Profissionais com habilidades em Python, Java, Linux e SQL entram na mira das empresas

Linguagens de programação dominam as especificações de empregos.


De acordo com o último Tech Jobs Report, da agência de recrutamento Dice, essa demanda se concentra, principalmente, em profissionais com conhecimento técnico em Linux, SQL, Java Python.

As linguagens de programação continuam a guiar as contratações de empregos na área. Segundo o último relatório da Tech Jobs Report, no terceiro trimestre, as listas de empregos na indústria de tecnologia sugerem que as organizações estão em busca de profissionais de tecnologia “que entendam os conceitos básicos de desenvolvimento de software e gestão de projetos” e possuam conhecimentos técnicos em Linux, Java, Python e SQL.

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Como podemos aprender com os dados sobre tendências do futuro

Segundo Oscar Pettezzoni é diretor da Visa Consulting & Analytics – Atualmente, temos à disposição uma infinidade de informações.


Imagine que você esteja planejando uma viagem para a praia com a sua família no fim de semana. É bem possível que sua primeira providência seja entrar em um site especializado na previsão do tempo para ver se há chances de chover ou de o tempo estar nublado.

Depois, consultar um app para saber se o trânsito está bom no dia da viagem. Não há dúvidas de que tudo isso influenciará a sua decisão de pegar ou não a estrada.

Hoje em dia, temos à disposição uma infinidade de informações que nos ajudam a decifrar cenários e dar mais clareza sobre o que pode vir adiante. Claro que não temos, com isso, o dom de prever o futuro, mas os dados misturados à capacidade humana de interpretá-los compõem um bem valioso na hora de entender mudanças de comportamento, avaliar riscos e visualizar tendências.

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Devs precisam conhecer sobre diversas linguagens de programação

Sergio Gama, senior developer advocate leader for Latin America da IBM, falou para o portal IT Mídia sobre que os principais perfis de devs e quais competências são necessárias para se destacar no mercado.


Mercado exige profissionais curiosos e abertos ao novo

Com o avanço das startups e a necessidade de grandes empresas acelerarem a transformação digital dos negócios, os desenvolvedores (devs) passaram a ser procurados por diversas companhias. O mercado está aquecido, mas encontrar pessoas qualificadas tem sido um desafio e tanto para os empregadores.

Na entrevista a realizada para o portal IT Mídia, Sergio Gama, senior developer advocate leader for Latin America da IBM, fala sobre os principais perfis de devs e quais competências são necessárias para se destacar no mercado.

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Empresas e Startups de tecnologia estão com mais de 190 vagas de emprego abertas

Diversas empresas, startups e multinacionais com foco em tecnologia, contam com posições abertas em diferentes áreas.


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A disputa por talentos no setor de tecnologia não dá sinais de desacelerar. Conforme 2020 aproxima, muitas empresas correm com as contratações em dezembro para iniciar o ano com quadros completos. O setor de tecnologia emprega cerca de 681 mil pessoas no País, segundo o Tech Report 2019, da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE).

Mesmo assim, está longe de estar saturado: 420 mil novas vagas devem ser abertas até 2024, conforme a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom). “Como o setor inteiro espera que o próximo ano seja mais aquecido do que o atual, a disputa por talentos deve se acirrar.

Abaixo, confira as oportunidades.

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Programa Microsoft para Startups


A Microsoft realizou ontem dia 14/02 o anúncio do programa Microsoft para Startups, que oferece acesso a negócios, tecnologia e benefícios da comunidade e que ajuda as empresas iniciantes a expandir sua base de clientes e a receita, construir uma plataforma confiável que cresça com elas e conectar-se à sua comunidade e clientes.

