Novo coquetel da aids chega ao SUS em março


teste hiv

O medicamento que associa tenofovir e lamivudina, combinação de duas drogas usadas para tratamento de pacientes com aids, deverá começar a ser distribuído pelo governo no próximo mês. Este é o tempo estimado para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conceda o registro de produção para Farmanguinhos, laboratório público que, ao lado da empresa Blanver, vai fabricar o remédio no País.

Combinações de medicamentos para aids são recomendadas pela Organização Mundial da Saúde para melhorar a adesão ao tratamento e garantir melhor qualidade de vida para pacientes. Terapias para soropositivos são feitas a partir da indicação de várias drogas, prática que no passado ganhou o apelido de “coquetel”. Pacientes podem ingerir até mais de dez comprimidos diferentes por vez. “Daí a importância das associações. Elas trazem menos incômodos, tornam a vida do paciente mais prática”, afirma a infectologista Lígia Raquel Brito.

A chegada do medicamento combinado no SUS é aguardada há tempos. “Sou questionada com frequência pelos pacientes. O anúncio do projeto gerou muita expectativa entre eles”, completa. Atualmente, dos 310 mil soropositivos em tratamento do SUS, 73 mil usam em seu esquema terapêutico tenofovir e lamivudina.

Parceria

Divulgada em 2012, a parceria para desenvolvimento da droga previa, de acordo o presidente da Blanver, Sergio Frangioni, a oferta do produto no segundo semestre do ano passado. Ele conta que a empresa depositou o pedido de registro da droga na Anvisa em outubro de 2012. A autorização foi concedida em dezembro.

“Já há condições para produção, entrega da droga para o Ministério da Saúde. Mas não recebemos por enquanto nenhuma sinalização”, conta Frangioni. Para que isso seja feito, é preciso que Farmanguinhos também seja liberada pela Anvisa para a execução do projeto. “Entendemos a expectativa. Mas o desejo empresarial não pode se sobrepor à segurança e à certeza de eficácia do medicamento”, afirmou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

O laboratório Blanver foi responsável por desenvolver a combinação. No acordo de transferência de tecnologia, a empresa fica encarregada de, progressivamente, repassar a técnica de produção para Farmanguinhos. Em troca, a Blanver tem a garantia que, ao longo de cinco anos, será o único a vender ao governo. A associação dos medicamentos foi anunciada como uma promessa de economia. A estimativa era de que o preço fosse 20% inferior ao que é pago pelo governo na aquisição de tenofovir e lamivudina, separadamente.

 Fontes e Direitos Autorais:  Estadão – 25/02/2014 09h41.

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Exército americano terá roupa parecida com a do Homem de Ferro


ironman

São Paulo – A tecnologia desenvolvida por Tony Stark nos quadrinhos e filmes do Homem de Ferro está cada vez mais próxima. O exército norte-americano encomendou uma Tactical Assault Light Operator Suit (TALOS), espécie de armadura que dá aos donos habilidades sobre-humanas, como visão noturna, super-força e resistência a balas.

Os trajes vêm equipados com os próprios computadores de bordo, que devem funcionar mais ou menos como a J.A.R.V.I.S. – mas claro, de forma não tão sofisticada. A assistente dos soldados responderá a determinadas situações e ajudará os “Tony Starks” a ficarem sempre atentos e protegidos em situações de risco.

A proteção será baseada em uma armadura líquida, em desenvolvimento atualmente no Massachusetts Instituite of Technology (MIT). O conceito soa estranho, mas o funcionamento é até lógico: ela passa de estado líquido para sólido em questão de milissegundos quando uma corrente elétrica ou um campo magnético é aplicado.

Com isso, a ideia é tornar o soldado praticamente invencível, capaz teoricamente de passar por uma saraivada de balas. Junto com a proteção, outros recursos da TALOS são regulagem de temperatura – que é medida por uma placa no peito – e da entrada de ar, de forma a evitar que o soldado não sufoque e permaneça em boas condições de combate.

A ideia da TALOS, aliás, não é nova, e vem sendo “namorada” pelo exército norte-americano desde 2012, pelo menos. Em uma feira em fevereiro do ano passado, por exemplo, soldados da Special Operations Command (SOCOM) demonstraram como seria o combatente de 2032. A adoção da armadura já em 2013 é praticamente um passo adiantado em direção ao futuro da guerra. Confira no vídeo abaixo, do site Defense Update, como deve funcionar a Tactical Assault Light Operator Suit.

