Novo coquetel da aids chega ao SUS em março


teste hiv

O medicamento que associa tenofovir e lamivudina, combinação de duas drogas usadas para tratamento de pacientes com aids, deverá começar a ser distribuído pelo governo no próximo mês. Este é o tempo estimado para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conceda o registro de produção para Farmanguinhos, laboratório público que, ao lado da empresa Blanver, vai fabricar o remédio no País.

Combinações de medicamentos para aids são recomendadas pela Organização Mundial da Saúde para melhorar a adesão ao tratamento e garantir melhor qualidade de vida para pacientes. Terapias para soropositivos são feitas a partir da indicação de várias drogas, prática que no passado ganhou o apelido de “coquetel”. Pacientes podem ingerir até mais de dez comprimidos diferentes por vez. “Daí a importância das associações. Elas trazem menos incômodos, tornam a vida do paciente mais prática”, afirma a infectologista Lígia Raquel Brito.

A chegada do medicamento combinado no SUS é aguardada há tempos. “Sou questionada com frequência pelos pacientes. O anúncio do projeto gerou muita expectativa entre eles”, completa. Atualmente, dos 310 mil soropositivos em tratamento do SUS, 73 mil usam em seu esquema terapêutico tenofovir e lamivudina.

Parceria

Divulgada em 2012, a parceria para desenvolvimento da droga previa, de acordo o presidente da Blanver, Sergio Frangioni, a oferta do produto no segundo semestre do ano passado. Ele conta que a empresa depositou o pedido de registro da droga na Anvisa em outubro de 2012. A autorização foi concedida em dezembro.

“Já há condições para produção, entrega da droga para o Ministério da Saúde. Mas não recebemos por enquanto nenhuma sinalização”, conta Frangioni. Para que isso seja feito, é preciso que Farmanguinhos também seja liberada pela Anvisa para a execução do projeto. “Entendemos a expectativa. Mas o desejo empresarial não pode se sobrepor à segurança e à certeza de eficácia do medicamento”, afirmou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

O laboratório Blanver foi responsável por desenvolver a combinação. No acordo de transferência de tecnologia, a empresa fica encarregada de, progressivamente, repassar a técnica de produção para Farmanguinhos. Em troca, a Blanver tem a garantia que, ao longo de cinco anos, será o único a vender ao governo. A associação dos medicamentos foi anunciada como uma promessa de economia. A estimativa era de que o preço fosse 20% inferior ao que é pago pelo governo na aquisição de tenofovir e lamivudina, separadamente.

 Fontes e Direitos Autorais:  Estadão – 25/02/2014 09h41.

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Exército americano terá roupa parecida com a do Homem de Ferro


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São Paulo – A tecnologia desenvolvida por Tony Stark nos quadrinhos e filmes do Homem de Ferro está cada vez mais próxima. O exército norte-americano encomendou uma Tactical Assault Light Operator Suit (TALOS), espécie de armadura que dá aos donos habilidades sobre-humanas, como visão noturna, super-força e resistência a balas.

Os trajes vêm equipados com os próprios computadores de bordo, que devem funcionar mais ou menos como a J.A.R.V.I.S. – mas claro, de forma não tão sofisticada. A assistente dos soldados responderá a determinadas situações e ajudará os “Tony Starks” a ficarem sempre atentos e protegidos em situações de risco.

A proteção será baseada em uma armadura líquida, em desenvolvimento atualmente no Massachusetts Instituite of Technology (MIT). O conceito soa estranho, mas o funcionamento é até lógico: ela passa de estado líquido para sólido em questão de milissegundos quando uma corrente elétrica ou um campo magnético é aplicado.

Com isso, a ideia é tornar o soldado praticamente invencível, capaz teoricamente de passar por uma saraivada de balas. Junto com a proteção, outros recursos da TALOS são regulagem de temperatura – que é medida por uma placa no peito – e da entrada de ar, de forma a evitar que o soldado não sufoque e permaneça em boas condições de combate.

A ideia da TALOS, aliás, não é nova, e vem sendo “namorada” pelo exército norte-americano desde 2012, pelo menos. Em uma feira em fevereiro do ano passado, por exemplo, soldados da Special Operations Command (SOCOM) demonstraram como seria o combatente de 2032. A adoção da armadura já em 2013 é praticamente um passo adiantado em direção ao futuro da guerra. Confira no vídeo abaixo, do site Defense Update, como deve funcionar a Tactical Assault Light Operator Suit.