A empresa alocará US$ 500 milhões nos próximos dois anos para oferecer opções de covenda para startups, além do acesso à tecnologia da Microsoft e novos espaços comunitários que promovam a colaboração dentro dos ecossistemas locais. Startups são um motor de inovação indiscutível, e a Microsoft está em parceria com fundadores e investidores para ajudar a acelerar seu crescimento. Este novo programa foi projetado para ajudar as startups em ações relacionadas á:

Vender para novos clientes, setores e mercados
O programa Microsoft para Startups possui uma abordagem única que liga startups a clientes. A Microsoft possui mais de 30.000 representantes de vendas e 800.000 parceiros cujo objetivo é impulsionar a adoção de soluções de nuvem da Microsoft em empresas de todos os tamanhos e setores em todo o mundo. O programa fornece recursos que preparam suas equipes de marketing e vendas para atender aos padrões dos clientes corporativos e, em seguida, permitir que eles vendam para essas organizações em parceria com a vasta organização de vendas da Microsoft e o ecossistema parceiro.

 

Microsoft anuncia o programa Microsoft para Startups

Inovar rapidamente com o acesso a ferramentas confiáveis ​​de tecnologia, suporte e desenvolvimento
O programa oferece às startups até US$ 120 mil em créditos gratuitos de Azure, suporte técnico de nível empresarial e ferramentas de desenvolvimento para ajudá-los a criar soluções inovadoras na nuvem utilizada ​​por 90% das empresas do ranking Fortune 500.

Acessar os recursos certos no momento certo
O Microsoft para Startups ajuda empresas iniciantes em todas as etapas em ecossistemas de todo o mundo:

Microsoft Reactors são espaços físicos onde empresários, desenvolvedores, investidores e a comunidade empresarial podem se unir para interagir, aprender e compartilhar. Durante o próximo mês, abriremos as portas nos novos espaços Microsoft Reactor em Londres, Sydney, Tel Aviv, Berlim, Xangai e Pequim. Esses espaços somam-se a nossos locais existentes em Redmond, Seattle, San Francisco e Nova York.

– Acesso ao Microsoft ScaleUp (antigo Microsoft Accelerators), ajudando as startups de série A e posterior a se ajustar ao mercado de produtos, aprimorar suas infraestruturas e construir seus negócios usando os serviços Azure e Microsoft Dynamics.

– Conexões com a Microsoft Ventures, equipe estratégica de investimento em capital de risco da Microsoft, cuja missão é ser um parceiro ativo em estágios-chave do crescimento de uma empresa, normalmente investindo entre as séries A e D.

As startups nos inspiram a ir além do possível e construir produtos que melhoram nossas vidas pessoais e profissionais. A Microsoft está animada para se associar a startups para capacitar cada pessoa e organização no planeta.

Para maiores informações acesse: startups.microsoft.com.

Fontes e Direitos Autorais: https://startups.microsoft.com/en-us/ – 14/02/2018.

Microsoft compra divisão de celulares da Nokia por US$7,2 bi


microsoft

São Paulo – A Nokia vendeu sua divisão de celulares para a Microsoft por 7,2 bilhões de dólares. O anúncio foi feito dois anos e meio após a fabricante finlandesa atrelar seu futuro ao sistema operacional Windows Phone.

A Nokia continuará como fabricante de equipamentos para telecomunicações e detentora de patentes. O presidente da empresa, Stephen Elop, vai retornar à Microsoft como presidente de operações para dispositivos móveis. Especula-se também que ele possa substituir o atual presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, que vai se aposentar.

Antes considerada a maior empresa de celulares do mundo, a Nokia foi superada pela Apple e pela Samsung no segmento de smartphones. Em 2011, Elop admitiu que a fabricante estava ficando para trás e não tinha tecnologia para acompanhar o mercado. Nessa época, tomou a decisão de adotar o Windows Phone, no lugar de sua própria plataforma ou do Android, sistema do Google que lidera o mercado.

A fabricante finlandesa chegou a ter uma participação de 40% do mercado de celulares. Atualmente, a empresa tem apenas 15%, com uma presença ainda menor em smartphones, de 3%. O negócio com a Microsoft fez as ações dispararem mais de 40% nesta terça-feira (3), com investidores, antes desanimados, voltando a comprar papéis para limitar perdas.

Apesar da alta, o valor da ação, de 4,18 euros, é apenas uma fração do pico atingido em 2000, de 65 euros. As mudanças na Nokia fizeram a empresa ser avaliada agora a cerca de 15 bilhões de euros. Mas esta também é apenas uma fração em relação ao auge da companhia, que já chegou a ter valor de mercado de 200 bilhões de euros.

