Arquivo da tag: Startups

Programa Microsoft para Startups


A Microsoft realizou ontem dia 14/02 o anúncio do programa Microsoft para Startups, que oferece acesso a negócios, tecnologia e benefícios da comunidade e que ajuda as empresas iniciantes a expandir sua base de clientes e a receita, construir uma plataforma confiável que cresça com elas e conectar-se à sua comunidade e clientes.

A empresa alocará US$ 500 milhões nos próximos dois anos para oferecer opções de covenda para startups, além do acesso à tecnologia da Microsoft e novos espaços comunitários que promovam a colaboração dentro dos ecossistemas locais. Startups são um motor de inovação indiscutível, e a Microsoft está em parceria com fundadores e investidores para ajudar a acelerar seu crescimento. Este novo programa foi projetado para ajudar as startups em ações relacionadas á:

Vender para novos clientes, setores e mercados
O programa Microsoft para Startups possui uma abordagem única que liga startups a clientes. A Microsoft possui mais de 30.000 representantes de vendas e 800.000 parceiros cujo objetivo é impulsionar a adoção de soluções de nuvem da Microsoft em empresas de todos os tamanhos e setores em todo o mundo. O programa fornece recursos que preparam suas equipes de marketing e vendas para atender aos padrões dos clientes corporativos e, em seguida, permitir que eles vendam para essas organizações em parceria com a vasta organização de vendas da Microsoft e o ecossistema parceiro.

 

Microsoft anuncia o programa Microsoft para Startups

Inovar rapidamente com o acesso a ferramentas confiáveis ​​de tecnologia, suporte e desenvolvimento
O programa oferece às startups até US$ 120 mil em créditos gratuitos de Azure, suporte técnico de nível empresarial e ferramentas de desenvolvimento para ajudá-los a criar soluções inovadoras na nuvem utilizada ​​por 90% das empresas do ranking Fortune 500.

Acessar os recursos certos no momento certo
O Microsoft para Startups ajuda empresas iniciantes em todas as etapas em ecossistemas de todo o mundo:

Microsoft Reactors são espaços físicos onde empresários, desenvolvedores, investidores e a comunidade empresarial podem se unir para interagir, aprender e compartilhar. Durante o próximo mês, abriremos as portas nos novos espaços Microsoft Reactor em Londres, Sydney, Tel Aviv, Berlim, Xangai e Pequim. Esses espaços somam-se a nossos locais existentes em Redmond, Seattle, San Francisco e Nova York.

– Acesso ao Microsoft ScaleUp (antigo Microsoft Accelerators), ajudando as startups de série A e posterior a se ajustar ao mercado de produtos, aprimorar suas infraestruturas e construir seus negócios usando os serviços Azure e Microsoft Dynamics.

– Conexões com a Microsoft Ventures, equipe estratégica de investimento em capital de risco da Microsoft, cuja missão é ser um parceiro ativo em estágios-chave do crescimento de uma empresa, normalmente investindo entre as séries A e D.

As startups nos inspiram a ir além do possível e construir produtos que melhoram nossas vidas pessoais e profissionais. A Microsoft está animada para se associar a startups para capacitar cada pessoa e organização no planeta.

Para maiores informações acesse: startups.microsoft.com.

Fontes e Direitos Autorais: https://startups.microsoft.com/en-us/ – 14/02/2018.

Anúncios

O ministério das pequenas empresas ajudará o empreendedorismo no Brasil?


Dilma durante anúncio de novo ministério
São Paulo – Diferentemente da maior parte do mundo, no Brasil, a pessoa que comandar a Secretaria da Micro e Pequena Empresa terá cargo de ministro. A pasta é a 39ª do Brasil. 

A lei que cria a Secretaria da Micro e Pequena Empresa foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff na semana passada e publicada hoje no Diário Oficial da União. O novo ministério tem a missão de assessorar a presidência na formulação e implantação de políticas de apoio às pequenas e micro empresas.

Outros países também têm setores governamentais dedicados ao setor, mas raramente com a importância e tamanho de um ministério. Veja como funciona o apoio aos micro e pequenos empreendedores em outros países desenvolvidos pelo mundo:

Estados Unidos – Nos Estados Unidos, existe a US Small Business Administration, algo como “Administração de Pequenos Negócios dos EUA”. Eles são responsáveis por ajudar norte-americanos a “começar, construir e desenvolver negócios”. A SBA oferece auxílio, empréstimos e sessões de aconselhamento para donos de pequenas e médias empresas.

