Microsoft apresenta o Windows Desktop Application Program, sua nova ferramenta de análise para desenvolvedores


A Microsoft apresentou no último dia 23 o Windows Desktop Application Program, uma nova ferramenta online de análise voltada para desenvolvedores. Com ela os desenvolvedores podem visualizar e analisar detalhes sobre a performance de seus aplicativos, ocorrência de falhas, popularidade com os usuários e mais.

De posse dos dados obtidos pela ferramenta os desenvolvedores também podem monitorar e priorizar correções e monitorar a distribuição dos aplicativos. Os desenvolvedores interessados no Windows Desktop Application Program podem fazer o login com uma conta da Microsoft e registar seus certificados.

Desenvolvedores que já possuem uma conta no Windows Dev Center podem optar pelo acesso ao programa acessando a página Programs nas configurações da conta.

Mais detalhes, incluindo um vídeo que oferece uma visão geral da ferramenta, podem ser encontrados no post com o anúncio da Microsoft:

Microsoft anuncia o Windows Desktop Application Program, sua nova ferramenta para desenvolvedores


Fontes e Direitos Autorais: 23/01/2018 – Windows Blog –
https://blogs.windows.com/buildingapps/2018/01/23/introducing-windows-desktop-program-desktop-application-analytics/#KQ6MPa29QL8XEJsx.97

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Microsoft Visual Studio 2017 v15.6 Preview 2 e Visual Studio for Mac Version 7.4 Preview disponíveis


A Microsoft anunciou a disponibilidade do Visual Studio 2017 v15.6 Preview 2. A versão Preview 1 original foi disponibilizada no dia 7 de dezembro de 2017.

De acordo com o changelog publicado aqui pela Microsoft, o Visual Studio 2017 v15.6 Preview 2 traz correções para múltiplos bugs, opções de depuração agora estão disponíveis para Embedded ARM GCC.

Esta nova versão Preview também traz uma extensa lista de melhorias no suporte para Visual C++, o instalador do Visual Studio foi melhorado e agora quando você instalá-lo pela primeira vez ou atualizá-lo via Web você verá um processo de instalação mais transparente:

Microsoft Visual Studio 2017 v15.6 Preview 2

O Preview 2 também inclui o suporte parta navegação por fontes descompiladas. Habilite isto acessando Tools > Options > Text Editor > C# > Advanced > Enable navigation to decompiled sources:

A lista completa com todas as novidades nesta versão Preview pode ser vista no link acima.

Desenvolvedores interessados podem fazer o download do Visual Studio 2017 v15.6 Preview 2 aqui ou podem utilizar o link fornecido na página com o changelog.

Fontes e Direitos Autorais: The Visual Studio Blog – 10/01/2018.

Microsoft anuncia o programa Visual Studio Dev Essentials


Programa Visual Studio Dev Essentials

O programa Visual Studio Dev Essentials oferece acesso fácil a diferentes serviços e ferramentas da Microsoft e também inclui diversos benefícios.

Microsoft anuncia o programa Visual Studio Dev Essentials

O programa oferece:

Ferramentas de desenvolvimento
Editores, designers e depuradores para desenvolvimento para qualquer plataforma.

Softwares
Avaliações e downloads, de sistemas operacionais a aplicativos do Office.

Serviços de nuvem
Computação, análise, celular, Web, colaboração em equipe e mais.

Treinamento e suporte
Treinamento técnico e suporte à prioridade de nível mundial.

Acesse a página do programa clicando aqui e saiba mais.

Baboo.com – Sid Vicious @ 18 nov 2015 | 2:52 pm

Microsoft alerta para o fim do suporte para versões antigas do Internet Explorer


A partir de 12 de janeiro 2016, o suporte para versões antigas do Internet Explorer será encerrado. Depois desta data, somente a versão atual do Internet Explorer disponível para um sistema operacional com suporte receberá suporte técnico e atualizações de segurança.

Fim do suporte para versões antigas do Internet Explorer

A Microsoft recomenda que os clientes que executam as versões mais antigas do Internet Explorer atualizem para a versão mais recente, ou seja, o Internet Explorer 11, no Windows 7, Windows 8.1 e Windows 10.