Momento decisivo – O negócio marca um momento crucial para a Microsoft, que ainda gera grandes receitas a partir do sistema operacional Windows, do pacote Office e do console Xbox. Porém, nunca conseguiu montar um negócio rentável em dispositivos móveis. O tablet Surface, por exemplo, tem registrado vendas fracas desde que foi lançado, no ano passado.

“É um passo ousado em direção ao futuro – uma vitória para os funcionários, acionistas e consumidores de ambas as empresas. Unir esses grandes times vai acelerar as ações e os lucros da Microsoft em celulares, e fortalecer as oportunidades globais para a Microsoft e nossos parceiros em toda a nossa família de dispositivos e serviços”, disse Ballmer em comunicado.

O negócio com a Nokia empurra a Microsoft adiante no disputado mercado de celulares. Com a Nokia, a Microsoft pretende alcançar uma fatia de até 15% do mercado global de smartphones em 2018. Se esse percentual for alcançado, a Microsoft estima que poderá gerar uma receita anual de 45 bilhões de dólares com smartphones.

A empresa finlandesa permanece dona da Nokia Solutions and Networks, que compete com empresas como Ericsson e Huawei em equipamentos para redes de telecomunicações. A Nokia também permanece com negócios em mapas e navegação por satélite e um amplo portfólio de patentes, que serão licenciadas para a Microsoft.

Golpe nos finlandeses – O anúncio da venda foi um duro golpe para o país natal da Nokia, a Finlândia. A Nokia espera que 32 mil funcionários, do total de 90 mil trabalhadores da empresa no mundo, sejam transferidos para a Microsoft, incluindo cerca de 4.700 na Finlândia. Além disso, o fato de um ex-executivo da Microsoft ter assumido o comando da Nokia e apostado o futuro da empresa nessa aliança foi um tapa ao orgulho nacional para muitos finlandeses.

“Como finlandês, não posso gostar deste negócio. Ele encerra um capítulo da história da Nokia”, disse Juha Varis, gerente de portfólio da Danske Capital. Varis foi um dos muitos investidores que criticaram a decisão de Elop de apostar o futuro da Nokia em smartphones baseados no sistema operacional da Microsoft, que nunca deslanchou entre os consumidores.

Outros finlandeses lamentaram o declínio da Nokia. Alexander Stubb, ministro do Comércio Exterior e para Assuntos Europeus, disse em sua conta no Twitter: “Para muitos de nós, finlandeses, inclusive eu, os telefones da Nokia são parte de um ambiente no qual crescemos. Muitas primeiras reações ao negócio serão emocionais”.

Venda urgente – Para o analista Tero Kuittinen, da consultoria Alekstra, o preço do negócio foi fechado a cerca de um quarto das vendas da empresa no ano passado. Isso representa um “nível de venda urgente”. Já Hannu Rauhala, analista do Pohjola Bank, afirma ser difícil dizer se é barato ou caro. “O que deve ser pago por um negócio em declínio, no qual a fatia de mercado tem sido constantemente perdida e a rentabilidade tem sido fraca?”

A Nokia ainda é a segunda maior fabricante de celulares do mundo, atrás da Samsung. Mas não está entre as cinco primeiras no mercado de smartphones, um nicho mais lucrativo e de crescimento mais rápido. As vendas da linha Lumia têm ajudado o Windows Phone a ganhar participação no mercado, alcançando uma fatia de 3,3 por cento, de acordo com a consultoria Gartner. Ainda assim, o Android, do Google, e o sistema iOS, da Apple, respondem por 90 por cento do mercado.

Executivos – A Nokia disse em um comunicado que, além de Elop, espera que executivos do alto escalão como Jo Harlow, Juha Putkiranta, Timo Toikkanen e Chris Weber sejam transferidos para a Microsoft após o negócio ser concluído. Mas não especificou quais papéis teriam na empresa. O presidente do conselho da Nokia, Risto Siilasmaa, assumirá o cargo de presidente-executivo enquanto a companhia procura uma pessoa para o cargo, acrescentou o comunicado.