A SBA não é um ministério, mas sim o que, nos Estados Unidos, é conhecido como uma “agência governamental independente”. A CIA (Central Intelligence Agency) é a mais conhecida dessas agências.

Elas são uma parte separada do braço executivo dos Estados Unidos. Mesmo que o presidente tenha poder de indicar o chefe da SBA, ele só pode afastá-lo por justa causa – e não pode interferir nos assuntos internos da agência.

A SBA surgiu por definição do Congresso Nacional norte-americano e as regulações definidas por ela têm poder de lei federal.

Canadá – Os canadenses já tiveram um ministério dedicado exclusivamente ao “Small Business”, ou  pequenos negócios. Uma vez que a legislação para empreendedorismo foi reformulada no país, esse ministério passou a ser o que é hoje, um “ministério de Estado”, órgão menor e vinculado ao Ministério da Indústria.

Chile – Os vizinhos latino-americanos estão entre os mais desenvolvidos do continente. Por lá, a máquina estatal é mais enxuta: os chilenos têm 22 ministérios. Não há uma subsecretaria ou agência específica para ajudar pequenas e médias empresas. Mesmo sem um ministério exclusivo para isso, a vida do empreendedor chileno, por conta das políticas governamentais e menor burocracia, acaba sendo mais fácil do que em países que têm setores dedicados exclusivamente às pequenas e micro empresas. Segundo o índice Doing Business, do Banco Mundial, o país aparece em 37º lugar no ranking de países onde é mais fácil ter um negócio.

Reino Unido – Com os britânicos, as coisas são mais complexas. Em linhas gerais, o primeiro-ministro é chefe do Executivo e, junto com 24 ministérios, 19 departamentos e mais de 300 agências, governa a região. Nenhum ministério ou departamento é dedicado exclusivamente às pequenas e micro empresas, mas o ministério conhecido como Departamento de Negócios, Inovação e Técnicas oferece o mesmo apoio que agências similares no resto do mundo: desde empréstimos a incentivo à educação.

Alemanha -São apenas 14 ministérios no governo alemão, nenhum deles voltado exclusivamente para lidar com micro e pequenas empresas. Iniciativas de apoio e elas ficam a cargo do Ministério de Economia e Tecnologia, mas não há uma secretaria específica para isso, apenas políticas determinadas pelo Ministério.

 

China – Nenhum dos 21 ministérios da China é dedicado exclusivamente ao fomento das atividades de pequenas e médias empresas. O país ainda tem cinco agências sob mando do governo, dentre elas o Banco Central chinês, mas nenhuma delas tem ligação com micro e pequenas empresas.

 

Índia – Exceção entre os grandes: a Índia tem, há mais de 50 anos, um Ministério de Micro, Pequenos e Médios Empreendimentos que oferece treinamentos, incentivos financeiros e desenvolve projetos próprios para a área. Apesar disso, a Índia ainda é um dos países onde o empreendedor mais sofre com burocracia e taxas. Ela aparece atrás do Brasil em índices como o Doing Business (Fazendo Negócios), do Banco Mundial. Os indianos estão na 132ª posição, enquano o Brasil aparece em 130º lugar.

México – Os mexicanos são ainda mais econômicos quando se trata de ministérios ou, como eles chamam por lá, “secretarias”. São 18 no total, nenhuma exclusivamente dedicada a pequenas e médias empresas.

Fontes e Direitos Autorais: , de Exame.com • Segunda-feira, 01 de abril de 2013 – 21h28.

Governo seleciona nove aceleradoras para programa Startup Brasil


O secretário de Política de Informática, Virgilio Almeida (à esq.); programa deve atrair R$ 36 mi em capital privado

São Paulo – O ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) anunciou na quinta-feira (28) as nove aceleradoras selecionadas para fazer parte do programa Startup Brasil.

As aceleradoras 21212, Aceleratech, Microsoft, Papaya, Pipa e Wayra foram habilitadas enquanto Fumsoft, Outsource e Start You Up foram qualificadas.

Inicialmente, o programa pretendia selecionar seis aceleradoras, porém expandiu o quadro devido à “qualidade e a variedade das propostas apresentadas”, segundo o secretário de Política de Informática do Ministério, Virgilio Almeida.

“O mercado brasileiro amadureceu. As propostas recebidas apresentaram qualidade de benchmarking internacional”, afirmou ele.

A expectativa é que o programa atraia cerca de R$ 36 milhões em investimentos de capital privado. Outros 14 milhões de reais serão aportados pelo MCTI para o desenvolvimento do programa em seu primeiro ano.