Fontes e Direitos Autorais: 10/10/2013 21h21 – Atualizado em 10/10/2013 21h23.

Brasil deve repensar estratégia de defesa para evitar espionagem


Dilma
A presidente Dilma Rousseff foi alvo de espionagem por parte do governo americano

São Paulo – A denúncia de que a presidente Dilma Rousseff também foi alvo de espionagem por parte do governo americano gerou uma resposta imediata das autoridades brasileiras. Nesta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, afirmou em coletiva de imprensa que a vigilância cometida pela NSA é inadmissível.

A reação do chanceler brasileiro também foi acompanhada pelo Poder Legislativo. O deputado federal Nelson Pellegrino, presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, considerou que o fato deve ser levado para discussão no Conselho de Segurança da ONU. “É bom lembrar que esse esquema mobiliza 60 mil pessoas, sendo que de 3 a 4 mil funcionários manuseiam informações estratégicas, inclusive terceirizados, como era o caso de Edward Snowden”, disse o deputado para a INFO.

“É necessário discutir essa questão com a Anatel. Não podemos apenas reclamar com os Estados Unidos, devemos nos proteger, investindo na defesa de informações e na criptografia das comunicações”, afirmou o parlamentar.

Os documentos que revelam a vigilância dos Estados Unidos foram divulgados no programaFantástico, da Rede Globo, no último domingo. Com colaboração do jornalista Glenn Greenwald, que vive no Rio de Janeiro e recebeu documentos de Snowden, a reportagem afirmou que assessores próximos da presidente também foram alvos do programa de espionagem.

Para Gilberto Maringoni, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC), o Brasil é alvo de espionagem por conta de seu protagonismo na América Latina. “Como potência regional, o país não é submisso à política externa americana e buscou posições autônimas nos últimos anos. Além disso, há questões estratégicas, como as do pré-sal”, afirmou a INFO.

De acordo com o professor, o sistema de telecomunicações brasileiro amplifica a vulnerabilidade da defesa nacional. “Com a privatização das empresas estatais, é impossível controlar o sigilo de dados estratégicos. É necessário criar um canal de circulação de informações, com um provedor público e satélites próprios, para que as informações não fiquem na mão de qualquer empresa.”

Apesar de não ser uma informação confirmada pelo chanceler, é provável que a presidente não realize uma visita oficial a Washington, marcada para o mês de outubro, caso os Estados Unidos não se posicionem claramente sobre o programa de espionagem.

Fontes e Direitos Autorais: , de INFO Online • terça, 03 de setembro de 2013 – 08h00.

Bruxelas aprova medicamento contra câncer de cólon


Bayer
O laboratório alemão Bayer anunciou nesta sexta-feira que recebeu autorização das autoridades europeias para comercializar o medicamento contra câncer de cólon Stivarga

Berlim – O laboratório alemão Bayer anunciou nesta sexta-feira que recebeu autorização das autoridades europeias para comercializar o medicamento contra câncer de cólon Stivarga.

Este tratamento oral, também conhecido pelo nome de Regorafenib, é indicado para pacientes que já tenham sido tratados ou não podem ser tratados com outros medicamentos contra esse tipo de câncer.

Segundo os resultados de um estudo em fase 3, o “Stivarga aumenta significativamente a sobrevivência das pessoas difíceis de tratar”.

Bayer já havia recebido a autorização do Japão e Estados Unidos para comercializar o Stivarga para o tratamento de tumores estromais digestivos (GIST).

Fontes e Direitos Autorais:  • sexta, 30 de agosto de 2013 – 12h08.

Marco Civil não evita espionagem, diz relator

Deputado Alessandro Molon (PT-RJ) disse em audiência que não há como impedir espionagem com o Marco Civil da Internet


BRASÍLIA – O relator do Marco Civil da Internet, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), afirmou que a proposta não impede práticas de espionagem, mas protege a privacidade do internauta. “Nenhuma lei impede espionagem. Nenhuma lei impede crimes, mas nem por isso deixamos de fazer. A lei vai punir e desincentivar”, argumentou. “Atualmente a privacidade do usuário não está protegida”, disse.