Microsoft alerta para o fim do suporte para versões antigas do Internet Explorer

Internet Explorer 11 x Versões antigas

O Internet Explorer 11 é uma plataforma de navegador consistente e confiável para aplicativos Web corporativos. A maioria das organizações de grande porte possui uma enorme variedade de aplicativos Web que evoluíram ao longo dos últimos 20 anos. Somente o Internet Explorer 11 oferece suporte aos requisitos de segurança, capacidade de gerenciamento, desempenho, compatibilidade com versões anteriores e padrões modernos exigidos pelos grandes portfólios de aplicativos Web.

O Internet Explorer 11 oferece a melhor compatibilidade com versões anteriores de todos os navegadores da Web. Com nove modos de documentos, o Internet Explorer 11 é o único navegador a oferecer emulação de alta fidelidade para versões mais antigas do Internet Explorer. Atualizar os aplicativos para padrões modernos ainda é a melhor estratégia a longo prazo, mas você pode usar a compatibilidade com versões anteriores para fazer a atualização para o Internet Explorer 11 com ainda mais velocidade e facilidade.

Tecnologias modernas da Web, como HTML5, CSS3 e WebGL garantem o funcionamento do Internet Explorer 11 com os sites atuais. À medida que sua empresa migra cada vez mais para aplicativos e serviços baseados na nuvem, você precisa de um navegador de categoria empresarial para ajudar a garantir a continuidade dos negócios. O Internet Explorer 11 proporciona consistência e confiabilidade em suas áreas de trabalho do Windows 7, Windows 8.1 e Windows 10.

O Internet Explorer 11 é mais seguro do que as versões anteriores. Por exemplo, a empresa de segurança independente NSS Labs descobriu em 2010 que o Internet Explorer 8 bloqueava cerca de 85% do malware de engenharia social. Recentemente, ela relatou uma taxa de bloqueio de 99% para o Internet Explorer 11. Com recursos de segurança como o SmartScreen e o Modo Protegido Avançado, o Internet Explorer 11 reduz significativamente os riscos.

O Internet Explorer 11 é rápido graças a melhorias no desempenho do JavaScript, otimização de rede e renderização de texto e JPEG com aceleração por hardware plena. Acha seus aplicativos Web no Internet Explorer 8 lentos? Dê nova vida a eles fazendo a atualização para o Internet Explorer 11, a qual proporcionará um melhor uso do seu investimento em hardware. Algumas organizações justificaram a atualização para o Internet Explorer 11 com base unicamente nos benefícios de desempenho.

O Internet Explorer 11 pode facilitar sua próxima migração para o Windows, já que o Internet Explorer 11 é a única versão do Internet Explorer que funciona tanto no Windows 10 quanto no Windows 8.1. Atualizar para o Internet Explorer 11 no Windows 7 agora pode ajudar a deslanchar a próxima geração de software, serviços e dispositivos.

Embora o Internet Explorer 11 ofereça os benefícios de desempenho mais rápido, maior segurança, melhor compatibilidade com versões anteriores, suporte a padrões modernos, atualizações de segurança e suporte técnico contínuos e migrações de Windows mais fáceis, não nos esquecemos dos custos da atualização. Investimentos como o Modo Empresarial ajudam a reduzir os custos com testes e correções de aplicativos Web.

Atualização para o Internet Explorer 11

Como usuário final, você provavelmente tem as Atualizações Automáticas ativadas e já atualizou para o Internet Explorer 11 sem precisar fazer nada. Caso ainda não tenha ativado as Atualizações Automáticas, clique no botão Procurar atualizações na seção Windows Update do Painel de Controle para começar.

Se você gerencia computadores para sua organização, há vários recursos que podem ajudar os profissionais de TI a atualizar esses computadores para o Internet Explorer 11. Saiba mais aqui.

Fontes e Direitos Autorais: Baboo.com – Sid Vicious

 

Internet Explorer completa 20 anos


Lançado em 16 de agosto de 1995, o Internet Explorer completa 20 anos de vida neste mês. A versão 1.0 do navegador foi distribuída inicialmente junto com o pacote Microsoft Plus! para Windows 95.

Para não deixar a data passar em branco, a equipe do Microsoft Edge publicou em sua conta no Twitter uma pequena mensagem desejando um feliz aniversário para o navegador:

Internet Explorer completa 20 anos

Internet Explorer completa 20 anos

O Internet Explorer 1.0, que pode ser visto na imagem abaixo, era baseado no Spyglass Mosaic, que foi licenciado pela Microsoft e usado para formar a base do código de outras versões do Internet Explorer.