Fontes e Direitos Autorais: 10/10/2013 21h21 – Atualizado em 10/10/2013 21h23.

Brasil deve repensar estratégia de defesa para evitar espionagem


Dilma
A presidente Dilma Rousseff foi alvo de espionagem por parte do governo americano

São Paulo – A denúncia de que a presidente Dilma Rousseff também foi alvo de espionagem por parte do governo americano gerou uma resposta imediata das autoridades brasileiras. Nesta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, afirmou em coletiva de imprensa que a vigilância cometida pela NSA é inadmissível.

A reação do chanceler brasileiro também foi acompanhada pelo Poder Legislativo. O deputado federal Nelson Pellegrino, presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, considerou que o fato deve ser levado para discussão no Conselho de Segurança da ONU. “É bom lembrar que esse esquema mobiliza 60 mil pessoas, sendo que de 3 a 4 mil funcionários manuseiam informações estratégicas, inclusive terceirizados, como era o caso de Edward Snowden”, disse o deputado para a INFO.

“É necessário discutir essa questão com a Anatel. Não podemos apenas reclamar com os Estados Unidos, devemos nos proteger, investindo na defesa de informações e na criptografia das comunicações”, afirmou o parlamentar.

Os documentos que revelam a vigilância dos Estados Unidos foram divulgados no programaFantástico, da Rede Globo, no último domingo. Com colaboração do jornalista Glenn Greenwald, que vive no Rio de Janeiro e recebeu documentos de Snowden, a reportagem afirmou que assessores próximos da presidente também foram alvos do programa de espionagem.

Para Gilberto Maringoni, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC), o Brasil é alvo de espionagem por conta de seu protagonismo na América Latina. “Como potência regional, o país não é submisso à política externa americana e buscou posições autônimas nos últimos anos. Além disso, há questões estratégicas, como as do pré-sal”, afirmou a INFO.

De acordo com o professor, o sistema de telecomunicações brasileiro amplifica a vulnerabilidade da defesa nacional. “Com a privatização das empresas estatais, é impossível controlar o sigilo de dados estratégicos. É necessário criar um canal de circulação de informações, com um provedor público e satélites próprios, para que as informações não fiquem na mão de qualquer empresa.”

Apesar de não ser uma informação confirmada pelo chanceler, é provável que a presidente não realize uma visita oficial a Washington, marcada para o mês de outubro, caso os Estados Unidos não se posicionem claramente sobre o programa de espionagem.

Fontes e Direitos Autorais: , de INFO Online • terça, 03 de setembro de 2013 – 08h00.

Bruxelas aprova medicamento contra câncer de cólon


Bayer
O laboratório alemão Bayer anunciou nesta sexta-feira que recebeu autorização das autoridades europeias para comercializar o medicamento contra câncer de cólon Stivarga

Berlim – O laboratório alemão Bayer anunciou nesta sexta-feira que recebeu autorização das autoridades europeias para comercializar o medicamento contra câncer de cólon Stivarga.

Este tratamento oral, também conhecido pelo nome de Regorafenib, é indicado para pacientes que já tenham sido tratados ou não podem ser tratados com outros medicamentos contra esse tipo de câncer.

Segundo os resultados de um estudo em fase 3, o “Stivarga aumenta significativamente a sobrevivência das pessoas difíceis de tratar”.

Bayer já havia recebido a autorização do Japão e Estados Unidos para comercializar o Stivarga para o tratamento de tumores estromais digestivos (GIST).

Fontes e Direitos Autorais:  • sexta, 30 de agosto de 2013 – 12h08.

Marco Civil não evita espionagem, diz relator


BRASÍLIA – O relator do Marco Civil da Internet, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), afirmou que a proposta não impede práticas de espionagem, mas protege a privacidade do internauta. “Nenhuma lei impede espionagem. Nenhuma lei impede crimes, mas nem por isso deixamos de fazer. A lei vai punir e desincentivar”, argumentou. “Atualmente a privacidade do usuário não está protegida”, disse.

O deputado Alessandro Molon (PT-RJ).
Foto: André Borges/Estadão – 6/8/2013

   

Em audiência pública que debate o tema, Molon afirmou que o projeto é uma primeira lei geral brasileira sobre a internet. “Falta muita coisa, mas ela tem princípio, direitos e garantias do uso da internet no Brasil. Evidentemente não trata de tudo da internet. Um projeto não pode resolver todos os problemas”, disse.