O objetivo é alavancar o surgimento de novas empresas e posicionar o país como um player global no setor de softwares de serviços.

A segunda etapa do programa envolve a divulgação de um edital, até o final deste mês, para seleção das startups – 25% delas poderão ser de origem internacional.

Cada uma das aceleradoras deverá apoiar entre oito e dez empresas nascentes. Cada startup receberá R$ 200 mil em recursos federais para desenvolver o negócio em até 12 meses.

Fontes e Direitos Autorais: 

, de INFO Online

• Sexta-feira, 01 de março de 2013 – 11h03.

Microsoft compra startup id8 Studio


San Francisco – A Microsoft, em meio aos esforços para crescer na tecnologia de uso doméstico e de entretenimento, comprou a iniciante id8 Group R2 Studios, afirmou uma fonte próxima ao assunto na quarta-feira.

A id8 Group R2 Studios foi criada em 2011 pelo empresário e investidor do Vale do Silício Blake Krikorian. Recentemente, a empresa lançou um aplicativo para o Google Android que permite ao usuário controlar o aquecimento e o sitema de iluminação em sua residência através de smartphones.

A Microsoft também comprou algumas patentes detidas pela id8 Group R2 Studios relacionadas a controle de equipamentos eletrônicos, segundo o Wall Street Journal.

Krikorian e um porta-voz da Microsoft não quiseram comentar o assunto.

Fontes e Direitos Autorais: 

Por 

• Quinta-feira, 03 de janeiro de 2013 – 08h30.

Startup Brasil


“O pacote existe agora por que o governo ficou com ciúmes do programa chileno”, diz o empreendedor Flavio Pripas sobre o pacote de investimentos TI Maior, lançado na semana passada pelo governo federal. Pripas, dono da startup Fashion.me e organizador do encontro Br New Tech, aposta que a chance de o plano vingar é justamente por meio das empresas nascentes de tecnologia.

O programa de investimentos oferecerá um estímulo de R$ 486 milhões a ser aplicado na produção de software no Brasil, e estabelecerá uma política de incentivo às startups. Cerca de R$ 40 milhões serão destinados a formar ao menos quatro empresas aceleradoras, responsáveis por orientar as novas iniciativas. Até 2014, espera-se que elas acompanhem 150 startups.

Pripas diz que o “custo Brasil” ainda é o principal problema para as startups nacionais. “É caro contratar pessoas e operar uma empresa aqui. A maior parte do dinheiro vai para o governo, contabilidade ou para publicar informes em jornais. A lei é atrasada. E minha empresa nem faturamento tem ainda!”, desabafa. O empreendedor, que está criando uma subsidiária em Nova York (“lá tudo é mais barato”), apoia a ideia do governo de direcionar a atuação das startups para áreas estratégicas como saúde, energia ou petróleo. “O governo tem que ter metas, não dá para replicar o modelo do Vale do Silício, nem o chileno, onde se investe em qualquer boa ideia. Mas também, se focar demais, às vezes não se dá abertura para inovações. Tudo tem que ser bem coordenado.” Protecionismo. Segundo o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) os setores que receberão os investimentos serão educação, saúde, petróleo, energia, eventos esportivos e “tecnologias estratégicas”, como software livre e computação na nuvem. A Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da

Informação (Assespro) elogiou o plano, mas chamou a meta do governo para dobrar o faturamento de TI de “conservadora”. Ainda disse esperar não estar diante de um “instrumento de marketing político”. A Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) questionou a preferência do governo pelo software livre, apontado como culpado pela baixa participação de software nacional no mercado interno. “Não temos o objetivo de restringir o mercado brasileiro”, defende Virgílio Almeida, secretário de política da informática do MCTI. Almeida elogia a ideia de certificar o software desenvolvido no País. Isso abriria uma brecha legal para que o governo garanta a preferência aos produtos certificados nas licitações. “Assim a gente privilegia a empresa nacional e equilibra a balança comercial.”

Fontes e Direitos Autorais: 26 de agosto de 2012| 19h03| Tweet este Post – Por Murilo Roncolato.

10 jovens empreendedores da web brasileira


Joana Picq, criadora do AchaLá, serviço para busca de serviços como babás, pintores, jardineiros etc.

//

1 – Joana Picq, AchaLáO dinamismo do mundo tecnológico foi o que atraiu a engenheira civil Joana Picq para a área. Filha de pai francês e mãe brasileira, Joana sempre acompanhou a diferença na oferta de serviços domésticos por aqui e na Europa. Com o aumento
do acesso à internet, ela viu uma oportunidade de conectar prestadores de serviços – domésticas, babás, pintores e jardineiros, entre outros – à demanda.

