’
FROM #A INNER JOIN #B
ON #A.x = #B.M
Go
— (Select #5)
SELECT x AS ‘Select #5’
FROM #A INNER JOIN #B
ON #A.x = #B.M
Go
— Short Script 3 – Utilizando comando OpenQuery com variáveis —
— Valores Básicos —
DECLARE @TSQL varchar(8000), @VAR char(2)
SELECT  @VAR = ‘teste’
SELECT  @TSQL = ‘SELECT * FROM OPENQUERY(MeuLinkedServer,”SELECT * FROM MinhaTabela WHERE User = ””’ + @VAR + ”””’)’
EXEC (@TSQL)
Go
— Query Complexa —
DECLARE @OPENQUERY nvarchar(4000), @TSQL nvarchar(4000), @LinkedServer nvarchar(4000)
SET @LinkedServer = ‘MyLinkedServer’
SET @OPENQUERY = ‘SELECT * FROM OPENQUERY(‘+ @LinkedServer + ‘,”’
SET @TSQL = ‘SELECT au_lname, au_id FROM pubs..authors”)’
EXEC (@OPENQUERY+@TSQL)
— Use o Sp_executesql procedimento armazenado —
DECLARE @VAR char(2)
SELECT  @VAR = ‘CA’
EXEC MyLinkedServer.master.dbo.sp_executesql
N’SELECT * FROM pubs.dbo.authors WHERE state = @state’,
N’@state char(2)’,
@VAR
Go
— Short Script 4 – Realizando order by com base na função SubString —
Declare @Tabela Table
(Codigo VarChar(15))
Insert Into @Tabela Values(‘191-XXX-003’)
Insert Into @Tabela Values(‘192-XXX-003’)
Insert Into @Tabela Values(‘193-XXX-003’)
Insert Into @Tabela Values(‘194-XXX-003’)
Insert Into @Tabela Values(‘195-XXX-003’)
Insert Into @Tabela Values(‘191-XXX-001’)
Insert Into @Tabela Values(‘192-XXX-001’)
Insert Into @Tabela Values(‘193-XXX-001’)
Insert Into @Tabela Values(‘194-XXX-001’)
Insert Into @Tabela Values(‘195-XXX-001’)
Insert Into @Tabela Values(‘191-XXX-002’)
Insert Into @Tabela Values(‘192-XXX-002’)
Insert Into @Tabela Values(‘193-XXX-002’)
Insert Into @Tabela Values(‘194-XXX-002’)
Insert Into @Tabela Values(‘195-XXX-002’)
Select * from @Tabela
Order By SubString(codigo,Len(Codigo)-2,3) Asc
Go
— Short Script 5 – Monitorando querys em execução —
SELECT
DES.SESSION_ID,
DES.CPU_TIME,
DES.READS,
DES.WRITES,
DES.LOGICAL_READS,
DES.ROW_COUNT,
DER.SESSION_ID,
DES.STATUS,
DES.HOST_NAME,
DES.PROGRAM_NAME,
DES.LOGIN_NAME,
DES.ORIGINAL_LOGIN_NAME,
DEC.CLIENT_NET_ADDRESS,
DEC.AUTH_SCHEME,
DEC.NET_TRANSPORT,
SUBSTRING(T.[TEXT], DER.[STATEMENT_START_OFFSET] / 2,
COALESCE(NULLIF(DER.[STATEMENT_END_OFFSET], – 1) / 2, 2147483647)) AS COMANDO
FROM
SYS.DM_EXEC_SESSIONS AS DES
INNER JOIN SYS.DM_EXEC_REQUESTS DER
ON DER.BLOCKING_SESSION_ID = DES.SESSION_ID
INNER JOIN SYS.DM_EXEC_CONNECTIONS DEC
ON DEC.SESSION_ID = DES.SESSION_ID
INNER JOIN SYS.DM_EXEC_REQUESTS DER2
ON DER2.SESSION_ID = DES.SESSION_ID
CROSS APPLY SYS.DM_EXEC_SQL_TEXT(DER.[SQL_HANDLE]) AS T
GO
— Short Script 6 – Identificando tabelas e suas respectivas páginas de dados —
— Exemplo 1: —
SELECT P.partition_id,
OBJECT_NAME(P.object_id) As ObjectName,
U.allocation_unit_id,
SU.First_Page,
SU.Root_Page,
SU.First_IAM_Page
From Sys.Partitions As P INNER JOIN Sys.Allocation_Units As U
ON P.hobt_id = U.container_id
Inner Join Sys.system_internals_allocation_units SU
On u.allocation_unit_id = su.allocation_unit_id
Go
— Exemplo 2: —
SELECT SIP.partition_id,
OBJECT_NAME(SIP.object_id) As ObjectName,
sip.rows,
SU.First_Page,
SU.Root_Page,
SU.First_IAM_Page
From Sys.system_internals_partitions As SIP Inner Join Sys.system_internals_allocation_units SU
On sip.partition_id = su.allocation_unit_id
Go
— Short Script 7 – Identificando índices com Escrita Excessiva —
— Quantidade de Índices com Escrita Excessiva em comparação a leitura —
SELECT  OBJECT_NAME(s.object_id),
i.name,
i.type_desc
FROM    sys.dm_db_index_usage_stats s WITH ( NOLOCK ) Inner JOIN sys.indexes i WITH (NOLOCK)
ON s.index_id = i.index_id
AND s.object_id = i.object_id
WHERE OBJECTPROPERTY(s.[object_id], ‘IsUserTable’) = 1
AND s.database_id = DB_ID()
AND s.user_updates > ( s.user_seeks + s.user_scans + s.user_lookups )
AND s.index_id > 1
Go
— Quantidade de Índices com Escrita Excessiva —
SELECT  COUNT(*)
FROM    sys.dm_db_index_usage_stats s WITH ( NOLOCK )
WHERE   OBJECTPROPERTY(s.[object_id], ‘IsUserTable’) = 1
AND s.database_id = DB_ID()
AND s.user_updates > ( s.user_seeks + s.user_scans + s.user_lookups )
AND s.index_id > 1
Go
— Short Script 8 – Identificando o espaço ocupado por conexões em uso —
SELECT A.session_id,
B.host_name, B.Login_Name ,
(user_objects_alloc_page_count + internal_objects_alloc_page_count)*1.0/128 as TotalalocadoMB,
D.Text
FROM sys.dm_db_session_space_usage A Inner JOIN sys.dm_exec_sessions B
ON A.session_id = B.session_id
Inner JOIN sys.dm_exec_connections C
ON C.session_id = B.session_id
CROSS APPLY sys.dm_exec_sql_text(C.most_recent_sql_handle) As D
WHERE A.session_id > 50
and (user_objects_alloc_page_count + internal_objects_alloc_page_count)*1.0/128 > 100 — Ocupam mais de 100 MB
ORDER BY totalalocadoMB desc
COMPUTE sum((user_objects_alloc_page_count + internal_objects_alloc_page_count)*1.0/128)
Go
— Short Script 9 – Obtendo a diferença de datas entre registro anterior e o próximo registro —
Create Table Datas
(ID Int Identity(1,1),
DataInicio Date,
DataFinal Date)
Go
Insert Into Datas Values (GETDATE(), GETDATE()+30)
Insert Into Datas Values (GETDATE()+1, GETDATE()+20)
Insert Into Datas Values (GETDATE()+2, GETDATE()+10)
Insert Into Datas Values (GETDATE(), GETDATE()+5)
Go
— Exemplo 1 —
Select I.ID, I.DataInicio, F.DataFinal,
DateDiff(D, I.DataInicio, F.DataFinal) As Intervalo
From Datas I Left Join Datas F
On I.ID = F.ID + 1