MS_IE1.0_01

O Internet Explorer 3.0, lançado no dia 13 de agosto de 1996, foi a primeira versão do navegador realmente bem sucedida. A versão 3.0 também marca o início da integração do Internet Explorer com o Windows:

MS_IE3.0_02

O lançamento da versão 4.0 em setembro de 1997 marcou o início do domínio do Internet Explorer no mercado de navegadores (quando ele chegou a ter uma fatia de mais de 90%). Este domínio continuou até o lançamento da versão 6.0:

MS_IE4.0_03

Por falar na versão 6.0, ela foi lançada junto com o Windows XP em outubro de 2001 (embora tenha ficado pronta em agosto do mesmo ano) e até hoje é muito criticada por sua grande quantidade de falhas de segurança e problemas de compatibilidade com diversos padrões na Web:

MS_IE6.0_04

Já a versão 7.0, lançada em outubro de 2006, marcou a primeira grande mudança visual no navegador desde o lançamento do IE 1.0 com a inclusão do suporte para tabbed browsing (navegação por abas):

MS_IE7.0_05

A versão 8 foi lançada em março de 2009. Esta versão trouxe melhorias no suporte para alguns padrões da Web como CSS e diversas melhorias na segurança (para a época).

O Internet Explorer 8 também foi o primeiro navegador da Microsoft a passar no teste Acid2.

MS_IE8.0_06

Em 2009, a União Europeia determinou que a Microsoft incluísse no Windows uma tela listando diversos navegadores alternativos. A determinação visava garantir a liberdade de escolha dos usuários do Windows na Europa.

O Internet Explorer 9 chegou ao mercado oficialmente em março de 2011. O desenvolvimento desta versão começou logo após o lançamento da versão 8.

Ele foi anunciado pela Microsoft durante a edição de 2009 da sua Professional Developers Conference (ou PDC).

Esta versão trouxe o suporte para renderização acelerada via hardware, suporte para alguns elementos do HTML5 e um novo mecanismo JavaScript em sua versão 32 bits:

MS_IE9.0_07

O Internet Explorer 10 foi lançado junto com o Windows 8 em outubro de 2012 e em fevereiro de 2013 para Windows 7. O Windows Vista não é suportado.

No Windows 8, o Internet Explorer 10 foi dividido em duas interfaces, a tradicional para uso na área de trabalho e a versão “Moderna”, otimizada para uso com telas sensíveis ao toque.

A versão 10 também trouxe melhorias no suporte para a aceleração via hardware e para diversos padrões da Web, como o CSS3.

MS_IE10.0_08
Com a chegada do Windows 8.1, que foi lançado no dia 18 de outubro de 2013, a Microsoft também lançou o Internet Explorer 11. Esta versão do navegador também está disponível para o Windows 7.

O Internet Explorer 11 trouxe novidades como suporte para o protocolo SPDY, suporte para renderização de elementos 3D usando WebGL, novo modo protegido avançado, melhorias em seu mecanismo de renderização de páginas, melhorias no recurso de proteção contra rastreamento e melhorias em seu mecanismo JavaScript.

MS_IE11.0_09
MS_IE11.Metro_010
O Internet Explorer 11 também está presente no Windows 10, que foi lançado em 29 de julho de 2015. O detalhe é que ele foi substituído pelo Microsoft Edge como o navegador padrão do sistema operacional.

O Microsoft Edge foi desenvolvido como um app da Windows Store, o que agilizará o processo de atualização para novas versões.

O navegador está presente tanto no Windows 10 “tradicional” para PCs e laptops como no Windows 10 Mobile para smartphones e tablets pequenos.

MS_Edge_011
O Internet Explorer completa 20 anos neste mês. Qual foi a primeira versão usada por você?

Fontes e Direitos Autorais: Baboo.com – Sid Vicious

Microsoft lança nova versão Web da Windows Store


A Microsoft lançou nesta semana uma nova versão Web da Windows Store, que oferece tanto apps universais para Windows 10 e Windows 10 Mobile como apps específicos para Windows e para Windows Phone.

A Windows Store foi introduzida junto com o Windows 8 em 2012, enquanto que a Windows Phone Store foi introduzida com o Windows Phone 7 em outubro de 2010.