O deputado apontou como ponto essencial do Marco Civil a neutralidade da rede. Ele explicou que o texto permite a venda de pacotes com diferentes velocidades, mas não aceita que o provedor determine os tipos de acesso que o usuário terá, como uso de e-mails, o acesso a notícias, blogs, etc.

“Qualquer emenda que fira a neutralidade eu não vou acatar. Posso ser derrotado, mas não vou. Isso vai limitar perspectiva de lucro que algumas empresas teriam, mas o objetivo é proteger o internauta”, disse. “As recentes manifestações foram transmitidas e debatidas pela internet. Isso só foi possível porque temos uma internet livre.”

“Práticas do mercado querem acabar com a neutralidade da rede com o argumento de que ela pode ser mais barata para alguns se for oferecida internet rateada”, disse Molon. “Nós vamos agora dizer ao povão que tem direito ao e-mail, mas não ao YouTube ou a um blog?”

A advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Veridiana Alimonti defendeu a garantia de ”acesso pleno” à rede. “Internet não pode se reduzir a e-mail e redes sociais. É preciso garantir o acesso pleno porque há ainda publicações científicas, dados, notícias”, disse.

As operadoras, por outro lado, acreditam que podem oferecer serviços diferentes, baseados no volume de dados. ”Quem consome mais, paga mais. Qualquer serviço funciona assim”, afirmou Alexandre Castro, diretor de regulação do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil). Se não houver essa
diferenciação, segundo ele, “o dimensionamento da rede terá que usar perfis de uso muito mais pesado”.

Ele aponta que isso elevaria o custo para o usuário. “Isso significa investimento bem mais pesado das empresas. O retorno adequado vai impor preços mais elevados para o consumidor. Isso significa menor inclusão”, disse.

O Sinditelebrasil aponta, ainda, que as empresas do setor precisam monitorar o uso da internet para fazer gestão de suas redes. “A ideia não é ler informações dos usuários, mas informações dos protocolos para saber como aquela informação é trafegada na rede”, disse Castro.

Armazenamento.  Castro sugeriu que os dados dos usuários não sejam armazenados somente fora do País. “Os grandes provedores devem ser estimulados a colocar infraestrutura no Brasil, guardando dados dos usuários em data centers, para o País ter o mínimo de soberania para tratamento aos dados utilizados por provedores”, afirmou.

Para a associação que representa empresas como Google, Microsoft e IBM, essa mudança significaria aumento do custo Brasil. Nelson Wortsman, da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), disse que um data center instalado no Brasil geraria gasto de quase U$ 1 milhão por ano para operá-lo. Nos Estados Unidos, segundo ele, o custo seria de U$ 500 mil. “Não importa onde os dados estejam, importa quem pode acessá-los.

Para uma informação que esteja em algum país e a justiça ou a Receita Federal precise, temos que ter acordo para que tenham acesso de maneira ágil”, argumentou.

Jarbas Valente, vice-presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), disse que é importante ter um marco civil. “Mas ele deve refletir mudança da governança mundial desse produto que é a internet”, afirmou.

A Associação Brasileira de Internet (Abranet) defende a aprovação do relatório de Molon para o marco civil da internet tal como está. “Está pronto para ser votado”, resumiu Eduardo Parajo, presidente do Conselho Consultivo Superior da entidade.

/ AGÊNCIA ESTADO

Fontes e Direitos Autorais: Estadão.com.br – Link – Laís Alegretti.

Microsoft nega repasse de dados de clientes para governo dos EUA


 

Microsoft

Microsoft veio a público para negar veementemente as acusações de que estaria colaborando diretamente com o programa Prism. Segundo documentos liberados pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden, a empresa permitiria que o governo americano tivesse acesso às conversas do Skype, os e-mails do Outlook e arquivos do SkyDrive sem necessidade de mandado judicial.

Em post no blog oficial, a empresa dá sua versão sobre os fatos e explica como funciona o processo de liberação de informações privadas dos usuários a governos. Segundo a Microsoft, nenhum dado é repassado a governos ou qualquer outro tipo de entidade sem um pedido formal na justiça.

O comunicado afirma que usuários do Outlook.com e Hotmail podem ficar tranquilos, pois nenhum dado é repassado para governos sem uma demanda judicial válida. “Quando recebemos um pedido, nós o analisamos e, se formos obrigados, acatamos”, afirma Brad Smith, vice-presidente legal da empresa.