O deputado Alessandro Molon (PT-RJ).
Foto: André Borges/Estadão – 6/8/2013

   

Em audiência pública que debate o tema, Molon afirmou que o projeto é uma primeira lei geral brasileira sobre a internet. “Falta muita coisa, mas ela tem princípio, direitos e garantias do uso da internet no Brasil. Evidentemente não trata de tudo da internet. Um projeto não pode resolver todos os problemas”, disse.

O deputado apontou como ponto essencial do Marco Civil a neutralidade da rede. Ele explicou que o texto permite a venda de pacotes com diferentes velocidades, mas não aceita que o provedor determine os tipos de acesso que o usuário terá, como uso de e-mails, o acesso a notícias, blogs, etc.

“Qualquer emenda que fira a neutralidade eu não vou acatar. Posso ser derrotado, mas não vou. Isso vai limitar perspectiva de lucro que algumas empresas teriam, mas o objetivo é proteger o internauta”, disse. “As recentes manifestações foram transmitidas e debatidas pela internet. Isso só foi possível porque temos uma internet livre.”

“Práticas do mercado querem acabar com a neutralidade da rede com o argumento de que ela pode ser mais barata para alguns se for oferecida internet rateada”, disse Molon. “Nós vamos agora dizer ao povão que tem direito ao e-mail, mas não ao YouTube ou a um blog?”

A advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Veridiana Alimonti defendeu a garantia de ”acesso pleno” à rede. “Internet não pode se reduzir a e-mail e redes sociais. É preciso garantir o acesso pleno porque há ainda publicações científicas, dados, notícias”, disse.

As operadoras, por outro lado, acreditam que podem oferecer serviços diferentes, baseados no volume de dados. ”Quem consome mais, paga mais. Qualquer serviço funciona assim”, afirmou Alexandre Castro, diretor de regulação do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil). Se não houver essa
diferenciação, segundo ele, “o dimensionamento da rede terá que usar perfis de uso muito mais pesado”.

Ele aponta que isso elevaria o custo para o usuário. “Isso significa investimento bem mais pesado das empresas. O retorno adequado vai impor preços mais elevados para o consumidor. Isso significa menor inclusão”, disse.

O Sinditelebrasil aponta, ainda, que as empresas do setor precisam monitorar o uso da internet para fazer gestão de suas redes. “A ideia não é ler informações dos usuários, mas informações dos protocolos para saber como aquela informação é trafegada na rede”, disse Castro.

Armazenamento.  Castro sugeriu que os dados dos usuários não sejam armazenados somente fora do País. “Os grandes provedores devem ser estimulados a colocar infraestrutura no Brasil, guardando dados dos usuários em data centers, para o País ter o mínimo de soberania para tratamento aos dados utilizados por provedores”, afirmou.

Para a associação que representa empresas como Google, Microsoft e IBM, essa mudança significaria aumento do custo Brasil. Nelson Wortsman, da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), disse que um data center instalado no Brasil geraria gasto de quase U$ 1 milhão por ano para operá-lo. Nos Estados Unidos, segundo ele, o custo seria de U$ 500 mil. “Não importa onde os dados estejam, importa quem pode acessá-los.

Para uma informação que esteja em algum país e a justiça ou a Receita Federal precise, temos que ter acordo para que tenham acesso de maneira ágil”, argumentou.

Jarbas Valente, vice-presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), disse que é importante ter um marco civil. “Mas ele deve refletir mudança da governança mundial desse produto que é a internet”, afirmou.

A Associação Brasileira de Internet (Abranet) defende a aprovação do relatório de Molon para o marco civil da internet tal como está. “Está pronto para ser votado”, resumiu Eduardo Parajo, presidente do Conselho Consultivo Superior da entidade.

/ AGÊNCIA ESTADO

Fontes e Direitos Autorais: Estadão.com.br – Link – Laís Alegretti.

Microsoft nega repasse de dados de clientes para governo dos EUA

Segundo a empresa, todos os pedidos por informações privadas de usuários precisam passar por trâmites legais.


 

Microsoft

Microsoft veio a público para negar veementemente as acusações de que estaria colaborando diretamente com o programa Prism. Segundo documentos liberados pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden, a empresa permitiria que o governo americano tivesse acesso às conversas do Skype, os e-mails do Outlook e arquivos do SkyDrive sem necessidade de mandado judicial.