Com a nova versão, as lojas do Windows e do Windows Phone foram unificadas em uma só.

Visualmente, pouca coisa mudou nesta nova versão Web da Windows Store. A diferença é que agora é possível encontrar os apps para Windows e Windows Phone em um só lugar.

Confira a nova versão da loja aqui.

Nova versão Web da Windows Store:

Microsoft lança nova versão Web da Windows Store

Fontes e Direitos Autorais: Baboo.com Sid Vicious @ 16 jul 2015 | 8:45 am

Microsoft apresenta detalhes sobre o IE 10


O executivo da Microsoft, Chewy Chong veio ao Brasil hoje para contar em detalhes todos os desafios da empresa para criar seu novo navegador que opera no Windows 8, o Internet Explorer 10.

 

Segundo Chong, um dos principais desafios da companhia foi descobrir como os usuários gostam de navegar na internet, e também como tornar a experiência de uso do software mais fácil tanto em telas sensíveis ao toque, quanto em desktops ou até smartphones.

Para isso, o programa teve sua interface totalmente renovada, compatível com gestos de até 8 toques e uma exibição em tela cheia. Um dos exemplos usados por Chong durante a apresentação foi o uso de sites de busca: ao pesquisar por algum conteúdo em sites como Bing ou Etsy, o usuário pode simplesmente passar o dedo pela tela para pular de uma página para a outra, mesmo que ele já esteja na página de algum resultado encontrado.

Outro detalhe importante para a criação do navegador foi a padronização de seus mecanismos para funcionar com as tecnologias mais recentes oferecidas pelo HTML 5 e CSS 3.

Segundo Chewy Chong, os desenvolvedores terão muito menos trabalho e poderão usufruir de mais plataformas ao criar aplicativos nessas linguagens. Na loja de aplicativos do Windows 8, por exemplo, já há alguns software criados para funcionar dentro do Internet Explorer, como o jogo Cut the Rope e o serviço para leitura de notícias, Pulse.

Durante a apresentação, o executivo também falou sobre segurança no browser. Ele afirma que as opções de privacidade e segurança estão reforçadas. Além disso, o programa alerta o usuário quando um site ou aplicativo a ser baixado não são seguros, oferecendo a opção de acessar a página ou de reportar o ocorrido à Microsoft.

O IE 10 também já tem uma versão beta, disponível para PCs com Windows 7. Clique aqui e baixe o navegador pelo Downloads INFO.

Fontes e Direitos Autorais: Download da Hora – InfoExame – segunda-feira, 10 de dezembro de 2012 – 17:16

A internet está cheia de filtros


Eli Pariser em palestra no Maine (EUA), em que critica a customização do conteúdo online.

No dia 4 de dezembro de 2009, o blog do Google publicou um discreto post anunciando mudanças em seu sistema de busca.

O algoritmo PageRank, até então usado para calcular e exibir os resultados mais relevantes de pesquisa, ganhava um companheiro. O Google anunciou um segundo algoritmo. Sua função: personalizar a busca. Assim, o cálculo e a ordem de exibição dos resultados levariam em conta o histórico da atividade do browser do usuário nos últimos 180 dias.

Ou seja, os resultados da pesquisa passariam a ser talhados ao perfil do usuário — ao seu histórico de cliques. Desde então, os resultados saem diferentes de um usuário para outro, mesmo que de forma sutil. O novo algoritmo molda os resultados de acordo com os gostos pessoais de quem está no teclado.

Bem-vindo à internet personalizada. Ou melhor dizendo, à sua internet. Pois ela não é igual à de seu amigo. Queira ou não, a web ganhou um filtro. O seu filtro. “Nós costumamos pensar na rede como uma gigantesca biblioteca, na qual serviços como o Google nos suprem com um mapa universal. Não é mais o caso”, afirma Eli Pariser, cofundador do instituto político antiterrorismo Move On e autor do livro The Filter Bubble: What the Internet Is Hiding from You (A Bolha do Filtro: O que a Internet Está Escondendo de Você).

O Google não está sozinho nisso. Facebook, Apple, Microsoft, Yahoo! E Amazon também apostam na personalização — ou customização — da internet. Segundo Pariser, os grandes sites se tornaram máquinas de predição de nossos gostos, de nossos perfis, e, claro, do que gostaríamos de ler, assistir e consumir online.