“Nokia e Microsoft estão comprometidas com o próximo capítulo. Juntos, vamos redefinir os limites da mobilidade”, disseram Elop e Ballmer em carta aberta. A venda deve ser concluída no primeiro trimestre de 2014 e está sujeita à aprovação por acionistas da Nokia e autoridades, entre outras condições de fechamento.

*Com informações da agência de notícias Reuters

Fontes e Direitos Autorais: , de INFO Online • terça, 03 de setembro de 2013 – 09h13.

As 10 carreiras que trazem mais felicidade profissional


As carreiras que abrigam os profissionais mais felizes não oferecem salários milionários

São Paulo – Ajudar os outros e destinar as horas de trabalho para algo que realmente é coerente com suas paixões e interesses pessoais parece ser a principal fórmula para satisfação no trabalho.

Pelo menos é o que indica levantamento feito pela Universidade de Chicago com mais de 27 mil americanos de todos os setores.

As carreiras que abrigam os profissionais mais felizes não oferecem salários milionários ou passaporte garantido para as camadas mais altas da sociedade. Mas elas oferecem algo que dinheiro nenhum compra: orgulho e coerência no que se faz.

No topo da lista estão as pessoas que dedicam suas vidas profissionais para o serviço religioso, independente da religião. Seguidas por bombeiros e fisioterapeutas.

Confira quais são as carreiras que trazem mais satisfação, segundo o estudo. Para quem odeia o próprio trabalho, inspire-se para revitalizar sua carreira.

1. Líderes religiosos

Independente da religião, as pessoas que dedicam suas vidas para o serviço religioso se mostraram as mais completas com suas carreiras. Segundo o estudo, 87% dos entrevistados admitiram estar muito satisfeitos com a profissão que escolheram.

As razões para isso variam de acordo com as circunstâncias. Mas a explicação mais coerente pode estar relacionada ao fato de que, geralmente, essas pessoas atuam em coerência com os próprios valores.

2. Bombeiros

As longas jornadas de trabalho aliadas ao risco sempre iminente não são suficientes para diminuir a satisfação de um bombeiro quando consegue resgatar alguém com vida.

Segundo o estudo, 80% dos bombeiros americanos estão satisfeitos com suas carreiras.

3. Fisioterapeuta

Outra fórmula para ter felicidade no trabalho parece ser cuidar da saúde de outras pessoas. Nesse grupo, os fisioterapeutas são líderes.

Ajudar na reabilitação de pacientes com doenças severas fez com que 78% dos fisioterapeutas demonstrassem real satisfação com suas rotinas de trabalho.

4. Escritores

Fora os grandes nomes da literatura mundial (e isso inclui os best-sellers de qualidade duvidosa), quem segue a carreira de escritor raramente espera um horizonte profissional rentável.

Mesmo assim, 74.2% dos escritores entrevistados assumiram ter uma extrema satisfação com o que fazem.

5. Professores de educação especial

Elaborar projetos de apoio à inclusão de pessoas com necessidades especiais nas escolas e trabalhar diretamente com esses projetos são parte das tarefas dos educadores especializados em educação especial.

A satisfação de ver crianças, que antes era excluídas das instituições de ensino, aprendendo determinou que 70,1% dos profissionais da categoria admitissem que estão felizes com a carreira que escolheram.

6. Professores

A área de educação é figura presente nos rankings americanos de satisfação no trabalho. No início do ano, a carreira alcançou a terceira posição em lista elaborada pelo site Career Bliss das profissões que fazem com que as pessoas sejam mais felizes.

De acordo com o estudo, os profissionais do setor são os que mais valorizam suas tarefas diárias, como trabalhar com crianças. No ranking da Universidade de Chicago, 69,2% deles admitiu muita satisfação.

7. Psicólogos

Entender os outros e procurar ajudar pessoas a superar problemas de ordem emocional parece ser outra fórmula para felicidade na carreira.