Microsoft também afirma que não colabora para que nenhum governo ou ninguém tenha as chaves de encriptação dos e-mails enviados por estes serviços, de forma a permitir a interceptação das comunicações, conforme os documentos acusavam. Segundo a empresa, caso o pedido judicial seja acatado, os dados são repassados em formato já desencriptado, como eles ficam armazenados em seu banco.

O acesso a arquivos do SkyDrive funciona da mesma maneira, segundo a Microsoft. Já em relação ao Skype, as acusações também foram negadas. A empresa afirma que o acesso às conversas de usuários só se dá por vias legais, e apenas para contas específicas e que não dará acesso indiscriminado a todas os dados dos usuários.

Os usuários que utilizam os serviços corporativos da empresa também estão protegidos, afirma a empresa. A Microsoft diz que, em caso de pediso legais, a companhia tenta colocar o governo diretamente em contato com o cliente ou notificá-lo, a menos que seja legalmente proibida de realizá-lo. “Nunca fornecemos dados de nossos clientes corporativos para governos com propósitos de segurança nacional”, diz Smith.

“Todos vivemos em um mundo onde empresas e governos estão usando Big Data e seria um engano assumir que isso esteja limitado aos EUA. Agências provavelmente obtêm as informações de várias fontes por várias maneiras, mas se eles querem dados de clientes da Microsoft, eles precisam seguir os processos legais”, afirma o comunicado.

A empresa também aguarda aprovação para detalhar ainda mais os pedidos por informações de usuários.

Fontes e Direitos Autorais: Olhar Digital – 17 de Julho de 2013 | 13:20h.

Europa tenta ganhar mercado em TI, após escândalo nos EUA


No ano passado, o governo francês investiu 200 milhões de dólares em duas startups de cloud computing

Paris/Londres – A França tem o seu “projeto soberano de nuvem” enquanto do outro lado do Reno as empresas de dados criaram o rótulo de “Serviços de Nuvem: fabricados na Alemanha”, todos tentando tranquilizar grandes empresas de que suas informações são armazenadas longe dos olhos curiosos dos espiões norte-americanos.

Empresas europeias acreditam que revelações de que a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) têm secretamente reunido dados de nove grandes empresas de Internet dos EUA, incluindo Microsoft e Google, vão dar a elas uma vantagem competitiva à medida que competem com as empresas americanas dominantes da computação de nuvem.

Empresas e indivíduos podem ter de aceitar que, enquanto armazenarem e processarem suas informações em servidores europeus e localizados na Europa, estão protegidos da NSA, mas as agências de inteligência mais perto de casa podem estar à espreita de qualquer maneira.

“Se você vai ter um Big Brother, eu prefiro ter um Big Brother doméstico a um Big Brother estrangeiro”, disse Mikko Hypponen, diretor de pesquisa da empresa de segurança em Internet F-Secure, que também oferece serviços em nuvem com dados armazenados nos países nórdicos.

A computação de nuvem – termo genérico para tudo, desde e-mail baseado na web a software de negócios que é executado remotamente através da Internet – está sendo adotado por grandes empresas e governos a nível global para reduzir custos e aumentar a flexibilidade para seus departamentos de TI.

No ano passado, o governo francês investiu 200 milhões de dólares em duas start-ups (empresas iniciantes), incluindo o dono do centro de dados Cloudwatt, para dotar o País de infraestrutura independente dos gigantes norte-americanos de cloud computing.

Após as revelações de que o programa PRISM da NSA coletou dados de usuários de nove empresas que também incluem Yahoo e Facebook, a posição francesa agora parece precavida para algumas pessoas.

Fontes e Direitos Autorais: • Segunda-feira, 17 de junho de 2013 – 18h00.

Até 2015, 4,4 milhões de empregos serão criados na área de TI


Cassio Dreyfus, da Gartner, em palestra realizada durante Ciab Febraban

São Paulo – Em palestra realizada durante o Ciab Febraban, Donald Feinberg, analista do instituto de pesquisas Gartner, afirmou que mais de 4,4 milhões de empregos relacionados à área de TI serão criados até 2015 em todo o mundo. Entre essas vagas, as empresas buscarão profissionais capazes de trabalhar com serviços específicos de Big Data.