A fórmula dos gigantes é simples: quanto mais relevante e pessoal for o serviço oferecido, mais anúncios serão vendidos. E os anunciantes, portanto, comercializarão mais produtos.

Para a diretora de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, em poucos anos o site que não for customizado será visto como relíquia histórica. No Facebook, a customização está a cargo do algoritmo EdgeRank (veja quadro acima). Os jornais The New York Times e Washington Post criaram sistemas de recomendação de artigos aos leitores de acordo com seu perfil, analisado quando o login é feito.

Na Amazon, segundo estudo da consultoria McKinsey, uma média de 30% das vendas da loja provêm do seu sistema de recomendação ao cliente. Na Netflix, locadora de DVDs online dos Estados Unidos, esse porcentual chega a 60%.
Trata-se de uma grande ferramenta de negócios, que ajudou a melhorar a experiência de uso em sites como Google e Facebook.

Segundo o engenheiro do Google Jonathan McPhie, o click rate do site aumentou depois da implementação do segundo algoritmo. Mas um porta-voz do Google diz que a palavra filtro é imprópria, pois o site só estaria priorizando os resultados, sem filtrar ou omitir nada. Eli Pariser não concorda. Ele argumenta que, ao personalizar o conteúdo oferecido, os sites estão nos isolando das outras pessoas.

Antigamente — e dezembro de 2009 já é passado longínquo —, estávamos todos em conexão, desfrutando de um conteúdo online comum. A web customizada teve o efeito de isolar o usuário numa bolha. O conteúdo é tão vasto que a própria priorização é uma forma de filtragem. “Cada IP virou uma ferramenta, e depois as ferramentas nos moldam”, diz Pariser, repetindo a frase do teórico da mídia Marshall McLuhan. O primeiro risco do filtro é o de gerar mesmice. É o que o escritor e ativista Pariser chama de “problema do Chipotle”, em alusão à rede mexicana de lanchonetes presente nos Estados Unidos.

Todo mundo curte seus tacos e burritos. “É uma experiência consistente de três a quatro estrelas. Mas não faz ninguém pirar, está longe de ser cinco estrelas”, diz Pariser. Do jeito que os algoritmos de recomendação são desenhados, para dar palpites seguros, é inevitável que mais e mais pessoas recebam recomendações do tipo Chipotle. Está provado que os algoritmos funcionam, nos prevenindo de entrar em roubadas. Mas ao mesmo tempo nos tiram o prazer do novo. O algoritmo evita extremos: o ruim e o excepcional. E também as surpresas, que podem ser boas.

Com tempero pessoal

“Porém, o grande risco”, diz Pariser, “é transformar a web numa grande egotrip. Está provado que a mídia tem o efeito de talhar, numa certa medida, a identidade de quem a consome.” No mundo “aberto”, em que as informações fluem livremente, o leitor é desafiado a assimilar informações novas, que questionam suas crenças, propõem coisas diferentes. Com o conteúdo customizado, isso não acontece.

Os sites — conhecendo-nos cada vez melhor — tendem a oferecer uma versão mais palatável da realidade, no tempero certo ao nosso gosto pessoal. Segundo Pariser, isso cria um estranho loop cognitivo, como num balão de rodovia, onde o conteúdo que nos alimenta é o espelho de nós mesmos. Mas ninguém escolhe entrar nessa bolha.

“Na mídia convencional, se você era mais liberal, escolhia o noticiário da CNN. Se era mais conservador, colocava na Fox News. Mas a decisão era sua. Com a informação filtrada, você se torna inconsciente do processo. A escolha é feita em seu nome”, diz Pariser. O problema é que a personalização veio para ficar. “O gênio não volta mais para a garrafa”, diz Pariser. “Mas você deveria ter a opção de entrar ou não nessa bolha.”

Fontes e Direitos Autorais: Álvaro Oppermann – Terça-feira, 30 de agosto de 2011 – 10h16.

Mundo terá 15 bilhões de aparelhos conectados a web até 2015


Cerca de 15 bilhões de equipamentos –de computadores a geladeiras– estarão conectados à internet até 2015, num movimento de expansão da conectividade que desafia a infraestrutura mundial da indústria de tecnologia.

Os números foram apresentados por Krig Skaugen, vice-presidente da Intel, ontem em Las Vegas, durante evento promovido pela HP para debater inovações em tecnologia e apresentar produtos ao mercado corporativo.