Por conta disso, os psicólogos são outros profissionais da área de saúde que estão bem felizes, obrigado, com suas carreiras. Segundo o levantamento, 66.9% dos entrevistados admitem satisfação plena com o que fazem.

8. Gestores de educação

A terceira profissão ligada à área de educação que mais traz felicidade para quem decide segui-la é a dos gestores.

Segundo o estudo, 68.4% dos reitores, diretores e coordenadores dos Estados Unidos estão realmente satisfeitos com o que fazem.

9. Pintores e escultores

Como no caso dos escritores, as pessoas que fazem da expressão artística uma carreira não esperam robustos retornos financeiros.

Mesmo assim, do total de pessoas participantes da pesquisa, 67,3% estão muito satisfeitas com essa opção de carreira.

10.Engenheiros de operação

Uma das profissões em alta no Brasil, os engenheiros de operação são os responsáveis por cada detalhe da operação nas unidades de cada empresa.

Essa autonomia e responsabilidade garante que 64,1% dos engenheiros de operação dos Estados Unidos estejam muito satisfeitos com o trabalho. Estima-se que é possível estrear no setor com um salário de 9 mil reais. Para os gerentes de operações, a remuneração sobe para cerca de 16,5 mil reais.

Fontes e Direitos Autorais: Por Talita Abrantes, de EXAME.com • Quinta-feira, 08 de dezembro de 2011 – 08h58.

Vagas de emprego em TI encalham. Saiba por que

Está sobrando vaga de emprego em TI. As próprias empresas confirmam a fartura de posições no setor e reclamam por não achar quem as preencha. Alegam falta de qualificação, mas há outras razões.

Profissionais da área questionam os salários oferecidos pelas companhias. Consideram os valores muito baixos e incompatíveis com as muitas exigências feitas pelas companhias em termos de qualificação.

Essa falta de acordo sobre salário entre empregadores e candidatos é o grande conflito vivido atualmente pelo setor.


Vagas de emprego em TI encalham. Saiba por que
Vagas encalhadas em TI: profissionais reclamam dos baixos salários. Empresas dizem que carreira está supervalorizada

Está sobrando vaga de emprego em TI. As próprias empresas confirmam a fartura de posições no setor e reclamam por não achar quem as preencha. Alegam falta de qualificação, mas há outras razões.

 

Profissionais da área questionam os salários oferecidos pelas companhias. Consideram os valores muito baixos e incompatíveis com as muitas exigências feitas pelas companhias em termos de qualificação.

 

Essa falta de acordo sobre salário entre empregadores e candidatos é o grande conflito vivido atualmente pelo setor.

 

Há relatos de propostas de trabalho cujas remunerações sequer chegam a R$ 2 mil, valor baixíssimo para um segmento conhecido por pagar melhores salários do que ocorre em outras carreiras. O resultado é que muitos preferem realizar trabalhos como freelance à espera de melhores propostas de trabalho com registro em carteira (CLT).

 

No entanto, as grandes empresas de tecnologia do país negam que remunerem mal seus colaboradores de TI. Alegam oferecer valores compatíveis com o mercado.

 

Concurso do MP-SP paga até R$ 5,8 mil em TI

 

Rodolfo Eschenbach, líder da área de gestão de talentos da Accenture, considera exagerados os salários pedidos e questiona a mentalidade dos profissionais de TI, segundo ele muito imediatista. “Está acontecendo uma inflação de salários, com o pessoal pedindo [valores] 20% acima da média. Pensam no curto prazo. Querem ganhar dinheiro e não pensam em construir algo no futuro. A Accenture procura pessoas com potencial e que queiram desenvolver as suas carreiras na empresa”.

 

Eschenbach diz que a companhia possui diversas vagas em aberto, mas enfrenta dificuldade para contratar no modelo tradicional, razão pela qual tem investido em algumas iniciativas, como o programa “Traga seus Amigos”. Por meio dele, os próprios funcionários da Accenture fazem indicações de profissionais em troca de um bônus (cujo porcentual não é revelado) em seus vencimentos. Segundo a empresa, dependendo da área, uma indicação bem sucedida pode rende até um salário adicional.