No final de 2010, o AchaLá foi lançado na Rocinha, no Rio de Janeiro, durante um evento conjunto com o Instituto Reação. O portal de classificados online trabalha com o público anunciante, composto por prestadores de serviços das classes C, D e E, e o contratante, formado pelas classes A, B e C. Para garantir a qualidade na indicação, são verificados o CPF e as referências dos
anunciantes.

No início da empreitada, Joana contava com o sócio fundador Bruno Ajuz como anjo e conselheiro. No início deste ano, Luisa Ribeiro, que conhecia Joana desde pequena, soube do projeto e entrou como CEO. “Contratar as pessoas erradas pode
quebrar uma empresa”, destaca Joana. “Acompanhar somente os números do Google Analytics [ferramenta de medição de audiência] em vez de ouvir o feedback dos seus usuários também pode ser fatal”, acrescenta.

O AchaLá já recebeu R$ 30 mil de investimento dos próprios fundadores. O desafio da startup agora é financiar a expansão e a operação nos próximos 18 meses, período em que devem ser implantados modelos de monetização. A estimativa é de faturar R$ 1,5 milhão em 2012.

2 – Marcos Passos, Bookess

O mundo virtual começou a fazer parte da vida de Marcos Passos, que mora em Florianópolis, Santa Catarina, bem cedo. Com apenas 13 anos, laçou o primeiro site, sobre animes. Assim como outros projetos de internet, que começaram como “brincadeira”, o site decolou e chegou a receber 50 mil visitas únicas por dia.

Passos decidiu se dedicar a outros projetos e a gestão do site acabou sendo entregue à comunidade de fãs.

O empreendedor teve a ideia de montar a Bokess depois de ter esquecido em casa um livro que estava lendo durante certa viagem. Ele começou a pensar em uma solução para poder continuar a ler uma obra de onde estivesse. Durante oito meses, trabalhou na ideia, até desenvolver a plataforma editorial online, que permite que conteúdos digitais sejam publicados e vendidos, e que possam ainda ser acessados pela internet ou por leitores digitais e tablets.

A Bookes é um mix de editora virtual e comunidade de autores e leitores.

Passos a define como uma ferramenta de autopublicação. A startup já recebeu investimentos, mas os sócios não revelam quanto. O empreendimento já soma R$ 150 mil em faturamento e pode ir além, com a pretensão de ganhar escala global. O empreendedor quer estar à frente das mudanças que estão ocorrendo no mercado editorial. “Esta transformação está apenas começando, mas nós estamos entre os líderes revolucionários”, diz.

3 – Rafael Zatti, Ideia.me

Foi durante uma entrevista sobre crowdsourcing que Rafael Zatti, teve a ideia de criar uma plataforma através da qual empresas brasileiras pudessem explorar a inteligência coletiva. A fato de Zatti ter estudado Engenharia Elétrica poupou tempo e encurtou o caminho para que o projeto virasse realidade. O primeiro passo para se inteirar sobre o assunto e sua viabilidade foi criar um blog sobre crowdsourcing. Ele escreveu durante quase um ano sobre o tema para amadurecer a ideia da plataforma. Hoje soma 180 artigos e quatro e-books sobre crowdsourcing e inovação aberta.

Com o conhecimento acumulado e a experiência que tinha em programação, angariou investimentos junto à família e, vendo que o risco seria baixo, decidiu corrê-lo. A Ideas.me abriu as portas oficialmente em fevereiro deste ano. Vender desafios para grandes empresas foi a estratégia inicial da startup, que chamou a atenção da Vivo.

A próxima aposta de Zatti é usar a plataforma para prestar um serviço que permitirá a pequenas e médias empresas resolver problemas por meio da inteligência coletiva. Entre os planos futuros, a intenção é expandir para outros países, como Chile e Argentina, e disseminar a cultura de colaboração no Brasil como forma de interagir com os clientes.

4 – Anna Valenzuela, Migux

A rede social para crianças Migux nasceu a partir da observação da empreendedora Anna Valenzuela do mercado de internet brasileiro. “Sabíamos que as crianças estavam usando produtos de internet – Orkut, MSN e afins – que não haviam sido concebidos para eles. Não nos preparamos, simplesmente fizemos”, conta. O projeto foi lançado em 2008 e contava seis sócios, todos com experiência em portal da internet. Atualmente, restam apenas dois.