 

Segundo Feinberg, a busca por soluções em tecnologia da informação será cada vez mais requisitada pelos executivos das companhias. “Os empresários voltarão suas atenções para a computação em nuvem, serviços móveis e expansão de ferramentas digitais capazes de dinamizar os negócios.”

Até 2015, o Gartner projeta que 25% das empresas de todo o mundo contarão com um CIO, responsável por chefiar o fluxo de informações estratégicas digitais das companhias. “Esses empresários serão responsáeis em procurar profissionais com habilidades específicas, especialmente em big data”, disse Feinberg.

 

No entanto, o analista indicou que, dos 4,4 milhões de empregos que serão gerados, apenas um terço deles deverão ser efetivamente ocupados. “Não há mão de obra sufcientemente especializada hoje em dia, o sistema educacional de todo o mundo tem falhado em formar profissionais capazes de trabalhar e desenvolver esses novos serviços requisitados pelas empresas.”

 

Cassio Dreyfus, vice-presidente do Gartner no Brasil, também participou da palestra que apontou algumas tendências do mercado de TI. O executivo destacou a preocupação das empresas com segurança digital. A instituição indica que, até 2016, cerca de 90 bilhões de dólares serão investidos em  proteção de informações.

 

Outro ponto destacado por Dreyfus diz respeito ao futuro dos empregos. “Viveremos uma economia baseada na informação. Por isso, serão criados novos empregos e as empresas precisam começar a procurar desde já esses futuros talentos.”

Fontes e Direitos Autorais: 

, de INFO Online 

• Quarta-feira, 12 de junho de 2013 – 21h01.

Governo abre mais de 13 mil vagas para graduação no exterior


As vagas são para 18 áreas de conhecimento científico e tecnológico e as inscrições vão até julho

São Paulo – O Governo Federal abriu nesta terça-feira 13.480 novas vagas para graduação na modalidade sanduíche – pela qual parte do curso é realizada no Brasil e parte no exterior – em nove países da Europa, Ásia e América do Norte, como parte do programa Ciência sem Fronteiras.

As vagas são para 18 áreas de conhecimento científico e tecnológico e as inscrições vão até julho. Os países envolvidos nas chamadas são: Alemanha, Austrália, Canadá, Coréia do Sul, Estados Unidos, Finlândia, Hungria, Japão e Reino Unido.

Mesmo sem terem pensado inicialmente em participar de um intercâmbio, os estudantes Ricardo Ryoiti Kojima, de 22 anos, e Bruno Cordeiro Capelas, 21, estão realizando parte das disciplinas da graduação em universidades estrangeiras como parte do programa.

Kojima é acadêmico de Engenharia de Produção da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e atualmente está na Universidade de Toronto no Canadá.

Para ele, o intercâmbio é uma oportunidade para aprofundar o conhecimento de inglês e ter contato com professores e pesquisadores diferentes, segundo disse à Agência Efe em entrevista.

“O meu inglês melhorou muito. Além disso, aprendi a mexer em outras ferramentas e pude assistir a um curso de Excel, o que nunca consegui no Brasil, devido ao número limitado de vagas. A grande diferença eu vejo na infraestrutura dos laboratórios. As pesquisas também são muito incentivadas”, afirmou.

Capelas, por sua vez, é aluno de Jornalismo da Universidade de São Paulo (USP) e está na Universidade Nova de Lisboa através de um convênio firmado entre as duas instituições.

O estudante destaca que, além de poder frequentar disciplinas fora do currículo tradicional, a experiência de estar em outro país será diferencial na sua formação.

“Morar em outro país, conversar com as pessoas na rua e perceber as diferenças de costume, além de entrar em outra realidade e se confrontar com outras maneiras de ver o mundo é tão (ou mais) importante do que a parte de assistir a uma boa aula”, contou à Efe.

O Ciência sem Fronteiras foi anunciado em dezembro de 2011 pela presidente Dilma Rousseff com um investimento de mais R$ 3 bilhões. Até 2015, a meta do governo é qualificar 101 mil estudantes pelo programa que, até o momento, já implementou mais de 22 mil bolsas em todas as modalidades de graduação, doutorado e pós-doutorado.

 

Fontes e Direitos Autorais: 

• Terça-feira, 04 de junho de 2013 – 19h49.

Chefe do Pentágono acusa Pequim de espionagem cibernética


São Paulo – Os Estados Unidos estão inquietos pelo aumento das invasões de hackers, que, em parte, “parecem vinculadas ao exército e ao governo chineses”, acusou neste sábado o chefe do Pentágono, Chuck Hagel, em uma conferência sobre segurança em Cingapura na presença de delegados chineses.