Em post no blog oficial, a empresa dá sua versão sobre os fatos e explica como funciona o processo de liberação de informações privadas dos usuários a governos. Segundo a Microsoft, nenhum dado é repassado a governos ou qualquer outro tipo de entidade sem um pedido formal na justiça.

O comunicado afirma que usuários do Outlook.com e Hotmail podem ficar tranquilos, pois nenhum dado é repassado para governos sem uma demanda judicial válida. “Quando recebemos um pedido, nós o analisamos e, se formos obrigados, acatamos”, afirma Brad Smith, vice-presidente legal da empresa.

Microsoft também afirma que não colabora para que nenhum governo ou ninguém tenha as chaves de encriptação dos e-mails enviados por estes serviços, de forma a permitir a interceptação das comunicações, conforme os documentos acusavam. Segundo a empresa, caso o pedido judicial seja acatado, os dados são repassados em formato já desencriptado, como eles ficam armazenados em seu banco.

O acesso a arquivos do SkyDrive funciona da mesma maneira, segundo a Microsoft. Já em relação ao Skype, as acusações também foram negadas. A empresa afirma que o acesso às conversas de usuários só se dá por vias legais, e apenas para contas específicas e que não dará acesso indiscriminado a todas os dados dos usuários.

Os usuários que utilizam os serviços corporativos da empresa também estão protegidos, afirma a empresa. A Microsoft diz que, em caso de pediso legais, a companhia tenta colocar o governo diretamente em contato com o cliente ou notificá-lo, a menos que seja legalmente proibida de realizá-lo. “Nunca fornecemos dados de nossos clientes corporativos para governos com propósitos de segurança nacional”, diz Smith.

“Todos vivemos em um mundo onde empresas e governos estão usando Big Data e seria um engano assumir que isso esteja limitado aos EUA. Agências provavelmente obtêm as informações de várias fontes por várias maneiras, mas se eles querem dados de clientes da Microsoft, eles precisam seguir os processos legais”, afirma o comunicado.

A empresa também aguarda aprovação para detalhar ainda mais os pedidos por informações de usuários.

Fontes e Direitos Autorais: Olhar Digital – 17 de Julho de 2013 | 13:20h.

Europa tenta ganhar mercado em TI, após escândalo nos EUA


No ano passado, o governo francês investiu 200 milhões de dólares em duas startups de cloud computing

Paris/Londres – A França tem o seu “projeto soberano de nuvem” enquanto do outro lado do Reno as empresas de dados criaram o rótulo de “Serviços de Nuvem: fabricados na Alemanha”, todos tentando tranquilizar grandes empresas de que suas informações são armazenadas longe dos olhos curiosos dos espiões norte-americanos.

Empresas europeias acreditam que revelações de que a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) têm secretamente reunido dados de nove grandes empresas de Internet dos EUA, incluindo Microsoft e Google, vão dar a elas uma vantagem competitiva à medida que competem com as empresas americanas dominantes da computação de nuvem.

Empresas e indivíduos podem ter de aceitar que, enquanto armazenarem e processarem suas informações em servidores europeus e localizados na Europa, estão protegidos da NSA, mas as agências de inteligência mais perto de casa podem estar à espreita de qualquer maneira.

“Se você vai ter um Big Brother, eu prefiro ter um Big Brother doméstico a um Big Brother estrangeiro”, disse Mikko Hypponen, diretor de pesquisa da empresa de segurança em Internet F-Secure, que também oferece serviços em nuvem com dados armazenados nos países nórdicos.

A computação de nuvem – termo genérico para tudo, desde e-mail baseado na web a software de negócios que é executado remotamente através da Internet – está sendo adotado por grandes empresas e governos a nível global para reduzir custos e aumentar a flexibilidade para seus departamentos de TI.

No ano passado, o governo francês investiu 200 milhões de dólares em duas start-ups (empresas iniciantes), incluindo o dono do centro de dados Cloudwatt, para dotar o País de infraestrutura independente dos gigantes norte-americanos de cloud computing.

Após as revelações de que o programa PRISM da NSA coletou dados de usuários de nove empresas que também incluem Yahoo e Facebook, a posição francesa agora parece precavida para algumas pessoas.

Fontes e Direitos Autorais: • Segunda-feira, 17 de junho de 2013 – 18h00.