O Migux foi o primeiro produto da startup Brancaleone, antes focada na criação de diversos produtos. “Quando lançamos o Migux, cerca de um ano e meio após a abertura da empresa, rapidamente percebemos que ali estava nosso business e que precisaríamos rapidamente ajustar a rota da empresa e, claro, nosso foco”, lembra.

Anna afirma que o diferencial do projeto está no apoio de educadores. “É uma rede com três milhões de usuários, associada à inteligência coletiva, criatividade digital e responsabilidade social”, detalha. O espaço seleciona conteúdo infantil de diversas partes do mundo para disponibilizar aos usuários.

O Migux ainda não recebeu investimento externo e não divulga seu faturamento. A expectativa para os próximos três anos é que a rede esteja consolidada no universo infantil, além da expansão do empreendimento para desenhos, coleção de livros e aplicativos.

5 – Hugo Barros, Crowdtest

Quando o mineiro Hugo Barros criou o Crowdtest, em 2010, já trazia experiência de negócios anteriores na bagagem. Os dois primeiros deixaram de existir com menos de um ano de vida, enquanto o terceiro – a Base2, de testes de software – serviu de base para o empreendimento que ele considera como preferido, por ser executado exclusivamente pela internet.

Voltado para o mercado de terceirização de software, o Crowdtest paga internautas para identificarem falhas, avaliando a qualidade do software para as empresas. Para o fundador da startup, o diferencial está no serviço rápido a um custo baixo. Foi através da pesquisa de uma das consultorias do Programa Prime, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que o mineiro soube da demanda reprimida para o serviço.

6 – Adriano Brandão, Navegg

Com mais de uma década de experiência no mundo online, Adriano Brandão criou o Navegg de forma despretensiosa, em 2009. Um dos sócios, Luciano Juvinski, precisava de uma secadora e, por acaso, deparou-se com um anúncio em um portal.
Ele se perguntou se o anuncio teria sido exibido especialmente para ele e, quando conclui que não era o caso, surgiu a ideia de criar um sistema que permitisse a exibição de anúncios personalizados para os desejos de cada internauta.

Nos meses seguintes, Brandão, Juvinski e outro sócio, Pedro Cruz, se dedicaram à análise de mercado e ao desenvolvimento do projeto. A Navegg trabalha com soluções para que os sites aprimorem e personalizem os anúncios de acordo com o perfil dos visitantes.

A empresa recebeu seu primeiro investimento do fundo de capital-anjo Astella, que também auxiliou no desenvolvimento do negócio. Neste ano, 70% do capital do negócio foi adquirido pelo grupo BuscaPé. Para ter sucesso, Brandão defende que
é preciso ter equilíbrio entre o trabalho cotidiano e a visão estratégica. “Em startups, geralmente enxutas e horizontais, onde todo mundo participa de tudo, há a tentação constante de se mergulhar de cabeça no dia-a-dia operacional. Fuja disso”, aconselha.

Para viabilizar o projeto, Barros e seu sócio, Robert Pereira, captaram a soma de R$ 280 mil em investimentos provenientes de instituições de amparo à pesquisa e de um investidor-anjo da Aceleradora, que virou sócio minoritário da empresa. Para este ano, a projeção de faturamento é de R$ 930 mil.

7 – Marcos Roberto Oliveira e André Teixeira, Urbanizo

O brasiliense Marcos Roberto Oliveira trabalha com o mundo digital há mais de dez anos. Ele e seu sócio no Urbanizo, André Teixeira, são formados em Ciência da Computação. Além do conhecimento, a dupla também soma experiência em empreendedorismo digital. “Realizamos diariamente um grande esforço aqui em Brasília para fomentar o empreendedorismo, já que a cidade é dominada pelo funcionalismo público”, comenta Oliveira.

A primeira aventura neste meio foi em um site de fotos de festas de Brasília, quando Teixeira, Oliveira e outras três pessoas tinham cerca de 16 anos. A ideia não vingou e Oliveira passou a desenvolver sites e portais na internet até se juntar a cinco amigos para criar a Intacto, que funciona até hoje. A empresa desenvolve soluções para TV digital e software sob demanda para o Governo
Federal.