Esta nova acusação, feita pelo secretário de Defesa diante das principais autoridades militares asiáticas, pressiona Pequim uma semana antes de uma cúpula entre o presidente Barack Obama e seu colega chinês Xi Jinping, ao mesmo tempo em que se multiplicavam nos últimos dias as revelações sobre o roubo de dados militares americanos sensíveis.

“Devemos reconhecer a necessidade de regras de conduta comuns em novos âmbitos”, acrescentou, considerando positiva a constituição de um grupo de trabalho consagrado à internet entre Washington e Pequim.

Hagel reiterou que os cortes orçamentários que afetam o Pentágono não prejudicarão a estratégia americana no eixo Ásia-Pacífico, que busca reforçar seus meios diante da potência militar crescente da China.

Também insistiu que Washington saúda a responsabilidade assumida por Pequim na região, e ressaltou que a estratégia americana não está dirigida contra a China.

Apesar destas palavras, “a China não está convencida”, afirmou ao ministro americano um membro da delegação chinesa, o general Yao Yunzhu.

Fontes e Direitos Autorais:  • Sábado, 01 de junho de 2013 – 15h12

Ministério da Defesa quer usar parte da faixa 4G


São Paulo – O Ministério da Defesa sinalizou a intenção de obter uma parte da faixa de frequência 700 MHz da rede 4G. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

 

A pasta pretende utilizar essa parte da faixa para incluir um sistema exclusivo de comunicação com tráfego de voz, dados e imagens, fortalecendo a segurança pública do país e sem a necessidade de contratar os serviços das operadoras de telefonia.

A faixa de 700 MHz, atualmente utilizada por canais de TV que transmitem programação em UHF, deve ser licitada em 2014 e será destinada a serviços de banda larga móvel 4G.

 

A solicitação do Ministério da Defesa foi enviada à Anatel, que irá agora submeter o pedido à sua área técnica e ao conselho diretor. Se for aprovada, será preciso alterar a regulamentação do uso da faixa.

 

No entanto, o governo, por meio do Ministério das Comunicações, não pretende modificar o planejamento para a faixa 700 MHz, que prevê a divisão da frequência apenas entre as teles.

 

A pasta das comunicações propõe duas soluções: que o sistema da Defesa seja implantado apenas nas áreas de fronteiras. Ou que os órgãos de segurança aceitem utilizar uma nova frequência para o serviço.

 

A segunda opção, porém, não deve ser aceita pela Defesa, pois a pasta já teria desenvolvido um modelo de serviço em parceria com a Motorola Solutions. E modificar o sistema para operar em outra frequência sairia mais caro e poderia levar até cinco anos para ser finalizado.

 

A faixa de 700 MHz é disputada pela pasta da Defesa desde 2012, quando a Anatel ainda realizava os estudos de viabilidade técnica. Uma resolução sobre este impasse deve sair apenas previamente ao leilão da frequência em 2014.

Fontes e Direitos Autorais: 

, de INFO Online 

• Quinta-feira, 16 de maio de 2013 – 10h07.

Anatel libera fabricantes de telefones fixos para alterar o teclado dos aparelhos


A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) autorizou que as fabricantes de telefones fixos decidam por si mesmas como dispor os números dos teclados durante a produção dos aparelhos.

Antes da mudança, os 12 botões (do número zero ao nove, o asterisco e o jogo da velha) precisavam ser postos sempre da mesma maneira, em formato retangular.

Outra exigência era que o botão do número cinco tivesse relevo, para auxiliar portadores de deficiências visuais.

Agora, segundo a agência, uma empresa que queira produzir um telefone em formato de bola de futebol para a Copa das Confederações, por exemplo, poderá dispor os números em um formato circular.

Até mesmo o relevo na tecla cinco deixou de ser exigido, uma vez que os aparelhos fixos também podem ter telas sensíveis ao toque, comuns em modelos novos de celulares.

Continua sendo obrigatório, porém, que os números sejam dispostos em ordem sequencial, para facilitar a discagem do usuário.

Fontes e Direitos Autorais: Folha.com – Mercado – 16/05/2013 – 12h46 – JULIA BORBA DE BRASÍLIA

Ciência sem Fronteiras mapeará trajetória de estudantes


Brasília – Os estudantes que participaram do Ciência sem Fronteiras (CsF) terão a trajetória no mercado de trabalho acompanhada pelas instituições responsáveis pelo programa.