 

De acordo com o responsável pela área de gestão da empresa, o prêmio é pago quando o indicado completa três meses na companhia.

“O programa já existia, mas recentemente nós o revitalizamos com um aumento na bonificação. Tem sido grande fonte de recrutamento. É ótimo porque um funcionário nosso sabe exatamente como funciona o dia-a-dia da empresa, portanto tem facilidade para encontrar gente que se enquadre à cultura e aos valores da companhia. Acaba trazendo gente competente”, explica.

 

Marco Stefanini, fundador e presidente da Stefanini It Solutions, outro a confirmar a dificuldade do setor para preencher postos na área de tecnologia, chama atenção para outro aspecto, além da divergência salarial, que é o menor interesse dos estudantes pela carreira na área de Exatas. “Notamos que os estudantes têm preferido a área de Humanas às Ciências Exatas. Com isso, a oferta de profissionais é menor e dá mais trabalho para contratar. Muitas vezes, a empresa não consegue pagar salários altos, mas essa é uma dificuldade do setor, então o mercado acaba se auto-regulando”, afirma.

 

Veronika Falconer, diretora de RH da CPM Braxis Capgeminiz, aponta a escassez de profissionais qualificados e a grande concorrência pelos melhores talentos como os principais entraves na hora de contratar. “Atualmente, o mercado de TI vem crescendo de maneira impressionante. Por consequência, surgem várias oportunidades de trabalho para os profissionais. A concorrência pela busca dos melhores talentos é grande, o que dificulta o preenchimento das vagas”.

 

Veronika também chama atenção para a fuga de profissionais do modelo tradicional com carteira assinada. “Há gente na área que prefere trabalhar pelo modelo de subcontratação. Como a CPM Braxis Capgemini trabalha somente no modelo de CLT, em alguns casos temos dificuldades para trazer esses profissionais”, conta.

 

Carreira supervalorizada

 

Veronika discorda que as exigências em termos de qualificação por parte das empresas sejam altas para os salários que elas oferecem. “Tenho observado um movimento inverso. Os profissionais é que estão exigindo remunerações cada vez maiores, mesmo com pouco tempo de experiência. Isso acontece devido ao aumento crescente das oportunidades e os profissionais têm se valorizado cada vez mais”, diz ela.

“Muitos são beneficiados com a supervalorização de seus passes. Mas não podemos alimentar essa supervalorização sem saber do que eles são capazes”, concorda Michael Wimert, presidente da Elucid, empresa da área de tecnologia focada no setor elétrico, que também reclama do nível dos candidatos. “A falta de profissionais qualificados no mercado gera uma verdadeira guerra entre as empresas para conseguir contratar os melhores, que são aqueles que poderão lidar com os grandes projetos de TI. Consultores funcionais de ERP, por exemplo, costumam ter propostas de salário bem altas”.

 

Maria de Fátima Albuquerque, diretora de Recursos Humanos da Totvs, reclama da formação do profissional de TI nas universidades. “Nesse setor, acredito que as escolas estão formando gente cada vez menos especialista. As empresas precisam da educação formal mais sólida e minimamente especializada no que tange a linguagens e conceitos de programação e regras de negócios, por exemplo. O foco nos custos de pessoal é fator crítico do sucesso de empresas. Temos procurado contornar o conflito entre exigências e salários com investimentos em processos melhores de formação interna”, revela.

 

A diretora de RH da Totvs considera um erro estratégico do profissional com a própria carreira ao exigir uma remuneração fora da realidade do mercado. “Pedir salários mais altos do que os praticados pelas empresas do setor deixa o candidato fora de qualquer processo”, enfatiza Maria de Fátima.

 

“Os profissionais deveriam pensar de modo estratégico em sua carreira, evitando pular de emprego em emprego por pequenas diferenças salariais. Compatibilizar aprendizado, experiência em projetos e problemas complexos é mais importante do que remuneração. É através da sólida construção de competências e da especialização que o profissional se torna mais atrativo para as empresas e, naturalmente, seu talento é reconhecido e sua remuneração aumenta”, pondera Rafael Sampaio, CEO da empresa de Segurança da Informação, Future Security.