Segundo Skaugen, o volume é ainda mais surpreendente quando se observa o potencial de conectividade da “internet das coisas” ao longo dos próximos anos. Até 2020, o número será de 50 bilhões de máquinas, que terão seu próprio número IP e serão capazes de se conectar com outros equipamentos e interagir com pessoas, no movimento da real automação residencial e corporativa.

“A indústria ainda não está preparada para suportar esse crescimento. Na última década o mundo tinha 40 milhões de servidores e achava que a conexão estava garantida, mas não estamos nem perto de ter infraestrutura básica para suportar o que virá”, disse o executivo.

Os gargalos, segundo Skaugen, passam por capacidade de servidores, capazes de processar o tráfego de internet gerado pelos novos aparelhos e também pelo consumo de energia que eles vão demandar.

Nos últimos dois anos, o tráfego de dados da internet cresceu exponencialmente. Em 2010, foram trafegados 245 exabytes de dados na internet (o equivalente a cerca de 65 milhões de DVDs), mais do que o volume circulado em toda a história da rede.

Ao mesmo tempo, crescem os custos para ampliar a infraestrutura de armazenamento. Os US$ 58 mil que eram a média de gastos com capacidade de servidor em 2000 passaram para US$ 138 mil no ano passado.

“Para abastecer todos os novos servidores e suportar a estrutura que existirá em 2015 seriam necessárias pelo menos 45 novas plantas de geração de energia a carvão”, afirmou o executivo.

Ainda de acordo com Skaugen, atualmente 2% dos servidores do mundo já correspondem a US$ 15 bilhões gastos por ano só com energia.

NUVEM

Diante dos números, os desafios atuais dos fabricantes de equipamentos –de servidores a computadores– estão em criar produtos mais eficientes em consumo de energia e aproveitar novas tecnologias, como a de computação em nuvem, para responder à necessidade de conexão dos novos dispositivos.

“A computação em nuvem é um dos elementos que podem transformar a economia e que podem contribuir para conectar a próxima onda de cerca de 1 bilhão de pessoas à internet”, disse.

Para a indústria de tecnologia, os sistemas e serviços de computação em nuvem representam um filão importante de recursos.

Estima-se que o modelo –que prevê o processamento central de aplicações e software em servidores espalhados pelo mundo, em vez da instalação em máquinas específicas– movimentará cerca de US$ 40 bilhões neste ano, com potencial para atingir US$ 121 bilhão em quatro anos.

A jornalista CAMILA FUSCO viajou a convite da HP Brasil.

Fontes e Direitos Autorais: Folha.com – Mercado – 07/06/201107h58, CAMILA FUSCO.

Usuários dos EUA evitam falar de salário na web


Usuários dos EUA evitam falar de salário na web

Embora muitos trabalhadores americanos acessem sites de redes sociais como Facebook e LinkedIn, eles ficam desconfortáveis em compartilhar informações sobre suas vidas sexuais ou salários.

Entrevistas com 2.118 adultos nos Estados Unidos revelaram que pouco mais de três em cada quatro pessoas participam de redes sociais, mas elas tendem a postar coisas como suas opiniões sobre restaurantes ou fotos de viagens.

“Nesses tempos de excesso de informações compartilhadas, as pessoas tendem a evitar alguns tópicos, como, por exemplo, seus salários”, afirmou Rusty Rueff, especialista em carreira da Glassdoor.com, site de busca de oportunidades que comissionou a pesquisa Harris.

A pesquisa online Harris também mostra que de 55 a 70 por cento das pessoas não se importa em compartilhar informações que não sejam pessoais, mas ficam mais resistentes em falar das atividades de seus filhos e das compras de objetos para casa.

Apenas dois por cento afirmou estar confortável em compartilhar dados sobre sua vida sexual ou detalhes sobre seu salário. Trabalhadores também se mostraram mais inclinados a compartilhar seu estado de relacionamento do que informações sobre seu trabalho.

Rusty afirmou que o medo e as normas da sociedade estão por trás da relutância em compartilhar tais dados.

Mais mulheres do que homens usam sites de redes sociais e pessoas de 18 a 34 anos de idade têm maior inclinação em dividir informações sobre relacionamentos, trabalho e carreira do que outras faixas etárias.

Fonte e Direitos Autorais: Reuters Segunda-feira, 18 de abril de 2011 – 09h50