 

A intenção, explica o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, é avaliar se os estudantes foram incorporados na área de pesquisa e desenvolvimento das empresas.

“Tratam-se de alunos muito bem classificados no Brasil, que vão para um outro país, recebem uma boa formação. São estudantes que sabem uma segunda língua, são o sonho de qualquer empresa e nós esperamos que eles sejam incorporados na área de inovação”, diz Oliva. “Não é incomum que pessoas muito bem qualificadas sejam levadas para a área de gestão, por exemplo, e não diretamente para a inovação”.

 

Quando os estudantes retornam ao Brasil, eles fazem um relatório final e respondem a um questionário. De acordo com a instituição de fomento, os dados desses estudantes são computados. Os dados, segundo o presidente, serão utilizados para que seja mantido um contato. “Pretende-se que nosso sistema periodicamente mande uma mensagem com poucas perguntas, todas objetivas, para que os estudantes respondam. Entre elas, vamos perguntar se ele está trabalhando em alguma empresa e se é na área de inovação”.

 

De acordo com o presidente, o sistema acompanhará os alunos alguns anos após deixarem a universidade.

Fontes e Direitos Autorais: 

• Quarta-feira, 17 de abril de 2013 – 19h14.

Ciência Sem Fronteiras terá nova modalidade


São Paulo – O Programa Ciência Sem Fronteiras, lançado no final de 2011 com o objetivo de oferecer mais de 100 mil bolsas em quatro anos para capacitação de brasileiros no exterior, vai ganhar uma nova modalidade.

 

Nesta quarta-feira (17) o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, anunciou a criação da Bolsa de Desenvolvimento Tecnológico no Exterior, modalidade vinculada ao programa, mas com foco em profissionais de empresas e institutos de pesquisa que atuem nas áreas consideradas prioritárias, como engenharia, biomédicas, computação e tecnologia, fármacos e biotecnologia.

O objetivo da nova modalidade, explica Oliva, é mirar nas instituições que fazem “ciência sob demanda”. “O sistema de inovação tem um tripé: a universidade, as empresas e os institutos de pesquisa e tecnológicos, que fazem ciência sob demanda”. As atuais modalidades do programa priorizam pessoas com vínculos com as universidades, seja na graduação ou na pós-graduação, mas deixam de fora quem faça pesquisa e desenvolvimento fora da academia. “É para esse universo (empresas e institutos de tecnologia) que estamos desenhando esse novo modelo de bolsa”.

 

Ainda não há data para o lançamento do primeiro edital dessa nova modalidade, mas a estimativa inicial é oferecer, em um primeiro momento, 7 mil bolsas. Para realizar o intercâmbio, será exigido que a empresa ou o instituto mantenha o salário do profissional durante a temporada no exterior. O Ciência Sem Fronteiras, por sua vez, complementará com o valor da bolsa, que deve ser, no caso dos Estados Unidos, de US$ 1,3 mil e US$ 2,1 mil mensais, a depender do profissional. O anúncio da nova bolsa ocorreu durante o lançamento do Portal de Estágios & Empregos do Ciência Sem Fronteiras, em Brasília, do qual participaram os ministros Aloizio Mercadante, da Educação, e Marco Antonio Raupp da Ciência, Tecnologia e Inovação.

 

A nova bolsa vai abarcar duas categorias de profissional: júnior e sênior. No primeiro caso, é necessário ter curso superior e atuar numa das áreas prioritárias. Para ter direito à bolsa sênior, por outro lado, também será preciso comprovar pelo menos cinco anos de experiência em pesquisa e inovação nessas áreas. A ideia é que esses profissionais passem uma temporada em empresas ou institutos no exterior, para aperfeiçoamento e desenvolvimento de projetos direcionados. “Ele (o bolsista) não está indo para fazer um doutorado. Ele está saindo do Brasil com um foco específico, fazer um sistema de automação, um sistema de controle, um dispositivo sensor para melhorar a produção”, exemplifica Oliva.

Fontes e Direitos Autorais: 

• Quinta-feira, 18 de abril de 2013 – 09h53.

O ministério das pequenas empresas ajudará o empreendedorismo no Brasil?


Dilma durante anúncio de novo ministério
São Paulo – Diferentemente da maior parte do mundo, no Brasil, a pessoa que comandar a Secretaria da Micro e Pequena Empresa terá cargo de ministro. A pasta é a 39ª do Brasil. 