Go

— Exemplo 2 —
SELECT
[current].Id,
[current].Time CurrentValue,
[next].Time          NextValue
FROM #temp AS [current] LEFT JOIN #temp AS [next]
ON [next].Id = (SELECT MIN(Id) FROM #temp

                                 WHERE Id > [current].Id)
Go
— Short Script 10 – Criando um trigger condicional —
–Criando a Table de Novos Produtos–
Create Table NovosProdutos
(Codigo Int Identity(1,1),
Descricao VarChar(10))
–Criando a Table de Histórico Novos Produtos–
Create Table HistoricoNovosProdutos
(Codigo Int,
Descricao VarChar(10))
Go
–Inserindo valores —
Insert Into Novosprodutos Values(‘Arroz’)
Insert Into Novosprodutos Values(‘Arroz1’)
Insert Into Novosprodutos Values(‘Arroz2’)
Insert Into Novosprodutos Values(‘Arroz3’)
Go
–Criando a Trigger para controle de histórico–
Create TRIGGER T_Historico
ON NovosProdutos
for update
AS
IF (Select Descricao from Inserted) <> (Select Descricao from Deleted)
BEGIN
INSERT Into HistoricoNovosProdutos (Codigo, Descricao)
SELECT Codigo, Descricao FROM INSERTED
END
Go
–Fazendo os teste —
Update NovosProdutos
Set Descricao=’Arroz 4′
Where Codigo = 1
Go
Update NovosProdutos
Set Descricao=’Arroz1′
Where Codigo = 2
Go
Select * from NovosProdutos
Go

Muito bem, mais uma relação de short scripts acaba de ser compartilhada, mesmo sendo denominados short entre aspas “pequenos”, posso garantir que todos estes exemplos são de grande importância e apresentam um valor e conhecimento do mais alto nível.


Chegamos ao final de mais um Short Scripts, espero que este material possa lhe ajudar, ilustrando o uso de alguns recursos e funcionalidades do Microsoft SQL Server.

Acredito que você tenha observado que estes códigos são bastante conhecidos em meu blog, todos estão relacionados aos posts dedicados ao Microsoft SQL Server publicados no decorrer dos últimos anos.

Boa parte deste material é fruto de um trabalho dedicado exclusivamente a colaboração com a comunidade, visando sempre encontrar algo que possa ser a solução de um determinado problema, bem como, a demonstração de como se pode fazer uso de um determinado recurso.

Links

Caso você queira acessar os últimos posts desta sessão, não perca tempo acesse os links listados abaixo:

Agradecimento

Mais uma vez obrigado por sua visita, um forte abraço…

Nos encontramos em breve nos próximos posts desta e outras sessões do meu blog, valeu.

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