De forma a minimizar o problema da dificuldade em conseguir pessoal de TI, Veronika explica que a CPM Braxis procura investir na contratação e formação de jovens estagiários. “A empresa tem uma estratégia de formação de profissionais na base da pirâmide. Por meio de um forte programa de estágio, buscamos os melhores estudantes nas faculdades e os capacitamos com treinamentos técnicos e comportamentais. Nós os formamos ‘dentro de casa’, com a cultura e valores da empresa e com uma visibilidade de carreira na própria companhia”, esclarece.

 

Para os profissionais conseguirem se recolocar rapidamente, Veronika sugere que se mantenham constantemente atualizados, participem de congressos, palestras para troca de informações e networking, além de buscar o aperfeiçoamento em idiomas, principalmente o inglês. “Também devem manter os seus currículos atualizados em sites de TI e em redes sociais, como o LinkedIn, que são ferramentas bastante utilizadas pelos profissionais de recrutamento de empresas de TI”, recomenda.

 

“Estar bem atualizado e ter uma especialização podem fazer a diferença, mas também é preciso ter uma visão de longo prazo na relação com a empresa. Um currículo que espelhe uma constante troca de empregos demonstra pouca maturidade”, acrescenta a diretora de RH da Totvs.

 

GVT investe em plano de carreira

 

Para a GVT, operadora de banda larga que mais cresceu no país em 2010 e segunda que mais avançou em telefonia fixa, segundo dados da consultoria Teleco, a dificuldade de contratar profissionais de TI no Brasil pode ser minimizada não só com a oferta de melhores salários, mas também com outros atrativos para o crescimento do profissional.

 

“Oferecemos a nossos colaboradores um plano de carreira sólido por meio de permanente treinamento no país, a possibilidade de vivenciar experiências internacionais via cursos e projetos cooperados, participação em projetos inovadores, ambiente de trabalho agradável e uma maior proximidade com os seus gestores. Com isso, além de conseguirmos manter o nosso quadro por muito mais tempo, atraímos novos talentos”, explica George Bettini, gerente de Recursos Humanos da empresa.

“Uma das áreas onde encontramos mais dificuldade é a de administrador de Banco de Dados (DBA). Tudo é uma questão de custo x benefício. Em vagas de gestão, por exemplo, encontramos pessoas com liderança técnica bem desenvolvida, porém com perfil comportamental de gestão em desenvolvimento. Em casos assim, temos que decidir entre contratar e treiná-los em gestão ou continuar as buscas”, conta.

 

Sobre os motivos que levam os profissionais a pleitearem salários mais altos, Bettini concorda com a diretora de RH da CPM Braxis. “É uma realidade da área. O mercado está disputando muito os profissionais de TI e, sendo a procura maior que a oferta, os preços sobem. Existe opção de escolha para o candidato, algo que em tempos anteriores não acontecia com freqüência”, avalia o gerente de Recursos Humanos da operadora.

 

Para ele, sempre haverá uma discordância entre as partes quando o assunto é remuneração e a maneira como lidar com a situação dependerá da necessidade de cada empresa. “Uma mesma posição pode ser estratégica para uma companhia, mas nem tanto para outra. O nível de exigência x expectativa salarial será guiado conforme o nível de criticidade da posição para o negócio da companhia e qual o retorno esperado para essa posição. Na GVT, antes de qualquer contratação, analisamos detalhadamente o nosso quadro salarial para que seja mantido o equilíbrio dos entrantes em relação aos colaboradores existentes”, diz.

 

Discussões salariais à parte, Bettini acredita não haver qualquer dificuldade para que os bons profissionais de TI consigam boas oportunidades de emprego. Segundo ele, sempre haverá espaço para gente qualificada, mas faz um alerta: “é fundamental estar aberto à mobilidade do setor. Além disso, para crescer em uma empresa é preciso realmente aumentar o conhecimento. As boas empresas reconhecem os bons profissionais”, finaliza.

Fonte e Direitos Autorais: Rogerio Jovaneli, de INFO OnlineSegunda-feira, 04 de abril de 2011 – 06h27.

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