Ao observar a alta demanda por imóveis, Oliveira notou a dificuldade que havia para descobrir se os valores cobrados eram justos ou não. Corretores, imobiliárias e compradores confirmaram a necessidade da tecnologia. Surgiu então a ideia do Urbanizo, site que vai comparar o preço do metro quadrado em imóveis de diversas cidades e estados do país. André Teixeira entrou para o projeto nos primeiros seis meses. O Urbanizo ainda não está em atividade, mas já foi escolhido pelo programa Sua ideia vale um milhão, do Grupo BuscaPé, que tornou-se sócio da empresa e investirá R$ 300 mil nela. O projeto vai iniciar com quatro grandes centros urbanos brasileiros e deve ser expandido para outras cidades e países.

8 – Felipe Salvini, Sieve

Com apenas 27 anos, Felipe Salvin, já pode se considerar um empreendedor serial. Sua primeira empresa, de hospedagem de sites, chegou a contar com 500 clientes e, após dois anos de vida, acabou sendo vendida. Já o segundo negócio, na área de voz sobre IP (VoIP), fechou as portas após oito meses de operação.
“Aprendi que ter empresa consome muito dinheiro de forma muito rápida”, ele conta.

Foi durante a Campus Party, evento que reúne profissionais e entusiastas da internet em São Paulo, que seu terceiro negócio decolou. Ele venceu o concurso Campuseiros Empreendem com a Sieve, empresa de inteligência competitiva para o mercado de comércio eletrônico. A startup começou no quarto de Salvini, no Rio de Janeiro, com dois estagiários. Meses mais tarde, eles entraram para a incubadora de negócios da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Nos próximos dois anos, a meta da empresa é tornar-se referência em monitoramento de preços no e-commerce brasileiro e partir para a internacionalização. Além de Salvini, a startup tem como sócios, Luis Vabo, um investidor-anjo e um fundo.

9 – Mayara Campos, Tutudo

A Tutudo tem apenas seis meses de vida. Entretanto, a general manager da startup, Mayara Campos, já percorre o caminho dos jogos sociais há muito mais tempo. Com passagem pelas duas principais empresas do ramo voltadas a América Latina – Mentez e Vostu –, acompanhou de perto o mercado e mapeou os hábitos dos brasileiros em jogos sociais durante três anos. “Aprendi que e os brasileiros estão bem abertos para novos hábitos, principalmente na internet.”

A startup possui três sócios, um deles a Bossa Nova Investimentos. Até o final do ano, deve ser feita uma nova rodada com investidores. Para atraí-los, Mayara aposta em dois fatores: conhecimento e paixão pelo que se faz. A dedicação é determinante também na composição da equipe que integra a empresa.
“Um dos fatores mais importantes para a empresa dar certo ou não são as pessoas que estão envolvidas. Busque aquelas com perfil complementar ao seu, motivadas e que acreditem o tanto quanto você no negócio”, ela recomenda.

A Tutudo funciona como uma carteira virtual, que permite que o usuário faça pagamentos pela internet, tanto em jogos sociais como em outros serviços. A vantagem é que ela não precisa ser carregada apenas pela internet, permitindo que consumidores que não têm cartão de crédito também possam utilizar o serviço.

É possível comprar créditos através de uma rede de mais 230 mil pontos de venda, incluindo lotéricas, farmácias e padarias.

10 – Mauro Ribeiro, Empreendemia

Desde os tempos de escola, Mauro Ribeiro já criava os primeiros sites como aventura pessoal e atendia os primeiros clientes. Aos poucos, a curiosidade pela internet, suas formas de organização e interatividade o levaram a cursar Engenharia da Computação. A expansão das redes sociais o inspirou a ter seu empreendimento.

No início, Ribeiro pensou em uma rede para conectar médicos e fornecedores de equipamentos e produtos, mas achou inviável. Mais tarde, Ribeiro conheceu Millor Machado e Luiz Alberto Piovesana, que criaram o blog Saia do Lugar, voltado a
empreendedores, e tinham o projeto de criar uma rede social para este público. A Empreendemia nasceria em 2009, em Campinas, São Paulo.

O site reúne pequenos empreendedores em uma espécie de vitrine virtual – organizada a partir da atividade e região – para troca de contatos e oportunidades de negócios. “No geral, é alguém que acabou de conhecer a internet e ainda está em processo de aprendizado, ou que não tem tempo de pesquisar fornecedores”, explica Ribeiro. Em 2010, o faturamento da startup foi de R$ 40
mil, montante já atingido neste ano, em julho. “Estamos buscando um sócio investidor para financiar uma expansão mais agressiva no início de 2012. Chegou a hora de fazer a empresa decolar”, diz.

Fontes e Direitos: Camila Almeida, de EXAME.com • Segunda-feira, 08 de agosto de 2011 – 16h26.