A lei que cria a Secretaria da Micro e Pequena Empresa foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff na semana passada e publicada hoje no Diário Oficial da União. O novo ministério tem a missão de assessorar a presidência na formulação e implantação de políticas de apoio às pequenas e micro empresas.

Outros países também têm setores governamentais dedicados ao setor, mas raramente com a importância e tamanho de um ministério. Veja como funciona o apoio aos micro e pequenos empreendedores em outros países desenvolvidos pelo mundo:

Estados Unidos – Nos Estados Unidos, existe a US Small Business Administration, algo como “Administração de Pequenos Negócios dos EUA”. Eles são responsáveis por ajudar norte-americanos a “começar, construir e desenvolver negócios”. A SBA oferece auxílio, empréstimos e sessões de aconselhamento para donos de pequenas e médias empresas.

A SBA não é um ministério, mas sim o que, nos Estados Unidos, é conhecido como uma “agência governamental independente”. A CIA (Central Intelligence Agency) é a mais conhecida dessas agências.

Elas são uma parte separada do braço executivo dos Estados Unidos. Mesmo que o presidente tenha poder de indicar o chefe da SBA, ele só pode afastá-lo por justa causa – e não pode interferir nos assuntos internos da agência.

A SBA surgiu por definição do Congresso Nacional norte-americano e as regulações definidas por ela têm poder de lei federal.

Canadá – Os canadenses já tiveram um ministério dedicado exclusivamente ao “Small Business”, ou  pequenos negócios. Uma vez que a legislação para empreendedorismo foi reformulada no país, esse ministério passou a ser o que é hoje, um “ministério de Estado”, órgão menor e vinculado ao Ministério da Indústria.

Chile – Os vizinhos latino-americanos estão entre os mais desenvolvidos do continente. Por lá, a máquina estatal é mais enxuta: os chilenos têm 22 ministérios. Não há uma subsecretaria ou agência específica para ajudar pequenas e médias empresas. Mesmo sem um ministério exclusivo para isso, a vida do empreendedor chileno, por conta das políticas governamentais e menor burocracia, acaba sendo mais fácil do que em países que têm setores dedicados exclusivamente às pequenas e micro empresas. Segundo o índice Doing Business, do Banco Mundial, o país aparece em 37º lugar no ranking de países onde é mais fácil ter um negócio.

Reino Unido – Com os britânicos, as coisas são mais complexas. Em linhas gerais, o primeiro-ministro é chefe do Executivo e, junto com 24 ministérios, 19 departamentos e mais de 300 agências, governa a região. Nenhum ministério ou departamento é dedicado exclusivamente às pequenas e micro empresas, mas o ministério conhecido como Departamento de Negócios, Inovação e Técnicas oferece o mesmo apoio que agências similares no resto do mundo: desde empréstimos a incentivo à educação.

Alemanha -São apenas 14 ministérios no governo alemão, nenhum deles voltado exclusivamente para lidar com micro e pequenas empresas. Iniciativas de apoio e elas ficam a cargo do Ministério de Economia e Tecnologia, mas não há uma secretaria específica para isso, apenas políticas determinadas pelo Ministério.

 

China – Nenhum dos 21 ministérios da China é dedicado exclusivamente ao fomento das atividades de pequenas e médias empresas. O país ainda tem cinco agências sob mando do governo, dentre elas o Banco Central chinês, mas nenhuma delas tem ligação com micro e pequenas empresas.

 

Índia – Exceção entre os grandes: a Índia tem, há mais de 50 anos, um Ministério de Micro, Pequenos e Médios Empreendimentos que oferece treinamentos, incentivos financeiros e desenvolve projetos próprios para a área. Apesar disso, a Índia ainda é um dos países onde o empreendedor mais sofre com burocracia e taxas. Ela aparece atrás do Brasil em índices como o Doing Business (Fazendo Negócios), do Banco Mundial. Os indianos estão na 132ª posição, enquano o Brasil aparece em 130º lugar.

México – Os mexicanos são ainda mais econômicos quando se trata de ministérios ou, como eles chamam por lá, “secretarias”. São 18 no total, nenhuma exclusivamente dedicada a pequenas e médias empresas.

Fontes e Direitos Autorais: , de Exame.com • Segunda-feira, 01 de abril de 2013 – 21h28.